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Meio Ambiente

O problema das enchentes


Publicado em: 04/10/2016
 

As enchentes são fenômenos naturais, mas podem ser intensificadas pelas práticas humanas no espaço das cidades.

O problema das enchentes passou a ser algo comum na vida das populações de algumas cidades. Infelizmente, todo o ano é a mesma coisa: entre os meses de dezembro e fevereiro, os noticiários são tomados por problemas relacionados com a elevação dos cursos d´água e a inundação de casas e ruas, desencadeando uma série de tragédias que, quase sempre, poderia ser evitada.

Mas por que as enchentes ocorrem? É possível combatê-las?

Para fins didáticos, dividimos a ocorrência das enchentes em dois tipos de causas principais: as naturais e as antrópicas, pois trata-se de um fenômeno comum na natureza, mas que é intensificado pela ação humana.

Causas naturais das enchentes

Em geral, os rios perenes – isto é, aqueles que nunca secam durante o ano – costumam ter dois tipos de leito: um menor e principal, por onde a água corre durante a maior parte do tempo, e um maior e complementar, que é inundado apenas em períodos de cheias. Essa manifestação é mais comum em áreas planas, também chamadas de planícies de inundação. Observe o esquema a seguir:

Esquema de um rio, com o seu leito maior e menor representados
Esquema de um rio, com o seu leito maior e menor representados

Na representação acima, temos um corte transversal do curso de um rio em que estão representados os seus leitos maior e menor. Eventualmente, dependendo do curso d’água e das condições meteorológicas e locais, o leito maior é inundado, provocando as cheias em sua área. O período em que isso ocorre varia de rio para rio e, quando não é muito comum, o leito do rio pode até ser ocupado por algumas casas, vilas e até cidades, que são surpreendidas pelas cheias naturais eventuais. Em alguns casos, cidades inteiras ficam embaixo d´água.

Exemplo de cidade invadida pelo leito maior de um rioExemplo de cidade invadida pelo leito maior de um rio

Causas antrópicas das enchentes

A interferência humana sobre os cursos d’água, provocando enchentes e inundações, ocorre das mais diversas formas. Em casos extremos, porém menos comuns, tais situações podem estar relacionadas com rompimentos de diques e barragens, o que pode causar sérios danos à sociedade. Mas, quase sempre, essa questão está ligada ao mau uso do espaço urbano.

Um problema que parece não ter uma solução rápida é o elevado índice de poluição, causado tanto pela ausência de consciência por parte da população quanto por sistemas ineficientes de coleta de lixo ou de distribuição de lixeiras pela cidade. Além do mais, há problemas causados pela poluição gerada por empresas e outros órgãos. Com isso, ocorre o entupimento dos bueiros que seriam responsáveis por conter parte da água que eleva o nível dos rios. Além disso, o lixo gerado é levado pelas enxurradas e contribui ainda mais para elevar o volume das águas.

A ocorrência de enchentes nas cidades também pode estar relacionada com problemas nos sistemas de drenagem. Às vezes, não há bueiros ou outras construções que seriam responsáveis pela contenção ou desvio da água que corre para os rios, provocando a cheia deles. Além disso, somente a construção de bueiros e sistemas de drenagem pode não ser suficiente, isso porque as demais ações antrópicas podem elevar gradualmente a vazão das enxurradas ao longo dos anos, fazendo com que as drenagens existentes não consigam atender toda a demanda.

Outra questão é a ocupação irregular ou desordenada do espaço geográfico. Como explicamos, algumas áreas correspondem ao leito maior de um rio que, esporadicamente, inunda. Com a ocupação irregular dessas áreas – muitas vezes causada pela ausência de planejamento adequado –, as pessoas estão sujeitas à ocorrência de inundações. Além disso, a remoção da vegetação que compõe o entorno do rio pode intensificar o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos que vão para o leito e aumentam o nível das águas.

Apesar de todos os problemas acima mencionados, a causa considerada principal para as enchentes é, sem dúvida, a impermeabilização do solo. Com a pavimentação das ruas e a cimentação de quintais e calçadas, a maior parte da água, que deveria infiltrar no solo, escorre na superfície, provocando o aumento das enxurradas e a elevação dos rios. Além disso, a impermeabilização contribui para a elevação da velocidade desse escoamento, provocando erosões e causando outros tipos de desastres ambientais urbanos.

Como combater as enchentes?

Existem inúmeras medidas de combate às enchentes. A cidade de Belo Horizonte, por exemplo, contratou em outubro de 2013 alguns “olheiros”, que são funcionários encarregados de detectar o início de inundações em áreas de risco. Eles teriam a função de minimizar os efeitos da “inundação relâmpago”, aquela que ocorre em um curtíssimo período de tempo. Outras ações envolvem a construção de barragens e o desassoreamento do leito dos rios, em que todos os sedimentos existentes no fundo dos cursos d’água são removidos, aumentando a sua profundidade.

Mas todas essas medidas são paliativas, ou seja, são apenas para minimizar ou combater uma situação já existente. A melhor forma de lidar com esse problema, na verdade, é realizar uma devida prevenção, através da construção de sistemas eficientes de drenagem, a desocupação de áreas de risco, criação de reservas florestais nas margens dos rios, diminuição dos índices de poluição e geração de lixo, além de um planejamento urbano mais consistente.

Ocorrência de enchente no estado de Santa Catarina, em 2008
Ocorrência de enchente no estado de Santa Catarina, em 2008. *

O problema das enchentes é crônico em muitas cidades brasileiras, com destaque para o Rio de Janeiro. A capital carioca costuma sempre aparecer nos noticiários com ocorrências desse tipo em períodos de chuva, além de outras cidades que também padecem da mesma situação. As inundações, além de danos materiais, podem provocar doenças, como a leptospirose. Portanto, trata-se também de uma questão de saúde pública.

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* Créditos da imagem: Agência Brasil e Wikimedia Commons

Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

 

 



21 de Setembro – dia da ÁRVORE


Publicado em: 22/09/2016
 

O Dia da Árvore é comemorado em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito desse importante recurso natural.

 

O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso. A data, que é diferente em outras partes do mundo, foi escolhida em razão do início da primavera, que começa no dia 23 de setembro no hemisfério Sul.

A árvore é um grande símbolo da natureza e é uma das mais importantes riquezas naturais que possuímos. As diversas espécies arbóreas existentes são fundamentais para a vida na Terra porque aumentam a umidade do ar graças à evapotranspiração, evitam erosões, produzem oxigênio no processo de fotossíntese, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para algumas espécies animais.

Além disso, entre as diversas espécies arbóreas existentes, incluem-se várias plantas frutíferas, como é o caso da mangueira, limoeiro, goiabeira, abacateiro, pessegueiro e laranjeira.

Além de produzirem alimento, as árvores também possuem outras aplicações econômicas. A madeira por elas produzidas serve como matéria-prima para a criação de móveis e até mesmo casas. A celulose extraída dessas plantas, principalmente pinheiros e eucaliptos, é fundamental para a fabricação de papel. Além disso, algumas espécies apresentam aplicabilidade na indústria farmacêutica por possuírem importantes compostos.

Em virtude da grande quantidade de utilizações e da expansão urbana, as árvores são constantemente exterminadas, o que resulta em grandes áreas desmatadas. O desmatamento afeta diretamente a vida de toda a população, que passa a enfrentar erosões, assoreamento de rios, redução do regime de chuvas e da umidade relativa do ar, desertificação e perda de biodiversidade.

Sendo assim, o dia 21 de setembro deve ser visto como um dia de reflexão sobre nossas atitudes em relação a essa importante riqueza natural. Esse dia é muito mais do que o ato simbólico de plantar uma árvore e deve ser encarado como um momento de mudança de postura e conscientização de que nossos atos afetam as gerações futuras. É importante também haver conscientização a respeito da importância da conservação, bem como da necessidade de criação de políticas públicas que combatam a exploração ilegal de árvores.

Curiosidades:

– Cada região do nosso país possui uma árvore símbolo diferente. Observe:

Árvore símbolo da região Norte – castanheira;

Árvore símbolo da região Nordeste – carnaúba;

Árvore símbolo da região Centro-Oeste – ipê amarelo;

Árvore símbolo da região Sudeste – pau-brasil;

Árvore símbolo da região Sul – araucária.

 



Poluição do ar


Publicado em: 12/09/2016
 

O ar que respiramos é composto por uma mistura de gases. Ele é extremamente importante para a nossa vida e a de outros seres vivos. Quando o ar fica poluído, aumenta a concentração de substâncias químicas (poluentes) prejudiciais à nossa saúde e isso pode provocar alergias, intoxicações etc.

A poluição do ar é provocada principalmente pelos motores dos veículos, indústrias como as siderúrgicas, refinarias, fábricas de cimento e papel; queimadas e incineração do lixo doméstico.

Os veículos como automóveis, ônibus, motos, caminhões etc. são considerados os principais agentes poluentes do ar, porque eles liberam um gás incolor (sem cor) e inodoro (sem cheiro) extremamente tóxico, conhecido como monóxido de carbono (CO). Esse gás tem a capacidade de se ligar à hemoglobina, formando um composto chamado de carboxiemoglobina, que impede o transporte de oxigênio pelas hemácias, dificultando a oxigenação dos tecidos, levando à perda de consciência e até à morte.

Os automóveis também são os responsáveis por liberarem partículas que ficam em suspenção no ar, produzidas principalmente pelo desgaste de pneus e freios.

 

O principal poluente do ar é o emitido pelos motores dos automóveis

A queima de óleo diesel por alguns automóveis e de carvão mineral por indústrias produzem dióxido de enxofre (SO2) e dióxido de nitrogênio (NO2), gases tóxicos que causam diversos distúrbios respiratórios nos seres humanos, como asma e bronquite. Esses dois gases reagem com o vapor de água encontrado na atmosfera, formando ácido sulfúrico (H2SO4) e ácido nítrico (HNO3), que se dissolvem na água das nuvens e caem na terra e na forma de chuva ácida.

As chuvas ácidas alteram a composição do solo, causando prejuízos a plantações, florestas e a ecossistemas aquáticos, além de corroer prédios, casas, monumentos etc.

Na imagem podemos perceber uma construção corroída pela chuva ácida
Na imagem podemos perceber uma construção corroída pela chuva ácida

As indústrias siderúrgicas e as fábricas de cimento também são responsáveis pela poluição do ar. Elas liberam na atmosfera partículas de sílica (SiO2) que ficam em suspensão no ar, provocando doenças pulmonares como fibroses e enfisemas.        

Durante o inverno, por causa da poluição do ar, é muito comum ocorrer, nas cidades grandes, um fenômeno que chamamos de inversão térmica. Durante esse fenômeno não ocorre a dispersão de gases, que acabam ficando muito próximos ao solo, causando irritações das vias respiratórias e problemas respiratórios, principalmente em crianças.
Por Paula Louredo
Graduada em Biologia



Preserve o meio ambiente – não jogue lixo nas ruas


Publicado em: 03/09/2016
 

Um dos maiores responsáveis pelos alagamentos nas cidades é o lixo, que entope bueiros e canalizações. Evite doenças e perdas materiais. Portanto, seja educado e consciente:

  • Jogue o lixo na lixeira;
    • Não jogue lixo em terrenos baldios ou na rua;
    • Não jogue papel e lixo na rua;
    • Não jogue troncos, móveis, materiais e lixo que impedem o curso do rio, provocando transbordamentos;
    • Não jogue lixo nos bueiros (bocas-de-lobo) para não obstruir o escoamento da água;
    • Limpe telhados e canaletas das águas para evitar entupimentos;
    • Não jogue lixo nos arroios ou córregos;
    • Procure acondicionar o lixo, observando os horários de coleta;
    • Não construa próximo a córregos que possam inundar;
    • Não construa em cima de barrancos que possam deslizar, carregando sua casa;
    • Não construa embaixo de barrancos que possam deslizar, soterrando sua casa.

A cidade é a sua casa, mantenha-a limpa!



Prejuízos das queimadas para o solo


Publicado em: 03/07/2016
 

A prática da queimada é utilizada pelos agricultores com finalidade de limpar o solo para o plantio. É mais observada entre os produtores com menos recursos financeiros, que não possuem maquinário ou informações para o trato qualitativo do solo.

Segundo Luiz Novais de Almeida, coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, o fogo utilizado para este objetivo não traz benefícios ao produtor, pelo contrário, causa danos ao solo e aos demais recursos naturais.

Sob o ponto de vista agronômico, a prática elimina nutrientes fundamentais a qualquer cultura vegetativa, como o potássio, fósforo e nitrogênio, matando também microrganismos que auxiliam no desenvolvimento de certas plantas. Além disso, a queimada reduz a umidade do solo e acarreta a sua compactação, o que resulta no desencadeamento do processo erosivo e outras formas de degradação da área.

Almeida destaca que “como o solo é a base de todo o sistema agrícola, gera prejuízos na produtividade das culturas e aumenta os custos de produção. Os impactos são sociais, econômicos e ambientais, o que traduz a importância da conscientização dos produtores, no sentido de não utilizarem esta prática”.

A queimada contribui para a degradação e redução da capacidade produtiva do solo, pois provoca a alteração de características químicas, biológicas e físicas da terra.

Outro prejuízo que pode ser citado é a queda na qualidade do ar, reduzindo a biodiversidade e prejudicando a saúde do homem. O fogo, por ser difícil de controlar, pode atingir outras propriedades, como áreas de preservação ambiental e outros patrimônios públicos e privados.

Segundo o coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, só seria permitido, do ponto de vista técnico, a queimada em situação de emergência fitossanitária, como a ocorrência de pragas e doenças na lavoura. A situação, no entanto, seria em casos muito pontuais e extremos, com a aprovação de um especialista.

fonte: Rural Br