Por que a Linha do Equador tem o nome de um país?

Publicado em: 24/11/2017
 

PERGUNTA DO LEITOR Kaique Rossoni, Colatina, ES

EDIÇÃO Felipe van Deursen

Porque ela é muito mais antiga que o país de mesmo nome. O conceito de uma linha que dividia a Terra em duas metades surgiu na Antiguidade, como uma linha que cortava o céu e o separava em dia e noite (Circulus aequator diei et noctis ou “círculo que iguala o dia e a noite”, em latim).

No século 3 a.C., o matemático grego Eratóstenes mediu a circunferência da Terra e dividiu o mundo em um sistema de retas paralelas. Mas a “Linha do Equador” da época passava pela ilha de Rodes, já que o mundo conhecido de então era bem pequeno.

Por volta de 25 d.C., o geógrafo romano Pomponius Mela propôs dividir a Terra em uma região quente, central, e duas frias, nos polos. Nas Grandes Navegações, em 1526, os europeus chegaram ao país que hoje conhecemos como Equador, quando a região integrava o Império Inca. O atual conceito da linha surgiu em 1590, com a projeção de Mercator, que dividiu o mundo em dois hemisférios com uma linha que passava pela então colônia espanhola, que acabou se chamando Equador.

LINHA DO MUNDO TODO

Ela passa por vários países, que a homenageiam em marcos e monumentos

Por que a linha do Equador tem esse nome se ela passa por vários países? © Reprodução Por que a linha do Equador tem esse nome se ela passa por vários países?

  • 8.535 km de terra, divididos entre:

1 – Colômbia

2 – Brasil (AM, RR, PA e AP)

4 – São Tomé e Príncipe

5 – Gabão

6 – Congo

7 – República Democrática do Congo

8 – Uganda

10 – Quênia

11 – Somália

13 – Maldivas

15 – Indonésia

20 – Kiribati

  • 31.539 km de água, divididos entre:

3 – Oceano Atlântico

9 – Lago Vitória

12 – Oceano Índico

14 – Estreitos de Karimata e de Macáçar

16 – Golfo de Tomini

17 – Mar das Molucas

18 – Mar de Halmahera

19 – Oceano Pacífico

Consultoria Ramachrisna Teixeira, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP

Fontes livros Geodetic Reference System 1980, de Helmut Moritz, Illustrating the Phaenomena, de Elly Dekker, e The History and Practice of Ancient Astronomy, de James Evans