Saúde

Como identificar e tratar a alergia na pele


Publicado em: 29/07/2017
 

A alergia na pele é uma reação inflamatória que pode manifestar-se em diferentes regiões da pele, como mãos, pés, boca, braços, axilas, pescoço, pernas, costas ou barriga, causando sintomas como vermelhidão, coceira e bolinhas brancas ou avermelhadas na pele. Além disso, em alguns casos a alergia na pele pode levar a outros problemas como angioedema alérgico por exemplo.

 

A alergia na pele pode ter diferentes causas como alergia ao desodorante, a medicamentos, ao sol, a picadas de insectos ou mesmo ao alergia ao protetor solar, e o seu tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos anti-histamínicos como Allegra ou Loratadina por exemplo, indicados pelo dermatologista.

 

Principais sintomas

Os principais sintomas de alergia na pele incluem:

  • Coceira;
  • Vermelhidão;
  • Descamação;
  • Irritação;
  • Presença de manchas ou de bolinhas avermelhadas ou brancas.

 

Estes sintomas podem aparecer poucos minutos após o contato com o alérgeno, mas também podem demorar várias horas e até dias para se desenvolverem completamente. Dessa forma, deve-se tentar lembrar dos objetos ou substâncias que estiveram em contato com a região nos útltimos 3 dias, para tentar achar uma causa.

 

Nos casos mais graves e menos comuns, a alergia na pele pode também levar ao aparecimento de sintomas graves como dificuldade para respirar e desconforto na garganta, sendo nestes casos muito importante ir rapidamente no pronto socorro ou chamar o SAMU.

 

Como identificar e tratar a Alergia na pele

O que se deve fazer quando surgem sintomas

Assim que os primeiros sintomas de alergia surgem, é importante que tome medidas rapidamente, lavando com água abundante e sabão com pH neutro as regiões da pele onde os sintomas de alergia estão a surgir. Após lavar bem essas regiões, é importante passar na pele produtos hipoalérgicos com calmantes, como cremes ou loções com camomila, alfazema ou babosa por exemplo, para aliviar o desconforto e acalmar a irritação na pele, ajudando também a manter a sua hidratação. Além disso, a Água Termal também é uma excelente opção para usar nestas situações, pois hidrata a pele e reduz a coceira e a irritação. Conheça outros tratamentos caseiros para tratar a alergia na pele clicando aqui.

 

Porém, se após lavar e hidratar a pele, os sintomas não desaparecerem completamente após aproximadamente 2 horas ou se estes piorarem nesse espaço de tempo, é recomendado que consulte o dermatologista logo que possível para que ele possa prescrever remédios para o tratamento da alergia.

 

O que pode causar a alergia

A alergia na pele pode ter diversas causas, que incluem:

  • Picadas de insetos;
  • Suor;
  • Bijuteria;
  • Intoxicação alimentar;
  • Medicamentos ou a alimentos;
  • Plantas ou pelos de animais;
  • Roupas, cintos ou a alguns tipos de tecido como lã ou jeans;
  • Substâncias ou materiais irritantes como detergente, sabão de lavar roupa, produtos de beleza e cosméticos, maquiagem, shampoo, desodorante, gel de banho, sabonete, cera ou mesmo ao creme depilatório.

 

A alergia na pele pode-se manifestar-se causando diversos sintomas, sendo muito importante conseguir identificar a causa da alergia para que esta possa ser evitada.

 

Tratamento para alergia na pele

O tratamento recomendado para a alergia na pele deve ser indicado pelo médico dermatologista e o tipo de tratamento vai depender da intensidade dos sintomas. Geralmente, o tratamento é feito com anti-histamínicos como Allegra ou Loratadina por exemplo, ou com corticóides como a Betametasona, na forma de xarope ou comprimidos que servem para aliviar e tratar os sintomas da alergia.

 

Além disso, nos casos onde a coceira é muito intensa, o médico pode também recomendar o uso de uma pomada para alergia, que vai hidratar a pele e aliviar a coceira e vermelhidão.

 

Como saber se é alergia na Pele

O diagnóstico da alergia na pele pode ser feito pelo dermatologista que avalia os sintomas manifestados na pele e o diagnóstico pode ser confirmado através de um teste de alergia, que consiste em aplicar diferentes substâncias conhecidas por causar alergias na pele, deixando-as atuar entre 24 a 48 horas.

Como identificar e tratar a Alergia na pele

Após o tempo indicado, o médico irá então observar se o teste deu positivo ou negativo, observando se ocorreu vermelhidão, coceira ou se surgiram bolhinhas na pele, identificando também assim o agente responsável por causar a alergia. Veja como é feito o teste de alergia clicando aqui.

 

Alergia na pele é mais comum na gravidez?

A alergia na pele na gravidez pode acontecer devido ás alterações hormonais e do sistema imune que ocorrem naturalmente durante este período, o que pode deixar a grávida mais sensível ao surgimento de uma alergia na pele indesejada.

 

Nestes casos, é recomendado que tente acalmar a pele com cremes ou loções com camomila, alfazema ou babosa por exemplo, que ajudam a aliviar o desconforto e a irritação na pele, sendo recomendado que consulte o dermatologista logo que possível.

 

Geralmente, a alergia na pele na gravidez não prejudica o bebê, porém se os sintomas da alergia forem intensos é recomendado ir no pronto socorro ou hospital.

Dermatologista


Os benefícios da música para o ser humano


Publicado em: 24/07/2017
 

Desde a Antiguidade, a música acompanha o ser humano. Sua utilização, além de embalar as festas proporcionadas pelas cortes em diversas ocasiões, servia também como marcação do ritmo das remadas em batalhas e conquistas por via marítima. Atualmente, até mesmo a ciência comprova que a música tem poder terapêutico, aliviando desde dores crônicas até a reversão de sintomas de depressão.

 

Pesquisas publicadas pela Associação Americana de Musiciterapia (EUA) e pela Federação Mundial de Musicoterapia (ITA), comprovam a influência musical no controle da pressão sanguínea e nos batimentos cardíacos. De acordo com o professor de música Marcos Jonny, a música estimula regiões ligadas à concentração no cérebro. Isso porque, segundo especialistas, os estímulos sonoros agem nas áreas temporais do cérebro responsáveis pela afirmação do comportamento musical.

 

“A música tem o poder de congregar, alegrar e até curar. E quando se trata de musicoterapia, a meu ver, ela deve ser praticada em todos os lugares. Quando recebo alunos que apresentam sintomas de uma possível depressão, ao longo do tempo podemos ver que ele melhora seu humor e sua condição. Um ganho importante para ele”, declara Marcos Jonny.

Durante a vida, a música pode emocionar, trazer à memória momentos e até mesmo resgatar lembranças de quem e do que gostamos. Quando envelhecemos, ela também é de fundamental importância. Para Marcos, esta experiência proporciona aos velhinhos a possibilidade de uma interação e sociabilização melhor. “Geralmente este público tem a tendência a se isolar, da família ou de qualquer convívio social. Com a música, ele interage tanto com pessoas de sua faixa de idade e até mesmo os mais jovens. E esta interação é importante para eles”, ressalta o musicista.

 

Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

A arte ligada a uma boa qualidade de vida e aos avanços na saúde tende só a aumentar a expectativa do público mais velho no país. Em 1900, a expectativa média de vida, no Brasil, era de 33 anos. Hoje, já estamos na marca dos 67. Estudos demográficos apontam que, em 2025, o brasileiro viverá em média 75,3 anos e, por volta do ano 2050, 2 bilhões de pessoas no mundo terão mais de 60 anos.

Se ainda resta alguma dúvida sobre os benefícios da música para quem passou dos 60 anos, segue algumas das comprovações feitas com base científica.

 

A música:

– Ajuda no relacionamento interpessoal;

– Desenvolve a inteligência espacial e melhora as habilidades matemáticas;

– Otimiza a concentração e o raciocínio lógico;

– Ajuda no tratamento de problemas respiratórios;

– Previne doenças cardiovasculares;

*Matéria atualizada com informações do IPQuality Comunicação



Sindrome de Down


Publicado em: 15/07/2017
 

O que é

file21559A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la. Não é culpa de ninguém. Além disso, a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.

As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade. Saiba mais no vídeo abaixo.

Entenda a trissomia

Os seres humanos têm, normalmente, 46 cromossomos em cada uma das células de seu organismo. Esses cromossomos são recebidos pelas células embrionárias dos pais, no momento da fecundação. Vinte e três vêm dos espermatozoides fornecidos pelo pai e os outros 23 vêm contidos no óvulo da mãe. Juntos, eles formam o ovo ou zigoto, a primeira célula de qualquer organismo. Essa célula, então, começa a se dividir, formando o novo organismo. Isso quer dizer que cada nova célula é, em teoria, uma cópia idêntica da primeira.

Os cromossomos carregam milhares de genes, que determinam todas as nossas características. Desses cromossomos, 44 são denominados regulares e formam pares (de 1 a 22). Os outros dois constituem o par de cromossomos sexuais – chamados XX no caso das meninas e XY no caso dos meninos. O que ocorre, então, para um bebê apresentar 47 cromossomos, em vez de 46, e ter síndrome de Down?

Por alguma razão que ainda não foi cientificamente explicada, ou o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino apresentam 24 cromossomos no lugar de 23, ou seja, um cromossomo a mais. Ao se unirem aos 23 da outra célula embrionária, somam 47. Esse cromossomo extra aparece no par número 21. Por isso a síndrome de Down também é chamada de trissomia do 21. A síndrome é a ocorrência genética mais comum que existe, acontecendo em cerca de um a cada 700 nascimentos, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família.

(movimentodown)



Cáries podem ser transmitidas! Entenda quem está em risco


Publicado em: 03/07/2017
 

Muitas pessoas se preocupam se cárie é uma situação transmissível. A cárie é o resultado da “corrosão” do dente pela ação de ácidos. Por isso, não podemos dizer que a cárie seja “transmitida” de pessoa para pessoa, mas bactérias podem passar de uma boca para outra, já que a boca é como um ecossistema que abriga diferentes micro-organismos. Normalmente essa passagem ocorre por beijo, uso de talheres, escova de dente, outros objetos contaminados pela saliva e por ingestão de certos alimentos.

 

Os diversos microrganismos presentes na boca fazem parte da flora bucal e são importantes para nossa saúde: nem todas as bactérias causam danos.

 

Algumas bactérias são cariogênicas, como por exemplo: Streptococcus mutans, Lactobacillus spp., Actinomyces spp. Essas bactérias armazenam e metabolizam o açúcar, produzindo ácidos. São esses ácidos que lentamente vão dissolvendo o dente e é assim que o açúcar ingerido colabora no aparecimento de cáries.

 

Algumas bactérias são cariogênicas, como por exemplo: Streptococcus mutansLactobacillus spp.Actinomyces spp. Essas bactérias armazenam e metabolizam o açúcar, produzindo ácidos. São esses ácidos que lentamente vão dissolvendo o dente e é assim que o açúcar ingerido colabora no aparecimento de cáries.

 

Mas qualquer um pode transmitir cáries dessa forma?

O ecossistema bucal é influenciado pela dieta e hábitos e por isso é diferente em cada pessoa. Por causa dessas diferenças, nem sempre as bactérias transmitidas encontram condições favoráveis para se multiplicar. Por isso que não é todo contato salivar que causa cáries.

Algumas pessoas tem um ambiente na boca que favorece o crescimento de bactérias cariogênicas, ficando por isso sujeitas e ter caries com mais facilidade. Para controlar o aparecimento de caries em pessoas assim, é preciso reduzir drasticamente a ingestão de açúcar, eliminar todos os pontos de carie rapidamente, controlar muito a higiene, consultar o dentista com frequência.

 

Cuidado maior com as crianças

A criança quando nasce não tem bactérias na boca. As bactérias vão se instalando pelo contato com as pessoas e com tudo que ela leva a boca. Assim ela a vai desenvolvendo sua microflora de acordo com seus hábitos alimentares, hábitos de higiene e constituição de sua saliva. Quanto mais tarde a criança entrar em contato com o açúcar, maior é a chance dela chegar a vida adulta sem cárie.

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O açúcar está presente não só no açucareiro, mas em vários alimentos industrializados, inclusive nos salgados. É importante estar atento aos rótulos e observar que, infelizmente, a indústria vem colocando açúcar em quase tudo e em quantidade cada vez maior.

 

Entenda como interpretar os rótulos: a lista de ingredientes vem escrita em ordem decrescente, ou seja, o item de maior de quantidade aparece primeiro e o de menor quantidade aparece por ultimo. Se o açúcar está entre os primeiros da lista, a sua concentração nesse alimento é grande. Tenha um cuidado especial na leitura do rótulo, já que o açúcar pode aparecer com outros nomes como açúcar mascavo, açúcar cristal, mel, xarope, melado, glicose, dextrose, maltose

 

Controlar a ingestão diária de açúcar trás muitos benefícios, como a melhoria do controle do peso corporal, prevenção do sobrepeso e obesidade, prevenção de diabetes tipo II. As novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que apenas 5% do total de calorias ingeridas venham do açúcar. Essa taxa equivale a 25 gramas de açúcar por dia (cerca de seis colheres de chá). Por isso, controle a quantidade de açúcar nos alimentos e preserve a sua saúde e a de sua família.

(msn)

 



Conheça mais sobre ANEURISMA


Publicado em: 22/06/2017
 

O que é Aneurisma cerebral?

Sinônimos: derrame cerebral, hemorragia cerebral, hemorragia subaracnoide

Um aneurisma é uma área frágil na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso forme uma protuberância ou aumente de tamanho. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral.

Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas, normalmente decorrentes de seu crescimento e/ou ruptura.

Tipos

Existem diversos tipos possíveis de aneurismas cerebrais. Eles incluem:

  • Aneurismas saculares, que pode variar no tamanho, podendo ser de alguns milímetros até um centímetro
  • Aneurismas saculares gigantes, que costumam ter mais de dois centímetros
  • Aneurismas saculares múltiplos, que são herdados com mais frequência do que os outros tipos.

Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro (aneurisma fusiforme); ou ainda podem parecer como um “balão” na parte externa de um vaso sanguíneo. Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Esses aneurismas cerebrais podem ser causados por várias razões, entre elas hipertensão arterial (aterosclerose), traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso.

Causas

Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.

Fatores de risco

Vários fatores podem contribuir para o enfraquecimento de uma parede arterial e, assim, aumentar o risco de aneurisma cerebral. Confira:

  • Adultos são mais propensos a ter um aneurisma cerebral do que uma criança
  • Mulheres são mais propensas a adquirir a doença do que homens
  • Fumo
  • Hipertensão
  • Aterosclerose
  • Uso de drogas, especialmente cocaína
  • Ferimento na cabeça
  • Consumo excessivo de álcool
  • Infecções sanguíneas específicas
  • Em mulheres, níveis inferiores de estrogênio após a menopausa


Sintomas de Aneurisma cerebral

Uma pessoa pode ter um aneurisma cerebral sem apresentar sintomas. Nesses casos, a doença só é identificada quando a pessoa passa por uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada por um outro motivo.

Os sintomas também podem ocorrer se o aneurisma empurrar estruturas próximas no cérebro ou se romper (ruptura) e causar sangramento no cérebro.

Os sintomas dependem da localização do aneurisma, se ele se rompeu e da parte do cérebro que está sendo comprimida, mas podem incluir:

Uma dor de cabeça forte e súbita pode ser um sintoma de que um aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são:

  • Confusão mental, letargia, sonolência ou estupor
  • Queda da pálpebra
  • Dor de cabeça acompanhada de náusea e vômito
  • Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo
  • Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo
  • Convulsões
  • Fala prejudicada
  • Rigidez no pescoço (ocasionalmente)


Buscando ajuda médica

Vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local (como 192, no caso de São Paulo) caso ocorra uma dor de cabeça muito forte ou súbita, principalmente se vier acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico.

Busque também a emergência se a dor de cabeça não for comum, principalmente se for grave.

Observação: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda médica imediatamente.

Na consulta médica

Aneurismas cerebrais são geralmente identificados quando já houve ruptura e quando se tornaram um caso de emergência médica. Por isso, é importante que o paciente anote todos os seus sintomas e descreva-os ao médico, bem como estar preparado para responder às perguntas que ele deverá fazer. Para aneurisma cerebral, algumas perguntas que o médico poderá fazer são:

  • Você fuma?
  • Você consome bebidas alcóolicas? Com que frequência e em quais quantidades?
  • Você faz uso de alguma droga?
  • Você está tomando medicamentos para hipertensão, colesterol alto ou outra condição cardiovascular?

Diagnóstico de Aneurisma cerebral

Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame neurológico pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade.

Os seguintes exames podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro:

  • Tomografia computadorizada da cabeça
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma

Tratamento de Aneurisma cerebral

Um aneurisma que se rompe é uma emergência que precisa de tratamento médico e muitas vezes requer cirurgia. Dois métodos comuns são usados para reparar um aneurisma cerebral:

  • A clipagem é o modo mais comum de reparar um aneurisma. Isso é feito durante a cirurgia no cérebro

Mesmo que não ocorram sintomas, seu médico poderá recomendar um tratamento para evitar uma futura ruptura fatal. Mas nem todos os aneurismas precisam ser tratados imediatamente. Os aneurismas muito pequenos têm menos probabilidade de se romper.

Em caso de o paciente estar muito doente para se submeter a uma cirurgia ou se a localização do aneurisma colocar grande risco à realização de uma cirurgia, o médico poderá optar, então, por outros meios de tratamento, como:

  • Repouso total e restrições a atividades físicas
  • Medicamentos específicos para evitar convulsões
  • Medicamentos para controlar dores de cabeça e a pressão arterial

Convivendo/ Prognóstico

Se não tiver acontecido o rompimento do aneurisma cerebral, o paciente deverá tomar algumas medidas para evitar que isso aconteça. Veja:

  • Não fume e não faça uso recreativo de drogas
  • Alimente-se corretamente e siga uma dieta saudável acompanhada de exercícios físicos
  • Limite o seu consumo de cafeína. Essa substância é um estimulante que pode contribuir para o aumento da pressão arterial

Complicações possíveis

Quando ocorre o rompimento de um aneurisma cerebral, o sangramento causado geralmente não dura mais que alguns segundos. No entanto, o sangue pode provocar danos irreversíveis às células do cérebro que estão localizados ao redor do aneurisma, incluindo a morte celular. O rompimento do aneurisma pode, também, aumentar a pressão dentro do crânio. Nesse caso, se a pressão tornar-se muito elevada, o fluxo de sangue e de oxigenação no cérebro pode ser interrompido, causando perda de consciência e podendo levar a pessoa até mesmo a óbito.

Após o rompimento do aneurisma, outras complicações mais sérias podem ocorrer também, entre elas:

  • Um aneurisma que se rompeu e provocou sangramento pode voltar a sangrar novamente, o que pode causar ainda mais danos às células do cérebro
  • Após a ruptura, os vasos sanguíneos do cérebro podem se contrair involuntariamente, num movimento conhecido como vasoespasmo. Isso pode interromper o fluxo sanguíneo para as células do cérebro e provocar um derrame, além de causar outros danos e morte celular
  • Quando um aneurisma cerebral se rompe, geralmente ocorre uma hemorragia subaracnóidea, que é justamente o vazamento de sangue para o tecido cerebral ao redor do aneurisma. Nesses casos, pode ocorrer hidrocefalia, quando o sangue interrompe a circulação do líquido cefalorraquidiano
  • Uma hemorragia subaracnóidea pode desregular a quantidade de sódio no sangue (hiponatremia) e causar danos irreversíveis às células do cérebro
  • Após a ruptura do aneurisma cerebral, o paciente pode vir a entrar em coma e pode, muitas vezes, sofrer danos irreversíveis, como perda permanente de sensibilidade de qualquer parte da face ou do corpo e do movimento de uma ou mais partes do corpo.

Expectativas

O resultado do tratamento costuma variar de paciente para paciente. Aqueles que entram em coma profundo após o rompimento de um aneurisma geralmente não se recuperam tão bem, quando comparados a pacientes com sintomas menos graves.

Normalmente, a ruptura dos aneurismas cerebrais são fatais. Cerca de 25% das pessoas morrem em 24 horas, e outras 25% morrem em cerca de três meses. Além disso, dos sobreviventes, mais de 25% apresenta algum tipo de incapacidade permanente.


Prevenção

Não há maneira conhecida de prevenir a formação de um aneurisma sacular.

Tratar a pressão alta pode reduzir a chance de ruptura de um aneurisma. Controlar os fatores de risco da arteriosclerose pode reduzir a probabilidade de alguns tipos de aneurisma.

Se descobertos a tempo, aneurismas não rompidos podem ser tratados antes de causarem problemas.

A decisão de reparar um aneurisma cerebral não rompido é baseada no tamanho e na localização do aneurisma, além da idade e condição de saúde do paciente. Os riscos dessa decisão devem ser muito bem ponderados.

Fontes e referências

  • Revisado por: André Felício, neurologista- CRM: 109665
  • Ministério da Saúde
  • Sociedade Brasileira de Neuropsicologia
  • Por Dr. Andre Felicio
    Neurologia – CRM 109665/SP