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Importância do cupim para a natureza

Publicado em: 10/02/2017
 

Cientistas descobrem ‘cupins-bomba na Guiana Francesa. Membros mais velhos carregam substâncias tóxicas que são lançadas sobre inimigos após ‘explosão’

Muitas vezes o cupim é apontado como o vilão dos campos e pastagens. O que poucos sabem é que este pequeno inseto possui sua devida importância no ecossistema.

São mais de mil espécies no mundo; no Brasil, este número não passa das 40. No entanto, as enormes colônias ajudam a fertilizar o solo, e ainda servem de alimento a pássaros lagartos, tamanduás, dentre outros animais. Estudos apontam que comumente, os característicos ninho de cupins, são apontados pelos produtores agrícolas e pecuários como uma voraz ameaça.

 

No entanto, os mesmos estudos mostram que geralmente os cupins acabam por fazer seus ninhos e colônias em áreas onde o solo já foi imensamente explorado. Pesquisas neste intuito prosseguem; cientistas querem comprovar a eficácia dos cupins para a recuperação de solos gastos, haja vista que suas ações no interior geram minerais, além de resíduos que servem como fertilizante natural.

 

Nova espécie

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Especialistas belgas encontraram uma nova espécie de cupim na Guiana Francesa com uma característica curiosa e que, até hoje, não havia sido documentada. À medida que envelhecem e se tornam menos capazes de cumprir as tarefas do dia a dia, os insetos desse grupo começam a armazenar cristais sólidos do lado de fora do seu corpo, quando o cupim ‘explode’, os cristais são misturados e produzem uma substância tóxica capaz de dissolver o corpo do inimigo.

 

Como resultado, seu poder defensivo aumenta, o que lhes confere grande utilidade para a colônia. Já se sabia antes que alguns tipos de cupins, para defender sua comunidade, podem literalmente “se explodir”, liberando uma enxurrada de produtos químicos sobre seus inimigos. Assim, quando confrontados com uma ameaça à integridade da colônia, estes cupins cometiam suicídio para defender seu grupo. No caso dos cupins da Guiana Francesa, explicam os especialistas, a diferença é que cabe aos insetos mais velhos a responsabilidade do “suicídio coletivo” frente a uma ameaça. Ou seja, tornam-se camicases, ou “cupins-bomba”, da colônia.

(Brasil metrópole)