Meio Ambiente

Por que as chuvas de verão no Brasil são tão intensas?


Publicado em: 08/12/2016
 

O mundo vem passando por intensas mudanças climáticas, catástrofes ambientais, eventos climáticos extremos, entre outros fenômenos. No Brasil, um exemplo disso são as fortes chuvas de verão, que chegam acompanhadas por ventos e destruição.

As chuvas de verão no Brasil são tão intensas, em parte, por causa das mudanças climáticas globais, mas principalmente em razão de um fenômeno chamado . Não raramente, as chuvas do final e do início do ano trazem também as ocorrências de enchentes e deslizamentos, que já causaram várias mortes e grandes danos para os municípios brasileiros.

Em 2016, as chuvas intensas aconteceram em várias regiões do Brasil, especialmente em São Paulo. A alta precipitação tem relação direta com o El Niño, fenômeno climático cíclico, que atua sobre o Brasil há alguns anos.

O El Niño provoca as fortes tempestades de verão, com destaque para as ocorrências registradas em intervalos de dois a sete anos. O fenômeno é resultado de um superaquecimento das águas do Oceano Pacífico, que ocorre com prevalência entre os meses de dezembro e abril. O último El Niño de grande impacto e destruição histórica ocorreu em 1998.

 

O que dizem os especialistas?

Especialistas do clima afirmam que o El Niño vem afetando o Brasil com bastante intensidade desde o ano de 1982. O fenômeno atinge as diferentes regiões do país de maneira específica. Na região Sul, ele faz com que as temperaturas fiquem altas e as chuvas sejam frequentes. Já no Sudeste, ele intensifica o regime de chuvas e gera as tempestades de verão.

A influência do El Niño acontece em todos os países que estão na região da Costa do Pacífico. Além de aumentar a intensidade das chuvas, o fenômeno também prejudica a produção de alimentos.

No ano de 2015, o El Niño aumentou as chuvas principalmente na região Sul e tornou mais rigorosa a seca da região Nordeste. Esta situação também prejudicou os agricultores e as safras de muitos produtos.

Para o período de verão 2016/17, o Brasil deve ter chuvas mais distribuídas porque o El Niño está começando a perder força. Mesmo assim, os especialistas acreditam que o fenômeno vai continuar aumentando os riscos de fome e de doenças para milhões de pessoas, principalmente no continente Africano, no Caribe e nas Américas Central e do Sul. Esse evento também deve elevar as temperaturas globais.

*** site de curiosidades.



Cientistas descobrem 30 novas espécies de animais em cavernas na Croácia


Publicado em: 07/12/2016
 

Cientistas croatas anunciaram a descoberta de 30 novas espécies de animais em cavernas subterrâneas após dois anos de buscas no Parque Nacional Krka, na região da Dalmácia.

 

O objetivo inicial dos cientistas do Instituto de Natureza da Croácia era desenvolver novos métodos de observação das criaturas que habitam o local. No entanto, eles acabaram encontrando uma biodiversidade subterrânea única no mundo.

 

“Encontramos novas espécies de coleópteros e dipluras”, disse à BBC o paleontólogo Kazimir Miculinic, membro da sociedade de Bioespeleologia da Croácia.

 

A bioespeleologia é o estudo biológico do ambiente subterrâneo. Os coleópteros constituem a ordem com o maior número de espécies entre os insetos. Os mais conhecidos são os besouros e as joaninhas. Já as dipluras fazem parte de uma ordem de artrópodes.

Estes são nossos animais raros, nossas baleias jubarte, ainda que, temos que admitir, são pequenos e vivem debaixo da terra”, completou o especialista.Entre os animais encontrados nas “cavernas secretas” estão ainda uma salamandra que não possui olhos, mas usa o olfato e o toque para se locomover, e uma lesma translúcida.

As cavernas ficam nos Alpes Dináricos, uma cordilheira que cobre metade do território croata e que é considerada uma região importante para a biodiversidade da fauna subterrânea a nível mundial.

Até agora, a equipe de especialistas catalogou 175 espécies que vivem nesse habitat, mas acredita-se que é possível encontrar ainda outros novos animais no futuro.

*** noticias uol.



Os benefícios da chuva


Publicado em: 28/11/2016
 

Irrigação

A água é necessária para quase todas as árvores e plantas para crescer. A principal vantagem de chuva, então, é a dispersão de água regular e automática necessária para a agricultura e vegetação natural. Outros métodos de rega através de transporte de massa e de dessalinização por oceanos é extremamente ineficaz a partir da comparação. Devido ao grande volume de água depositadas na forma de chuva em todo o mundo, não existe uma alternativa viável à chuva para suportar a vida da planta em grande escala. Sem ele, a maior parte da vida vegetal na Terra, provavelmente estaria morto, levando à seca e à crise de alimentos no mundo.

 

Lagos de água doce e rios

A chuva se acumula em grandes reservatórios, como lagos e lagoas, e alimenta rios e nascentes. A civilização humana sempre teve uma tendência a prosperar perto desses corpos de água por causa de suas vantagens óbvias em transporte, água potável, as fontes de alimentação e recreação. Sem a chuva, não haveria tais organismos, e de água potável deve ser processado através de instalações de dessalinização. Lagos de água doce e rios também são componentes vitais do ecossistema. As espécies dentro deles servem como importantes elos nas cadeias alimentares em todo o mundo.

 

Eletricidade

A formação de chuva em rios e lagos, os humanos podiam construir usinas hidrelétricas para gerar eletricidade. Mas este é apenas um benefício direto da chuva na produção de eletricidade. A água doce (que foi coletada da chuva) também é usado em carvão, a produção de electricidade e calor nuclear. Assim, os benefícios da chuva estender a mais do sector da energia. Sem ela, os custos de energia seria muito mais dispendioso, como a água teria que ser transportados a partir dos oceanos para estas plantas e minas para se manter em funcionamento.

A redução da demanda de água e os custos

A precipitação reduz a necessidade de transportar água a longas distâncias para as necessidades domésticas, como cozinhar, lavar, irrigação e consumo. Em vez disso, cidades e aldeias podem usar os poços para recolher a chuva que foi absorvida para o solo e as águas subterrâneas armazenadas na região. Isto reduz a demanda em grandes tanques de água, como rios, lagos e oceanos, e salvar o dinheiro das pessoas e da comunidade.

*** http://cafe-matutino.info/ciencia-e-natureza



AGROTÓXICOS – efeitos nocivos do mau uso e manejo para o meio ambiente


Publicado em: 17/11/2016
 

Agrotóxicos são produtos químicos utilizados na agricultura, com o objetivo de combater pragas e organismos patógenos que possam comprometer a produção agrícola. No entanto,  utilização destes insumos não só é responsável pela contaminação ambiental, mas também é a causa de muitos problemas de saúde pública, pois quando aplicados inadequadamente prejudicam o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores.

 

Quando mal utilizados, os agrotóxicos podem provocar danos ao Meio Ambiente:

* Degradação dos recursos naturais

* Contaminação do solo, água, flora e fauna.

* Desequilíbrios biológicos e ecológicos.

E à saúde das pessoas que trabalham e convivem com esses produtos. Alguns sintomas de intoxicação por agrotóxicos estão listados abaixo:

* Irritação ou nervosismo;

* Tremores no corpo;

* Indisposição, fraqueza e mal estar,

* Dor de cabeça, tonturas, vertigem, alterações visuais;

* Náuseas, vômitos, cólicas abdominais;

* Respiração difícil, com dores no peito e falta de ar;

* Queimaduras e alterações da pele;

* Dores pelo corpo inteiro, em especial nos braços, nas pernas, no peito;

* Irritação de nariz, garganta e olhos, provocando tosse e lágrimas;

* Convulsões ou ataques: a pessoa cai no chão, soltando saliva em grande quantidade, com movimentos desencadeados de braços e pernas, sem entender o que está acontecendo;

* Desmaios, perda de consciência até o coma.

Há três tipos de intoxicação por agrotóxico: aguda, subaguda e crônica. Na aguda, os sintomas surgem rapidamente. Na intoxicação subaguda, os sintomas aparecem aos poucos: dor de cabeça, dor de estômago e sonolência. Já a intoxicação crônica, pode surgir meses ou anos após a exposição e pode levar a paralisias e doenças, como o câncer.

  • http://www.semace.ce.gov.br

 



Saiba como, por que e onde descartar óleo de cozinha usado


Publicado em: 08/10/2016
 

O óleo de cozinha já utilizado contamina milhares de litros de água se descartado de maneira incorreta. Porém, a partir do descarte correto, é possível fazer sabão, tintas e até combustível

 

Óleo de cozinha

Todo mundo sabe que o óleo comestível, normalmente chamado de óleo de cozinha, é reciclável, mas ainda restam muitas dúvidas por aí: como descartá-lo, por que não podemos jogá-lo na pia ou nos bueiros? Quais os tipos de óleos? O que podemos fazer com o óleo usado? Como armazená-lo?

Primeiro, atentemos a algumas diferenciações e informações básicas. Os óleos são formados por substâncias insolúveis em água (lipídeos). Não existe muita diferença entre óleo e gordura – a única que existe, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), tem relação com a temperatura: a 25°C o óleo vegetal é líquido e a gordura é sólida.

 

A classificação entre óleo virgem, extra virgem (azeite) e óleo bruto (de soja, milho, girassol) está relacionada aos processos de extração e de purificação desses óleos vegetais. Os óleos extra virgens ou virgens apenas necessitam de uma filtração para retirar partículas sólidas após o processo de prensagem (que retira o óleo da semente, fruta ou folha); já o óleo bruto é extraído por meio de um solvente e passa por muitas outras fases para ficar pronto.

 

Os óleos e gorduras de origem animal podem ser obtidos por meio da trituração, altas temperaturas e pressão. As gorduras vegetais hidrogenadas são obtidas por meio de processos de hidrogenação para aumentar seus prazos de validade.

Óleo não pode ir pelo ralo

Todos os tipos de óleos apresentados anteriormente não podem ter como destino pias, bueiros, ralos ou guias da calçada porque impactam negativamente o encanamento da sua casa e também poluem a água, além de contribuírem para morte de seres vivos.

 

No encanamento das residências, existe um equipamento chamado caixa de gordura que armazena gordura proveniente das pias. A caixa de gordura normalmente é feita de plástico PVC ou de concreto. O descarte incorreto na pia de óleo de cozinha usado provocará o entupimento dos encanamentos e acúmulo de gordura na caixa citada. Quando isso ocorre, é necessário um processo trabalhoso para limpá-la, além de realizar o mesmo processo nos encanamento. Por isso, evite ter esse trabalhão ao não jogar fora o óleo usado de cozinha na pia (conheça receita para desentupir o ralo de maneira sustentável).

 

A outra parte do óleo descartado que passou pelos encanamentos e não ficou retido na caixa de gordura, chega às redes que coletam o esgoto doméstico. É possível que o óleo siga por dois caminhos distintos: para uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), para um rio ou mesmo o mar. Para chegar a uma ETE, é preciso que o óleo misturado com água e outros resíduos passe por uma rede coletora – nesta passagem é que o óleo obstrui o fluxo de esgoto que iria para a ETE. Descartando o óleo indevidamente, você não só prejudica a estrutura do seu encanamento como também pode causar o refluxo do esgoto para outras residências.

 

Quando o esgoto sem tratamento chega a um rio, o óleo misturado ao esgoto irá poluir esse corpo hídrico, porém isso depende da carga de esgoto que o rio suporta. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) apresenta uma resolução que estabelece limites para lançamento de óleos vegetais e gorduras animais em corpos hídricos receptores de esgoto (efluente) de até 50 miligramas por litro (mg/L), sendo que a partir deste valor, o óleo de fritura polui mais 25 mil litros de água, o que já é um valor bem alto. O impacto causado pelo óleo é a diminuição de oxigênio dissolvido na água, por meio da atividade de micro-organismos que degradam o óleo e ao mesmo tempo consomem muito oxigênio – isso provoca a morte da fauna aquática.

 

Então, o que fazer com o óleo?

Após utilizar o óleo de fritura velho (de preferência em pouca quantidade), você pode armazená-lo em uma garrafa PET. Utilize um funil para facilitar a entrada do óleo na garrafa. Conforme for utilizando o óleo, vá armazenando desse modo e lembre-se de sempre fechar bem as garrafas para evitar vazamentos, mantendo também fora do alcance de crianças e animais de estimação que podem ser atraídos pelo cheiro do óleo ou pela simples curiosidade. Após preencher algumas garrafas PETs, procure empresas e ONGs especializadas neste tipo de coleta seletiva, assim como postos de entrega voluntária para descartar o seu óleo de forma correta.

 

A quantidade armazenada de óleo irá variar de acordo com o local em que você for realizar o descarte. Por isso, procure saber o local em que você irá descartar, para então obter a informação de quantos litros são necessários para realizar a entrega. Encontre aqui os postos para destinação correta de óleo mais próximos da sua residência.

 

Lembre-se que 50 mg de óleo provocam a poluição de mais de 25 mil litros de água. Mesmo que você utilize uma pequena quantidade de óleo de cozinha, é importante armazenar na garrafa PET, e não descartá-lo na pia, ralo ou bueiro.

 

Existe também a possibilidade de armazenar uma determinada quantidade de óleo (preferencialmente em uma garrafa PET) e fabricar o seu próprio sabão caseiro feito de óleo de cozinha. Clique aqui e saiba como fazer.

 

O óleo descartado corretamente é utilizado para produção de biodiesel, sabão, tintas a óleo, massa de vidraceiro e outros produtos. Isso preserva matéria-prima, incentiva a reciclagem e evita que mais litros de óleo sejam descartados de maneira incorreta.

 

Portanto, para colaborar com a preservação do ecossistema, dê uma utilidade ao óleo usado: o reaproveitamento. Assim, você elimina o problema de um item que, apesar de biodegradável, é um poluidor e grande contaminante, e dá uma nova utilidade para ele, evitando que cause riscos à saúde. A sustentabilidade agradece.

  • http://www.ecycle.com.br