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Saúde

Saiba os riscos de inalar fumaça de incêndio


Publicado em: 16/06/2018
 

Os perigos de inalar fumaça de incêndio variam desde queimaduras nas vias aéreas como o desenvolvimento de doenças respiratórias como bronquiolite e pneumonia até 5 dias depois do incidente. Isso porque o monóxido de carbono é uma substância tóxica gera acumulo de sangue e líquidos na região, impedindo a passagem do ar.

 

Dependendo da quantidade de fumaça que foi inalada o indivíduo pode evoluir de intoxicação respiratória para morte em 2 a 5 minutos. Entretanto, os indivíduos que inalaram uma quantidade menor de fumaça ainda podem sofrer suas consequências por até 3 semanas desenvolvendo infecções respiratórias.

 

Situações causadas pela inalação de fumaça de incêndio

As principais situações causadas pela inalação da fumaça proveniente de incêndios são:

  • Queimadura nas vias respiratórias: O calor provocado pelas chamas causam queimaduras no interior do nariz, laringe e faringe. Esse tipo de queimadura leva ao inchaço das vias respiratórias impedindo a passagem do ar. Basta que a pessoa fique exposta a fumaça do incêndio por cerca de 10 minutos para ter suas vias aéreas queimadas.

 

  • Asfixia/Falta de oxigênio: O fogo consome o oxigênio presente no ar e por isso respirar fica cada vez mais difícil. Com isso há acumulo de CO2 no sangue e com menos oxigênio chegando aos pulmões a pessoa se sente fraca, fica desorientada e desmaia. Caso ela não seja socorrida, em menos de 10 minutos poderá não sobreviver. Quanto mais tempo a pessoa ficar sem oxigênio, maiores são os riscos de morte ou de lesão cerebral e de ficar com sequelas neurológicas permanentes.

 

  • Intoxicação por substâncias tóxicas na fumaça: A fumaça de um incêndio contém diversas partículas diferentes, e dentre elas, estão o cloro, cianeto e o enxofre, que provocam inchaço das vias aéreas, extravasamento de líquido e consequentemente, impedem a passagem do ar pelos pulmões.

 

  • Síndrome da angústia respiratória: A inflamação e o acumulo de líquido dentro das vias aéreas pode impedir a passagem do ar. Tanto o calor da fumaça como as substâncias tóxicas presentes nela podem levar ao desenvolvimento do edema pulmonar que é quando existe um acumulo de líquido e de sangue que se forma dentro dos pulmões, impedindo a troca de oxigênio.

 

  • Pneumonia: Com o sistema respiratório afetado há uma maior facilidade de entrada e proliferação de vírus, fungos ou bactérias podem levar ao desenvolvimento da pneumonia. Esta pode se manifestar até 3 semanas depois do incidente.

 

A maioria das vítimas sobreviventes de um incêndio se recupera completamente não tendo qualquer problema respiratório no futuro, mas as vítimas que inalaram uma grande quantidade de fumaça tóxica, podem apresentar dificuldade respiratória, tosse seca e rouquidão por meses.

 

Sinais de alerta

Os principais sinais de alerta que podem surgir nas vítimas de um incêndio incluem:

  • Tosse; chiado no peito;
  • Febre; dificuldade em respirar;
  • Tontura, enjoo, desmaio,
  • Boca e pontas dos dedos arroxeadas ou azulados.

 

Ao notar algum destes sintomas deverá procurar um médico, sem tomar nenhum medicamento, para evitar que ele mascare os sintomas e dificulte o diagnóstico da doença. O indivíduo deverá ser observado, o médico poderá pedir exames como raio-x do tórax e gasometria arterial e o indivíduo poderá ficar internado na Unidade de Tratamento Intensivo UTI até que se recupere completamente.

 

Qualquer pessoa que tenha ficado exposta a fumaça de um incêndio por mais de 10 minutos precisam ficar em observação no hospital durante 24 horas porque os sinais de infecção respiratória podem demorar horas para começar a se manifestar.

 

Se não houverem manifestações de sinais ou sintomas, os médicos poderão dar alta, mas ainda recomendam que caso algum sintoma esteja presente nos próximos 5 dias, a pessoa deve voltar ao hospital para receber o tratamento adequado.

 

Como é feito o tratamento para vítimas de incêndio

O tratamento deve ser feito no hospital e pode ser feito com o uso de toalhas molhadas em soro fisiológico e pomadas para proteger a pele queimada, mas os cuidados respiratórios são essenciais para garantir a segurança da vítima.

 

Todas as vítimas precisam de máscaras de oxigênio a 100% para conseguirem respirar melhor. Os médicos podem observar os sinais de angústia respiratória e avaliar a passagem do ar pelo nariz, boca e garganta, avaliando a necessidade de colocar um tubo dentro da boca ou no pescoço da vítima para que ela consiga respirar mesmo com a ajuda de aparelhos.

 

Dentro de 4 a 5 dias os tecidos queimados das vias aéreas devem começam a se soltar, juntamente com alguma secreção, e nesta fase a pessoa pode precisar de aspiração das vias aéreas para não se sufocar com os resíduos dos tecidos.

(tuasaude)



Por que você nunca deve ficar com o absorvente interno por mais de 4 horas


Publicado em: 15/06/2018
 

Apesar de prático, simples de usar e seguro, o absorvente interno pode provocar problemas de saúde se não for corretamente utilizado. Especialistas indicam que, tanto o absorvente interno quanto o externo devem ser trocados a cada quatro horas, independentemente do fluxo da mulher.

 

Ficar muito tempo com o mesmo absorvente, sem realizar trocas, pode, inclusive, causar Síndrome do Choque Tóxico, uma doença rara, porém muito séria, que pode levar a complicações, anemia, amputação de membros e até à morte.

 

O que é Síndrome do Choque Tóxico?

Por que você nunca deve ficar com o absorvente interno por mais de 4 horas © gregory_lee / iStock Por que você nunca deve ficar com o absorvente interno por mais de 4 horas

 

 

A Síndrome do Choque Tóxico (SCT) é causada por toxinas produzidas pela bactéria Staphylococcus aureus, que existe normalmente no corpo da mulher, mas quando sua proliferação é intensa, toxinas são produzidas em excesso, causando a SCT. E justamente o uso prolongado de absorvente interno favorece essa rápida multiplicação.

 

Os sintomas de Síndrome do Choque Tóxico são: febre alta, dor de cabeça e de garganta, olhos avermelhados, cansaço extremo, diarreia, vômitos, além de confusão mental e tontura. Cerca de 48 horas após os sinais iniciais, a mulher pode entrar em estado de choque.

 

Por que você deve trocar o absorvente interno a cada 4 horas

Por que você nunca deve ficar com o absorvente interno por mais de 4 horas © Manuel-F-O/iStock Por que você nunca deve ficar com o absorvente interno por mais de 4 horas

 

 

Além de evitar um problema grave como a Síndrome do Choque Tóxico, a troca regular, a cada quatro horas, do absorvente interno, minimiza riscos de infecções por causa do acúmulo de sangue na região íntima, ressecamento e feridas na parede interna da vagina, além de microulcerações e descamação da área.

 

A alteração do pH vaginal é outro problema causado pelo uso constante de um mesmo absorvente, pois ele retém não somente o fluxo menstrual, como também as mucosas, provocando assim a mudança natural no ambiente.

 

Deixar o absorvente por muito tempo também pode provocar mau cheiro na região íntima. O sangue da menstruação em si não tem odor ruim, mas começa a ser incômodo quando interage com as bactérias do corpo.

(msn)



Pílula do dia seguinte: mitos e verdades


Publicado em: 13/06/2018
 

Você já deve ter lido e ouvido todo tipo de informação sobre  a pílula do dia seguinte. O que existe de verdade e o que é mito? O ginecologista Renato Oliveira, especialista em reprodução humana, é quem vai nos contar.

 

O médico lembra que a pílula não substitui os métodos contraceptivos tradicionais. Em vez disso, deve ser usada apenas em casos emergenciais: “situações de risco, como no estouro da camisinha ou em episódios de violência sexual, por exemplo. A informação e a prevenção ainda são as melhores maneiras de se evitar uma gravidez indesejada”, destaca.

 

A seguir, o ginecologista tira outras dúvidas, e desfaz os mitos em torno da pílula do dia seguinte.

 

Há um momento correto para utilizar a pílula de contracepção emergencial.

VERDADE. Apesar de poder utilizá-la nos primeiros cinco dias, recomenda-se o uso em até 72 horas após o ato sexual. Porém, quanto antes a pílula for tomada, maior a chance de sucesso. Estudos relatam que, nas primeiras 24 horas, por exemplo, a eficácia da pílula gira em torno de 90%.

 

A pílula do dia seguinte é abortiva.

MITO. Ela age antes da ocorrência da gravidez, portanto não provoca aborto. Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento vai dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo, ou postergar a ovulação, caso esta ainda não tenha ocorrido. Se ocorrer gestação, sua tomada não causará danos para o embrião.

 

O medicamento causa efeitos colaterais.

VERDADE. O uso da pílula do dia seguinte pode causar efeitos colaterais. Alterações no ciclo menstrual, diarreia, vômito, náuseas, dores de cabeça e no corpo, além de aumento de retenção de líquido.

 

É necessário receita médica para adquiri-la.

MITO. Nos postos de saúde, assim como nas farmácias, a receita não é exigida.

 

O uso da pílula do dia seguinte tem contra-indicações.

VERDADE. Mulheres com distúrbios metabólicos, principalmente insuficiência hepática, problemas hematológicos e vasculares, hipertensão ou obesidade mórbida devem evitar o medicamento.

 

Se uso anticoncepcional regularmente, preciso da pílula do dia seguinte.

MITO.  Quem faz o uso correto da pílula tradicional, tomando-a da forma como foi prescrita pelo ginecologista, está protegida da gravidez.

 

A pílula do dia seguinte não substitui o uso de métodos contraceptivos convencionais.

VERDADE. Trata-se de um método de emergência, quando não há outro método. Deve-se ressaltar, dentre os métodos contraceptivos, a recomendação de sempre usar preservativos (camisinha), por exemplo, pois também previne homens e mulheres de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

 

Foto: pixabay
(dasplus)


Engravidar após os 35 anos aumenta risco do bebê ter problemas cardíacos


Publicado em: 11/06/2018
 

Crianças nascidas de mães com mais de 35 anos têm maiores riscos de desenvolver problemas cardíacos na vida adulta, aponta estudo realizado pela Universidade de Alberta, no Canadá. Análise feita com camundongos fêmeas indica que os filhotes nascem com vasos sanguíneos danificados, o que oferece maior risco de problemas cardíacos na fase adulta.

 

Segundo o estudo, filhos de mulheres que passam por fertilização in vitro ou usam óvulos congelados (mesmo de doadores) também correm o risco de apresentar problemas cardiovasculares. Isso porque não é apenas a idade do óvulo que desempenham papel importante no desenvolvimento do sistema vascular do feto; a placenta da mulher também influencia na formação da criança.

 

“Esta pesquisa é importante porque melhora nossa compreensão do impacto do parto em uma idade mais avançada na saúde da prole mais tarde na vida”, disse Sandra Davidge, principal autora do estudo e diretora executiva do Instituto de Pesquisa em Saúde da Mulher e da Criança, ao Daily Mail.

 

Gravidez tardia

O número de bebês nascidos de mulheres com mais de 35 anos só tem aumentado, especialmente quando os avanços da medicina têm facilitado a realização do sonho da maternidade para mulheres mais velhas.

 

A gravidez tardia já era conhecida por oferecer risco para a mulher, como o desenvolvimento de diabetes e pressão alta, assim como aborto espontâneo e parto prematuro. Já para os bebês, os riscos conhecidos eram dificuldades de crescimento e anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down.

 

Além disso, com o passar do tempo o número e a qualidade dos óvulos vão decaindo, principalmente depois dos 35 anos, uma vez que as mulheres nascem com um número definidos de óvulos, liberados a cada mês durante a ovulação. Outro problema na gravidez tardia é o fato de que, conforme as pessoas envelhecem, surgem maiores riscos de condições crônicas e de degeneração geral do corpo, comprometendo a saúde.

 

Gestação: funcionamento do corpo

Ao longo da gravidez, o volume de sangue no corpo da mulher aumenta progressivamente, o que faz com que o coração fique maior e bombeie mais para distribuir o sangue por todo o corpo e para o feto que está crescendo no útero. “A gravidez é um evento fascinante – especialmente seus efeitos em nosso sistema cardiovascular”, comentou Sandra.

 

Apesar de todas as mudanças cardíacas, a pressão arterial não costuma se alterar em uma gravidez sem complicações. No entanto, as mudanças fisiológicas que ocorrem nesta fase colocam mais pressão sobre as mulheres mais velhas, tornando-as mais vulneráveis à pré-eclâmpsia – condição ainda não muito compreendida pela medicina, mas que está relacionada ao modo como as veias sanguíneas se formam na placenta -, ou à hipertensão relacionada à gravidez.

 

isso acontece porque o sistema circulatório que supre a placenta tem veias mais estreitas em comparação com os vasos do restante do corpo da mulher, fazendo com que a pressão no sistema geral se acumule. Além disso, a placenta de mulheres mais velhas podem se desenvolver com limitações, prejudicando a capacidade da troca de nutrientes entre o corpo e o bebê, atrapalhando, por sua vez, o desenvolvimento fetal.

 

Prejuízos ao bebê

Quando todos esses fatores acontecem durante a gestação, cresce as chances de que afetem os mecanismos epigenéticos, ou seja, modificações no DNA, que levam a alterações nas proteínas e mudam alguns aspectos do desenvolvimento cardiovascular.

 

De acordo com os pesquisadores, os filhotes machos e fêmeas nascidos de ratos mais velhos mostraram sinais de sistemas cardiovasculares mais fracos, embora os machos parecessem muito mais afetados com apenas alguns meses de idade. “Independentemente da idade materna, as placentas masculinas e femininas desenvolvem-se diferentemente e, desde cedo, os machos tendem a ser mais suscetíveis [aos problemas cardiovasculares], mas as fêmeas recuperam”, revelou Sandra.

 

Esses dados indicam que pessoas nascidas de mães mais velhas podem ser menos resistentes a fatores epigenéticos e ambientais, o que poderia aumentar os riscos cardiovasculares. Por isso, para esses indivíduos recomenda-se a prática de exercícios e uma alimentação saudável desde cedo para evitar futuros problemas de saúde.

Apesar das informações reveladoras, ainda é preciso fazer estudos em humanos para verificar se os resultados são similares. Por isso, Sandra afirma que os dados preliminares não devem interferir nos planos de gravidez das mulheres mais velhas, mas precisam ser encaradas como um alerta para que se preparem melhor para esse processo.

(msn)



4 efeitos negativos que o refrigerante zero tem sobre sua saúde


Publicado em: 04/06/2018
 

1. Alterações na microbiota intestinal

De acordo com um estudo publicado no periódico científico Nature, os adoçantes artificiais presentes nos refrigerantes zero açúcar desregulam a flora intestinal, favorecendo a intolerância à glicose. “No médio e longo prazo, esse fator aumenta o risco de obesidade e de diabetes”, explica Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo

 

 

2. Ganho de peso na região abdominal

Apesar de não conter calorias, a bebida não é uma aliada da balança. Uma pesquisa publicada na revista científica American Journal of Geriatrics Society acompanhou um grupo de americanos por 9 anos e descobriu que quem consumia refrigerantes sem açúcar apresentou, ao final do período, uma circunferência abdominal maior do que aqueles que optaram por outros tipos de refresco.

 

 

3. Aumento da compulsão por açúcar

Um outro estudo, dessa vez da Universidade de Illinois, também nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que quem pede por refrigerantes zero na intenção de reduzir o número de calorias ingerido durante o dia acaba extrapolando no açúcar durante as refeições. “Os adoçantes artificiais despertam o desejo por alimentos cada vez mais doces, fazendo com que o cérebro realize escolhas menos saudáveis e mais calóricas com o passar do tempo”, explica Renato.

 

 

4. Comprometimento da saúde óssea

O consumo de refrigerantes – tanto regulares quanto zero açúcar – está associado a uma densidade óssea precária. “Isso provavelmente se deve ao fato de que quem bebe muito refrigerante dá prioridade a esse tipo de bebida em detrimento a outras que fazem bem à saúde, a exemplo do leite”, supõe Renato. O especialista ainda revela que pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, descobriram que mulheres que ingeriam mais de três doses de refrigerante à base de cola por dia tinham uma densidade mineral óssea 4% menor no quadril quando comparadas à quem preferia outros líquidos.

(msn)