Powered by WP Bannerize

Saúde

Existe tratamento para a febre amarela?


Publicado em: 05/02/2018
 

O primeiro passo para tratar a febre amarela direito é, assim que surgirem os sinais, buscar apoio médico. Os especialistas vão usar remédios para controlar os sintomas e, em casos graves, internar o paciente em UTIs, onde é possível contornar melhor as complicações enquanto o corpo enfrenta o vírus.

 

Portanto, não há um medicamento antiviral específico para vírus transmissor da febre amarela. Se a temperatura corporal sobe demais, o expert pode receitar um antitérmico. Se a dores ficam intensas, analgésicos costumam entrar em cena. E por aí vai. Há inclusive pessoas que pegam febre amarela e nem percebem: o organismo dá conta do recado sem sequer manifestar sintomas acentuados.

 

Uma coisa bem importante é se manter hidratado e repousar. E, acima de tudo, procurar um hospital quanto antes.

 

O tratamento fica mais complexo diante dos 15% de casos graves, que muitas vezes vêm acompanhados de icterícia, aquela coloração amarelada da pele e dos olhos. Nessa fase, o risco de hemorragias internas e falência de órgãos (rins, fígado…) põe a taxa de letalidade entre 20 e 50%.

 

Aí não tem jeito: a internação em uma UTI é mandatória. Só em um ambiente desses os médicos conseguem controlar as complicações, repor o sangue perdido por hemorragias e eventualmente “substituir” funções de certos órgãos com máquinas enquanto o organismo debela o vírus.

 

Agora um alerta: medicações anticoagulantes, a exemplo da aspirina, devem ser evitadas em qualquer infectado com febre amarela. Isso porque aumentam o risco de hemorragia.

 

E o tratamento das raríssimas reações adversas graves à vacina? Ele segue a mesma lógica da estratégia contra a febre amarela em si. Ou seja, ir para o hospital, manter-se hidratado, descansar e lidar com os sintomas que surgirem.

(msn)



Alguém que não fuma pode ter câncer de pulmão?


Publicado em: 24/01/2018
 

A resposta curta é sim, é possível desenvolver câncer de pulmão mesmo sem ser fumante, muito embora o tabaco seja o principal fator de risco para 90% dos casos da doença. É importante ressaltar que a presença de tumores primários nesse órgão é um evento raro em quem não fuma, mas mesmo entre os 10% dos diagnósticos não relacionados diretamente ao tabagismo, cerca de um terço podem ser casos de fumantes passivos, que convivem com a fumaça do cigarro em casa, no trabalho ou ambientes sociais, de acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Por estar altamente relacionado ao consumo do tabaco, o primeiro passo para sua prevenção é não fumar. Segundo o Inca, pessoas fumantes têm de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. É recomendado ainda manter uma dieta rica em frutas e verduras, praticar exercícios físicos, além de evitar a exposição aos demais fatores de risco, como:

 

  • a exposição a alguns produtos químicos, como arsênico, amianto ou metais pesados;
  • a presença de doenças obstrutivas crônicas, como bronquite e enfisema;
  • poluição atmosférica
  • e fatores genéticos (estudos apontam que o risco de desenvolver a doença é de duas a três vezes maior em pessoas com histórico familiar de câncer).

De acordo com os últimos dados do Globocan (2012), o tumor é o mais comum no mundo e, segundo o Inca, no Brasil mais de 28 mil novos casos (17.330 em homens e 10.890 em mulheres) são estimados para 2016.

 

Fonte: 2003 Matt Households contaminated by environmental tobacco smoke_ sources of infant exposures.pdf

 

Dr. Jefferson Luiz Gross – CRM 68099
Diretor do Núcleo de Pulmão e Tórax
Especialista em Cirurgia Torácica – RQE nº 35027



Ansiedade pode ser um dos primeiros sintomas de Alzheimer


Publicado em: 23/01/2018
 

Um novo estudo, realizado por pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital em Boston, nos Estados Unidos, pode ter encontrado uma relação direta entre altos níveis deansiedadee a aparição de Alzheimerem pessoas com idade avançada.

 

Até então, pesquisas anteriores haviam apontado depressão e outros sintomas neuropsiquiátricos como possíveis sinais precoces de Alzheimer em sua fase pré-clínica, quando há um acúmulo maior de proteína beta amiloide no cérebro de pacientes. Esse estágio da doença pode acontecer até uma década antes dos efeitos próprio da demência começarem a aparecer.

 

Os investigadores, porém, examinaram a associação do surgimento dos beta amiloides e as medidas de sintomas depressivos em 270 pacientes homens e mulheres, entre 62 e 90 anos, sem desordens psiquiátricas. Então, perceberam que níveis mais altos do peptídeos podem estar associados com sintomas de ansiedade crescentes. Em resumo: a ansiedade pode ser um sinal precoce de Alzheimer.

 

“Em comparação com outros sintomas característicos da depressão, como tristeza ou perda de interesse, a ansiedade aumentou com o tempo nos pacientes que demonstraram um nível mais alto de beta amiloides no cérebro”, afirmou a principal responsável pelo estudo, Nancy Donovan, em comunicado publicado pelo hospital. “A descoberta, se comprovada por mais estudos, seria importante não apenas para identificar pessoas com a doença, mas para iniciar o tratamento e potencialmente retardar ou prevenir seu desenvolvimento”, completou.

(msn)



Febre amarela ou diabetes: o que é de fato pior?


Publicado em: 22/01/2018
 

Existe um ditado em Medicina de autor desconhecido que diz: “O meu problema é sempre pior do que o dos outros”. Portanto, se eu adquiri febre amarela, o pior problema do mundo é a febre amarela. Se eu tenho diabetes, o pior problema do mundo é o diabetes.

 

Mas vamos deixar a individualidade de lado por um momento e pensar na esfera da saúde pública.

 

Nunca vi tantas campanhas (merecidas, diga-se!) em jornais, sites, rádios e TVs alertando sobre os riscos da febre amarela. Nunca vi tanta informação sobre quem precisa se vacinar, os sintomas, as áreas de risco etc.

 

Ah, como eu gostaria que houvesse também uma vacina contra o diabetes! Na verdade, como eu gostaria que houvesse uma campanha tão exaustiva alertando sobre o diabetes nesse momento! Como eu gostaria de ver grandes movimentos pregando a prevenção e o controle da doença nos meios de comunicação…

 

O diabetes é um mal silencioso, que não grita, não causa febre nem manchas pelo corpo. E mata! Sem contar que reduz a qualidade de vida. O número de suas vítimas é absolutamente maior do que o da febre amarela.

 

A cada seis segundos uma pessoa morre com diabetes no mundo. Temos mais de 14 milhões de brasileiros com o problema e a tendência é que essa cifra aumente. O drama, ainda, é que metade desses cidadãos com a doença não sabe do seu diagnóstico.

 

Esses números têm um tremendo impacto social e econômico: só no ano de 2015 o Brasil gastou 72 bilhões de reais com o diabetes, principalmente com as suas sequelas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016 o diabetes foi responsável por mais de 70 mil óbitos por aqui, representando 6% de todas as mortes no país.

 

Para efeito de comparação, o número de mortes por febre amarela no segundo semestre de 2017 foi 97.

 

Falamos de um problema crônico que está entre as principais causas de infarto, derrame, cegueira, amputações, insuficiência renal e impotência sexual.

 

Por isso, em meio a tanta discussão e alarde sobre a febre amarela, tomo a liberdade de abordar (de novo!) o diabetes. Uma doença silenciosa que nos faz ter de gritar por ela.

 

O fato é que não existe doença melhor ou pior, mas há muitos brasileiros sofrendo ou morrendo por causa do diabetes e é nosso dever alertar sobre isso.

 

Em tempo: pessoas com diabetes que moram em áreas de risco podem e devem se vacinar contra a infecção. O risco de reações adversas é semelhante ao da população sem diabetes. Agora, diabéticos que estejam com alterações expressivas da glicose no sangue, com a saúde debilitada ou sequelas da doença precisam discutir com seu médico a indicação da vacina antes de procurar um posto de vacinação.

(msn)



Camisinha: jogue os mitos por terra e previna-se


Publicado em: 19/01/2018
 

Ela é essencial para evitar doenças sexualmente transmissíveis e também uma gravidez indesejada. Porém, ainda assim, tem gente que se nega a usar o preservativo, seja por preconceito, seja por falta de informação. Não entre nessa! Abaixo, listamos verdades e mentiras sobre o assunto. Confira e diga sim ao sexo seguro!

 

A camisinha causa perda ou dificuldade de ereção. Se contrair a base do pênis, ela pode é ajudar na obtenção de uma ereção mais rígida. A perda de ereção está associada a diversos problemas, mas não ao uso do preservativo.

 

Usar camisinha diminui o prazer. Pelo contrário! Ela pode até aumentar o prazer, caso seja usada corretamente. Isso porque o preservativo diminui o atrito, prolongando, portanto, o tempo de penetração. Assim, o sexo acaba durando mais tempo, já que o homem tende a demorar mais para ejacular.

 

Não há problema em ficar horas fazendo sexo com a mesma camisinha. É raro, mas alguns homens conseguem ejacular e continuar a relação sem pausas. Nesse caso, o ideal é colocar uma camisinha nova, tendo o cuidado de lavar o pênis e as mãos antes da troca. E atenção: jamais reutilize o preservativo.

 

Dá para colocar a camisinha no momento em que o homem sentir que vai ejacular. Isso é extremamente arriscado. Antes mesmo da ejaculação, é liberada uma secreção que contém espermatozoides suficientes para engravidar a parceira. Além disso, o risco de contrair doenças existe desde o início da relação sexual.  O ideal é colocar o preservativo assim que o pênis ficar ereto e retirá-lo logo após a ejaculação, evitando vazamentos.

 

É sempre bom estar prevenido e levar uma camisinha na bolsa ou na carteira. Sim! Isso é verdade! No entanto, evite usar preservativos há muito tempo guardados. Quanto mais velho, mais desgastado o látex e maiores os riscos de ruptura. Por isso, observe sempre a data de validade.

 

Nem todo casal precisa de camisinha. Vale lembrar que o preservativo deve ser usado por todos os casais, sejam heterossexuais, sejam homossexuais. E a orientação é também para os casais formados por mulheres. Colocar o preservativo no vibrador é indispensável para evitar a troca de secreções durante a relação sexual.  

 

Para ficar totalmente protegido, é válido usar dois preservativos ao mesmo tempo. Essa é uma ideia que deve ser deixada de lado. O atrito tende a provocar rasgos e furos no preservativo. Uma só camisinha já é o suficiente para garantir o sexo seguro.

 

O uso do preservativo pode causar sangramento. A utilização da camisinha não causa sangramento. Entretanto, é possível que a fricção do pênis em uma vagina seca provoque dor e hemorragias.

(Proteste)