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Saúde

Efeitos benéficos e maléficos do sol


Publicado em: 07/04/2016
 

Vivemos em um país cuja incidência dos raios solares é significativa. Em razão de tal fato, temos formações vegetais incríveis, com diversos outros organismos vivos associados, formando a nossa rica biodiversidade.

É incontável o número de situações nas quais podemos citar a importância do Sol, o nosso astro maior, cuja inexistência inviabilizaria a vida em nosso planeta. No entanto, seus principais raios podem provocar certos danos à nossa saúde, a curto e longo prazo, caso não tomemos certos procedimentos de forma correta. Diante disso, é importante que os (as) educadores (as) de Ciências e Biologia trabalhem com seus alunos tal tema.

Inicialmente, sugere-se questionar aos alunos sobre os benefícios e malefícios que o Sol pode nos causar. Provavelmente, dentre os malefícios, será pontuada a questão de queimaduras; sendo interessante o (a) professor (a) dar continuidade ao tema a partir daí, informando, primeiramente, quanto aos principais raios solares:

– Raios infravermelhos: provocam a desidratação da pele e sensação de calor;

– Raios UVC: podem provocar cânceres e queimaduras solares, mas raramente alcançam a superfície de nosso planeta, uma vez que são bloqueados pela camada de ozônio;

– Raios UVB: atingem camadas mais profundas da pele e, em excesso, podem provocar queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele;

– Raios UVA: principais responsáveis pelo bronzeamento solar, mas, em excesso, podem provocar o envelhecimento precoce, em razão da destruição de fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela elasticidade da pele.

Para dar continuidade, peça para que apontem quais seriam as melhores condutas a fim de evitar tais problemas, anotando no quadro. Acrescente as informações que achar relevantes e procure explicar o porquê de cada medida, por exemplo:

– Sempre usar protetor solar: é importante porque bloqueia a ação dos raios ultravioleta – considerando também que os UVA sempre estão em atividade, durante o dia, independentemente do clima e horário;

– Reposição do protetor solar: mesmo protetores à prova d’água não são capazes de resistir ao suor, e todos eles têm um limite de proteção;

– Evitar o Sol das 10h às 16h: isso é necessário porque é nesse período que os raios UVB estão mais concentrados;

– Escolher bem o filtro solar: é necessário porque nem todos protegem as pessoas contra os raios UVA, uma vez que o fator de proteção, FPS, refere-se somente aos raios UVB. Quanto a isso, o ideal é que seja de FPS 15 ou de número maior, uma vez que confere maior durabilidade.

Para finalizar, aponte que cerca de meia hora de exposição diária ao Sol é suficiente para se ter seus efeitos positivos, desde que seguindo as condutas corretas, como as citadas nos parágrafos anteriores.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola



Como nascem as espinhas?


Publicado em: 07/04/2016
 

Elas podem surgir em todas as idades, nos bebês, adolescentes e adultos. Quem não sofreu com um comedão que evoluiu para uma pústula? O que são estas coisas de nomes estranhos? São os cravos e espinhas que costumam aparecer na face (na maioria dos casos), ombros e tronco.

Existem mais de 50 tipos de doenças acnéicas , mas a forma mais comum é chamada de acne vulgar, que se manifesta sob na forma de cravos (comedões), espinhas (pápulas – elevações) e pústulas (espinhas, contendo pus). Nos casos mais graves, uma simples espinha pode se transformar num abscesso e/ou cisto, dando origem a cicatrizes, em graus variáveis.

A acne, termo genérico utilizado para caracterizar essas lesões, na pele, possui várias causas:
# entupimento dos poros por pele morta;
# aumento da produção de sebo;
# ação da bactéria Propionibacterium acnes;
# outras alterações das células do folículo.

Embora as espinhas apareçam em todas as idades, é na adolescência que elas são mais frequentes. Por que isto acontece? Porque, nesta fase, ocorre ajuste fisiológico (aumento e/ou diminuição) dos níveis hormonais.

O que causa espinhas?       Mulheres com mais de 25 anos de idade que começaram a notar o aparecimento de muitas espinhas devem ficar atentas, este é um dos sintomas mais comuns da síndrome do ovário policístico Foto: Shutterstock / Terra

Estes causam a elevação do número das glândulas sebáceas que, em grande maioria, estão conectadas aos folículos pilosos, e produzem sebo. Acredita-se que, expulso através da abertura dos folículos, o sebo estimule as células da parede interna do poro, o que faz com que elas se desprendam e se agrupem, formando uma espécie de rolha: o tradicional cravo.

Sebo e células favorecem o crescimento bacteriano, no interior do folículo. Estas bactérias podem produzir substâncias que causam a ruptura da parede folicular. Conclusão: sebo + bactérias + células descamadas da parede do poros expandem-se na pele, causando eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e pus, ou seja, uma espinha “vermelhona”.

Mitos e cuidados

Comer chocolate, estresse, lavar o rosto várias vezes ao dia, anticoncepcional, menstruação e produtos de beleza – nada disso causa espinha. No entanto, o mesmo não se pode dizer das vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B12).

“É preciso ficar atento a estas vitaminas. Elas estão presentes nos alimentos industrializados (lácteos achocolatados, biscoitos vitaminados, iogurtes vitaminados, alguns tipos de macarrões orientais, etc.) e podem causar espinhas”, diz o dermatologista Paulo Roberto dos Santos. Além das vitaminas do complexo B, os remédios utilizados no tratamento de tuberculose, também, podem desencadear o surgimento da acne.

O dermatologista destaca que, no caso dos chocolates, há casos especiais. “Se uma pessoa é sensível aos chocolates e percebe que, ao comê-los, aparece alguma espinha ou aumenta o número delas, então, é melhor evitá-los”. Outra orientação importante é: “nunca se deve manipular, coçar ou espremer as espinhas, nem fazer limpeza de pele em salões de beleza. O melhor é procurar um especialista antes que elas se transformem em lesões mais evoluídas e tragam problemas mais sérios.”

“Para tratar a acne é preciso, também, ter paciência, pois, o tratamento leva de dois a quatro meses para inativar a doença. Depois deste período, é necessário fazer manutenção para consolidar os resultados. O tratamento utiliza produtos tópicos (sobre a pele) e sistêmicos (medicamentos de ingestão pela boca, cujo objetivo é atuar  no fenômeno inflamatório severo, local). Já a remoção das cicatrizes só é feita com o auxílio de peeling (soluções de ácidos fortes)”, lembra o Dr. Paulo Roberto.

Sol, faca de dois gumes

A exposição ao sol, nos horários impróprios, entre 10 e 17h, pode causar queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele, mas expor-se nos horários adequados, ajuda durante o tratamento da acne, defende Dr. Paulo Roberto. O ideal é tomar sol, sob orientação médica, para poder usufruir seus benefícios sem agravar a doença.



AVC: saiba quais os primeiros socorros durante um derrame


Publicado em: 09/03/2016
 

Nem toda a pessoa vai “cair dura”

É muito comum acharmos que, em caso de derrame cerebral, a pessoa irá passar mal e desmaiar, devendo ser encaminhada para o hospital. Entretanto, os sintomas são muito mais sutis. “Dormência e fraqueza em uma metade do corpo, alteração da fala e desequilíbrio são alguns dos sintomas de AVC”, explica a neurologista e neurofisiologista Adriana Ferreira Barros Areal, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. É importante entender que o AVC se manifesta como uma perda neurológica súbita, ou seja, mudanças em seus movimentos, fala, visão ou qualquer outra coisa que funcionava de uma determinada maneira e parou de repente ou então você começou a fazer de outra maneira. É extremamente importante saber reconhecer o AVC o mais rápido possível, pois o tratamento precoce fará toda a diferente no futuro desse paciente. Confira alguns dos principais sintomas de AVC:- Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;- Sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;- Perda súbita de visão em um olho ou nos dois olhos;- Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem; – Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;- Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

 

Não dê AAS

Muito se fala também sobre ministrar uma pílula de AAS (ácido acetilsalicílico) quando uma pessoa está sofrendo um AVC, já que ela afinaria o sangue e impediria um novo êmbolo. Apesar de ser um raciocínio correto, ele só traria algum benefício para pessoas que sofreram um AVC isquêmico – e ainda sim não é nada muito expressivo. “Nos casos de AVC hemorrágico, o ácido acetilsalicílico pode piorar ainda mais o sangramento, agravando o quadro”, explica a neurologista Adriana. E como não é possível saber qual tipo de derrame cerebral a pessoa está tendo sem avaliação médica, o conselho é não dar qualquer medicamento e encaminhá-la para o hospital.

Muito se fala também sobre ministrar uma pílula de AAS (ácido acetilsalicílico) quando uma pessoa está sofrendo um AVC, já que ela afinaria o sangue e impediria um novo êmbolo. Apesar de ser um raciocínio correto, ele só traria algum benefício para pessoas que sofreram um AVC isquêmico - e ainda sim não é nada muito expressivo. "Nos casos de AVC hemorrágico, o ácido acetilsalicílico pode piorar ainda mais o sangramento, agravando o quadro", explica a neurologista Adriana. E como não é possível saber qual tipo de derrame cerebral a pessoa está tendo sem avaliação médica, o conselho é não dar qualquer medicamento e encaminhá-la para o hospital.

Não dê remédio para pressão

Aqui a lógica é a mesma do ácido acetilsalicílico: nenhum medicamento deve ser ministrado sem avaliação médica, ainda que o paciente seja hipertenso. Novamente, é impossível saber que tipo de AVC a pessoa está sofrendo e se o medicamento irá beneficiar ou não aquele quadro. “Nos casos em que o paciente tem hipertensão, a atenção com o rápido atendimento deve ser redobrada, e o controle do nível de pressão vai depender do tipo de AVC, do tratamento proposto e da história prévia da pessoa”, explica a neurologista Adriana.
Aqui a lógica é a mesma do ácido acetilsalicílico: nenhum medicamento deve ser ministrado sem avaliação médica, ainda que o paciente seja hipertenso. Novamente, é impossível saber que tipo de AVC a pessoa está sofrendo e se o medicamento irá beneficiar ou não aquele quadro. "Nos casos em que o paciente tem hipertensão, a atenção com o rápido atendimento deve ser redobrada, e o controle do nível de pressão vai depender do tipo de AVC, do tratamento proposto e da história prévia da pessoa", explica a neurologista Adriana.

Se a pessoa tiver diabetes, verifique a glicemia

Em pacientes do diabetes, explica a neurologista Adriana, a glicose muito alta ou muito baixa pode imitar os sintomas de AVC. “Portanto, a verificação da glicemia ajuda a distinguir um problema de outro”, diz. Dessa forma, é importante fazer medição e, caso não seja o caso de uma alteração na glicemia, correr para receber o atendimento adequado.

Em pacientes do diabetes, explica a neurologista Adriana, a glicose muito alta ou muito baixa pode imitar os sintomas de AVC. "Portanto, a verificação da glicemia ajuda a distinguir um problema de outro", diz. Dessa forma, é importante fazer medição e, caso não seja o caso de uma alteração na glicemia, correr para receber o atendimento adequado.

É necessário procedimento cirúrgico?

Existem dois tipos de cirurgia que podem ser indicadas para o tratamento do AVC. Se o paciente tiver obstrução significativa das artérias carótidas no pescoço (caso de AVC isquêmico), pode precisar de uma endarterectomia de carótida. Durante esta operação, o cirurgião remove a formação de placas nas artérias carótidas para reduzir o risco de ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC. Os benefícios e os riscos desta cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados, pois a cirurgia em si pode causar um AVC. Já para o AVC hemorrágico, o tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento. O tratamento cirúrgico para o caso de AVC hemorrágico pode não ser realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro. “Mas nem todo o paciente precisará desses procedimentos cirúrgicos para se recuperar de um derrame cerebral”, diz a neurologista Adriana. “A indicação cirúrgica também depende da gravidade do quadro e da condição clinica do paciente, sendo avaliado caso a caso.”
Existem dois tipos de cirurgia que podem ser indicadas para o tratamento do AVC. Se o paciente tiver obstrução significativa das artérias carótidas no pescoço (caso de AVC isquêmico), pode precisar de uma endarterectomia de carótida. Durante esta operação, o cirurgião remove a formação de placas nas artérias carótidas para reduzir o risco de ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC. Os benefícios e os riscos desta cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados, pois a cirurgia em si pode causar um AVC. Já para o AVC hemorrágico, o tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento. O tratamento cirúrgico para o caso de AVC hemorrágico pode não ser realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro. "Mas nem todo o paciente precisará desses procedimentos cirúrgicos para se recuperar de um derrame cerebral", diz a neurologista Adriana. "A indicação cirúrgica também depende da gravidade do quadro e da condição clinica do paciente, sendo avaliado caso a caso."

Toda recuperação é igual?

Não, o andamento do paciente após um AVC pode variar muito. Tudo depende de fatores como extensão do AVC, local do cérebro onde ele aconteceu, demora no tratamento, idade, tipo de derrame, doenças relacionadas… Não há regra. “Cada caso evolui de um jeito”, afirma Adriana Ferreira. “Todavia, quanto mais precoce e mais especializado o atendimento em geral os resultados são melhores.”
Não, o andamento do paciente após um AVC pode variar muito. Tudo depende de fatores como extensão do AVC, local do cérebro onde ele aconteceu, demora no tratamento, idade, tipo de derrame, doenças relacionadas... Não há regra. "Cada caso evolui de um jeito", afirma Adriana Ferreira. "Todavia, quanto mais precoce e mais especializado o atendimento em geral os resultados são melhores."

fonte: http://www.msn.com



Chá de hibisco: a bebida que combate a gordura da barriga e quadris


Publicado em: 06/03/2016
 

Ele ainda controla os níveis de colesterol, pressão arterial e tem ação diurética

 

Chá de hibisco evita o acúmulo de gordura - Foto: Getty Images
Chá de hibisco evita o acúmulo de gordura

chá de hibisco é preparado com o cálice do botão seco da flor chamada Hibiscus Sabdariffa, que não é aquela espécie de hibisco normalmente encontrada nos jardins. Devido a esta planta, a bebida é rica em substâncias antioxidantes como flavonoides e ácidos orgânicos. Estes nutrientes proporcionam diversos efeitos benéficos, entre eles, a ação diurética, impedindo a retenção de líquidos, e a capacidade de evitar o acúmulo de gorduras, principalmente na região da barriga e quadris.

Este último ocorre porque o chá reduz a adipogênese, processo no qual ocorre a maturação de células pré-adipócitas que se convertem em adipócitos maduros, capazes de acumular gordura no corpo.

Outros estudos apontam que alguns flavonoides presentes na bebida possuem um efeito cardioprotetor e vasodilatador. Assim, as substâncias ajudam a aumentar o colesterol bom, HDL, diminuir o colesterol ruim, LDL, triglicerídeos e a pressão arterial.

Principais nutrientes do chá de hibisco

Chá de hibisco – 200 ml – um copo
Calorias 74 kcal
Proteínas 0,86 g
Gorduras totais 1,3 g
Carboidratos 14,82 g
Fibras 0,6 g
Açúcar total 12 g
Ferro 17,28 mg
Magnésio 2 mg
Fósforo 6 mg
Potássio 18 mg
Sódio 6 mg
Vitamina C 36,8 mg
Tiamina – Vitamina B1 2,55 mg
Riboflavina – Vitamina B2 0,198 mg
Ácido fólico 2 mcg
Vitamina A 30 mcg
Cálcio 2 mg

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 200 ml (um copo), deste chá carrega:

  • 213% de vitamina B1
  • 123% de ferro
  • 82% de vitamina C
  • 15% da vitamina B2
  • 5% de vitamina A

*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

Avaliação de peso

Sua meta de peso é saudável?

O cálice da flor utilizado para elaborar o chá de hibisco é rico em vitamina B2 (riboflavina), que auxilia na saúde da pele, ossos e cabelos, e a vitamina B1 (tiamina). Todas vitaminas pertencentes ao complexo B ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular. A B1, ainda por cima, tem essa ação principalmente nos neurônios, células que formam nosso cérebro.

O chá ainda possui boas quantidades de ferro, que atua no transporte de oxigênio no organismo e previne problemas como anemia, dor de cabeça e cansaço. A Vitamina A, que conta com um efeito antioxidante e é necessária para a visão, sistema imunológico, pele e saúde óssea, e a vitamina C, que protege o organismo contra a baixa imunidade, doenças cardiovasculares, doenças dos olhos e até envelhecimento da pele, também estão presentes na bebida.

A bebida conta com diversas substâncias antioxidantes, como os flavonoides, especialmente as antocianinas, que possuem efeito cardioprotetor, vasodilatador e contribuem para evitar o acúmulo de gorduras.

Outro flavonoide interessante é a quercetina que ajuda a proporcionar uma ação diurética. Os ácidos orgânicos, como os ácidos cítricos, hibístico e málico, também possuem ação antioxidante e estão presentes em boas quantidades no chá de hibisco.

Ação diurética: O chá de hibisco tem efeito diurético, por isso é um aliado para evitar a retenção de líquidos. Um estudo publicado no Journal of Ethnopharmacology da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia observou que o flavonoide quercetina presente na bebida é um dos nutrientes que ajuda a proporcionar esta ação.

Benefícios do chá de hibisco

Chá de hibisco tem ação diurética - Foto: Getty Images
Chá de hibisco tem ação diurética

Evita o acúmulo de gordura: Uma pesquisa publicada no Journal of Ethnopharmacology da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia concluiu que o chá de hibisco é capaz de reduzir a adipogênese. Este processo consiste na maturação celular no qual as células pré-adipócitas se convertem em adipócitos maduros capazes de acumular gordura no corpo.

Ao diminuir este processo, o chá de hibisco contribui para que menos gordura fique acumulada na região do abdômen e nos quadris. Ainda não está claro qual é a substância presente na bebida que é responsável pelo benefício. Porém, acredita-se que a ação antioxidantes dos flavonoides antocianina e quercetina contribuem para reduzir o depósito de gordura.

Outra pesquisa publicada pela Planta Medica, da Society for Medicinal Plant and Natural Product Research, concluiu que o chá age na aldosterona, hormônio secretado pelas suprarrenais que regulam o balanço eletrolítico do organismo favorecendo a ação diurética. Ainda não foram identificados quais os nutrientes que proporcionam o benefício.

Controla o colesterol: Um estudo publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine feito com 53 pacientes portadores de diabetes concluiu que o consumo do chá de hibisco contribui para a diminuição do colesterol ruim, LDL, e aumento do colesterol bom, HDL. A bebida diminuiu o colesterol LDL em 8% e aumentou o HDL em 16,7%.

O mesmo estudo comparou o chá de hibisco com o chá preto e observou que o primeiro é mais eficiente para o combate do colesterol do que o segundo. Isto porque o preto apenas aumentou o HDL, mas diminuiu o LDL. O chá de hibisco é tão interessante para pessoas que possuem problemas com os níveis de colesterol por ser rica em substâncias com ação antioxidante.

Controla a pressão arterial: Um estudo publicado no Journal of Nutrition concluiu que o chá de hibisco ajuda a baixar a pressão arterial. A pesquisa contou com 65 pacientes que tiveram os níveis de pressão arterial reduzidos. Os estudiosos acreditam que alguns flavonoides presentes na bebida proporcionariam este benefício ao diminuir uma enzima que atua sobre a pressão arterial.

Bom para o cérebro: O chá de hibisco conta com boas quantidades de vitaminas B1 e B2. Todas as vitaminas pertencentes ao complexo B ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular. A B1, ainda por cima, tem essa ação principalmente nos neurônios, células que formam nosso cérebro.

Quantidade recomendada do chá de hibisco

Chá de hibisco controla o colesterol - Foto: Getty Images
Chá de hibisco controla o colesterol

A orientação é consumir um copo de 200 ml de chá de hibisco. Para cada copo deve ser utilizado de 4 a 6 gramas da flor seca, equivalente a uma colher de chá, ou dois a três pacotinhos de chá.

Como consumir o chá de hibisco

Caso utilize a flor a granel, procure aquecê-la o mínimo possível para não perder as propriedades. Separe 200 ml de água, deixe ferver e após isso adicione de 4 a 6 gramas, equivalente a uma colher de chá, da flor seca. Mantenha a bebida por três minutos no fogo e após isso ela pode ser consumida.

Compare o chá de hibisco com outros chás

Nutrientes Chá de hibisco – 200 ml – um copo Chá-preto – 450 ml Chá mate – 1 litro
Calorias 74 kcal 1 kcal 30 kcal
Proteínas 0,86 g 0 g 0 g
Gorduras totais 1,3 g 0 g 1 g
Carboidratos 14,82 g 0.3 g 6 g
Fibras 0,6 g 0 g 0 g
Cálcio 2 mg 0 mg 10 mg
Ferro 17,28 mg 0.01 mg 0 mg
Magnésio 2 mg 1 mg 20 mg
Fósforo 6 mg 1 mg 0 mg
Potássio 18 mg 21 mg 50 mg
Sódio 6 mg 0 mg 0 mg
Vitamina C 36,8 mg 0 mg 0 mg
Tiamina – Vitamina B1 2,55 mg 0 mg 8,9 mg
Riboflavina – Vitamina B2 0,198 mg 0.014 mg 0 mg
Ácido fólico 2 mcg 5 mcg 0 mcg
Vitamina A 30 mcg 0 mcg 0 mcg

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos / Taco – versão 2, UNICAMP

O chá de hibisco possui quantidades do flavonoide antocianina, um poderoso antioxidante, tão relevantes quanto as frutas vermelhas e roxas, como a amora, morango e mirtilo (blue berry). Comparado com outros chás, o de hibisco é rico em vitaminas A e C e em ferro, enquanto o preto e o mate não possuem estes nutrientes.

Combinando o chá de hibisco

Chá de hibisco + alimentos termogênicos: Pessoas que pretendem emagrecer podem combinar o chá de hibisco com um alimento termogênico. Isto porque o primeiro irá evitar que a gordura se acumule na região do abdômen e quadris enquanto o segundo será capaz de aumentar o gasto energético. Uma boa opção de bebida termogênica é o chá verde.

Contraindicações

É interessante que gestantes e lactantes evitem o chá de hibisco. Isto porque alguns estudos preliminares apontaram que a bebida possui ação mutagênica, ou seja pode interferir na estrutura dos genes do bebê, trazendo problemas.

Riscos do consumo excessivo

Por ter ação diurética, o consumo em excesso do chá de hibisco pode fazer com que a pessoa elimine muito eletrólitos, nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo composto principalmente por cálcio, potássio, sódio e magnésio. A falta destas substâncias pode levar à desidratação.

fonte: http://www.minhavida.com.br



Os benefícios da goiaba


Publicado em: 06/03/2016
 

Esta fruta deliciosa é originária da América do Sul, principalmente do Brasil. Com uma casca verde amarelada e polpa cor de rosa, a goiaba foi se difundindo graças aos portugueses e espanhóis, e hoje é consumida em todo o mundo, desde a América até a Ásia. Segundo os nutricionistas, a goiaba é ainda uma fruta perfeita para ser consumida no verão, pois possui inúmeros nutrientes e benefícios para nossa saúde, além de ajudar a perder aquelas calorias ganhadas durante o ano para poder arrasar na praia em janeiro.

Os benefícios da goiaba e suas folhas

  • Ela tem poder analgésico, por isso pode ser um remédio orgânico para aliviar dor de garganta, laringite, dor de dente, contusões e até mesmos as cólicas e a TPM.
  • É uma ótima fruta para evitar a diarreia.
  • Previne doenças como a candidíase e também trata os corrimentos vaginais, pois tem ação vermífuga e fungicida.
  • A goiaba é bastante rica em vitaminas A, B1, B2, B6 e principalmente vitamina C.
  • Um ótimo remédio também no tratamento de conjuntivite.
  • É também usada em casos de cólera.
  • Alivia vertigens, vômitos, tosses, ressacas e até estanca um sangramento, evitando assim possíveis hemorragias.
  • Esta fruta também pode ser utilizada contra úlceras na pele.

Emagreça adicionando goiaba em sua dieta!

Esta fruta do verão possui em sua composição, além de diversos nutrientes benéficos para nossa saúde, uma quantidade enorme de fibras. Essas fibras, se consumidas diariamente e na quantidade certa, pode nos causar uma sensação de saciedade. Assim, não sentiremos tanta fome durante o dia, e consequentemente iremos comer menos. O que vai nos levar a emagrecer.

 E os benefícios da goiaba não param por aí: 100 gramas da fruta possuem apenas 54 calorias! Isso mesmo! Portanto você pode consumir a fruta à vontade na hora do lanche, no lugar daquele biscoito hipercalórico ou daquele chocolate que nem se fala, né? Tomar um copo de suco de goiaba também pode ser bastante interessante, pois além de hidratar – o que deve ser feito constantemente no verão – ela alimenta e não engorda.

Remédio caseiro á base das folhas da goiabeira

O chá das folhas de goiabeira é bastante utilizado para prevenção e tratamento de várias enfermidades, entre elas a tuberculose, hemorragias uterinas, problemas gastrointestinais, cólera, diarreia e pés inchados. Para evitar diarreia também pode-se cozinhar pedaços de goiabada – ainda verde – com um pouco de água e beber o caldo.

Chá de folhas de goiabeira

  1. Coloque em uma chaleira, 1 litro de água e ferva.
  2. Após levantar fervura, desligue o fogo e adicione três ou quatro folhas de goiabeira secas, tampe e reserve.
  3. Espere apurar por mais ou menos 15 minutos, depois coe.
  4. Tome uma xícara três vezes ao dia, ou quando estiver sentindo dor – pois tem efeito analgésico.
  5. Colocar açúcar no chá é opcional, mas ele aumenta bastante a quantidade de calorias da bebida, por isso para quem está fazendo dieta, é recomendado beber sem adoçar.