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Jovem é amordaçado a força para ser internado em clínica de Patrocínio e morre engasgado em Uberlândia

Publicado em: 09/05/2017
 

Segundo a Polícia Militar, no dia 08/05, segunda-feira, as 08h17m, uma guarnição foi à UAI do Bairro Tibery, onde deu entrada, durante a madrugada, a vítima de nome Tiago Antônio Silva, 28 anos, conduzido até a unidade de saúde por uma ambulância e funcionários de uma clínica de recuperação (Comunidade Terapêutica Novo Horizonte), localizada na zona rural da cidade de Patrocínio – MG.

 

Segundo uma testemunha, que é funcionário do UAI Tibery, a vítima deu entrada inconsciente e os médicos tentaram reanimá-lo, sendo necessário entubá-lo; que durante esse procedimento, foi retirado vários pedaços de carne de sua boca/traqueia e foi constatado a morte.

A mãe da vítima relatou que havia contratado a referida clínica de recuperação para internação e tratamento de seu filho que é usuário de drogas,  e que no dia do fato,  por volta de uma hora, seu filho chegou em casa e ela ligou para um funcionário da clínica informando que ele havia chegado e que poderiam ir buscá-lo. Logo após chegaram na casa na na Rua Osório José Da Cunha – Brasil, quatro funcionários da clínica para fazerem a contenção e a condução da vítima até a clínica na cidade de Patrocínio, pois o rapaz não aceitava ser internada.

 

No momento em que os funcionários da clínica entraram na residência, a vítima estava comendo um pedaço de carne e ao perceber a presença deles ficou muito nervosa e tentou fugir, sendo contido e amarrado pelos funcionários que o amordaçaram com uma fita adesiva tampando a sua boca; que logo após, a mãe da vítima percebeu que seu filho havia perdido a consciência e ainda alertou o funcionário sobre isso,  porém, ele disse que “ele só estava fingindo” e saíram na ambulância rumo a Patrocínio.

 

Aproximadamente meia hora depois recebeu um telefonema de um dos funcionários da clínica dizendo que iria buscá-la em sua casa, pois seu filho já estava no UAI Tibery e ela precisava acompanhá-lo.

 

Ao chegar a unidade de saúde ela foi informada, por funcionários sobre a morte do seu filho e que os funcionários da clínica foram embora. A senhora Maria Aparecida ainda relatou que havia pagado o valor de R$400,00 em dinheiro para o funcionário fazer a condução da vítima até a clínica, e que já via um acordo verbal com o proprietário da clínica, em que ela pagaria dez parcelas no valor de R$700,00 pela internação e tratamento do seu filho.

 

O corpo da vítima foi enviado ao IML de Uberlândia par ser submetido a autopsia.

 

A Polícia Militar fez contato telefônico com o funcionário da clínica que se prontificou a retornar até a cidade de Uberlândia, juntamente com os demais envolvidos para prestar esclarecimentos sobre o fato. Este relatou uma versão semelhante a que foi passada pela mãe da vítima, porém com algumas divergências. Segundo ele, a fita adesiva usada para amarrar e amordaçar a vítima foi fornecida pela mãe no momento em que ele se debatia com os funcionários da clínica tentando fugir. No momento em que a vítima foi amordaçada e ficou inconsciente, a mãe teria dito aos funcionários da clínica para não soltá-lo porque possivelmente ele (a vítima) estaria fingindo como das outras vezes em que ele foi internado.

 

Este foi o homicídio 48 em Uberlândia este ano.

Fonte:9 Região da PMMG