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Saúde

O que é vaginose bacteriana, uma queixa comum no ginecologista


Publicado em: 06/12/2017
 

O que é?

A vaginose bacteriana é uma infecção causada por uma proliferação exagerada de bactérias que habitam as partes íntimas – em especial da Gardnerella vaginalis. “Se há um desequilíbrio na flora bacteriana, responsável por manter as defesas da região em dia, o problema aparece”, explica Adriana Feital, ginecologista do Rio de Janeiro.

Quais os sintomas?

Corrimento acinzentado, odor vaginal forte e desagradável, e pequenas bolhas na área íntima são sinais de que algo não vai bem. Nesse caso, procure seu especialista – vale ligar e pedir por um encaixe na agenda de consultas.

 

Qual a principal causa?

Alguns fatores, como a baixa imunidade e a alteração do pH vaginal (para alcalino) favorecem o aparecimento da doença. “Certos anticoncepcionais também estão associados à infecção, então converse com seu médico sobre o assunto”, alerta Adriana.

Como tratar?

O tratamento é simples e envolve o uso de cremes vaginais por alguns dias. “Existem opções antifúngicas, antibióticas e com derivados imidazolicos”, enumera Larissa. Outra possibilidade é o tratamento oral, geralmente recomendada para o casal.

 

Dá para prevenir?

Para passar longe do incômodo, reforce as defesas do corpo com uma alimentação balanceada. Outras medidas que podem ajudar: evitar duchas íntimas, não utilizar perfumes ou outras substâncias com potencial irritante na região, dar preferência a roupas leves e higienizar a área com sabonetes específicos para controlar o pH vaginal.

(msn)



Soja aumentaria risco de câncer de próstata agressivo


Publicado em: 17/11/2017
 

A culpada seria a isoflavona, substância presente em alta quantidade no grão. Mas essa relação não foi encontrada em tumores mais brandos na glândula

 

Afinal, comer soja previne ou provoca câncer? Aparentemente, as duas coisas. Se por um lado ela parece proteger mulheres de tumores nas mamas, por outro estaria ligada ao aparecimento de versões graves dessa doença na próstata dos homens.

 

É pelo menos isso o que sugere um trabalho publicado no International Journal of Cancer, um dos principais periódicos dedicados ao estudo da enfermidade. Os pesquisadores, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, analisaram a dieta de mais de 2 500 indivíduos com câncer na glândula.

 

No final, eles notaram que os homens que incluíam a soja ou seus derivados com frequência no cardápio possuíam um risco maior de descobrir tumores em estágios mais avançados. Até metástases em órgãos distantes da região eram mais comuns no grupo adepto de tofu, shoyu e companhia limitada.

 

A suspeita principal para esse elo recai sobre a isoflavona, composto que atua no corpo de maneira semelhante ao estrogênio, o hormônio sexual feminino.

 

O que é a isoflavona

Em resumo, ela engloba uma classe de moléculas que atuam como protetores da planta contra agressores naturais. “Até por isso, ela está presente em maior quantidade na soja orgânica do que na transgênica”, aponta Andréa Esquivel, nutricionista consultora na Gastronomia Nutritiva, em São Paulo. A soja e seus derivados, como o tofu, são as principais fontes dessa substância.

 

Como ela se assemelha ao estrogênio, uma vez no organismo se liga a células que utilizam esse hormônio no corpo. “Para mulheres, isso é bom, porque supre carências hormonais especialmente no pós-menopausa e protege contra o câncer de mama”, ensina Andréa. “Mas, para os homens, a próstata pode ficar estimulada demais, o que favoreceria o aparecimento de tumores”, completa Andréa.

 

Agora, tenha em mente que isso está longe de ser uma verdade científica. Antes de tudo, outras evidências apontam o caminho inverso: uma especialista da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, por exemplo, chegou a indicar que o consumo de soja afastaria o risco de câncer na próstata.

 

Mais: os próprios autores concluem o trabalho dizendo que o achado precisa ser confirmado em novos estudos, com um número maior de participantes. Acima disso, o levantamento americano só aponta um elo entre o consumo de isoflavona e o câncer de próstata. É possível, portanto, que outro fator escondido associado com a ingestão dessa molécula esteja por trás da conexão.

 

Também é preciso compreender melhor como a isoflavona atua no corpo e por que estaria atrelada aos tumores. “Sem contar que seria preciso consumir muita soja todos os dias para dizer que ela, por si só, causa o câncer”, finaliza a nutricionista. Enquanto a ciência corre atrás das respostas para esse ponto, o que se pede é moderação.

(saude.abril.com.br)



Piercings e seus perigos


Publicado em: 13/11/2017
 

Os piercings podem ser muito perigosos quando colocados em áreas formadas por cartilagens. Na língua, é possível até que abalem a estrutura dos dentes.

Algumas partes do corpo são muito perigosas para a colocação de piercings. Recentemente sete adolescentes americanos tiveram infecções graves depois de pôr piercings na cartilagem da orelha em um quiosque de shopping. A falta de higiene na hora de fazer o furo teve sua parcela de culpa, mas o local escolhido foi o maior vilão dos problemas enfrentados pelos adolescentes.

 

“Com exceção do lóbulo, a orelha é muito mal vascularizada, o que torna o organismo quase incapaz de reagir a uma infecção ou alergia”, explica Gilberto Sitchin, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz, em São Paulo. Mesmo que se observem todos os cuidados de higiene e o material do piercing seja inerte (como aço cirúrgico, ouro ou platina), ainda assim existe perigo, segundo o especialista. Veja no quadro abaixo alguns dos riscos mais comuns que o piercing oferece para determinadas partes do corpo.

 

No alto da orelha
A baixa vascularização pode levar à deformação da cartilagem, exigindo cirurgia plástica reparadora
Nariz
A haste interna – em geral longa para facilitar o manuseio – pode machucar o septo nasal.
o risco de infecção é grande, pois o local é úmido e está constantemente em contato com a poluição
Umbigo
O corpo estranho pode provocar a formação de cistos, levando à necessidade de cirurgia.
O risco de infecção é muito grande. Como muitas pessoas se esquecem de enxugar bem a região, ela fica úmida e expostas a bactérias.
Língua
Há risco de desgaste da parte interna dos dentes da frente da arcada inferior e de perda óssea capaz de abalar a estrutura dental.
O local é quente e úmido, perfeito para a proliferação de bactérias

Fontes: Revista Veja, 27/Nov/2002, pág. 130, e revista VEJA Especial JOVENS – setembro/2001

 

 

 

 

 

 

Outros Problemas Comuns

Modismo ou não, o uso tanto de tatuagens quanto de piercings tem seu preço. A pessoa se expõe a riscos de contaminação por bactérias que causam infecções como impetigo ou por vírus que causam doenças como a hepatite, a Aids, a sífilis e muitas outras. Segundo o dermatologista Antônio Carlos Martins Guedes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, o único caso registrado, no mundo, de lepra transmitido por objeto aconteceu durante um processo de tatuagem. A contaminação acontece porque os procedimentos nem sempre são realizados em boas condições de higiene. Em muitos casos, agulhas são reutilizadas e, como há sangramento da região que vai ser trabalhada, até o dedo ou algodão utilizado para estancar o sangue pode transmitir doenças.

 

Também podem surgir reações alérgicas e cicatrizes indesejáveis como as queloideanas. E se a pessoa tem algum tipo de doenças dermatológica, como psoríase, líquen plano, vitiligo e verrugas, estas podem aparecer nos locais do trauma, como explica a dermatologista Maria Antonieta Rios Scherrer. Segundo ela, a tatuagem também pode provocar um tipo de reação inflamatória, chamada granuloma, ocasionada pela presença de corpos estranhos que penetram na pele durante o ato de tatuar, ou pelo próprio pigmento introduzido.

(portal da familia)



Sono causa efeitos iguais aos do álcool no cérebro: afeta células e impulsos nervosos


Publicado em: 13/11/2017
 

Apenas uma noite mal dormida já é capaz de gerar efeitos que duram o dia todo, como estresse, dor de cabeça e cansaço. Um estudo publicado no periódico científico Nature descobriu também que os problemas causados pelos problemas do sono podem ser comparados à embriaguez. Entenda:

Sono e embriaguez causam efeitos parecidos

A pesquisa realizada por cientistas de universidades norte-americanas e israelenses analisou 12 pessoas com epilepsia, condição caracterizada por distúrbios cerebrais que causam convulsões.

 

bebida alcoolica 0917 400x800 © blueclue/Shutterstock bebida alcoolica 0917 400×800

 

Cada uma teve a frequência e origem de suas convulsões registradas por eletrodos no cérebro. Ainda por cima, os participantes foram privados de sono, o que induziu mais convulsões.

 

Então, a amostragem foi submetida a uma tarefa de categorização de imagens enquanto os cientistas avaliavam a atividade do lobo temporal, que é a estrutura responsável pelo gerenciamento de memória e reconhecimento visual. Além disso, os pacientes passaram por uma noite de privação completa de sono com o intuito de engatar um episódio convulsivo.

Sono prejudica células e impulsos nervosos

Como resultado, foi notado que a tarefa se tornava mais difícil conforme o cansaço e o sono avançavam.

bocejo sono 0217 400x800 © A. and I. Kruk/Shutterstock bocejo sono 0217 400×800

 

A análise da atividade cerebral mostrou que a insônia deixava as células do cérebro e a comunicação entre os neurônios mais lentas, prejudicando a codificação de informações e o processamento de estímulos da visão em quadro parecido com os dos efeito do álcool sobre o cérebro.

Regiões do cérebro se desligam

Também foi constatado que algumas regiões do cérebro ficam inativas mesmo com a pessoa acordada, o que causa lapsos mentais que prejudicam as atividades rotineiras.

 

Ainda são necessários novos estudos para confirmar a tese de que o sono é semelhante aos efeitos do álcool e ainda determinar se as alterações são tão perigosas quanto, como no caso de um motorista embriagado e de um sonolento.

Efeitos da insônia

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(msn)



Como fica a fertilidade após o tratamento do câncer


Publicado em: 04/11/2017
 

“Tratar o câncer em si nunca pode deixar de ser a prioridade após o diagnóstico. Mas a questão é que devemos enxergar esse tratamento de maneira mais humana”, defende Maurício Chehin, ginecologista e especialista em reprodução humana da Universidade Santo Amaro e do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva. Ou seja, não é porque você está batalhando contra uma doença séria que nada mais importa – e, nesse sentido, a fertilidade e o sonho de ter filhos devem ser contemplados.

 

Por quê? Infelizmente, alguns dos tratamentos contra tumores acaba afetando os ovários e os testículos, entre outros órgãos reprodutores.

 

A boa notícia é que dá para tomar medidas que preservam a fertilidade. Nesta entrevista, Chehin detalha o tema e os desafios por trás dele. Confira:

SAÚDE: Quando o paciente com câncer deveria falar de fertilidade?

Maurício Chehin: Na verdade, ela deveria ser abordada pelo oncologista no momento em que começa o planejamento do tratamento. Após o diagnóstico, o médico vai optar, junto com o paciente, por alguma estratégia terapêutica e quando iniciá-la. Se for químio, por exemplo, é preciso saber quando ela será administrada, porque esses remédios podem causar infertilidade e, dependendo do tempo, eu consigo usar uma ou outra técnica para manter o sonho de a mulher ter filhos.

 

O oncologista não costuma ser especialista em técnicas de reprodução assistida. Mas ele precisa abordar o assunto e falar que elas existem. É uma abordagem multidisciplinar. Essa é uma grande barreira do paciente com um tumor maligno: os oncologistas ainda não têm dado tanta importância aos efeitos secundários do tratamento.

 

Anos atrás, a gente fez uma pesquisa durante o Outubro Rosa dentro do Parque Ibirapuera [em São Paulo]. Lá tinha um stand de prevenção de câncer de mama em que nós ensinávamos alguns conceitos. E aplicamos um questionário para 250 pessoas.

 

Aí notamos que 66% dos entrevistados não sabiam que o câncer ou o tratamento pode provocar infertilidade. E 78% delas não sabiam que há técnicas para a preservação da fertilidade.

 

Mas tem uma parte mais preocupante: quando pegamos profissionais da área de saúde e os comparamos com outras pessoas de nível escolar superior, não houve diferença significativa de conhecimento. Mais ou menos 27% dos dois grupos sabia que existem técnicas de preservação de fertilidade para pacientes com câncer. É pouca gente.

 

E por que é importante debatermos mais isso?

Na verdade, tratar o câncer nunca pode deixar de ser a prioridade quando estamos de frente a essa doença. Mas a questão é que devemos enxergar o tratamento de maneira mais humana. Hoje, de 80 a 90% dos cânceres jovens vão ser curados. E esses jovens, uma vez curados, vão querer qualidade de vida. Aliás, são esses adultos jovens que mais se beneficiam das técnicas de preservação de fertilidade.

 

Hoje, 10% de todos os tipos de câncer acontecem antes dos 45 anos. Os outros 90% vêm depois. Esse público mais velho não é o foco da oncofertilidade, até porque vários já estão inférteis ou já tiveram filhos.

 

Como o tratamento contra o câncer afeta a fertilidade?

A quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia às vezes promovem lesões nos ovários ou nos testículos. Mas isso depende do tipo de tumor, do tipo de tratamento, do tipo de droga, da dose, do número de sessões.

 

Quando falamos de risco de infertilidade, falamos também da idade. As mulheres têm uma reserva de óvulos, que vai diminuindo com o tempo. Se a reserva é mais baixa, o risco de o tratamento afetar a fertilidade é maior. Se não, ela pode aguentar um pouco mais.

 

E como é o tratamento para preservar a fertilidade?

Vamos falar das mulheres primeiro. Para elas, basicamente a gente tem 4 opções. São eles: congelamento de óvulos, congelamento de embriões, congelamento de tecido ovariano e a supressão ovariana.

 

O que mais se faz é congelar os óvulos. Aí eu preciso de uns 12 a 14 dias antes do início do tratamento contra o câncer, porque tenho que induzir a ovulação para coletar óvulos maduros e, então, armazená-los em condições ideais. Se a paciente precisar fazer uma químio em três dias, não consegue congelar óvulos.

 

O congelamento de embriões segue da mesma forma. A diferença é que coleto e já fertilizo com o espermatozoide no laboratório. Então a paciente já precisaria ter um parceiro. Aí eu os congelo da mesma forma.

 

A técnica que não demanda esse tempo é o congelamento de tecido ovariano. Eu chego, interno, faço uma cirurgia por videolaparoscopia e tiro parte do ovário. Aí faço uma preparação com esse tecido e o congelo.

 

Daí em diante a mulher pode passar por todo o tratamento contra o câncer e seguir com sua vida. Se um dia ela quiser ter filhos e se de fato ficou infértil, a gente reimplanta o tecido ovariano, que volta a produzir óvulos.

 

No Brasil, não temos bebês nascidos com essa técnica, porque se congela o tecido ovariano há poucos anos. Mas são por volta de 90 bebes nascidos com esse procedimento ao redor do mundo. É uma técnica promissora, funciona bem.

 

O medo é: será que quando faço isso eu poderia estar reintroduzindo uma célula cancerosa? Como tirei o tecido ovariano no momento em que o tumor estava no corpo, teoricamente esse risco existe. Mas não é algo que vimos ainda.

 

Há mais alternativas que podem ser feitas logo após o diagnóstico do câncer?

Tem a supressão ovariana. Aqui, você toma um remédio que bloqueia a produção hormonal. A mulher entra em uma menopausa temporária. Assim, o ovário entra em repouso e seria menos atingido pelos quimioterápico. Devemos nos lembrar que a quimioterapia atinge principalmente células que se reproduzem rapidamente.

 

Mas a eficácia ainda é controversa. Mesmo deixando o ovário em repouso, a químio atinge células da região. Pode ser uma proteção mínima, mas não que nos deixe tranquilos.

 

A oncofertilidade é especialmente importante no câncer de mama?

A maioria das pacientes que nos procuram aqui têm câncer de mama. Talvez por ser incidente, talvez porque elas são atendidas com frequência por ginecologistas, que pensam mais em fertilidade do que o oncologista.

 

De especial nesses casos é o fato de que vários dos tumores de mama são dependentes de hormônios femininos para crescer. E o medo que se tem é de estimular os ovários com esses hormônios para fazer a coleta de óvulos. Ora, se a gente dá mais hormônio, não estaríamos acelerando o desenvolvimento da doença?

 

Mas o que fazemos não é dar o hormônio. Nós damos gonadotrofina. Veja: o ovário produz estrogênio a partir da gonadotrofina, que induz ovulação. E, em paralelo, utilizamos inibidores de aromatase, que garantem o estímulo à ovulação ao mesmo tempo que mantém o nível de estrogênio baixo.

 

Já há estudos acompanhando mulheres que passaram por essa técnica cinco anos atrás. E não houve nenhum aumento no risco de o câncer voltar.

 

O acesso aos tratamentos de fertilidade no contexto do câncer é fácil?

Não. O acesso em reprodução assistida é difícil em geral e muitas vezes não é coberto por seguros. O que existe são alguns serviços públicos, mas são pouquíssimos.

 

E o seguro não cobre nem em caso de câncer. Nos Estados Unidos, as seguradoras entendem que a preservação da fertilidade faz parte do tratamento oncológico e têm coberto algumas formas de tratamento. Aqui não.

 

Então ainda estamos muito restritos na medicina privada. Como tudo o que é novidade, estamos começando na medicina privada. Precisamos fazer cada vez mais essas técnicas e difundi-las para termos um clamor popular, que exija esse tipo de atendimento.

 

E os homens: eles também podem preservar a fertilidade?

Com eles é mais fácil. Para congelar o sêmen, basta se masturbar. É rápido, não exige um preparo que leva dias e financeiramente é muito mais barato. Ao descobrir o tumor, o homem vem na clínica, congela o sêmen e pronto. Se não tiver bom, colhe de novo. Em cinco ou seis dias, pode coletar três vezes. Aí faz um banco de sêmen.

 

A dificuldade é mais para meninos antes da puberdade, que não masturbam. E aí poderíamos congelar o tecido testicular. Agora, a barreira para os homens ainda é o desconhecimento.

(msn)