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Meio Ambiente

Piracema começou neste dia 1º e vai até o final de fevereiro


Publicado em: 02/11/2018
 

Os pecadores devem se atentar para o período de reprodução dos peixes, denominado de Piracema que começou neste dia 1º de novembro e se estende até 28 de fevereiro.

 

Durante esse tempo, está vetada a pesca de peixes nativos e só podem ser capturadas as seguintes espécies: piranha, tilápia, carpa e tucunaré, que são as mais comuns na região. O pescador ainda deve ficar atento ao quantitativo que é de 3 kg, mais um exemplar por pescador. A pesca subaquática, que tem crescido, também está proibida, de acordo com o comandante do Pelotão da Polícia Militar Ambiental, Tenente Heliton Cortes. Também está vetada a pesca nos rios Quebranzol e seus afluentes.

 

As fiscalizações serão feitas de forma embarcada e desembarcada em parceria com a Polícia Rodoviária, que vai averiguar se os veículos parados em blitzen estão transportando pescados. Ainda serão feitas fiscalizações em estabelecimentos que comercializam pescado, onde o proprietário deverá apresentar a declaração de estoque até a segunda-feira (05), no Instituto Estadual de Florestas ou na sede do Pelotão da Polícia Militar Rodoviária. Peixes produzidos em tanques e fazendas, podem ser capturados desde que o proprietário esteja devidamente legalizado para tal.

(Renato Oliveira/Difusora 95)



Secretaria Municipal de Meio Ambiente promove atividades de educação ambiental no Parque da Matinha


Publicado em: 28/09/2018
 

O Governo Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), promoveu nesta quarta (26) em parceria com a Polícia Militar do Meio Ambiente, atividades de educação ambiental com os alunos do sexto e sétimo ano do Colégio Prisma, no Parque da Matinha.

 

Os alunos participaram de diversas dinâmicas, brincadeiras e palestra acerca da flora, fauna, poluição e lixo, todas as atividades com o intuito de orientá-los, conscientizá-los e, sobretudo, sensibilizá-los acerca da importância da saúde do meio ambiente.

 

O cenário escolhido para o desenvolvimento das atividades ocorreu devido ao Parque da Matinha constituir um dos remanescentes de Mata Atlântica, bioma que foi reconhecido como um hotspot de biodiversidade pelo grande número de espécies endêmicas e pela maior parte de sua cobertura já ter desaparecido. De acordo com a última estimativa, a Mata Atlântica brasileira possui apenas 12,5% de sua extensão original, sendo de grande importância e valor para o meio ambiente e para o Município de Patrocínio.

 

O evento foi conduzido pelas fiscais e engenheiras ambientais Letícia Martins e Elisiane Rocha, pela bióloga Ingrid Araújo, pelo Sargento Willian, pela professora Lucimar Gonçalves e pela coordenadora pedagógica Rosângela Reis.

 

Essa foi mais uma das diversas atividades desenvolvidas pela SEMMA, que este ano já atendeu aproximadamente 950 alunos do ensino público e privado de Patrocínio.

 

Para quem tiver interesse em palestras ou qualquer outra atividade de educação ambiental pode fazer contato com a Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) para agendamento.



22 de setembro – a primavera vem aí


Publicado em: 22/09/2018
 

Nesta época do ano a Natureza se torna mais bela que nunca, vestindo-se de flores das mais variadas cores, dos mais ricos matizes, de intensos e diversos perfumes. Este clima propicia o começo do período reprodutivo de muitas árvores e plantas. É o nascimento da primavera, que reinstala a alegria e o colorido, depois de uma era cinzenta e fria. Ela prepara a vinda do Verão, com seu intenso calor.

 

Os animais e os vegetais reanimam-se ao longo do espaço onde a Primavera retorna. Seu início no Hemisfério Norte, onde é conhecida como Primavera Boreal, coincide com o equinócio do mês de março, o qual ocorre no dia 20, e encerra-se em 21 de junho, com o início do Solstício. Já no Hemisfério Sul tem lugar a Primavera Austral, com seu ponto inicial no dia 23 de setembro, durante o equinócio, e sua conclusão no solstício de Dezembro, no dia 21.

 

No dia em que se concretiza o equinócio, dia e noite são portadoras do mesmo tempo de duração. À medida que o tempo passa, os dias tornam-se mais longos e as noites mais curtas.

 

Em nosso país a Primavera provoca alterações nos regimes pluviométricos e nas temperaturas. Períodos de chuvas começam a chegar em grande parte do Brasil, mais ou menos no fim das tardes, devido à intensificação do calor e da umidade, típicos desta estação. No Sul as mudanças são quase imperceptíveis, enquanto no Nordeste persiste a seca. A região mais atingida pelo forte calor é a Centro-Sul, mas as massas de ar frio não são incomuns neste local.

 

As temperaturas aumentam gradualmente, da mesma forma que as águas do mar também se aquecem cada vez mais. Mas o clima é geralmente mais ameno que o do Verão. A poesia desta estação é inegável, pois ela é inspirada pela presença de flores como a Margarida, o Pingo de Leite, a Rosa, o Girassol, bem como por jasmins, hortênsias, hibiscos, lágrimas-de-Cristo, crisântemos, narcisos, violetas, damas-da-noite, entre outras.

 

Neste período as pessoas vão despertando, saindo de seus casulos, dão mais atenção aos seus jardins, cultivam flores, plantas e árvores. A alegria toma conta não só dos corações humanos, mas também dos animais, que também saem de seus refúgios e passam a circular com mais intensidade no alto e na terra.

 

As cores sofrem profundas transformações, contagiando todos os recantos atingidos pela chegada da Primavera, que inspira poetas e artistas de todas as esferas. Os raios de sol começam a se aproximar cada vez mais destes espaços coloridos, intensificando os diversos matizes com sua luz dourada. A Natureza finalmente se espreguiça e renasce. Neste período percebe-se mais claramente o caráter cíclico das estações do ano, pois se no Outono há o declínio, no Inverno a velhice e a esterilidade, na Primavera há o renascimento, a infância e a juventude, preparando a Natureza para o auge de seu esplendor, no Verão.

(infoescola)



Pindaíbas – início das ações de preservação e conservação de nascentes no distrito


Publicado em: 21/09/2018
 

O programa Pronascentes, em parceria com o Coletivo Local de Meio Ambiente (Colmeia), prossegue com as ações de preservação e conservação de nascentes do município. Na última terça-feira (18), foi realizada uma vistoria técnica em várias nascentes que foram cercadas dentro do projeto desenvolvido no distrito de Pindaíbas.

 

Segundo a bióloga e coordenadora do Pronascentes, Eni Amaral, a equipe técnica ambiental realizou visitas a várias sub-bacias com o intuito de acompanhar os serviços. “Toda terça-feira, nós realizamos uma visita técnica nas nascentes que foram diagnosticadas e que receberam ou vão receber o cercamento. Além dessa vistoria, nós orientamos os proprietários dos terrenos para não deixar que os animais pisoteiem nas nascentes diagnosticadas”, explica a coordenadora.

 

Ainda segundo Eni Amaral, no mês de outubro, será realizada uma nova etapa de educação ambiental para toda a comunidade. “A ação educadora tem o objetivo de desenvolver nas pessoas a consciência dos problemas ambientais, além de estimulá-las a tentar buscar soluções para essas demandas”, ressalta a bióloga.

 

O Programa Pronascentes foi instituído por Lei Municipal nº 501/2015 e busca a conservação e proteção de todas as nascentes do Município.

 


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Por que o ‘cheiro’ da chuva é tão bom?


Publicado em: 13/08/2018
 

Não é só alívio, após um longo período de seca, que faz com que o cheiro da chuva seja tão bom. Há também a química envolvida.

 

Bactérias, plantas e até trovoadas têm influência no aroma de ar limpo e terra molhada que a gente sente após uma tempestade.

 

Conhecido como “petrichor”, esse odor tem sido estudado por cientistas e até por fabricantes de perfume.

 

Chão rachado: Fabricantes de perfume tentam replicar o cheiro da chuva em seus produtos © Science Photo Library Fabricantes de perfume tentam replicar o cheiro da chuva em seus produtos

Terra molhada

O nome “petrichor” foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960. A palavra vem do grego “petros”, que significa “pedra”, e do termo “ichor”, que quer dizer “o fluido que passa pelas veias dos deuses”.

 

Essa fragrância que a gente sente quanto a chuva bate no solo é produzida por uma bactéria.

 

“Micróbios são abundantes no solo”, explica o professor Mark Buttner, diretor do departamento de microbiologia do John Innes Centre, na Inglaterra.

 

“Quando você diz que sente cheiro de terra molhada, na verdade está sentindo o cheiro de uma molécula sendo criada por um certo tipo de bactéria”, disse ele à BBC News.

 

Gotas de água em uma teia: O nome 'petrichor' foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960. © Science Photo Library O nome ‘petrichor’ foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960.

 

Essa molécula é o “geosmin”, produzido pela bactéria Streptomyces. Presente na maioria dos solos saudáveis, essa bactéria também é usada para produzir alguns tipos de antibióticos.

 

Quando as gotas de água caem na terra, fazem com que o geosmin seja lançado no ar, tornando-o bem mais abundante do que antes da chuva.

 

“Vários animais são sensíveis a esse cheiro, mas os seres humanos são extremamente sensíveis a ele”, diz Buttner.

 

Os pesquisadores Isabem Bear e RG Thomas, que deram o nome de “petrichor” ao cheiro da chuva, descobriram que na década de 1960 ele já era “capturado” para ser vendido como uma essência chamada “matti ka attar”, em Uttar Pradesh, na Índia.

 

Agora, o geosmin está se tornando mais comum como ingrediente de perfume.

beterraba: O geosmin é produzido por uma bactéria no solo e lançado no ar quando chove. Essa mesma substância garante o gostinho de 'terroso' da beterraba © Science Photo Library O geosmin é produzido por uma bactéria no solo e lançado no ar quando chove. Essa mesma substância…

 

“É uma substância potente. Há algo de bem primitivo nesse cheiro”, afirma a perfumista Marina Barcenilla.

 

“Mesmo quando você o dilui, ainda é possível identificá-lo”, acrescenta.

 

Mas nós temos uma relação contraditória com o geosmin – ao mesmo tempo em que somos atraídos pelo aroma dele, muitos de nós tem aversão pelo gosto.

 

Embora não seja tóxico para seres humanos, pequenas quantidades podem fazer com que rejeitemos um copo de água ou de vinho que tenha sido “contaminado” pela substância.

 

“Não sabemos por que não gostamos de geosmin. Por algum motivo, associamos a algo ruim”, diz o professor Jeppe Lund Nielson, da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

 

Plantas

De acordo com Nielson, pesquisas sugerem que o geosmin pode estar relacionado ao “terpeno”- fonte do perfume de várias plantas.

 

E a chuva pode acentuar essas fragrâncias, diz o professor Philip Stevenson, pesquisador-chefe do Royal Botanic Gardens, em Londres.

 

“Normalmente, as químicas das plantas que têm cheiro bom são produzidas pelos ‘cabelos’ das folhas. As chuvas podem danificar as folhas e, com isso, soltar os componentes dela”, explica.

 

planta com gotas de água: Chuva pode liberar cheiros ao quebrar e danificar as folhas das plantas © Science Photo Library Chuva pode liberar cheiros ao quebrar e danificar as folhas das plantas

 

“A chuva também pode romper materiais secos das plantas, liberando substâncias químicas de forma similar a quando quebramos e esmagamos ervas. Com isso, o cheiro fica mais forte.”

 

Períodos de seca também podem reduzir o metabolismo das plantas. O retorno das chuvas pode desencadear uma aceleração, fazendo com que as plantas exalem um cheiro agradável.

 

Raios

Raios também têm influência no cheiro agradável que sentimos após a chuva © Science Photo Library Raios também têm influência no cheiro agradável que sentimos após a chuva

 

As trovoadas também desempenham um papel relevante, ao criar um aroma de ozônio acentuado e limpo, em decorrência das descargas elétricas na atmosfera.

 

“Além dos raios, as trovoadas e chuvas ajudam a melhorar a qualidade do ar. A poeira, o aerossol e outras partículas são varridas pela chuva e pelos raios, limpando o ar”, explica a professora Maribeth Stolzenburg da Universidade do Mississippi, nos EUA.

(MSN)