Meio Ambiente

Projeto “Educação Ambiental em Ação” será lançado nessa sexta-feira


Publicado em: 27/09/2017
 

O Governo Municipal, através da Secretaria de Educação, fará nessa sexta-feira (29), a partir das 19h, no Colégio Municipal Professor Olímpio dos Santos, o lançamento do Projeto “Educação Ambiental em Ação”.

 

Segundo explica o coordenador da Secretaria Municipal de Educação, Natanael Diniz, o projeto será subdivido nos temas “Água é Vida” que visa a conscientização quanto ao uso racional da água e “Cidade Limpa” que promoverá ações para a implantação da coleta seletiva.

 

Para realização do projeto, que será desenvolvido em todas as escolas e centros de educação infantil municipal, a Secretaria de Educação conta com a parceria das Secretarias de Meio Ambiente, Obras, Saúde, Urbanismo, Cultura e o Daepa.

 

“Nosso objetivo é realmente mobilizar toda a comunidade escolar para a mudança de hábitos que contribuam com a proteção e preservação do meio ambiente” afirmou o Secretário Municipal de Educação, Emerson Caixeta.

 

A primeira etapa do projeto terá duração de 3 meses e culminará com a realização de uma Feira na Praça Matriz, prevista para final de novembro.

Prefeitura Municipal de Patrocínio



O papel das serpentes no equilíbrio da natureza


Publicado em: 22/07/2017
 

Serpentes ou cobras, como são popularmente conhecidas, são répteis, animais de sangue frio e com o corpo coberto por escamas. Podem variar bastante de tamanho e forma, desde poucos centímetros (Leptotyphlops sp.) a mais de 10 metros (Python sp. da África e Ásia e Eunectes sp. as sucuris do Norte do Brasil). Em comum, todas as cobras não possuem patas, a maior parte tem hábitos noturnos, vivem solitárias e ocultas, não são agressivas e poucas possuem peçonha (veneno). Ocorrem em todo o mundo, exceto nos polos pois não toleram o frio extremo.

 

Uma cobrinha-cipó (Chironius sp.). Linda e inofensiva.

Uma cobrinha-cipó (Chironius sp.). Linda e inofensiva.

Na natureza fazem parte da grande cadeia alimentar natural, tanto como presa como predadores. Em sua maior parte estão no topo dessa cadeia alimentar. Portanto com um pequeno desfalque em sua população podemos ver uma superpopulação de espécies que seriam consumidos por elas.

Se alimentam, por exemplo, de roedores em geral, que, sendo bastante prolíferos se distribuem com rapidez pelo ambiente. Os roedores consomem muito e se aproveitam dos rejeitos de alimentos descartados por humanos e, com uma população aumentando, o ambiente não suportaria e seriam obrigados a invadir outros ambientes causando um verdadeiro desequilíbrio e incômodo aos humanos que vivem próximos daquela região. Por isso é importante o controle da população de ratos e outras presas pelas cobras.

A cobra-lisa (Liophis miliaris) é semi-aquática, pequena e inofensiva. Solta um líquido com cheiro ruim para se defender.

A cobra-lisa (Liophis miliaris) é semi-aquática, pequena e inofensiva. Solta um líquido com cheiro ruim para se defender.

As serpentes podem ter vários tipos de alimentação, dependendo de cada espécie. São carnívoras obrigatórias e em sua dieta podemos ter desde peixes, caramujos, lesmas, aves, ovos, pequenos mamíferos, anfíbios, lagartos e até mesmo outras cobras. A Muçurana (Clelia clelia) se alimenta de cobras com peçonha como as Jararacas (Bothrops jararaca). Os predadores mais comuns podem ser mamíferos como quati (Nasua nasua), gambá (Didelphis aurita) e o mão pelada (Procyon concrivorus) e aves como garças (Ardea sp.), gavião carcará (Polyborus plancus) e o gavião-pombo-pequeno (Leucopternis lacernulata).

A cobra-espada (Tomodon dorsatus) é pequena e inofensiva. Se alimenta de invertebrados.

A cobra-espada (Tomodon dorsatus) é pequena e inofensiva. Se alimenta de invertebrados.

Muitas lendas e crendices cercam o mundo das serpentes. “Animais gigantes com mais de 40 metros, como a Anaconda”… sendo que a maior serpente já registrada tinha pouco mais de 10 metros. Alguns dizem que esse animais “podem perseguir você”. Na verdade, o animal sempre vai tentar fugir, mas se sentir extremamente ameaçada, a cobra pode mesmo tentar investir contra um humano, apenas para se defender. Se houver espaço para fuga, logo ela irá procurar um esconderijo. Outras lendas falam que cobras como jiboias (Boa constrictor) ou sucuris (Eunectes sp.) “podem soltar bafos ou babas que deixam manchas ou envenenam”. Jibóias e sucuris não são venenosas e muito menos “babam”. Elas tem saliva como nós, que podem no máximo provocar reações alérgicas, e daí essa lenda pode ter sido criada.

Uma cobra-lisa jovem (Liophis miliaris). Bem pequena, repare o tamanho dos líquens ao seu lado.

Uma cobra-lisa jovem (Liophis miliaris). Bem pequena, repare o tamanho dos líquens ao seu lado.

O Brasil é considerado o país do mundo com a maior diversidade de serpentes, e são conhecidas hoje 386 espécies diferentes aqui, das 3 mil espécies do mundo. Somente 15% das serpentes brasileiras (57 espécies) são peçonhentas. E apenas 10 dessas habitam o estado do Rio de Janeiro. Todas são extremamente tímidas ao ambiente antrópico, preferindo matas e locais mais ermos como matas preservadas e interiores de mata, sendo raros os encontros com humanos. Ao menor sinal de risco elas fogem para se esconder em meio a folhas e galhos ou entre pedras. A maioria dos acidentes com serpentes acontece por imprudência ou imperícia do humano ao tentar manejar estes animais e em áreas rurais. Hoje em dia poucos acidentes são registrados e há menos acidentes fatais devido a melhores tratamentos médicos disponíveis e a difusão de ações de educação ambiental. A educação e informação é a melhor ação para convivermos em harmonia com os animais, principalmente quando atinge crianças.

Cobra-coral (Micrurus coralinus). Venenosa, mas é muito pequena e sua cabeça pequena a impede de morder algo maior que a pontinha de seu dedo mindinho. Portanto, não coloque a mão nela. Apenas isso.

Cobra-coral (Micrurus coralinus). Venenosa, mas é tão pequena que é impossível morder algo maior que a pontinha de um dedo mindinho humano. Portanto, não coloque a mão nela. Apenas isso.

No Jardim Botânico são raríssimos os encontros com serpentes. Em sua maioria são encontros com jiboias (Boa constrictor), que podem ser grandes, mas são animais lentos e inofensivos se não forem manejados. Mantendo eles onde estão e não se aproximando, em poucos minutos somem de vista e muitas vezes nem são percebidos pelos visitantes em suas caminhadas. Poucas espécies venenosas foram encontradas nas proximidades: cobra-coral (Micrurus sp.) e  jararacas (Bothrops sp.), ambas em áreas pouco visitadas na mata secundária acima do arboreto do Jardim, próximo ao “caminho da Mata Atlântica”.

Em suma, serpentes são mal vistas pela sociedade, devido ao estigma criado em tempos antigos. Mesmo na religião temos o exemplo da bíblia, onde a cobra é colocada como animal vil e manipulador. Ou na história da morte de Cleópatra mordida por uma Naja. E lendas e crendices passadas de geração em geração, principalmente no interior. Mas são animais fascinantes, não são perigosos de forma alguma desde que não sejam molestadas ou incomodadas.

Jararacuçu (Bothrops jararscussu). Espécie muito rara no Jardim.

Jararacuçu (Bothrops jararacussu). Espécie muito rara no Jardim.

Caso encontre alguma serpente, aí vão umas dicas:

  • Se estiver fazendo uma trilha, observe atentamente onde pisa, você está na casa dela e pode estar atravessando o caminho dela;
  • Não se aproxime e nunca tente mexer em serpentes, mesmo com galhos;
  • Não tente manipular esse animal sem conhecimento para isso;
  • Se ela estiver em movimento, deixe-a seguir seu caminho, não passe na frente, somente espere ou dê meia volta;
  • Em caso de acidente, ligue para o 192 e siga as instruções, não aplique nada nem faça torniquetes pois pode agravar a situação;
  • Se estiver no Jardim Botânico do Rio, apenas chame um guarda, ele irá nos contatar.

(projetofauna)



Óleo de cozinha usado e o meio ambiente


Publicado em: 27/06/2017
 

Se o óleo de cozinha usado for descartado na pia ou no lixo comum, ele poderá contaminar a água, o solo e a atmosfera.

 

O óleo de cozinha é um líquido usado principalmente para fritar alimentos em uma grande quantidade. Infelizmente, em muitos casos, esse óleo de cozinha usado em residências, bares e restaurantes acaba sendo jogado no ralo da pia ou mesmo nos vasos sanitários. Outras pessoas já preferem colocá-lo em algum recipiente vedado e descartá-lo com o lixo orgânico comum.

Entretanto, todos esses métodos de descarte do óleo de cozinha usado são meios de contaminação do meio ambiente, podendo poluir as águas, o solo e até mesmo a atmosfera. Veja quais são os prejuízos econômicos e ambientais quando o consumidor não é consciente e despeja indevidamente o óleo de cozinha usado na rede de esgoto ou nos lixões:

Ao ser despejado na pia ou no vaso sanitário, o óleo usado passa pelos canos da rede de esgoto e fica retido em forma de gordura. Isso é ruim porque atrai pragas que podem causar várias doenças, tais como leptospirose, febre tifoide, cólera, salmonelose, hepatites, esquistossomose, amebíase e giardíase. Essas doenças podem ser transmitidas para humanos e animais.

Além disso, esse óleo encrustado nos encanamentos dificulta a passagem das águas pluviais e causa o extravasamento de água na rede de esgoto e o seu entupimento, levando ao mau funcionamento das estações de tratamento. Por essa razão, faz-se necessário o uso de produtos químicos poluentes para desentupir essas instalações, o que leva à mais poluição e a mais gastos econômicos.

Esse esgoto contaminado com o descarte do óleo de cozinha usado chega às Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), que irão separá-lo da água e tratá-lo para que a água possa ser novamente despejada nos mananciais, como rios e lagos. No entanto, esse tratamento realizado nas ETEs não é feito com o esgoto total, mas apenas com cerca de 68%, o que significa que o óleo acaba chegando aos mananciais aquáticos. Além disso, o custo desse tratamento é alto, correspondendo a cerca de 20% do custo com o tratamento do esgoto.

Visto que o óleo é menos denso que a água, ele fica na superfície dos rios e lagos, impedindo a entrada de luz e oxigênio. Isso causa a morte de várias espécies aquáticas, como o fitoplâncton (algas microscópicas que vivem em rios e mares e que produzem oxigênio) que depende da luz para desenvolver-se e sobreviver. Isso pode trazer consequências sérias, pois o fitoplâncton está na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, servindo de alimento para organismos maiores que também poderão morrer. Além disso, acredita-se que eles produzam cerca de 98% do oxigênio da atmosfera terrestre.

Para se ter uma ideia, 1 litro de óleo de cozinha usado pode poluir cerca de 1 milhão de litros de água, o que é aproximadamente consumido por uma pessoa em 14 anos!

O óleo de cozinha usado pode causar a poluição das águas, impedindo a entrada de oxigênio e luz
O óleo de cozinha usado pode causar a poluição das águas, impedindo a entrada de oxigênio e luz

O óleo de cozinha usado chega também aos solos, tanto por meio das margens dos mananciais aquáticos quanto por meio do óleo descartado no lixo comum que acaba parando nos lixões. O óleo contamina o solo e acaba sendo absorvido pelas plantas, prejudicando-as, além de afetar o metabolismo das bactérias e outros micro-organismos que fazem a deterioração de compostos orgânicos que se tornam nutrientes para o solo. É também por meio da infiltração no solo que esse óleo de cozinha polui os lençóis freáticos. Outro problema resultante é que esse óleo usado torna o solo impermeável e, quando ocorrem as chuvas, contribui para o surgimento de enchentes.

Além do solo e da água, até mesmo a atmosfera acaba sendo poluída, porque a decomposição do óleo produz o gás metano (CH4), que é um gás do efeito estufa, ou seja, é capaz de reter o calor do sol na troposfera, o que aumenta o problema do aquecimento global.

Você deve ter percebido a perigosa relação que existe entre o óleo de cozinha usado e o meio ambiente. Mas, então, o que fazer com o óleo de cozinha usado? Leia o texto abaixo para descobrir a resposta:

Reciclagem de óleo de cozinha usado.
Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química



O que fazer com o lixo eletrônico?


Publicado em: 23/05/2017
 

Pilhas, baterias e computadores em desuso não podem ser descartados sem critério porque são tóxicos e trazem riscos à saúde e ao meio ambiente; a destinação correta do e-lixo está prevista em lei.

 

lixo eletrônico

1.400.000.000 quilos de lixo eletrônico em um ano no Brasil. Somente vemos esses números ou imagens é que nos damos conta que produzimos uma imensidão de lixo.

Mesmo depois de aprovada a lei 13.576/09, que responsabiliza os fabricantes pelo descarte do lixo eletrônico, muita gente ainda não sabe o que fazer com teclados, monitores, baterias e pilhas em desuso.
Segundo o documento da ONU intitulado Gestão Sustentável de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos na América Latina, em 2014 o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico.

Esse volume é resultado das constantes inovações tecnológicas, do apelo do marketing e da obsolescência programada. Todo dia surgem novos equipamentos eletrônicos, seu consumo é estimulado pela publicidade e porque seus equipamentos, que funcionavam perfeitamente meses atrás, começam a dar defeito e a depender de mais desempenho para responder à exigência dos novos aplicativos. 

 

Quando é descartado de maneira incorreta, os eletrônicos podem trazer muitos riscos, pois contêm  metais tóxicos, que podem causar doenças. Esses materiais podem também gerar um ciclo de contaminação do solo e do lençol freático, chegando ao consumidor final pela água. Entenda mais sobre os efeitos do lixo eletrônico na saúde.

 

Um computador comum tem cerca de 18% de  chumbo, cádmio, berílio e mercúrio, que são metais tóxicos. O chumbo, por exemplo, é prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso.

 

Descarte  correto
Os produtos ou peças eletrônicas que não não tem mais utilidade devem ser entregues nas lojas que os vendem para que sejam devolvidos aos fabricantes, que são  obrigados por lei a darem destino correto aos resíduos, ou levados para centros de triagem para serem separados e reaproveitados.

 

Confira alguns locais para descarte aqui

A reciclagem de produtos eletrônicos ainda é feito em pequena escala. A maior parte  dos metais é exportada para países que detêm a tecnologia para isso. As peças vão para o exterior onde as substâncias tóxicas são separadas e reaproveitadas em novos produtos, como celulares, baterias etc. Infelizmente, para dar viabilidade econômica ao processo, é comum que os materiais sejam triados por comunidades carentes, gerando distorções como as que você pode ver aqui.

A participação da população no caso da disposição ecologicamente correta deste tipo de lixo é essencial, pois além de colaborar com o meio ambiente urbano contribui com as cooperativas de reciclagem. O gerador do lixo é o responsável pelo seu descarte e é importante a conscientização dos cidadãos para que o descarte correto efetivamente ocorra.

(Setorreciclagem)



Importância dos “cupins de montículo” no ecossistema


Publicado em: 06/05/2017
 

Os “cupins de montículo” quase sempre são vistos como pragas pela maior parte da população, entretanto, é questionável se eles realmente causam danos às pastagens. Esses animais constroem seus ninhos no solo, com inúmeros túneis e galerias, que proporcionam a aeração do solo, bem como uma melhor distribuição de nutrientes nesse ambiente. Pode-se afirmar ainda que os “cupins de montículo” contribuem positivamente para a fertilidade da pastagem, uma vez que incorporam ao solo materiais orgânicos, como resíduos vegetais, fezes e saliva.

Causas da proliferação exagerada de “cupins de montículo”

O aumento exagerado dos ninhos de cupins em pastagens é consequência da interferência do homem no ambiente natural, por meio do desmatamento de florestas e cerrados para a implantação de pastagens. Esse desmatamento provoca a morte ou a diminuição de animais que se alimentam desses cupins ou competem com eles pelo mesmo espaço, o que favorece seu crescimento na área desmatada. Dentre os predadores naturais dos cupins, podemos citar pássaros, lagartos, roedores, tatus e tamanduás. Além disso, a plantação de gramíneas nas áreas de pastagens promove um aumento do alimento disponível para o cupim, fazendo com que esses animais dominem cada vez mais o ambiente.

A retirada de árvores para a plantação de gramíneas provoca alterações climáticas na região desmatada. Isso faz com que os solos fiquem mais quentes e úmidos, principalmente nos primeiros 15 cm de profundidade. Estudos mostram que nesse tipo de clima, o desenvolvimento de cupins, formigas e outros invertebrados subterrâneos é favorecido.

É interessante observar que as infestações geralmente ocorrem em pastagens velhas, que já estavam degradadas antes da infestação. Devemos, portanto, ter em mente que essas pastagens são infestadas porque estão degradadas e não o contrário. Alguns estudos defendem que a presença dos cupins nessas áreas é benéfica, uma vez que recupera o solo, propiciando maior quantidade de nutrientes e matéria orgânica às pastagens.

(Cupim.net)