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Meio Ambiente

O que fazer com o lixo eletrônico?


Publicado em: 23/05/2017
 

Pilhas, baterias e computadores em desuso não podem ser descartados sem critério porque são tóxicos e trazem riscos à saúde e ao meio ambiente; a destinação correta do e-lixo está prevista em lei.

 

lixo eletrônico

1.400.000.000 quilos de lixo eletrônico em um ano no Brasil. Somente vemos esses números ou imagens é que nos damos conta que produzimos uma imensidão de lixo.

Mesmo depois de aprovada a lei 13.576/09, que responsabiliza os fabricantes pelo descarte do lixo eletrônico, muita gente ainda não sabe o que fazer com teclados, monitores, baterias e pilhas em desuso.
Segundo o documento da ONU intitulado Gestão Sustentável de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos na América Latina, em 2014 o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico.

Esse volume é resultado das constantes inovações tecnológicas, do apelo do marketing e da obsolescência programada. Todo dia surgem novos equipamentos eletrônicos, seu consumo é estimulado pela publicidade e porque seus equipamentos, que funcionavam perfeitamente meses atrás, começam a dar defeito e a depender de mais desempenho para responder à exigência dos novos aplicativos. 

 

Quando é descartado de maneira incorreta, os eletrônicos podem trazer muitos riscos, pois contêm  metais tóxicos, que podem causar doenças. Esses materiais podem também gerar um ciclo de contaminação do solo e do lençol freático, chegando ao consumidor final pela água. Entenda mais sobre os efeitos do lixo eletrônico na saúde.

 

Um computador comum tem cerca de 18% de  chumbo, cádmio, berílio e mercúrio, que são metais tóxicos. O chumbo, por exemplo, é prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso.

 

Descarte  correto
Os produtos ou peças eletrônicas que não não tem mais utilidade devem ser entregues nas lojas que os vendem para que sejam devolvidos aos fabricantes, que são  obrigados por lei a darem destino correto aos resíduos, ou levados para centros de triagem para serem separados e reaproveitados.

 

Confira alguns locais para descarte aqui

A reciclagem de produtos eletrônicos ainda é feito em pequena escala. A maior parte  dos metais é exportada para países que detêm a tecnologia para isso. As peças vão para o exterior onde as substâncias tóxicas são separadas e reaproveitadas em novos produtos, como celulares, baterias etc. Infelizmente, para dar viabilidade econômica ao processo, é comum que os materiais sejam triados por comunidades carentes, gerando distorções como as que você pode ver aqui.

A participação da população no caso da disposição ecologicamente correta deste tipo de lixo é essencial, pois além de colaborar com o meio ambiente urbano contribui com as cooperativas de reciclagem. O gerador do lixo é o responsável pelo seu descarte e é importante a conscientização dos cidadãos para que o descarte correto efetivamente ocorra.

(Setorreciclagem)



Importância dos “cupins de montículo” no ecossistema


Publicado em: 06/05/2017
 

Os “cupins de montículo” quase sempre são vistos como pragas pela maior parte da população, entretanto, é questionável se eles realmente causam danos às pastagens. Esses animais constroem seus ninhos no solo, com inúmeros túneis e galerias, que proporcionam a aeração do solo, bem como uma melhor distribuição de nutrientes nesse ambiente. Pode-se afirmar ainda que os “cupins de montículo” contribuem positivamente para a fertilidade da pastagem, uma vez que incorporam ao solo materiais orgânicos, como resíduos vegetais, fezes e saliva.

Causas da proliferação exagerada de “cupins de montículo”

O aumento exagerado dos ninhos de cupins em pastagens é consequência da interferência do homem no ambiente natural, por meio do desmatamento de florestas e cerrados para a implantação de pastagens. Esse desmatamento provoca a morte ou a diminuição de animais que se alimentam desses cupins ou competem com eles pelo mesmo espaço, o que favorece seu crescimento na área desmatada. Dentre os predadores naturais dos cupins, podemos citar pássaros, lagartos, roedores, tatus e tamanduás. Além disso, a plantação de gramíneas nas áreas de pastagens promove um aumento do alimento disponível para o cupim, fazendo com que esses animais dominem cada vez mais o ambiente.

A retirada de árvores para a plantação de gramíneas provoca alterações climáticas na região desmatada. Isso faz com que os solos fiquem mais quentes e úmidos, principalmente nos primeiros 15 cm de profundidade. Estudos mostram que nesse tipo de clima, o desenvolvimento de cupins, formigas e outros invertebrados subterrâneos é favorecido.

É interessante observar que as infestações geralmente ocorrem em pastagens velhas, que já estavam degradadas antes da infestação. Devemos, portanto, ter em mente que essas pastagens são infestadas porque estão degradadas e não o contrário. Alguns estudos defendem que a presença dos cupins nessas áreas é benéfica, uma vez que recupera o solo, propiciando maior quantidade de nutrientes e matéria orgânica às pastagens.

(Cupim.net)



Um novo ninho … a família vai aumentar … vem aí novos herdeiros!!!


Publicado em: 07/04/2017
 

Esta semana fui surpreendido por um casal inusitado, que resolveu alugar um espaço no meu pé de lima de bico para construir um novo ninho. Um casal de Scardafella squammata, popularmente conhecido como “rolinha fogo apagou” começou a construir um ninho para dar continuidade ao dom da vida. A construção foi em tempo recorde, dois dias após o início e tudo já estava pronto. Fiquei por diversas horas junto da janela da copa de minha casa observando a pareceria e organização do casalzinho de pombinhas … enquanto o macho transportava todo o material de construção em seu bico, a fêmea se punha a assentar galhinho por galhinho, demonstrando um elevado conhecimento de engenharia e arquitetura.

Terminada a construção, foi hora de fazer o teste final … a rolinha mexia pra cá, mexia pra lá, ajeitava-se numa posição, ajeitava-se noutra, ciscava para um lado e por outro e nenhum tijolinho caiu da construção … fiquei indagando a mim mesmo: como os pássaros escolhem o local de fazer seus ninhos? por que escolheu aquela árvore, aquele lado, altura, posição? e por capricho da natureza, no mesmo instante começou a ventar … eram 15:10 horas quando começou a chover forte … fiquei observando o ninho e a rolinha, imaginando que tudo estaria perdido, que a ave iria se molhar toda e o ninho desabar .. a chuva durou exatamente 42 minutos, mas a construção permaneceu intacta e a rolinha não arredou o pé de dentro do ninho. Depois que a chuva cessou foi que entendi um pouco sobre a sabedoria das aves e sobre a construção de seus ninhos.

 

Autor: Geraldo

 

Pesquisa internet

O seu canto produz um som semelhante à frase “fogo-pagou” e o barulho que faz como as asas ao alcançar vôo se parece com o chocalhar de uma cascavel.

 
De origem brasileira, a Rolinha-fogo-pagou habita praticamente todas as regiões do País. Como se alimenta de sementes de gramíneas apanhadas no chão, é encontrada em áreas descobertas, onde pode facilmente achar seus alimentos, e em locais cultivados pelo homem, nutrindo-se de arroz e outras sementes; porém, não chega a ser uma ave predadora de plantações. Costuma viver sempre aos pares, só sendo vista em pequenos bandos perto dos locais de alimentação.

A Rolinha-fogo-pagou, de nome científico Scardafella squammata, possui características que agradam muito os criadores. O seu canto produz um som semelhante à frase “fogo pagou”, “fogo pagô”, ou “fogo apagou”, e o barulho que faz com as asas ao alçar vôo se parece com o chocalhar de uma cascavel. Essas especificidades são responsáveis pelos dois nomes como é conhecida: Rolinha-cascavel. É chamada também de Rolinha-pedrês, porque sua plumagem é “pedrada”, ou seja, salpicada de preto e branco.

Para construir um ninho raso nos galhos das árvores, a Fogo-pagou utiliza-se de raízes e gravetos finos. A incubação é feita tanto pelo macho quanto pela fêmea. Ambos alimentam os filhotes com o chamado “leite de pombo”, “papa” produzida pelo próprio organismo dos pais, oferecida durante os três a cinco primeiros dias de vida, que é rica em enzimas e anticorpos e permite que os pais não modifiquem seus hábitos alimentares nem tenham de sair obrigatoriamente do ninho para buscar alimento para os filhotes. Diferentemente de outras espécies, os dois (pai e mãe) são fundamentais para o desenvolvimento da prole.

 
Em cativeiro, essa ave se reproduz com certa facilidade e só é possível diferenciar o macho e a fêmea através dos hábitos. Por exemplo, se duas Rolinhas-fogo-pagou do mesmo sexo forem colocadas sozinhas em um viveiro, certamente irão se machucar. A fêmea não canta muito e o macho, no período de reprodução, arrulha bastante. Quando ambos escolhem a localização do ninho, arrulham seguidamente e batem as asas muito rápido, chamando o parceiro; porém, é mais comum que o macho faça isso. O macho incuba os ovos da manhã até a tarde, a fêmea volta do ninho cerca de duas a três horas antes de entardecer e choca durante a noite até a manhã seguinte. Esses horários, no entanto, não são rígidos, principalmente em cativeiro.

Embora a Rolinha-fogo-pagou seja pacífica com outros pássaros, muito carinhosa com seu par, geralmente dormindo lado a lado com ele (o macho chega mesmo a alimentar a fêmea no bico), além de ficar mansa a ponto de vir no dedo do dono, não convém mantê-la em gaiolas ou viveiros pequenos, pois com a aproximação de pessoas costuma se bater muito, machucando a cabeça. Na época de reprodução, o macho pode começar a perseguir a fêmea e num recinto pequeno, sem possibilidades de fuga, pode até mesmo matá-la. Nessa época as Rolinhas podem ficar agressivas, mais numa atitude de defesa dos ovos e filhotes do que de ataque, e possuem um comportamento bem típico: eriçam as penas, abrem o rabo e mantêm uma das asas levantadas. Por isso deve-se deixar apenas um casal de Fogo-pagou por viveiro no período de reprodução, embora nele possam continuar vivendo outros pássaros.



BORBOLETAS – qual sua importância para o meio ambiente?


Publicado em: 15/03/2017
 

As borboletas têm diferentes cores e tamanhos, apresentam padrões que podem fazer com que elas sejam confundidas com o lugar onde pousam. A regra também vale para aquelas que possuem cores metálicas e brilhantes. Essas características despertam à atenção de colecionadores, pesquisadores e do público leigo. O tempo de vida delas pode ser de um dia ou até de vários meses. Algumas espécies têm um importante papel: atuam como polinizadoras da floresta, ou seja, dispersam o pólen das flores e promovem a reprodução das plantas pela mata. Mas como fazer para conscientizar as pessoas sobre a importância delas para a natureza?

 

As borboletas são muito mais que uma insetos bonita e delicada. Como as abelhas, também em risco, o seu papel na polinização é essencial para a sobrevivência das flores e plantas e, por extensão, os seres humanos. Como são um elo fundamental na cadeia alimentar, o seu desaparecimento desequilíbrio do ecossistema. Em algumas partes do mundo, mesmo servir comida para a população local, tais como worms agave no México e não podem esquecer os benefícios que os bichos têm desde há séculos.

 

No entanto, estudos mostram que o declínio destas coisas em uma escala global. Na Europa, um terço das 435 espécies conhecidas e sua população diminuiu em cerca de 9% está em perigo de extinção. Assim diz o mais recente da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

 

A perda de biodiversidade é mais dramática, com as espécies endêmicas Europeia, não encontradas em nenhuma outra parte do planeta. A IUCN diz que um terço do total de borboletas europeias são únicos, dos quais 15% estão em risco, especialmente na África Austral. A grande borboleta branca da Madeira, endêmico para a ilha Português não tem sido visto desde 20 anos atrás e, portanto, descrita como “criticamente ameaçada”.

 

Espanha, país de maior biodiversidade na Europa, não é estranho a esta situação delicada. Os cientistas já catalogaram 232 espécies diferentes, das quais até 10% de vários graus de ameaça. Em particular, algumas espécies não são fáceis de sobreviver. Este é o caso da borboleta Apollo (Apollo Parnassius), que não é encontrado em várias cadeias de montanhas da Andaluzia, La Niña de Sierra Nevada (golgus Polyommatus), endêmica em uma área pequena, ou ines Melanargia, que vive no centro e ao sul da península.

 

O Atlas de Risco Climático Europeu Borboletas em 2008 apontou para o aquecimento global como um grande risco para esses insetos. Sua responsabilidade de garantir que a Europa vai perder muito da sua espécie, se o ritmo atual de emissões de gases de efeito estufa. Espanha, um dos países mais ameaçados pela seca em todos os modelos climáticos, será um dos mais afectados. Algumas espécies endêmicas poderiam desaparecer para sempre, os especialistas enfatizaram o estudo.

 

Eles alegam que, na melhor das hipóteses, metade do território europeu, lar de 147 espécies, se tornará inóspito devido a aumento da temperatura. O vôo para latitudes mais setentrionais poderia tornar-se cada vez mais comum, eles prevêem. Portanto, a luta contra as alterações climáticas é também para as borboletas, de vital importância.

 

A perda do habitat é outro grande risco de borboletas. Entre as causas, os desequilíbrios no campo, ambas as práticas de agricultura intensiva eo abandono da terra, poluição, uso excessivo de pesticidas e adubos químicos, queimadas, expansão do turismo, desenvolvimento insustentável pressão urbana, especialmente nas áreas impacto costeira de certas infra-estruturas como estradas, e as alterações acima referidas. Os chefes da Lista Vermelha destacar esta questão, especialmente no sul da Europa. Em Espanha, os efeitos da desertificação e da seca agravam esta situação.

 

Medidas para ajudar as borboletas, seus defensores apelam a uma maior vigilância das espécies ameaçadas e implementação de medidas de conservação eficazes. A expansão das áreas protegidas, que envolve todas as garantias é uma outra maneira essencial para ajudar a esses insetos. O trabalho em equipe entre especialistas e autoridades relacionadas ao meio ambiente também é importante.

 

Curiosidade

As borboletas fazem parte dos Lepidoptera (lepis escala, e pteron, asa), a ordem dos animais que inclui as traças e outros insetos. Seu nome vem do castelhano “Mari, Posate” um jogo infantil de séculos atrás. As borboletas encontradas em todos os tipos de habitats, do deserto às montanhas cobertas de neve, e com tamanhos que variam de três milímetros a 30 centímetros.

 

A cor de suas asas tem várias funções. Camuflagem contra os predadores é um deles. Os sistemas são muito diferentes: para simular o ambiente, a imitar os outros insetos, como vespas ou abelhas, ou de avisar do perigo. Algumas espécies são venenosas e fazem ver a cor vermelho ou amarelo. Outras espécies de borboletas não-venenosas fazer uso dessa coloração de advertência para afastar os seus inimigos. A cor tem também uma função sexual, para o acasalamento da espécie.

(meioambientetecnico)



Importância do cupim para a natureza


Publicado em: 10/02/2017
 

Cientistas descobrem ‘cupins-bomba na Guiana Francesa. Membros mais velhos carregam substâncias tóxicas que são lançadas sobre inimigos após ‘explosão’

Muitas vezes o cupim é apontado como o vilão dos campos e pastagens. O que poucos sabem é que este pequeno inseto possui sua devida importância no ecossistema.

São mais de mil espécies no mundo; no Brasil, este número não passa das 40. No entanto, as enormes colônias ajudam a fertilizar o solo, e ainda servem de alimento a pássaros lagartos, tamanduás, dentre outros animais. Estudos apontam que comumente, os característicos ninho de cupins, são apontados pelos produtores agrícolas e pecuários como uma voraz ameaça.

 

No entanto, os mesmos estudos mostram que geralmente os cupins acabam por fazer seus ninhos e colônias em áreas onde o solo já foi imensamente explorado. Pesquisas neste intuito prosseguem; cientistas querem comprovar a eficácia dos cupins para a recuperação de solos gastos, haja vista que suas ações no interior geram minerais, além de resíduos que servem como fertilizante natural.

 

Nova espécie

 cupim 338b6

Especialistas belgas encontraram uma nova espécie de cupim na Guiana Francesa com uma característica curiosa e que, até hoje, não havia sido documentada. À medida que envelhecem e se tornam menos capazes de cumprir as tarefas do dia a dia, os insetos desse grupo começam a armazenar cristais sólidos do lado de fora do seu corpo, quando o cupim ‘explode’, os cristais são misturados e produzem uma substância tóxica capaz de dissolver o corpo do inimigo.

 

Como resultado, seu poder defensivo aumenta, o que lhes confere grande utilidade para a colônia. Já se sabia antes que alguns tipos de cupins, para defender sua comunidade, podem literalmente “se explodir”, liberando uma enxurrada de produtos químicos sobre seus inimigos. Assim, quando confrontados com uma ameaça à integridade da colônia, estes cupins cometiam suicídio para defender seu grupo. No caso dos cupins da Guiana Francesa, explicam os especialistas, a diferença é que cabe aos insetos mais velhos a responsabilidade do “suicídio coletivo” frente a uma ameaça. Ou seja, tornam-se camicases, ou “cupins-bomba”, da colônia.

(Brasil metrópole)