Um novo ninho … a família vai aumentar … vem aí novos herdeiros!!!

Publicado em: 07/04/2017
 

Esta semana fui surpreendido por um casal inusitado, que resolveu alugar um espaço no meu pé de lima de bico para construir um novo ninho. Um casal de Scardafella squammata, popularmente conhecido como “rolinha fogo apagou” começou a construir um ninho para dar continuidade ao dom da vida. A construção foi em tempo recorde, dois dias após o início e tudo já estava pronto. Fiquei por diversas horas junto da janela da copa de minha casa observando a pareceria e organização do casalzinho de pombinhas … enquanto o macho transportava todo o material de construção em seu bico, a fêmea se punha a assentar galhinho por galhinho, demonstrando um elevado conhecimento de engenharia e arquitetura.

Terminada a construção, foi hora de fazer o teste final … a rolinha mexia pra cá, mexia pra lá, ajeitava-se numa posição, ajeitava-se noutra, ciscava para um lado e por outro e nenhum tijolinho caiu da construção … fiquei indagando a mim mesmo: como os pássaros escolhem o local de fazer seus ninhos? por que escolheu aquela árvore, aquele lado, altura, posição? e por capricho da natureza, no mesmo instante começou a ventar … eram 15:10 horas quando começou a chover forte … fiquei observando o ninho e a rolinha, imaginando que tudo estaria perdido, que a ave iria se molhar toda e o ninho desabar .. a chuva durou exatamente 42 minutos, mas a construção permaneceu intacta e a rolinha não arredou o pé de dentro do ninho. Depois que a chuva cessou foi que entendi um pouco sobre a sabedoria das aves e sobre a construção de seus ninhos.

 

Autor: Geraldo

 

Pesquisa internet

O seu canto produz um som semelhante à frase “fogo-pagou” e o barulho que faz como as asas ao alcançar vôo se parece com o chocalhar de uma cascavel.

 
De origem brasileira, a Rolinha-fogo-pagou habita praticamente todas as regiões do País. Como se alimenta de sementes de gramíneas apanhadas no chão, é encontrada em áreas descobertas, onde pode facilmente achar seus alimentos, e em locais cultivados pelo homem, nutrindo-se de arroz e outras sementes; porém, não chega a ser uma ave predadora de plantações. Costuma viver sempre aos pares, só sendo vista em pequenos bandos perto dos locais de alimentação.

A Rolinha-fogo-pagou, de nome científico Scardafella squammata, possui características que agradam muito os criadores. O seu canto produz um som semelhante à frase “fogo pagou”, “fogo pagô”, ou “fogo apagou”, e o barulho que faz com as asas ao alçar vôo se parece com o chocalhar de uma cascavel. Essas especificidades são responsáveis pelos dois nomes como é conhecida: Rolinha-cascavel. É chamada também de Rolinha-pedrês, porque sua plumagem é “pedrada”, ou seja, salpicada de preto e branco.

Para construir um ninho raso nos galhos das árvores, a Fogo-pagou utiliza-se de raízes e gravetos finos. A incubação é feita tanto pelo macho quanto pela fêmea. Ambos alimentam os filhotes com o chamado “leite de pombo”, “papa” produzida pelo próprio organismo dos pais, oferecida durante os três a cinco primeiros dias de vida, que é rica em enzimas e anticorpos e permite que os pais não modifiquem seus hábitos alimentares nem tenham de sair obrigatoriamente do ninho para buscar alimento para os filhotes. Diferentemente de outras espécies, os dois (pai e mãe) são fundamentais para o desenvolvimento da prole.

 
Em cativeiro, essa ave se reproduz com certa facilidade e só é possível diferenciar o macho e a fêmea através dos hábitos. Por exemplo, se duas Rolinhas-fogo-pagou do mesmo sexo forem colocadas sozinhas em um viveiro, certamente irão se machucar. A fêmea não canta muito e o macho, no período de reprodução, arrulha bastante. Quando ambos escolhem a localização do ninho, arrulham seguidamente e batem as asas muito rápido, chamando o parceiro; porém, é mais comum que o macho faça isso. O macho incuba os ovos da manhã até a tarde, a fêmea volta do ninho cerca de duas a três horas antes de entardecer e choca durante a noite até a manhã seguinte. Esses horários, no entanto, não são rígidos, principalmente em cativeiro.

Embora a Rolinha-fogo-pagou seja pacífica com outros pássaros, muito carinhosa com seu par, geralmente dormindo lado a lado com ele (o macho chega mesmo a alimentar a fêmea no bico), além de ficar mansa a ponto de vir no dedo do dono, não convém mantê-la em gaiolas ou viveiros pequenos, pois com a aproximação de pessoas costuma se bater muito, machucando a cabeça. Na época de reprodução, o macho pode começar a perseguir a fêmea e num recinto pequeno, sem possibilidades de fuga, pode até mesmo matá-la. Nessa época as Rolinhas podem ficar agressivas, mais numa atitude de defesa dos ovos e filhotes do que de ataque, e possuem um comportamento bem típico: eriçam as penas, abrem o rabo e mantêm uma das asas levantadas. Por isso deve-se deixar apenas um casal de Fogo-pagou por viveiro no período de reprodução, embora nele possam continuar vivendo outros pássaros.