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Meio Ambiente

MEDIDAS QUE PRESERVAM NASCENTES E MANANCIAIS


Publicado em: 27/11/2014
 

A água é um recurso natural insubstituível para a manutenção da vida saudável e bem estar do homem, além de garantir auto-suficiência econômica da propriedade rural. Nas últimas décadas, odesmatamento de encostas e das matas ciliares além do uso inadequado dos solos, vêm contribuindo para a diminuição da quantidade e qualidade da água.
Para a recuperação e preservação das nascentes e mananciais em propriedades rurais, pode-se adotar algumas medidas de proteção do solo e da vegetação que englobam desde a eliminação das práticas de queimadas até o enriquecimento das matas nativas. Conheça algumas delas, já praticadas por alguns produtores rurais que podem valorizar suas terras.

Conservação do Solo
Plantio em curva de nível: é uma técnica de conservação do solo e da água, excelente para o cultivo em morros e terrenos acidentados. Neste tipo de plantio, cada linha de plantas forma uma barreira diminuindo a velocidade da enxurrada.
Evitar queimadas pois estas, causam sérios danos às florestas e outros tipos de vegetação deixando o solo descoberto e matando os microrganismos e a vida do solo. Este solo sem proteção da cobertura vegetal pode ficar endurecido pela ação das gotas da chuva, o que irá reduzir a velocidade e quantidade de infiltração da água, além de favorecer as enxurradas.
Plantio em consórcio, intercalando faixas com plantas de crescimento denso com faixas de plantas que oferecem menor proteção ao solo. As faixas com plantas de crescimento denso têm a função de amortecer a velocidade das águas da enxurrada permitindo uma maior infiltração de água no solo.
Fazer uso dos restos culturais (palhada). Esse material, também chamado de matéria orgânica, quando apodrece favorece os organismos que vivem na terra melhorando as condições de infiltração e armazenamento de água no solo, além de diminuir o impacto das gotas de chuva sobre a superfície.

Uso de Defensivos
O uso excessivo e descontrolado de defensivos agrícolas nas lavouras são grandes agentes de contaminação do solo e da água, principalmente do lençol freático. Por isso seu uso dever ser controlado e feito sob a orientação de um técnico responsável.
Deve-se construir locais apropriados para o descarte das embalagens, que jamais devem ser jogadas em rios e córregos ou junto ao lixo comum da fazenda.

Cercamento de Nascentes
Construção de cercas, fechando a área da nascente, num raio de 30 a 50 metros a partir do olho d’água: evita a entrada dos animais e por conseguinte o pisoteio e compactação do solo.
Manutenção do asseio, ou seja a limpeza em volta da cerca para evitar que o fogo, em caso de incêndio, atinja a área de nascente.

Enriquecimento da Vegetação
A vegetação em torno das nascentes funciona como barreira viva na contenção da água proveniente das enxurradas.
Deve-se priorizar espécies nativas da região que geralmente são divididas em pioneiras e clímax.
Guapuruvu, bracatinga, orelha-de-negro, amoreira, pitanga, alecrim e sibipiruna são exemplos de espécies pioneiras, ou seja de ciclo de crescimento rápido que produzem uma grande quantidade de sementes, facilitando assim a renovação natural da área plantada, já que possuem duração máxima de 20 anos. Exigem muita luz solar e servem para fazer sombreamento para as espécies clímax.
Recomenda-se que as covas das espécies pioneiras devam ser feitas em ziguezague, proporcionando uma cobertura vegetal mais ampla. O plantio das mudas pode obedecer um espaçamento padrão de 3m x 3 m.
Óleo de copaíba, ipê, peroba, acácia, paineira, jacarandá, cedro, pau-brasil, angico, pau-de jacaré, pau-ferro, entre outras, são exemplos de espécies de clímax, de desenvolvimento mais lento, que necessitam do sombreamento das espécies pioneiras para se desenvolverem. Produzem sementes e frutos e possuem vida média de 100 anos.
A mata ciliar não deve ser plantada em cima da nascente. Deve-se respeitar um espaço mínimo de 30 metros de distância. A renovação da vegetação junto à nascente deve acontecer de maneira natural.

nascentes

Outras Medidas
Construção de fossas assépticas nas residências rurais, evitando o lançamento de esgotos nas águas da propriedade.
Construção de fossas para os rejeitos animais, principalmente no caso de criação de suínos..
Construção de cochos para abastecimento de água para o gado ao longo da propriedade, evitando o trânsito de animais junto às nascentes e córregos.


Prof. Dr. Sérgio Luís de Carvalho
Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP – Solteira



Formas de proteger o solo contra erosão


Publicado em: 27/11/2014
 

Um dos principais impactos oriundos da ocupação rural são as erosões, isso ocorre por que a cobertura vegetal original é retirada, tornando o solo propício a sofrer processos erosivos.

Nas propriedades rurais, com o intuito de evitar o surgimento de erosão, é importante que o produtor tome algumas medidas preventivas:

• Realizar o plantio acompanhado de uma curva de nível, essa é uma das mais bem sucedidas práticas de contenção. A curva de nível evita que a água da chuva desça a vertente com grande velocidade, dessa forma não provoca erosão.

• Consorciar lavouras com o plantio de vegetais como o eucalipto, bambu e cana-de-açúcar, pois esses atuam como barreira de proteção em relação à erosão eólica e pluvial.

• Outra alternativa de prevenção é realizar o plantio em curvas de nível do tipo terraço, nessa técnica a água é retida, impossibilitando a formação de escoamento de enxurrada, que é um agente erosivo em potencial.

• Atuar efetivamente na preservação e conservação de matas de galeria, além de recuperar áreas degradadas de matas ciliares, a cobertura vegetal contribui para impedir a passagem de enxurrada que provoca erosão e também evita o assoreamento dos mananciais.

• Regiões acidentadas devem ser preservadas e não ocupadas para o desenvolvimento da agricultura, assim como as áreas de solos frágeis que facilmente são afetadas com a erosão.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia



Polícia Ambiental inicia período de proteção à piracema


Publicado em: 03/11/2014
 

A partir do mês de novembro começa a piracema, palavra de origem indígena (pira=peixe e cema=subida). Os índios, com sua sabedoria primitiva, já observavam o movimento dos peixes em cardumes rio acima, para se acasalarem e se reproduzirem.

Antes do fenômeno a natureza já emite sinais que são percebidos pelos peixes de que a estação favorável está para chegar.  Dias mais quentes, chuvas frequentes e água mais oxigenada fazem com que milhões de peixes machos e fêmeas dispersos pelos rios se agrupem em grandes cardumes, preparando-se para a subida.

Os peixes de piracema, conhecidos também como migradores, necessitam fazer um esforço físico intenso para a subida ao rio. Eles sabem que é hora de ir para os locais de desova. Alguns chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias.

As chuvas aumentam o nível dos rios, que transbordam e abastecem as lagoas marginais e alagadiços, permitindo aos peixes chegarem até esses locais ou subir às cabeceiras, locais onde encontram condições ambientais adequadas para desovar: águas mais quentes, oxigenadas e turvas, o que ajuda na proteção contra predadores.

Nesses locais, os animais chegam maduros e prontos para o acasalamento. A fecundação dos peixes é externa e a grande concentração de machos e fêmeas aumentam as chances de fertilização no ambiente aquático. A partir daí, milhões de ovos descerão o rio ou ficarão se desenvolvendo nas lagoas marginais que são conhecidas como “berçários” dos peixes.

Estes ovos agora serão vítimas de predadores e, com a escassez de alimento e outras condições adversas, poucas larvas chegarão à fase adulta. A dispersão para as lagoas marginais e remansos permitirão encontrar alimento e proteção.

Nas lagoas marginais ocorre outro fenômeno importante. Com acesso a elas, adultos entram para desovar, ovos e larvas que descem à deriva também podem se depositar ali, encontrando abrigo seguro. Os peixes juvenis que se encontravam aprisionados desde o ano anterior se veem livres para repovoar o rio. Por isso é fundamental preservar esses ambientes.

Cansados da jornada, os adultos se tornam presa fácil de predadores. Muitos pescadores se aproveitam desta fragilidade para pescá-los com grande facilidade, contribuindo para a redução drástica dos estoques pesqueiros futuros.

Mesmo antes da piracema, muitas fêmeas que sobem o rio já estão ovadas. É responsabilidade de cada pescador soltá-las ou não, como também praticar a pesca consciente.

Os governos federal e estadual instituem durante a piracema o período de defeso para rios e águas continentais. O período é de primeiro de novembro a 28 de fevereiro do ano subsequente. No Estado de Minas Gerais é permitida apenas a pesca com limite de quantidade para espécies exóticas (de outros países), alóctones (de outras bacias brasileiras), híbridos (produzidos em laboratório), além de poucas espécies autóctones (nativas da bacia).

Os equipamentos permitidos durante o período de defeso são: linha de mão com anzol, vara, caniço simples ou carretilha ou molinete de pesca, com iscas naturais ou artificiais. Para portar o equipamento de pesca e o pescado é importante que o pescador mantenha sua licença atualizada.

   

 



Coleta seletiva de lixo


Publicado em: 25/10/2014
 

Coleta seletiva ou recolha seletiva é o termo utilizado para o recolhimento dos materiais que são possíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. Dentre estes materiais recicláveis podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros.

A separação no lixo evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumentando o valor agregado destes e diminuindo os custos de reciclagem.

Para iniciar um processo de coleta seletiva é preciso avaliar, quantitativamente e qualitativamente, o perfil dos resíduos sólidos gerados em determinado município ou localidade, a fim de estruturar melhor o processo de coleta.

O lixo deteriorável (biodegradável), composto pelos restos de carne, vegetais, frutas, etc, é separado do lixo restante, podendo ter como destino os aterros sanitários ou entrarem num sistema de valorização de resíduos.

A reciclagem tornou-se uma ação importante na vida moderna pois houve um aumento do consumismo e uma diminuição do tempo médio de vida da maior parte dos acessórios que se tornaram indispensáveis no dia a dia trouxeram um grave problema: qual o destino a dar quando perdem utilidade? No inicio os resíduos resultantes da atividade humana tinham como destino as lixeiras ou então aterros sanitários, contudo com o aumento exponencial da quantidade de resíduos e da evolução tecnológica, aliados ao interesse económico de busca de mais matérias primas de baixo custo, o vulgarmente designado lixo começa a perder o caráter pejorativo do nome e começa a ser considerado como um resíduo, passível de ser reaproveitado. Com as tecnologias actuais apenas uma ínfima parte dos resíduos urbanos não são passiveis de reaproveitamento, sendo direcionados para unidades de eliminação dos mesmos, normalmente os aterros sanitários.

Felizmente a maior parte dos mesmos podem ser destinados ao reaproveitamento, quer seja reciclagem ou outros tipos de reaproveitamento. A coleta seletiva, ou recolha seletiva tem como objectivo a separação dos resíduos urbanos pelas suas propriedades e pelo destino que lhes pode ser dado, com o intuito de tornar mais fácil e eficiente a sua recuperação. Assim pretende-se resolver os problemas de acumulação de lixo nos centros urbanos, e reintegrar os mesmos no ciclo industrial, o que traz vantagens ambientais e econômicas. Os pontos onde são depositados para a recolha são denominados de lixões, ou ecopontos. Estes podem oferecer vários tipos de coletores, de acordo com as especificidades dos resíduos da zona e das respostas de tratamento existentes pela entidade que procede ao seu encaminhamento para os centros de valorização.

Cores padronizadas dos recipientes de resíduos

As soluções convencionais

Os aterros sanitários são grandes terrenos onde o lixo é depositado, comprimido e depois espalhado por tratores em camadas separadas por terra. As extensas áreas que ocupam, bem como os problemas ambientais que podem ser causados pelo seu manejo inadequado, tornam problemática a localização dos aterros sanitários nos centros urbanos maiores, apesar de serem a alternativa mais econômica a curto prazo.

Os incineradores, indicados sobretudo para materiais de alto risco, podem ser utilizados para a queima de outros resíduos, reduzindo seu volume. As cinzas ocupam menos espaço nos aterros e reduz-se o risco de poluição do solo. Entretanto, podem liberar gases nocivos à saúde, e seu alto custo os torna inacessíveis para a maioria dos municípios.

As usinas de compostagem transformam os resíduos orgânicos presentes no lixo em adubo, reduzindo o volume destinado aos aterros. É difícil cobrir o alto custo do processo com a receita auferida pela venda do produto. Além disso, não se resolve o problema de destinação dos resíduos inorgânicos, cuja possibilidade de depuração natural é menor.

Implantando a coleta seletiva

A coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são soluções desejáveis, por permitirem a redução do volume de lixo para disposição final.

O fundamento da coleta seletiva é a separação, pela população, dos materiais recicláveis (papéis, vidros, plásticos e metais) do restante do lixo.

A implantação da coleta seletiva pode começar com uma experiência-piloto, que vai sendo ampliada aos poucos. O primeiro passo é a realização de uma campanha informativa junto à população, convencendo-a da importância da reciclagem e orientando-a para que separe o lixo em recipientes para cada tipo de material.

É aconselhável distribuir à população, ao menos inicialmente, recipientes adequados à separação e ao armazenamento dos resíduos recicláveis nas residências (normalmente sacos de papel ou plástico).

A instalação de postos de entrega voluntária (PEV) em locais estratégicos melhora a operação da coleta seletiva em locais públicos. A mobilização da sociedade, a partir das campanhas, pode estimular iniciativas em conjuntos habitacionais, shopping centers e edifícios comerciais e públicos.

Deve-se buscar elaborar um plano de coleta, definindo equipamentos e periodicidade de coleta dos resíduos. A regularidade e eficácia no recolhimento dos materiais são importantes para que a população tenha confiança e se disponha a participar. Não vale a pena iniciar um processo de coleta seletiva se há o risco de interrompê-lo, pois a perda de credibilidade dificulta a retomada.

Finalmente, é necessária a instalação de um centro de triagem para a limpeza e separação dos resíduos e o acondicionamento para a venda do material a ser reciclado. Também é possível implantar programas especiais para reciclagem de entulho (resíduos da construção civil).

 



A importância da água para as plantas


Publicado em: 25/10/2014
 

A água é essencial para a vida das plantas. Para sobreviver, elas necessitam de água bem como de nutrientes que são absorvidos do solo pelas raízes. Sua composição de 90% água é transportada por toda a planta, quase continuamente, para manter seus processos vitais.

Raízes

As raízes absorvem água do solo que é transportada para a planta. Grande parte dessa água é absorvida através dos pelos radiculares, que são pequenas radículas que penetram o solo em torno das raízes aumentando a área da superfície da raiz. A água é um solvente que absorve os minerais do solo para a planta. Quando o solo seca, o crescimento da raiz diminui. Se o solo está saturado de água, as raízes podem se encharcar.

Fotossíntese

O metabolismo das plantas é feito através de processos químicos e bioquímicos. Elas usam a luz solar para separar a água em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio em combinação com o dióxido de carbono encontrado no ar, produz açúcar. O oxigênio é descarregado na atmosfera na forma de vapor. As plantas usam o oxigênio para queimar o açúcar e transformar em energia para seus processos vitais. A única função das folhas é coletar a luz solar e transformá-la em açúcar. As folhas obtém água através das raízes, o ar entra nas folhas pelos pequenos orifícios chamados estômatos. Quando estes se abrem, o ar entra, mas também se perde água através da evaporação. Se os orifícios se fecham para conservar a água, a fotossíntese e a produção do açúcar são interrompidas.

Crescimento

São duas as formas de crescimento das plantas: a divisão celular e a expansão das células, que crescem pela absorção de água. A divisão celular cria células adicionais, enquanto a expansão delas é um aumento no seu tamanho. Se a água é limitada durante o período de crescimento, o tamanho de célula final é diminuída, o que leva a produção menor de folhas e seu tamanho também é reduzido. As frutas também são menores, os caules são mais espessos e mais curtos e as raízes menores. A falta de água resulta em plantas menores e mais fracas. Para plantas que frutificam, o período crítico é após o florescimento, quando o fruto começa a crescer. Frutas, brotos e folhas novas requerem muita água e quase todo o açúcar que as folhas produzem. A falta de água minimiza o crescimento de novos brotos e folhas, o que significa menos açúcar disponível para o crescimento dos frutos. O crescimento das raízes fica mais lento, por isso a irrigação é necessária para manter as raízes úmidas.

Murchamento

Plantas bem irrigadas mantêm sua forma devido à pressão interna de água nas células chamada de turgescência. Quando há insuficiência de água, a pressão cai e a planta murcha. Essa pressão é essencial para a expansão celular da planta, que levará ao seu crescimento.

Escassez de água

A água regula a abertura e fechamento dos estômatos, que por sua vez regula a transpiração e a fotossíntese. Se as raízes recebem pouca água, a planta reduzirá a quantidade perdida pela transpiração consequentemente reduzindo o processo de fotossíntese que necessita a entrada de dióxido de carbono na planta pelos estômatos. Com a diminuição da fotossíntese, diminui também o rendimento das colheitas.