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Meio Ambiente

Construção de barragem em Córrego de Posses do Chumbo preocupa moradores


Publicado em: 02/07/2018
 
O caso foi levado ao Ministério Público em Patos de Minas para tentar proibir a construção da segunda barragem no local

 

A construção de uma barragem no Córrego de Posses tem deixado pequenos produtores e moradores da comunidade de Posses do Chumbo e Areado, preocupados. A intervenção teria como objetivo levar água para uma irrigação do cultivo de café. Com o afluente já bastante afetado por outras captações, o apelo é para que preserve e revitalize as nascente da região.

 

A possibilidade de se construir uma segunda barragem no córrego que já possui pouca vazão, causa preocupação para quem reside na região e depende direta ou indiretamente do curso de água, que é o principal afluente do Rio Areado, segundo informou o coordenador do movimento SOS Areado, Nascimento Araujo “Xel”. De acordo com ele, a autorização para que outra obra de capação de água ocorra já foi dada, e será utilizada por um produtor de café.

 

Xel alerta que a nova intervenção deve prejudicar gravemente não só o córrego de Posses, que atende diversas pequenas propriedades rurais, mas também o Rio Areado, que já está com a vazão abaixo do ideal. É que nos meses de seca prolongada, o rio é quem socorre o abastecimento nos distritos que sofrem com a falta de água, como por exemplo a comunidade de Pindaíbas, ou Major Porto.

 

Ainda segundo Nascimento Xel, já foi protocolado um documento com abaixo assinado junto ao Ministério Público em Patos de Minas para tentar proibir a construção de mais uma barragem. Os moradores que dependem dessa água para sobreviver estão temerosos. Os pequenos produtores relatam que o temor é que a medida possa diminuir ainda mais a vazão. Para eles é preciso antes de tudo, revitalizar a área ao invés de degradar.

(Patosja)



17 de junho – Dia Mundial de Combate à Desertificação


Publicado em: 17/06/2018
 

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca é celebrado em 17 de junho.

A missão desta data é conscientizar a população internacional sobre o processo de desertificação e os efeitos negativos que a seca pode provocar a nível regional e mundial.

 

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado pela primeira vez em 1995.

 

O processo de desertificação consiste na perda da capacidade de determinado ecossistema de renovar os seus recursos biológicos, seja por culpa da ação humana ou das variações climáticas.

 

A água é essencial para a vida, e nos locais onde há escassez deste recurso natural são esperados danos catastróficos para a existência de seres vivos.

 

Vários países do mundo se comprometeram em diminuir as ações destrutivas que colaboram com o processo de desertificação em todo o planeta. Este acordo foi oficializado através da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação nos Países Afetados por Seca Grave e/ou Desertificação (UNCCD).

 

O Brasil faz parte da UNCCD desde 27 de junho de 1997, se comprometendo a evitar o desgaste dos recursos biológicos dos diferentes climas que compõe o país.

(calendarr)



Exploração descontrolada das águas subterrâneas é nova ameaça ao Rio São Francisco


Publicado em: 05/06/2018
 

O problema atinge o aquífero Urucuia, um dos principais responsáveis pelo volume de água do Velho Chico

 

ARACAJU (SE) – Além das formas de degradação, como a retirada de matas ciliares e o assoreamento, o Rio São Francisco sofre efeitos de uma “ação invisível” e que acaba com as nascentes e provoca a drástica redução do seu volume: a exploração descontrolada de águas subterrâneas na bacia, por meio da abertura de poços tubulares, que abastecem lavouras irrigadas. O problema atinge o aquífero Urucuia, um dos principais responsáveis pelo volume de água do Velho Chico. A ameaça foi relatada pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo de Miranda Pinto, durante o II Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, em Aracaju (SE), às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje.

 

Aberto domingo à noite, o evento – promovido pelo CBHSF em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFSE) – prossegue até amanhã, reunindo especialistas, professores e pesquisadores de universidades, com o objetivo de discutir e apresentar estudos voltados para as soluções dos problemas ambientais ao longo da bacia, que nasce na Serra da Canastra, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e percorre 2.800 quilômetros até chegar ao Oceano Atlântico, atingido uma população de 18 milhões de pessoas, moradoras de 505 municípios de seis estados (MG, BA, GO, SE, PE, e AL) e do Distrito Federal. O tema central do encontro é “Desafios da Ciência para um novo Velho Chico”. Domingo, dia 3, foi o Dia Nacional de Defesa do Rio São Francisco e também foi lançada na capital sergipana a campanha de mobilização comunitária “Eu viro carranca para defender o Velho Chico”.

O aquífero Urucuia está localizado no Cerrado, numa área total de 120 quilômetros quadrados, da qual entre 75 e 80% se concentra no Oeste da Bahia, com de trechos nos estados do Tocantins, Goiás, Piauí, Maranhão e Noroeste de Minas. O Urucuia tem importância na regularização da vazão dos rios que nascem na região e que correm na direção do Velho Chico, sendo fundamentais para o abastecimento de cidades.

De acordo com Anivaldo Miranda, devido a “exploração desordenada de águas subterrâneas”, houve uma queda acentuada do chamado “escoamento de base da vazão do Rio São Francisco, ou seja, do volume de água que surge das nascentes e garante a manutenção do nível do rio no período da seca – de abril a outubro. Ele disse que a questão ainda depende de estudos, mas há indicativos de que o “escoamento de base” do Velho Chico sofreu uma redução, medida a partir do reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho (BA), que pode ter uma grande variação. “Alguns especialistas falam que a queda foi de 100 metros cúbicos (m3) por segundo. Outros afirmam que foi de 400 m3 por segundo, considerando todo os afluentes da bacia”, assinala.

O presidente do CBHSF afirma ainda que a bacia do Rio São Francisco sofre as consequências da exploração de águas subterrâneas para a expansão da fronteira agrícola na região do aquífero Urucuia, especialmente no Oeste da Bahia, onde avançam as plantações irrigadas de soja, milho, feijão e outras culturas. “Não temos nada contra (o agronegócio). É necessário ampliar a produção agrícola, mas precisa ser feito de maneira sustentável. A pressão sob o aquífero está preocupando todo mundo”, alerta.

ESTUDOS CIENTÍFICOS Miranda lembra que a exploração exagerada de águas do subsolo é um problema complexo, pois o levantamento de informações e as medias de controle dependem de estudos científicos. “Em relação às águas superficiais, podemos medir as vazões existentes. Dentro do plano de gestão de qualquer bacia, podermos detectar o potencial de águas da superfície. Mas no aquífero não tem possibilidade de aferir isso (a quantidade de água disponível visualmente)”, frisou. Outro fator complicador é a abertura de poços tubulares clandestinos, cujo combate depende do reforço da fiscalização dos órgãos ambientais.

Ele informou que já estão em andamento pesquisas para avaliar o impacto da exploração de águas subterrâneas para a agricultura irrigada, bem como sobre a redução do lençol freático e os reflexos para a Bacia do Velho Chico. Segundo Miranda, foram iniciados estudos pela Agência Nacional de Águas (ANA). A pedido da Associação dos Irrigantes do Oeste da Bahia, a questão também é objeto de estudos da Universidade Federal de Viçosa (UV) e de uma instituição estrangeira. Além disso, o CBHSF pretende contratar levantamentos a respeito da situação.

“A ANA vem fazendo estudos em profundidade, que ainda estão em andamento. Ainda não existem afirmações conclusivas. Mas, há evidências concretas de que a vazão do escoamento de base (nascentes do Rio São Francisco) está em processo declínio”, observa o presidente do CBHSF. “Esse é um assunto que só a ciência pode resolver, para nos dizer que exatamente está acontecendo de fato. As universidades podem nos ajudar com pesquisas, que venham contribuir para que seja estabelecido o uso equilibrado das águas subterrâneas.” *O repórter viajou a convite do Comitê da  Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF)

 

Problema em outras regiões


Anivaldo de Miranda Pinto, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, salienta que o problema da retirada descontrola de água do subsolo afeta outras áreas do rio. Uma delas é a região do aquífero Bambuí, que vai do Cerrado ao semiárido, sobretudo, no Norte do estados. Sua área natural de recarga alcança uma superfície de mais de 180 mil quilômetros quadrados em Minas, Bahia, Goiás e Tocantins. O presidente do CBHSF disse também que a abertura descontrolada de poços tubulares atinge duramente o Rio Grande, um dos principais afluentes da bacia, que nasce na cidade de Bocaiuva e deságua no São Francisco no trecho do município de Malhada (BA). “Em função da superexploração de águas subterrâneas na região, o Verde Grande vem dando sinais de crise”, ressalta o ambientalista. Em 2017, Verde Grande ficou totalmente seco, no trecho a partir do município de Jaíba, no Norte do estado.

 

Ainda segundo o presidente do CBHSF, no município de Lapão, no interior da Bahia, região do Rio Jacaré – támbém na bacia do Velho Chico –, os efeitos da exploração desenfreada de águas subterrâneas são tão severos que, diante do rebaixamento do lençol freático, as consequências estão sendo sentidas na superfície, com o surgimento de fendas no chão e rachaduras nas paredes das casas, além do desaparecimento de nascentes. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Velho Chico, em parceria com a Prefeitura de Lapão, vai encomendar estudo geológico da região, para avaliar o fenômeno.

 

 

 

 

 

 



Semana do Meio Ambiente tem inicio nesta terça-feira (5)


Publicado em: 05/06/2018
 

A partir de hoje, 5 de junho, o Governo Municipal, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realiza diversas atividades que marcam a I Semana Municipal de Meio Ambiente que conta com a parceria do CODEMA e da Polícia Militar de Meio Ambiente.

 

Segundo informa o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Caio Marcos Veloso, a semana tem como objetivo conscientizar a população sobre os principais problemas ambientais, apontando alternativas sustentáveis de melhoria do meio ambiente, visando sua preservação.

 

Entre as ações, que acontecem de 5 a 10 de junho, estão previstas palestras, oficinas, blitz educativa, exposição e a premiação do concurso de frases e do mascote da campanha.

 

A cerimônia de abertura acontece na Esplanada do Museu Professor Hugo Machado da Silveira, nessa terça-feira, às 9h, seguida da abertura da mostra que ficará em exposição durante toda semana no primeiro pavimento do Museu.

 

A noite, a partir das 19h30,  integrando as atividades da Semana, acontece no Auditório do UNICERP, uma palestra sobre Regularização Ambiental de Propriedades Rurais com José Vitor de Resende Aguiar, ex-superintendente regional de Meio Ambiente, e Bruno Neto de Ávila, coordenador regional do IGAM.

 

Confira a programação completa e participe!



Desertificação


Publicado em: 19/05/2018
 

A desertificação é um fenômeno em que ocorre o processo de intensificação das áreas secas, propiciando assim, a formação de desertos.

 

Causas e Consequências

A desertificação é um fenômeno natural ocasionado por consequências ambientais, as quais acarretam diversos problemas sociais, econômicos e culturais.

 

Ao empobrecer o solo ele se torna estéril tal qual num deserto, o que implica na impossibilidade de desenvolver qualquer tipo de flora e fauna no local, transformando-se assim, numa terra infértil, improdutiva.

 

As regiões mais afetadas pelo processo de desertificação são geralmente as zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas.

 

Além dos fatores naturais, a ação humana tem intensificado muitos os processos de desertificação. O acelerado desmatamento, queimadas e o uso intensivo e inadequado do solo são os principais fatores intensificadores da desertificação, os quais levam a uma considerável perda da biodiversidade.

 

Assim, o solo fica desprotegido e será atingido pelas intempéries, as quais levam muitas vezes, ao problema da erosão.

 

Nesse sentido, as populações que vivem nesses locais muito áridos, deixam a região uma vez há uma grande salinização do solo, nas áreas com vegetações que apresentam baixa capacidade de regeneração.

 

Como consequência da diminuição da produção de alimentos tem-se o aumento da fome e da pobreza.

Desertificação

 

Desertificação no Mundo

Vale destacar que no mundo, muitas regiões têm sido afetadas pela desertificação, por exemplo: a África (sul), a América do Sul (oeste e sudoeste dos Estados Unidos), Ásia (Oriente Médio e noroeste da China), a Oceania (Austrália).

 

Segundo pesquisas, anualmente cerca de 60 mil km2 de terras no mundo são afetadas pelos processos de desertificação.

 

Desertificação no Brasil

Atualmente, diversas regiões do Brasil estão sendo atingidas pelo processo de desertificação sobretudo, a região nordeste denominada de “sertão” e nos estados do Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte.

 

Além dessas regiões que apresentam altas temperaturas e enorme aridez, outros biomas brasileiros são afetados pela desertificação, a saber: Pampas Gaúchos e o Cerrado do Tocantins. Esse processo tem se expandido para regiões como Minas Gerais e o norte do Mato-Grosso.

(todamateria)