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TJMG mantém condenação e descarta abuso da Polícia Civil no caso do latrocínio de Major Porto

Publicado em: 23/07/2014
 

O condenado Ítalo Barros contestou da decisão da justiça de Patos de Minas, mas também perdeu a ação em segunda instância.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, através dos desembargadores, manteve a condenação de 20 anos de prisão e indenização de R$ 30 mil pelos danos causados a família da vítima. O julgamento aconteceu no dia 17 de julho em Belo Horizonte. Os desembargadores não acolheram a tese de tortura que foi alegada pelo réu.
O crime chocou moradores de Major Porto, distrito de Patos de Minas. Onorivaldo José Pinto, de 55 anos, foi encontrado morto, deitado no sofá da própria casa. Os policiais suspeitavam de uma morte natural, porém os trabalhos de perícia da Polícia Civil descobriram que se tratava de um latrocínio, que é roubo seguido de morte. Onorivaldo foi morto por asfixia e teve o cofre da casa arrombado. Os criminosos levaram cerca de 30 mil reais em dinheiro, além de um revolver da vítima. (LEIA MAIS SOBRE O CRIME)
Seis meses depois, a Polícia Civil apresentou os suspeitos do crime. Ítalo de Barros Xavier e um adolescente de 16 anos foram capturados na cidade de Nova Gama (GO). O trabalho exemplar dos peritos e dos investigadores da Polícia Civil conseguiu levantar provas de que Ítalo e o adolescente seriam os autores do crime. (LEIA SOBRE A APRESENTAÇÃO DOS CRIMINOSOS)
Ítalo foi condenado pela justiça de Patos de Minas a 20 anos de prisão e uma indenização de R$ 30 mil aos familiares da vítima. Ele recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, alegando que foi torturado pelos investigadores. O advogado Lindomar dos Santos disse que a Polícia Civil forjou provas e torturou os dois acusados. O defensor pediu a anulação da condenação.
O advogado da família, Thiago Alves, sustentou a tese de que a condenação proferida em Patos de Minas devia ser mantida, haja vista as fartas provas processuais, notadamente a perícia e as confissões. Depois de ouvir as duas partes, os desembargadores mantiveram a condenação e descartaram a denúncia de tortura apresentada pelo réu.
Autor: Igor Nunes – Fotos: Arquivo PATOS NOTÍCIAS