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Saúde

Beber café aumenta chance de passar dos 90 anos, diz estudo


Publicado em: 16/04/2018
 

O estudo 90+, realizado pelo instituto americano UCI MIND, foi iniciado em 2003 para estudar a faixa etária que mais cresce nos Estados Unido: as pessoas com mais de 90 anos. Como pouco se sabe sobre as pessoas que alcançaram esse marco, o notável aumento do número de idosos apresenta uma prioridade de saúde pública para promover a qualidade de vida.

 

O pesquisadores puderam perguntar aos 1.600 entrevistados, “o que faz com que que as pessoas vivam até 90 anos de idade?”. Os participantes do estudo foram visitados a cada seis meses por especialistas que realizaram testes neurológicos e neuropsicológicos. Além disso, os entrevistados receberam uma série de testes físicos e cognitivos para determinar o desempenho das pessoas nessa faixa etária. 

 

Analisando a alimentação, atividades, hábitos e estilos de vida, o estudo pôde concluir que o uso moderado de café pode ajudar significativamente para que alcancemos com saúde os 90 anos de idade. Além do café, a pesquisa revelou que a cerveja e o vinho também estão inclusos no cardápio da longevidade. Dois copos de cerveja ou duas taças de vinho diárias, segundo a pesquisa, crescem em 18% as chances de uma vida mais longa. Já o café, quando consumido diariamente, também eleva, em cerca de 10%, a probabilidade de se passar dos 90 anos.

 

Não sei explicar, mas acredito de verdade que beber de forma modesta aumenta o tempo de vida”, afirmou Claudia Kawas, neurologista e coordenadora do estudo.

(br.jetss.com)



Nova vacina contra câncer de ovário prolonga a vida de pacientes


Publicado em: 12/04/2018
 

Mais um tratamento contra o câncer está em fase de testes clínicos. Desta vez, o alvo do estudo é o câncer de ovário. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine, explica como os resultados de uma vacina personalizada podem prolongar a vida de pacientes com a doença. Segundo o estudo, no período de dois anos os participantes que foram vacinados mostraram melhores resultados de “sobrevida global” – tempo entre o diagnóstico e a morte – quando comparados aos que não receberam a dose.

 

Câncer de ovário

O câncer de ovário, também conhecido como “assassino silencioso”, costuma ser diagnosticado nos estágios avançados da doença (cerca de 80% dos casos). No momento do diagnóstico, 60% dos cânceres de ovário já se espalharam para outras partes do corpo, reduzindo a taxa sobrevivência para 30% nos primeiros cinco anos. De acordo com o médico Ronny Drapkin, professor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a razão do diagnóstico acontecer tardiamente é a sua localização. “A pelve é como uma tigela, então um tumor pode crescer bastante antes de se tornar perceptível”, disse Drapkin ao Daily Mail Online.

 

Normalmente, os primeiros sintomas do câncer de ovário são gastrointestinais porque os tumores começam a fazer pressão na área acima de sua localização. No entanto, quando um indivíduo se queixa de desconforto gastrointestinal, os médicos costumam priorizar uma mudança alimentar, desconsiderando a possibilidade da doença.

 

Apenas quando os sintomas se tornam persistentes o paciente passa por uma triagem que revela o câncer. A doença é tratada com cirurgia e quimioterapia, mas por causa da demora no diagnóstico – e consequentemente no tratamento -, 85% dos pacientes têm recaídas e acabam desenvolvendo resistência à quimioterapia, deixando-os sem opções de tratamento.

 

Vacina

A médica Lana Kandalaft, principal autora do estudo, acredita que a vacina pode ser capaz de impulsionar o sistema imunológico e aumentar as taxas de sobrevivência dos pacientes. De acordo com a American Cancer Society, a equipe de pesquisadores analisou os resultados de 25 mulheres com câncer de ovário epitelial avançado, que tem taxa de sobrevida média de 17% dentro do período de cinco anos.

 

A vacina personalizada criada pelos cientistas consiste em usar o tumor do paciente (armazenado e preservado antes da cirurgia) e as células do sangue. Essas células têm a missão de identificar e capturar invasores e levá-los até os nódulos linfáticos, onde as células T são acionadas e iniciam um ataque na tentativa de destruir os invasores. “Os pacientes que receberam a vacina criaram uma resposta imune contra seus próprios tumores”, disse Lana em comunicado. Ainda segundo ela, os resultados são significativos porque o corpo aumentou o número de células T específicas capazes de destruir os tumores em pacientes cujo sistema imunológico não consegue reagir  sozinho.

 

A taxa de sobrevivência no período de dois anos avaliados pela equipe entre as mulheres que receberam a vacina foi de 78% contra 44% para as que não foram vacinadas.

 

Precauções

O diretor médico da American Cancer Society, Otis Brawley, afirmou-se esperançoso com a ideia da imunoterapia ser usada como tratamento para o câncer de ovário. Apesar de não estar envolvido na pesquisa, ele se disse cauteloso com as vacinas personalizadas. “A análise de sobrevivência é propensa a alguns preconceitos que podem induzir ao erro até mesmo em avaliadores clínicos mais experientes”, disse ao Daily Mail Online.

 

Os pesquisadores garantem que pretendem fazer mais estudos com a vacina. A pesquisa atual focou na segurança do tratamento.

(msn)



Os novos limites para pressão alta – e os tratamentos contra ela


Publicado em: 12/04/2018
 

Não há doença mais democrática que hipertensão. Em meio a 1 bilhão de vítimas pelo planeta, ela não distingue cor, sexo, religião ou classe social. “A pressão alta está entre as principais culpadas por infarto, acidente vascular cerebral, entre outros males”, afirma o cardiologista Marcus Malachias, da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Ou seja, financia as primeiras causas de morte no Brasil e em boa parte do mundo.

 

Fatos tão preocupantes cobram uma medida enérgica. E foi o que fizeram a Associação Americana do Coração e o Colégio Americano de Cardiologia ao atualizar as recomendações de diagnóstico e tratamento da pressão alta. Antes, o sujeito era hipertenso se o aparelhinho mostrasse números acima de 140 por 90 milímetros de mercúrio (mmHg). Agora, 130 por 80 (o popular 13 por 8) já é doença, e situações que variam de 120 a 129 por 80 – antes normais – acionam o sinal amarelo.

 

“Essa foi a maior ação de prevenção cardiovascular realizada pelo bem da humanidade”, diz o cardiologista Flavio Fuchs, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mais abaixo, você confere as novas taxas em detalhes.

 

Debates à parte – alguns médicos acham os novos limites muito radicais -, a questão é que flagrar (e controlar) o problema mais cedo faz diferença. Com mudanças no estilo de vida, é possível domar uma pressão mais elevada a ponto de impedir ou postergar sua conversão para a hipertensão – e sem apelar a remédios.

 

Ajustes na dieta e exercícios derrubam até 20 mmHg. Parece pouco? “A cada redução de 2 mmHg, o risco de um AVC cai em 10%”, calcula o cardiologista Luiz Bortolotto, diretor da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).

Como saber se eu tenho pressão alta

Veja como eram e como ficaram as recomendações americanas para pressão arterial. A última diretriz brasileira já apontava a mesma tendência

 

Como ficou nos EUA

  • Normal – abaixo de 120 por 80
  • Pré-hipertensão / pressão elevada* – de 120 a 129 por 80 (antes era de 120 por 80 a 139 por 89)
  • Hipertensão – acima 130 por 80 (antes era acima de 140 por 90)

 

Como é no Brasil

  • Normal – abaixo de 120 por 80
  • Pré-hipertensão / pressão elevada* – de 121 por 81 a 139 por 89
  • Hipertensão – acima de 140 por 90

*não existe mais o termo “pré-hipertensão” por aqui

 

Os remédios que combatem a pressão alta

Por mais que as mudanças de estilo de vida sejam vitais, muitos casos não conseguem escapar dos medicamentos. E não enxergue essa necessidade como sinal de fracasso.

 

Eles são prescritos quando a pressão está acima dos 140 por 90 mmHg, ou se o risco cardíaco é elevado (se o paciente é mais velho, fuma, tem colesterol alto ou diabetes…) ou ainda se as medidas de alimentação, atividade física e manejo do estresse não trouxeram os resultados esperados após alguns meses de tentativas. Hoje, 60% dos hipertensos tomam dois ou mais remédios.

 

Todas as classes farmacológicas são bastante seguras e efetivas. “Nós escolhemos o tipo de remédio a ser usado de acordo com as particularidades de cada um”, explica o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração e da Universidade Nove de Julho, ambos na capital paulista. O tratamento é contínuo e exige a adesão do paciente: não dá pra se esquecer ou desistir de tomar os comprimidos.

 

Existem até aplicativos de celular com lembretes da hora de usar a medicação. “O controle é a cura da hipertensão”, reflete o cardiologista Marcelo Sampaio, da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Diuréticos (clortalidona, metolazona…): retiram o excesso de sódio que está impregnado no organismo. Esse conteúdo é descartado no xixi.

 

IECA (captopril, enalapril…): bloqueiam a fabricação da angiotensina, um hormônio produzido nas glândulas suprarrenais (na parte de cima dos rins) que contrai os vasos sanguíneos.

 

BRA (losartana, valsartana…): também atuam na angiotensina. A diferença é que essas drogas impedem que a substância se ligue a receptores nas células.

 

BCC (amlodipina, felodipina…): regulam a ação do cálcio, mineral que participa ativamente dos movimentos de contração e dilatação das artérias.

 

Betabloqueadores (atenolol, nebivolol…): inibem o aperto dos vasos por onde o sangue transita. Porém, são utilizados somente em casos mais específicos.

 

Coquetel para baixar a pressão

E quando os fármacos não dão conta do recado? O quadro, conhecido por hipertensão resistente, acontece ao não se chegar nos 140 por 90 mmHg nem com três remédios combinados e todas as reformas no estilo de vida. “Nesse contexto, podemos lançar mão de uma quarta e até uma quinta medicação para fugir das complicações”, conta Luiz Bortolotto.

(msn)



Vacina contra a gripe protege o coração


Publicado em: 05/04/2018
 

O mês de abril, que antecede o início da temporada mais fria do ano, é um período estratégico para a vacinação contra a gripe, que se realiza na rede pública do país. Todas as pessoas que têm algum tipo de alteração ou doença cardiovascular podem e devem ser vacinadas gratuitamente, mesmo não estando nos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde: indivíduos acima dos 60 anos; crianças de 6 meses a 5 anos; gestantes; mulheres até 45 dias após o parto; trabalhadores do segmento da saúde; povos indígenas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; e professores de escolas públicas e privadas.

 

Sim, a vacina contra a gripe é uma grande aliada do coração. Isso porque a infecção pelo vírus influenza, ao provocar febre, pode alterar a frequência cardíaca, sobrecarregando o bombeamento de sangue pelo coração. Há risco, ainda, de a pessoa gripada contrair pneumonia, quadro capaz de gerar maior complicação em quem já tem um problema cardiovascular.

 

Neste ano, temos um fator agravante: a variedade da gripe que provocou um surto no Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos, tem sido associada a casos mais graves da doença. O vírus em questão é o H3N2. Este, assim como o H1N1 e o Influenza B, está contemplado na vacina atualizada para 2018 que será provida pela rede pública de saúde.

 

Cabe esclarecer que a vacina da gripe, produzida com vírus mortos, dificilmente apresenta efeitos colaterais. Reações adversas graves são raras. Os benefícios da prevenção, porém, são muitos.

 

Além desse imunizante, também se recomenda tomar a vacina pneumocócica, que combate a bactéria pneumococo. Ela deve ser administrada em duas doses: a primeira da vacina conjugada (13-valente) e a segunda, aplicada seis meses depois, da vacina contendo somente polissacarídeos do pneumococo. Há um reforço após os 65 anos e no caso de pessoas com alto risco, mas nunca em intervalos menores do que cinco anos.

 

Em caso de dúvida sobre esses imunizantes, procure orientação de um profissional de saúde. Para evitar problemas nos postos de vacinação, vale levar uma receita médica ou qualquer documento que comprove a existência do problema cardiovascular.

 

* Dr. Artur Timerman é infectologista, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses



Mulher sofre “colamento” da vulva após muito tempo sem relação sexual: é comum?


Publicado em: 29/03/2018
 

Um caso peculiar chamou atenção de uma equipe médica no Japão. Uma idosa de 76 anos de idade foi a uma clínica realizar exames para tratar um câncer no esôfago quando os médicos notaram algo estranho: seus pequenos lábios vaginais haviam se fundido, deixando toda a vulva da mulher “tampada”. Havia apenas um espaço bastante pequeno para a eliminação da urina.

 

Lábios vaginais de mulher ficam grudados

O caso foi reportado no periódico Journal of Medical Case Reports. A idosa, segundo explicaram os médicos, não suspeitava do fenômeno e foi encaminhada ao departamento de cirurgia ginecológica quando a equipe identificou, através de uma tomografia, um alto acúmulo na região da vagina.

 

Chegando ao local, após uma análise visual, os especialistas notaram que os lábios vaginas haviam se fundido, como se estivessem “colados”, e o acúmulo na região observado no exame se tratava de urina não eliminada, já que o pequeno orifício que havia ficado não estava dando conta de eliminar todo o volume.

 

clitoris externo vagina 18550104

© Arte Bolsa de Mulher/BlueRingMedia/Shutterstock clitoris externo vagina 18550104

 

Conforme a equipe médica descreveu no artigo, a idosa não tinha nenhuma reclamação de dor ou dificuldade para urinar, exceto de que a micção era um pouco demorada. Ela estava na menopausa desde os 40 anos de idade e nunca havia feito um exame de Papanicolau para rastreamento do câncer do colo do útero.

 

Exames de urina descartaram possíveis infecções, e a paciente relatou ter tido dois partos vaginais e nenhum histórico de trauma importante na genitália ou doença infecciosa, fatores que poderiam levar à fusão dos lábios vaginais.

 

Eliminadas outras causas, os especialistas creditaram o quadro à “diminuição das atividades na região”, principalmente a falta de relação sexual com penetração. Os lábios foram separados em um processo cirúrgico feito sob anestesia e a paciente passa bem.

 

Fusão labial: como acontece?

ginecologista vagina 217 400x800 © Iryna Inshyna/Shutterstock ginecologista vagina 217 400×800

 

De acordo com o ginecologista Élvio Floresti, a fusão labial está relacionada com a diminuição de estrogênio no corpo, hormônio presente apenas em mulheres que menstruam. Segundo o médico, a falta da substância deixa a paciente mais vulnerável à má-cicatrização da região.

 

Conhecido como hormônio feminino, o estrogênio atua, entre outras funções, no amadurecimento dos órgãos sexuais, dando uma camada de proteção extra aos lábios, fazendo com que eles não se toquem e concedendo elasticidade para a vagina no ato sexual.

 

Por isso, a aderência dos pequenos lábios vaginais pode acontecer tanto em meninas de até 10 anos de idade, que ainda não estão produzindo o hormônio, quanto em mulheres após a menopausa, que já pararam de fabricá-lo.

 

É comum?

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“A vagina das idosas, em sua grande maioria, fecha, deixando apenas uma abertura para a passagem da urina”, explica o ginecologista. Segundo ele, nas idosas a fusão é ainda mais comum porque as relações sexuais, que ajudam a manter os lábios vaginais separados, além de alargar o canal vaginal, se tornam muito dolorosas após a menopausa devido à falta de lubrificação e elasticidade.

 

“Se ela continua tendo relação sexual, o canal continua intacto, mas, se não há sexo, é possível que um lábio encoste no outro e crie essa aderência”, afirma o especialista.

 

O caso apresentado pelo periódico científico foi bastante agravado por conta da quimioterapia à qual a senhora estava sendo submetida, que torna as mucosas muito mais sensíveis, favorecendo a fusão vaginal.

 

Tratamento

Segundo Floresti, são raros os tratamentos que exigem procedimento cirúrgico para a separação. Essa conduta é indicado somente quando os lábios estão em um estágio avançado de aderência. Na grande maioria dos casos, como nas crianças, o uso de cremes e géis à base de estrogênio já são suficientes para promover a separação das partes.

 

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(msn )