Saúde

Como fica a fertilidade após o tratamento do câncer


Publicado em: 04/11/2017
 

“Tratar o câncer em si nunca pode deixar de ser a prioridade após o diagnóstico. Mas a questão é que devemos enxergar esse tratamento de maneira mais humana”, defende Maurício Chehin, ginecologista e especialista em reprodução humana da Universidade Santo Amaro e do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva. Ou seja, não é porque você está batalhando contra uma doença séria que nada mais importa – e, nesse sentido, a fertilidade e o sonho de ter filhos devem ser contemplados.

 

Por quê? Infelizmente, alguns dos tratamentos contra tumores acaba afetando os ovários e os testículos, entre outros órgãos reprodutores.

 

A boa notícia é que dá para tomar medidas que preservam a fertilidade. Nesta entrevista, Chehin detalha o tema e os desafios por trás dele. Confira:

SAÚDE: Quando o paciente com câncer deveria falar de fertilidade?

Maurício Chehin: Na verdade, ela deveria ser abordada pelo oncologista no momento em que começa o planejamento do tratamento. Após o diagnóstico, o médico vai optar, junto com o paciente, por alguma estratégia terapêutica e quando iniciá-la. Se for químio, por exemplo, é preciso saber quando ela será administrada, porque esses remédios podem causar infertilidade e, dependendo do tempo, eu consigo usar uma ou outra técnica para manter o sonho de a mulher ter filhos.

 

O oncologista não costuma ser especialista em técnicas de reprodução assistida. Mas ele precisa abordar o assunto e falar que elas existem. É uma abordagem multidisciplinar. Essa é uma grande barreira do paciente com um tumor maligno: os oncologistas ainda não têm dado tanta importância aos efeitos secundários do tratamento.

 

Anos atrás, a gente fez uma pesquisa durante o Outubro Rosa dentro do Parque Ibirapuera [em São Paulo]. Lá tinha um stand de prevenção de câncer de mama em que nós ensinávamos alguns conceitos. E aplicamos um questionário para 250 pessoas.

 

Aí notamos que 66% dos entrevistados não sabiam que o câncer ou o tratamento pode provocar infertilidade. E 78% delas não sabiam que há técnicas para a preservação da fertilidade.

 

Mas tem uma parte mais preocupante: quando pegamos profissionais da área de saúde e os comparamos com outras pessoas de nível escolar superior, não houve diferença significativa de conhecimento. Mais ou menos 27% dos dois grupos sabia que existem técnicas de preservação de fertilidade para pacientes com câncer. É pouca gente.

 

E por que é importante debatermos mais isso?

Na verdade, tratar o câncer nunca pode deixar de ser a prioridade quando estamos de frente a essa doença. Mas a questão é que devemos enxergar o tratamento de maneira mais humana. Hoje, de 80 a 90% dos cânceres jovens vão ser curados. E esses jovens, uma vez curados, vão querer qualidade de vida. Aliás, são esses adultos jovens que mais se beneficiam das técnicas de preservação de fertilidade.

 

Hoje, 10% de todos os tipos de câncer acontecem antes dos 45 anos. Os outros 90% vêm depois. Esse público mais velho não é o foco da oncofertilidade, até porque vários já estão inférteis ou já tiveram filhos.

 

Como o tratamento contra o câncer afeta a fertilidade?

A quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia às vezes promovem lesões nos ovários ou nos testículos. Mas isso depende do tipo de tumor, do tipo de tratamento, do tipo de droga, da dose, do número de sessões.

 

Quando falamos de risco de infertilidade, falamos também da idade. As mulheres têm uma reserva de óvulos, que vai diminuindo com o tempo. Se a reserva é mais baixa, o risco de o tratamento afetar a fertilidade é maior. Se não, ela pode aguentar um pouco mais.

 

E como é o tratamento para preservar a fertilidade?

Vamos falar das mulheres primeiro. Para elas, basicamente a gente tem 4 opções. São eles: congelamento de óvulos, congelamento de embriões, congelamento de tecido ovariano e a supressão ovariana.

 

O que mais se faz é congelar os óvulos. Aí eu preciso de uns 12 a 14 dias antes do início do tratamento contra o câncer, porque tenho que induzir a ovulação para coletar óvulos maduros e, então, armazená-los em condições ideais. Se a paciente precisar fazer uma químio em três dias, não consegue congelar óvulos.

 

O congelamento de embriões segue da mesma forma. A diferença é que coleto e já fertilizo com o espermatozoide no laboratório. Então a paciente já precisaria ter um parceiro. Aí eu os congelo da mesma forma.

 

A técnica que não demanda esse tempo é o congelamento de tecido ovariano. Eu chego, interno, faço uma cirurgia por videolaparoscopia e tiro parte do ovário. Aí faço uma preparação com esse tecido e o congelo.

 

Daí em diante a mulher pode passar por todo o tratamento contra o câncer e seguir com sua vida. Se um dia ela quiser ter filhos e se de fato ficou infértil, a gente reimplanta o tecido ovariano, que volta a produzir óvulos.

 

No Brasil, não temos bebês nascidos com essa técnica, porque se congela o tecido ovariano há poucos anos. Mas são por volta de 90 bebes nascidos com esse procedimento ao redor do mundo. É uma técnica promissora, funciona bem.

 

O medo é: será que quando faço isso eu poderia estar reintroduzindo uma célula cancerosa? Como tirei o tecido ovariano no momento em que o tumor estava no corpo, teoricamente esse risco existe. Mas não é algo que vimos ainda.

 

Há mais alternativas que podem ser feitas logo após o diagnóstico do câncer?

Tem a supressão ovariana. Aqui, você toma um remédio que bloqueia a produção hormonal. A mulher entra em uma menopausa temporária. Assim, o ovário entra em repouso e seria menos atingido pelos quimioterápico. Devemos nos lembrar que a quimioterapia atinge principalmente células que se reproduzem rapidamente.

 

Mas a eficácia ainda é controversa. Mesmo deixando o ovário em repouso, a químio atinge células da região. Pode ser uma proteção mínima, mas não que nos deixe tranquilos.

 

A oncofertilidade é especialmente importante no câncer de mama?

A maioria das pacientes que nos procuram aqui têm câncer de mama. Talvez por ser incidente, talvez porque elas são atendidas com frequência por ginecologistas, que pensam mais em fertilidade do que o oncologista.

 

De especial nesses casos é o fato de que vários dos tumores de mama são dependentes de hormônios femininos para crescer. E o medo que se tem é de estimular os ovários com esses hormônios para fazer a coleta de óvulos. Ora, se a gente dá mais hormônio, não estaríamos acelerando o desenvolvimento da doença?

 

Mas o que fazemos não é dar o hormônio. Nós damos gonadotrofina. Veja: o ovário produz estrogênio a partir da gonadotrofina, que induz ovulação. E, em paralelo, utilizamos inibidores de aromatase, que garantem o estímulo à ovulação ao mesmo tempo que mantém o nível de estrogênio baixo.

 

Já há estudos acompanhando mulheres que passaram por essa técnica cinco anos atrás. E não houve nenhum aumento no risco de o câncer voltar.

 

O acesso aos tratamentos de fertilidade no contexto do câncer é fácil?

Não. O acesso em reprodução assistida é difícil em geral e muitas vezes não é coberto por seguros. O que existe são alguns serviços públicos, mas são pouquíssimos.

 

E o seguro não cobre nem em caso de câncer. Nos Estados Unidos, as seguradoras entendem que a preservação da fertilidade faz parte do tratamento oncológico e têm coberto algumas formas de tratamento. Aqui não.

 

Então ainda estamos muito restritos na medicina privada. Como tudo o que é novidade, estamos começando na medicina privada. Precisamos fazer cada vez mais essas técnicas e difundi-las para termos um clamor popular, que exija esse tipo de atendimento.

 

E os homens: eles também podem preservar a fertilidade?

Com eles é mais fácil. Para congelar o sêmen, basta se masturbar. É rápido, não exige um preparo que leva dias e financeiramente é muito mais barato. Ao descobrir o tumor, o homem vem na clínica, congela o sêmen e pronto. Se não tiver bom, colhe de novo. Em cinco ou seis dias, pode coletar três vezes. Aí faz um banco de sêmen.

 

A dificuldade é mais para meninos antes da puberdade, que não masturbam. E aí poderíamos congelar o tecido testicular. Agora, a barreira para os homens ainda é o desconhecimento.

(msn)



Homem com pênis curvo tem risco maior de câncer de testículo


Publicado em: 03/11/2017
 

Os homens com o chamado pênis curvo, quando o órgão sexual masculino não é totalmente simétrico, provavelmente sofram de uma condição conhecida como Peyronie.

 

Estima-se que a condição acometa 7% dos homens. Até então, não se sabia que o problema poderia estar associado a um risco maior de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de testículo e até melanoma.

 

Após anos de estudos, pesquisadores do Texas realizaram análises genéticas de pai e filho com o problema, e descobriram que eles compartilhavam um conjunto de genes associados a tais doenças. Os resultados mostraram que os portadores da Peyronie têm um risco 40% maior de desenvolver câncer de testículo, 29% maior de  melanoma, e 40% maior de câncer de estômago.

 

“Encontramos mutações nesses tipos de genes especificamente propensos ao desenvolvimento destas outras doenças”, disse o médico britânico Pastuszak, que liderou o estudo.  “Embora sejam resultados significativos nos ciclos de vida sexual e reprodutiva desses pacientes, são necessários monitoramentos constantes e novos trabalhos para entender o que de fato  desenvolveria estas patologias, em comparação ao restante da população”, completou.

 

Os resultados foram apresentados em congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, após uma revisão de dados de 1,5 milhão de participantes, realizado pela Baylor College, em Houston, no Texas, Estados Unidos.

 

Ligações genéticas

Pastuszak também afirmou que a doença de Peyronie tem ligação com a doença de Dupuytren — de predisposição genética, quando acontece enrijecimento progressivo do tecido fibroso das palmas das mãos, provocando a contração dos dedos que pode, eventualmente, ficarem em posição flexionada — e a doença de Ledderhose, quando há espessamento de tecido nos pés.

 

“Embora ainda precisemos validar algumas dessas descobertas e traduzi-las do laboratório para a população clínica de fato, esses dados fornecem um forte vínculo tanto clinicamente quanto de nível genético entre ambas as doenças, e a relação com tumores malignos em homens”, explicou.

As causas da Peyronie não são totalmente conhecidas.

(msn)



Saiba como a menopausa afeta o risco de Alzheimer


Publicado em: 12/10/2017
 

Segundo um novo estudo publicado no periódico científico PLoS One, as mudanças metabólicas que ocorrem no cérebro durante o climatério, período de desenvolvimento da menopausa na mulher, podem deixá-las mais vulneráveis ao Alzheimer. De acordo com a Associação Americana de Alzheimer, ser mulher é o segundo maior fator de risco para o surgimento da doença, perdendo apenas para a idade avançada.

 

O estudo

A equipe de pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Cornell junto com cientistas da Universidade do Arizona, ambas nos Estados Unidos, examinaram como os cérebros de 43 mulheres, entre 40 e 60 anos, metabolizavam glicose, principal fonte de energia das células cerebrais. Isso por que pesquisas anteriores já haviam mostrado que níveis baixos de glicose no cérebro podem indicar o desenvolvimento do Alzheimer.

 

Menos energia

Entre as participantes, 15 estavam na fase pré-menopausa, 14 estavam no climatério e outras 14 no período da menopausa, ou seja, um ano após a última menstruação. No final do estudo, as mulheres que estavam no climatério e pós-menopausa, tiveram níveis mais baixos de glicose do que as outras.

 

Mudanças no cérebro

Os pesquisadores identificaram nessas participantes sinais de disfunção mitocondrial, o que significa que o processamento de energia das células do cérebro já perdeu parte de sua eficiência. Uma enzima chave no metabolismo das células, chamada citocromo oxidase, mostrou-se menos abundante. Além disso, elas também tiveram resultados ruins em testes de memória.

 

Em outro estudo, os mesmos pesquisadores já haviam sugerido que a menopausa pode estar associada a um aumento da proteína beta-amiloide no cérebro, um dos principais biomarcadores do Alzheimer, assim como uma redução da matéria cinzenta e da matéria branca, que são afetadas pela condição neurodegenerativa.

 

Detectar de forma precoce

“As mulheres precisam de atenção médica e acompanhamento a partir dos 40 anos, antes do surgimento de quaisquer sintomas endócrinos ou neurológicos”, disse ao Medical News Today Lisa Mosconi, principal autora do estudo.

 

Segundo a pesquisadora, algumas estratégias podem ajudar a evitar o Alzheimer. “Consumir alimentos antioxidantes, que beneficiam a atividade cerebral e as mitocôndrias das células, como a linhaça, e fazer atividades físicas regularmente podem manter os níveis de estrógeno saudáveis.

 

Menos estrógeno

A deficiência de estrogênio pode ser a principal causa da associação. Segundo os médicos, as células cerebrais possuem receptores do hormônio. A queda dos níveis de estrógeno pode causar uma reação de ausência de energia e tal estado pode levar à disfunção cognitiva.

 

“Nossos resultados mostram que a perda de estrógeno na menopausa não apenas diminui a fertilidade como também reduz um elemento protetor do cérebro das mulheres, tornando-as mais vulneráveis ao envelhecimento cerebral e o Alzheimer”, disse Lisa.

(msn)



Cueca virada: o que é e como fazer


Publicado em: 05/10/2017
 

“Cueca virada? Que nome é esse?” Ficou espantando com esse nome curioso? Calma! A gente explica do que se trata! A cueca virada é um doce à base de farinha de trigo e ovos. Ele é frito e depois é polvilhado com açúcar. Ele é tradicional em muitos países europeus e é tradicional do Sul do Brasil.

 

O doce teria sido trazido para cá pelos imigrantes italianos no fim do século XIX e é conhecido também como orelha de gato e grostoli. Há muitos doces conhecidos no Brasil que são de origem internacional, como o quindim, o strudel, a torta floresta negra e cuca. A cueca virada é uma delícia e cai superbem no café da manhã ou no lanche da tarde com um cafezinho quente!

                                                   

Ingredientes

3 xícaras (chá) de farinha de trigo

1/2 xícara (chá) de leite

6 colheres (sopa) de açúcar

1 pitada de sal

1 ovo

1 colher (sopa) de vinagre ou pinga

1 colher (sopa) de margarina

1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Açúcar e canela misturados para polvilhar

Óleo para fritar

Modo de preparo

Misture os ingredientes até ficar uma massa que não grude nas mãos (se for necessário, acrescente um pouquinho de farinha de trigo).

Abra com um rolo em superfície enfarinhada.

Corte tiras no tamanho desejado e faça um corte no meio. Passe uma ponta por dentro, virando.

Fritar em óleo não muito quente e deixe descansar em papel-toalha.

Polvilhe açúcar e canela.



Homens: vocês precisam se proteger mais durante o sexo


Publicado em: 30/09/2017
 

As mulheres não são as únicas responsáveis por evitar DSTs e gestações indesejadas. Mas estudo indica que os brasileiros ainda não dão bola para isso

 

A Organização Mundial da Saúde estima que metade das gestações no mundo não são planejadas. Já um levantamento do Ministério da Saúde mostra que 40 mil novos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são detectados por ano no país. Mas, afinal, de quem é a responsabilidade de pensar na prevenção na hora H?

 

Muitas vezes atribuída às mulheres, a pergunta deveria ser respondida em uníssono: por todo mundo que for sexualmente ativo. No entanto, no Brasil ainda falta um pouco para chegarmos à resposta unânime: 72% dos homens entre 15 e 25 anos considera que é responsabilidade do casal e 10% acha que é obrigação feminina.

 

Mesmo acreditando na “divisão de tarefas”, 38% dos homens não apoiaria sua parceira se ela decidisse parar de tomar a pílula anticoncepcional. Só 39% deles vê o preservativo masculino como principal forma contraceptiva.

 

Os dados vêm de um estudo do Departamento de Ginecologia da UNIFESP, em parceria com a Bayer, realizado com 2 mil homens jovens de dez capitais brasileiras. O  intuito era entender o papel de homens e mulheres no planejamento familiar e na prevenção de DST.

 

Uma das principais surpresas da pesquisa foi o efeito “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Apesar de 72% dos marmanjos acreditar que a contracepção deve ser uma responsabilidade do casal e 34% dos entrevistados elencar que contrair uma DST é a coisa que mais os preocupa no sexo, a maioria não se protege.

(saúde.abril)