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*POLÍCIA CIVIL DE MINAS GERAIS PEDE SOCORRO!*

Publicado em: 10/03/2017
 

A situação da Polícia Civil de Minas Gerais é caótica. A diferenciação no tratamento entre as forças policiais do Estado é assustadora.

Com muita luta conseguimos que na Polícia Militar o número de vagas para o cargo inicial de soldados, incluídos entre 2015 e 2016 ultrapassam 6.000 (seis mil) vagas e a previsão no próximo biênio é de mais 6.000 vagas *totalizando novos 12 mil militares.*

 

Na Policia Civil, mesmo com a falta expressiva de efetivo, foram nomeados pouco mais de 1.200 investigadores e outros 1.200 estão aptos, porém sem nenhuma previsão.

 

Todos os anos a Policia Militar inclui cerca de 100 novos oficiais, isso sem contar o ingresso no oficialato através da progressão de carreira dos sargentos que somam mais 100 vagas, totalizando quase 200 novos oficiais por ano, conseguimos avançar muito!

 

Na polícia Civil o ultimo concurso para Delegados aconteceu em 2012 com pouco mais de 400 delegados. *Desse número mais de 100 já pediram exoneração ou foram aprovados em outro concurso público, pois o salário do delegado em inicio de carreira em Minas é um dos menores do Brasil.*

 

A situação é pior ainda entres os escrivães. São verdadeiros “escravos” da instituição. Trabalham praticamente sozinhos em cartório lotados de inquéritos até o teto. São socorridos pela absurda ideia do “ad hoc” onde funcionários de prefeituras atuam sem nunca terem sido qualificados para tal função exclusivamente policial.

 

*No DENARC (antiga antidrogas) existem 2 escrivães para 7 delegacias. Absurdo!*

 

Os policiais civis estão doentes, com um alto número de licenças por problemas psicológicos ocasionados pela sobrecarga de trabalho e estresse.

 

Em algumas cidades os policiais sejam delegados, escrivães, peritos ou investigadores não podem tirar férias sequer anuais, pois se isso acontecer as equipes não tem policial substituto.

Delegados respondem por várias cidades ao mesmo tempo, em uma demonstração clara de que a investigação em Minas é realizada de forma precária.

 

*Muitos inquéritos são apenas “relatados” sem nenhuma condição de investigação*.

 

O governo prometeu na campanha eleitoral mudar este quadro e nada foi feito em relação ao efetivo da Polícia Civil. Não foi aberta uma só vaga na Polícia Civil no novo governo, se limitando a dar posse em concurso no governo anterior.

 

*Precisamos de concurso de Delegados anualmente em um tratamento isonômico com a Policia Militar e Corpo de Bombeiros.* Na PM e no CBM todos os anos tem concurso, na Policia Civil não.

 

Precisamos que os investigadores do ultimo concurso sejam nomeados para que a Policia Civil volte a investigar. Precisamos urgentemente que seja aberto concurso para escrivão de polícia.

 

O que eu estou cobrando é tão somente aquilo que foi prometido durante a campanha. Todos nós lembramos da cena levada ao programa eleitoral onde em uma conversa entre delegados e o Governador prometeu tirar a Policia Civil do caos. Nada foi feito.

 

A situação da segurança pública em Minas é a seguinte. Um carro pipa (a PM) desaguando em uma garrafa pet (a PC), em uma demonstração clara de desigualdade de tratamento.

 

Comparem o Hospital da Policia Militar e vejam o Hospital da Polícia Civil, um porão escuro e insalubre, com poucas especialidades médicas, realização de parcos exames e tratamento apenas ambulatorial, que não consegue atender a necessidade dos sofridos usuários.

 

Em uma ultima comparação, todo ano no dia 25 de dezembro com muita luta, milhares de militares recebem sua justa promoção. Na PC ela se atrasa por anos.

 

Esse quadro tem que mudar. Ele afeta toda a segurança pública. A falta de efetivo da Polícia Civil afeta o sistema prisional, a Policia Militar e principalmente a sociedade.

 

Governador, socorra a Polícia Civil.

 

Deputado Cabo Julio