Saúde

Sindrome de Down


Publicado em: 15/07/2017
 

O que é

file21559A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la. Não é culpa de ninguém. Além disso, a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.

As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade. Saiba mais no vídeo abaixo.

Entenda a trissomia

Os seres humanos têm, normalmente, 46 cromossomos em cada uma das células de seu organismo. Esses cromossomos são recebidos pelas células embrionárias dos pais, no momento da fecundação. Vinte e três vêm dos espermatozoides fornecidos pelo pai e os outros 23 vêm contidos no óvulo da mãe. Juntos, eles formam o ovo ou zigoto, a primeira célula de qualquer organismo. Essa célula, então, começa a se dividir, formando o novo organismo. Isso quer dizer que cada nova célula é, em teoria, uma cópia idêntica da primeira.

Os cromossomos carregam milhares de genes, que determinam todas as nossas características. Desses cromossomos, 44 são denominados regulares e formam pares (de 1 a 22). Os outros dois constituem o par de cromossomos sexuais – chamados XX no caso das meninas e XY no caso dos meninos. O que ocorre, então, para um bebê apresentar 47 cromossomos, em vez de 46, e ter síndrome de Down?

Por alguma razão que ainda não foi cientificamente explicada, ou o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino apresentam 24 cromossomos no lugar de 23, ou seja, um cromossomo a mais. Ao se unirem aos 23 da outra célula embrionária, somam 47. Esse cromossomo extra aparece no par número 21. Por isso a síndrome de Down também é chamada de trissomia do 21. A síndrome é a ocorrência genética mais comum que existe, acontecendo em cerca de um a cada 700 nascimentos, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família.

(movimentodown)



Cáries podem ser transmitidas! Entenda quem está em risco


Publicado em: 03/07/2017
 

Muitas pessoas se preocupam se cárie é uma situação transmissível. A cárie é o resultado da “corrosão” do dente pela ação de ácidos. Por isso, não podemos dizer que a cárie seja “transmitida” de pessoa para pessoa, mas bactérias podem passar de uma boca para outra, já que a boca é como um ecossistema que abriga diferentes micro-organismos. Normalmente essa passagem ocorre por beijo, uso de talheres, escova de dente, outros objetos contaminados pela saliva e por ingestão de certos alimentos.

 

Os diversos microrganismos presentes na boca fazem parte da flora bucal e são importantes para nossa saúde: nem todas as bactérias causam danos.

 

Algumas bactérias são cariogênicas, como por exemplo: Streptococcus mutans, Lactobacillus spp., Actinomyces spp. Essas bactérias armazenam e metabolizam o açúcar, produzindo ácidos. São esses ácidos que lentamente vão dissolvendo o dente e é assim que o açúcar ingerido colabora no aparecimento de cáries.

 

Algumas bactérias são cariogênicas, como por exemplo: Streptococcus mutansLactobacillus spp.Actinomyces spp. Essas bactérias armazenam e metabolizam o açúcar, produzindo ácidos. São esses ácidos que lentamente vão dissolvendo o dente e é assim que o açúcar ingerido colabora no aparecimento de cáries.

 

Mas qualquer um pode transmitir cáries dessa forma?

O ecossistema bucal é influenciado pela dieta e hábitos e por isso é diferente em cada pessoa. Por causa dessas diferenças, nem sempre as bactérias transmitidas encontram condições favoráveis para se multiplicar. Por isso que não é todo contato salivar que causa cáries.

Algumas pessoas tem um ambiente na boca que favorece o crescimento de bactérias cariogênicas, ficando por isso sujeitas e ter caries com mais facilidade. Para controlar o aparecimento de caries em pessoas assim, é preciso reduzir drasticamente a ingestão de açúcar, eliminar todos os pontos de carie rapidamente, controlar muito a higiene, consultar o dentista com frequência.

 

Cuidado maior com as crianças

A criança quando nasce não tem bactérias na boca. As bactérias vão se instalando pelo contato com as pessoas e com tudo que ela leva a boca. Assim ela a vai desenvolvendo sua microflora de acordo com seus hábitos alimentares, hábitos de higiene e constituição de sua saliva. Quanto mais tarde a criança entrar em contato com o açúcar, maior é a chance dela chegar a vida adulta sem cárie.

Resultado de imagem para imagens de cárie

O açúcar está presente não só no açucareiro, mas em vários alimentos industrializados, inclusive nos salgados. É importante estar atento aos rótulos e observar que, infelizmente, a indústria vem colocando açúcar em quase tudo e em quantidade cada vez maior.

 

Entenda como interpretar os rótulos: a lista de ingredientes vem escrita em ordem decrescente, ou seja, o item de maior de quantidade aparece primeiro e o de menor quantidade aparece por ultimo. Se o açúcar está entre os primeiros da lista, a sua concentração nesse alimento é grande. Tenha um cuidado especial na leitura do rótulo, já que o açúcar pode aparecer com outros nomes como açúcar mascavo, açúcar cristal, mel, xarope, melado, glicose, dextrose, maltose

 

Controlar a ingestão diária de açúcar trás muitos benefícios, como a melhoria do controle do peso corporal, prevenção do sobrepeso e obesidade, prevenção de diabetes tipo II. As novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que apenas 5% do total de calorias ingeridas venham do açúcar. Essa taxa equivale a 25 gramas de açúcar por dia (cerca de seis colheres de chá). Por isso, controle a quantidade de açúcar nos alimentos e preserve a sua saúde e a de sua família.

(msn)

 



Conheça mais sobre ANEURISMA


Publicado em: 22/06/2017
 

O que é Aneurisma cerebral?

Sinônimos: derrame cerebral, hemorragia cerebral, hemorragia subaracnoide

Um aneurisma é uma área frágil na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso forme uma protuberância ou aumente de tamanho. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral.

Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas, normalmente decorrentes de seu crescimento e/ou ruptura.

Tipos

Existem diversos tipos possíveis de aneurismas cerebrais. Eles incluem:

  • Aneurismas saculares, que pode variar no tamanho, podendo ser de alguns milímetros até um centímetro
  • Aneurismas saculares gigantes, que costumam ter mais de dois centímetros
  • Aneurismas saculares múltiplos, que são herdados com mais frequência do que os outros tipos.

Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro (aneurisma fusiforme); ou ainda podem parecer como um “balão” na parte externa de um vaso sanguíneo. Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Esses aneurismas cerebrais podem ser causados por várias razões, entre elas hipertensão arterial (aterosclerose), traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso.

Causas

Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.

Fatores de risco

Vários fatores podem contribuir para o enfraquecimento de uma parede arterial e, assim, aumentar o risco de aneurisma cerebral. Confira:

  • Adultos são mais propensos a ter um aneurisma cerebral do que uma criança
  • Mulheres são mais propensas a adquirir a doença do que homens
  • Fumo
  • Hipertensão
  • Aterosclerose
  • Uso de drogas, especialmente cocaína
  • Ferimento na cabeça
  • Consumo excessivo de álcool
  • Infecções sanguíneas específicas
  • Em mulheres, níveis inferiores de estrogênio após a menopausa


Sintomas de Aneurisma cerebral

Uma pessoa pode ter um aneurisma cerebral sem apresentar sintomas. Nesses casos, a doença só é identificada quando a pessoa passa por uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada por um outro motivo.

Os sintomas também podem ocorrer se o aneurisma empurrar estruturas próximas no cérebro ou se romper (ruptura) e causar sangramento no cérebro.

Os sintomas dependem da localização do aneurisma, se ele se rompeu e da parte do cérebro que está sendo comprimida, mas podem incluir:

Uma dor de cabeça forte e súbita pode ser um sintoma de que um aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são:

  • Confusão mental, letargia, sonolência ou estupor
  • Queda da pálpebra
  • Dor de cabeça acompanhada de náusea e vômito
  • Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo
  • Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo
  • Convulsões
  • Fala prejudicada
  • Rigidez no pescoço (ocasionalmente)


Buscando ajuda médica

Vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local (como 192, no caso de São Paulo) caso ocorra uma dor de cabeça muito forte ou súbita, principalmente se vier acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico.

Busque também a emergência se a dor de cabeça não for comum, principalmente se for grave.

Observação: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda médica imediatamente.

Na consulta médica

Aneurismas cerebrais são geralmente identificados quando já houve ruptura e quando se tornaram um caso de emergência médica. Por isso, é importante que o paciente anote todos os seus sintomas e descreva-os ao médico, bem como estar preparado para responder às perguntas que ele deverá fazer. Para aneurisma cerebral, algumas perguntas que o médico poderá fazer são:

  • Você fuma?
  • Você consome bebidas alcóolicas? Com que frequência e em quais quantidades?
  • Você faz uso de alguma droga?
  • Você está tomando medicamentos para hipertensão, colesterol alto ou outra condição cardiovascular?

Diagnóstico de Aneurisma cerebral

Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame neurológico pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade.

Os seguintes exames podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro:

  • Tomografia computadorizada da cabeça
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma

Tratamento de Aneurisma cerebral

Um aneurisma que se rompe é uma emergência que precisa de tratamento médico e muitas vezes requer cirurgia. Dois métodos comuns são usados para reparar um aneurisma cerebral:

  • A clipagem é o modo mais comum de reparar um aneurisma. Isso é feito durante a cirurgia no cérebro

Mesmo que não ocorram sintomas, seu médico poderá recomendar um tratamento para evitar uma futura ruptura fatal. Mas nem todos os aneurismas precisam ser tratados imediatamente. Os aneurismas muito pequenos têm menos probabilidade de se romper.

Em caso de o paciente estar muito doente para se submeter a uma cirurgia ou se a localização do aneurisma colocar grande risco à realização de uma cirurgia, o médico poderá optar, então, por outros meios de tratamento, como:

  • Repouso total e restrições a atividades físicas
  • Medicamentos específicos para evitar convulsões
  • Medicamentos para controlar dores de cabeça e a pressão arterial

Convivendo/ Prognóstico

Se não tiver acontecido o rompimento do aneurisma cerebral, o paciente deverá tomar algumas medidas para evitar que isso aconteça. Veja:

  • Não fume e não faça uso recreativo de drogas
  • Alimente-se corretamente e siga uma dieta saudável acompanhada de exercícios físicos
  • Limite o seu consumo de cafeína. Essa substância é um estimulante que pode contribuir para o aumento da pressão arterial

Complicações possíveis

Quando ocorre o rompimento de um aneurisma cerebral, o sangramento causado geralmente não dura mais que alguns segundos. No entanto, o sangue pode provocar danos irreversíveis às células do cérebro que estão localizados ao redor do aneurisma, incluindo a morte celular. O rompimento do aneurisma pode, também, aumentar a pressão dentro do crânio. Nesse caso, se a pressão tornar-se muito elevada, o fluxo de sangue e de oxigenação no cérebro pode ser interrompido, causando perda de consciência e podendo levar a pessoa até mesmo a óbito.

Após o rompimento do aneurisma, outras complicações mais sérias podem ocorrer também, entre elas:

  • Um aneurisma que se rompeu e provocou sangramento pode voltar a sangrar novamente, o que pode causar ainda mais danos às células do cérebro
  • Após a ruptura, os vasos sanguíneos do cérebro podem se contrair involuntariamente, num movimento conhecido como vasoespasmo. Isso pode interromper o fluxo sanguíneo para as células do cérebro e provocar um derrame, além de causar outros danos e morte celular
  • Quando um aneurisma cerebral se rompe, geralmente ocorre uma hemorragia subaracnóidea, que é justamente o vazamento de sangue para o tecido cerebral ao redor do aneurisma. Nesses casos, pode ocorrer hidrocefalia, quando o sangue interrompe a circulação do líquido cefalorraquidiano
  • Uma hemorragia subaracnóidea pode desregular a quantidade de sódio no sangue (hiponatremia) e causar danos irreversíveis às células do cérebro
  • Após a ruptura do aneurisma cerebral, o paciente pode vir a entrar em coma e pode, muitas vezes, sofrer danos irreversíveis, como perda permanente de sensibilidade de qualquer parte da face ou do corpo e do movimento de uma ou mais partes do corpo.

Expectativas

O resultado do tratamento costuma variar de paciente para paciente. Aqueles que entram em coma profundo após o rompimento de um aneurisma geralmente não se recuperam tão bem, quando comparados a pacientes com sintomas menos graves.

Normalmente, a ruptura dos aneurismas cerebrais são fatais. Cerca de 25% das pessoas morrem em 24 horas, e outras 25% morrem em cerca de três meses. Além disso, dos sobreviventes, mais de 25% apresenta algum tipo de incapacidade permanente.


Prevenção

Não há maneira conhecida de prevenir a formação de um aneurisma sacular.

Tratar a pressão alta pode reduzir a chance de ruptura de um aneurisma. Controlar os fatores de risco da arteriosclerose pode reduzir a probabilidade de alguns tipos de aneurisma.

Se descobertos a tempo, aneurismas não rompidos podem ser tratados antes de causarem problemas.

A decisão de reparar um aneurisma cerebral não rompido é baseada no tamanho e na localização do aneurisma, além da idade e condição de saúde do paciente. Os riscos dessa decisão devem ser muito bem ponderados.

Fontes e referências

  • Revisado por: André Felício, neurologista- CRM: 109665
  • Ministério da Saúde
  • Sociedade Brasileira de Neuropsicologia
  • Por Dr. Andre Felicio
    Neurologia – CRM 109665/SP



Conheça mais sobre TRANSTORNO BIPOLAR


Publicado em: 27/05/2017
 

O transtorno Bipolar, tradicionalmente designada Doença Maníaco-Depressiva, é uma doença psiquiátrica caracterizada por variações acentuadas do humor, com crises repetidas de depressão e “ mania”. Qualquer dos dois tipos de crise pode predominar numa mesma pessoa sendo a sua frequência bastante variável. As crises podem ser graves, moderadas ou leves.

As variações do humor, num sentido ou noutro têm importante repercussão nas sensações, nas emoções, nas ideias e no comportamento da pessoa, com uma perda importante da saúde e da autonomia da personalidade.

Segue abaixo alguns dos sintomas mais comuns:
O principal sintoma de MANIA é um estado de humor elevado e expansivo, eufórico ou irritável. Nas fases iniciais da crise a pessoa pode sentir-se mais alegre, sociável, ativa, faladora, autoconfiante, inteligente e criativa. Com a elevação progressiva do humor e a aceleração psíquica podem surgir alguns ou todos os seguintes sintomas:

Irritabilidade extrema; a pessoa torna-se exigente e zanga-se quando os outros não acatam os seus desejos e vontades;
Alterações emocionais súbitas e imprevisíveis, os pensamentos aceleram-se, a fala é muito rápida, com mudanças frequentes de assunto;

Reação excessiva a estímulos, interpretação errada de acontecimentos, irritação com pequenas coisas, levando a mal comentários banais;
Aumento de interesse em diversas atividades, despesas excessivas, dívidas e ofertas exageradas;
Grandiosidade, aumento do amor próprio. A pessoa pode sentir-se melhor e mais poderosa do que toda gente;
Energia excessiva, possibilitando uma hiperatividade ininterrupta;
Diminuição da necessidade de dormir;
Aumento da vontade sexual, comportamento desinibido com escolhas inadequadas;
Incapacidade em reconhecer a doença, tendência a recusar o tratamento e a culpar os outros pelo que corre mal;
Perda da noção da realidade, ideias estranhas (delírios) e «vozes»;
Abuso de álcool e de substâncias.

Já o principal sintoma na depressão é um estado de humor de tristeza e desespero.
Em função da gravidade da depressão, podem sentir-se alguns ou muitos dos seguintes sintomas:

Preocupação com fracassos ou incapacidades e perda da auto-estima. Pode ficar-se obcecado com pensamentos negativos, sem conseguir afastá-los;
Sentimentos de inutilidade, desespero e culpa excessiva;
Pensamento lento, esquecimentos, dificuldade de concentração e em tomar decisões;
Perda de interesse pelo trabalho, pelos hobbies e pelas pessoas, incluindo os familiares e amigos;
Preocupação excessiva com queixas físicas, como por exemplo a obstipação;
Agitação, inquietação, sem conseguir estar sossegado ou perda de energia, cansaço;
Alterações do apetite e do peso;
Alterações do sono: insónia ou sono a mais;
Diminuição do desejo sexual;
Choro fácil ou vontade de chorar sem ser capaz;
Ideias de morte e de suicídio; tentativas de suicídio;
Uso excessivo de bebidas alcoólicas ou de outras substancias;
Perda da noção de realidade, ideias estranhas (delírios) e «vozes» com conteúdo negativo e depreciativo;

O tratamento mais indicado para o tratamento seria a Terapia Cognitivo Comportamental.
Tal modalidade de tratamento caracteriza-se por ser limitada no tempo, estruturada, diretiva, focada no presente e na busca de resolução de problemas. Ademais, é uma abordagem baseada em métodos experimentais e científicos, partindo do pressuposto de que as cognições gerenciam as emoções e os comportamentos.

Educar o paciente por diversos meios, tais como, esclarecimentos, folders elucidativos, livros acessíveis a leigos, filmes, entre outros, torna-se fundamental, pois é através destas informações que o paciente aprende sobre o funcionamento de sua patologia, conseguindo assim, identificar comportamentos e pensamentos distorcidos/ disfuncionais e que acabam gerando aflição e sofrimento (Basco e Rush. 2005).

A psicoeducação permite que o paciente seja capaz de compreender as diferenças entre as suas características pessoais e as características do transtorno psicológico que precisa enfrentar, pois o mesmo passa a conhecer detalhadamente as conseqüências e os fatores desencadeantes e mantenedores dos problemas ou patologia que apresenta (Caminha et al., 2003).

O tratamento é conciliado com terapia e medicamento, onde o
paciente é acompanhado por um psicólogo e psiquiatra visando capacitá-lo a ter uma vida sociável e saudável com qualidade.

Amanda de Souza Santos Pinto

CRP: 04/39448



A vovó estava certa: deixar feijão de molho é bom para saúde, indica estudo


Publicado em: 25/05/2017
 
Deixar o feijão de molho de um dia para o outro, antes de cozinhá-lo pela manhã, era algo recorrente na casa das avós. A prática, conhecida como “remolho”, tirava do feijão substâncias que poderiam, por exemplo, dar gases.
O hábito, que foi sendo deixado para trás, é mesmo benéfico para a saúde, segundo especialistas do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP (Universidade de São Paulo) e da Embrapa Arroz e Feijão
Quando os grãos de feijão ficam de molho entre 8 e 12 horas, além de acelerar a etapa de cozimento por conta da pré-hidratação, é possível eliminar –ou dissolver– alguns componentes considerados antinutricionais.
Outros componentes, responsáveis pelo desconforto abdominal e pela formação de gases e flatulência após o consumo do grão, também podem ser eliminados pelo “remolho”. É o caso da rafinose e da estaquiose, oligossacarídeos que em vez de serem digeridos são fermentados no intestino grosso.
“Como são moléculas relativamente pequenas, a penetração da água e a solubilização podem reduzir os níveis desses oligossacarídeos, contribuindo assim para diminuir a ocorrência ou a intensidade do desconforto abdominal”, explica o professor João Roberto Oliveira do Nascimento, pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP.
Segundo os pesquisadores, a redução de alguns componentes antinutricionais também pode facilitar a assimilação de determinados nutrientes do grão, especialmente os minerais e as proteínas.
“A proteína ou o mineral estão presos a esses compostos fenólicos e a esses fitatos. Assim, não ficam acessíveis para o organismo. Grosso modo, é como se esses antinutrientes sequestrassem os minerais e as proteínas, tornando-os não disponíveis para o nosso processo digestivo.”.
Priscila Bassinello, da Embrapa
Nem tudo que a vovó faz está certo. Além de deixar o feijão de molho por várias horas, os antigos tinham o costume de usar a própria água do remolho para cozinhar o alimento. As pesquisas, no entanto, mostraram que trocar esta água é mais vantajoso nutricionalmente do que cozer o alimento na própria água de remolho.
(Noticias Uol)