Powered by WP Bannerize

Prejuízos das queimadas para o solo

Publicado em: 03/07/2016
 

A prática da queimada é utilizada pelos agricultores com finalidade de limpar o solo para o plantio. É mais observada entre os produtores com menos recursos financeiros, que não possuem maquinário ou informações para o trato qualitativo do solo.

Segundo Luiz Novais de Almeida, coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, o fogo utilizado para este objetivo não traz benefícios ao produtor, pelo contrário, causa danos ao solo e aos demais recursos naturais.

Sob o ponto de vista agronômico, a prática elimina nutrientes fundamentais a qualquer cultura vegetativa, como o potássio, fósforo e nitrogênio, matando também microrganismos que auxiliam no desenvolvimento de certas plantas. Além disso, a queimada reduz a umidade do solo e acarreta a sua compactação, o que resulta no desencadeamento do processo erosivo e outras formas de degradação da área.

Almeida destaca que “como o solo é a base de todo o sistema agrícola, gera prejuízos na produtividade das culturas e aumenta os custos de produção. Os impactos são sociais, econômicos e ambientais, o que traduz a importância da conscientização dos produtores, no sentido de não utilizarem esta prática”.

A queimada contribui para a degradação e redução da capacidade produtiva do solo, pois provoca a alteração de características químicas, biológicas e físicas da terra.

Outro prejuízo que pode ser citado é a queda na qualidade do ar, reduzindo a biodiversidade e prejudicando a saúde do homem. O fogo, por ser difícil de controlar, pode atingir outras propriedades, como áreas de preservação ambiental e outros patrimônios públicos e privados.

Segundo o coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, só seria permitido, do ponto de vista técnico, a queimada em situação de emergência fitossanitária, como a ocorrência de pragas e doenças na lavoura. A situação, no entanto, seria em casos muito pontuais e extremos, com a aprovação de um especialista.

fonte: Rural Br