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Curiosidades

A origem do ovo de páscoa


Publicado em: 20/04/2014
 

ovo de pascoa

O Ovo da Páscoa é um ovo feito de chocolate normalmente recheado com surpresas. É um símbolo de nascimento e vida e está relacionado com a Páscoa comemorada pelos cristãos, pela representação da Ressurreição de Jesus Cristo, com a esperança de uma nova vida.

Presentear as pessoas com ovos é um costume antigo, comum entre os povos que habitavam a região do Mediterrâneo, do Leste Europeu e do Oriente. Durante as festividades realizadas com a chegada da Primavera, depois do Inverno, os ovos eram cozidos e pintados com desenhos lembrando as plantações que tinham início nesse período. A esperança de fertilidade do solo e de abundantes colheitas, eram representadas com a troca de ovos coloridos.

A arte de pintar ovos e presenteá-los entrou também nas festividades cristãs, onde se desenhava imagens de Jesus e de Maria, passando a representar o nascimento e a vida, simbolizando a Páscoa, com a Ressurreição de Jesus Cristo. Muitas culturas mantêm essa tradição até os dias de hoje.

Com o passar do tempo, o ovo de chocolate entrou para as tradições do período das festas da Semana Santa, e dar de presente um ovo de páscoa de chocolate, no domingo da Ressurreição virou costume da época.

Alguns autores acreditam que a tradição do ovo de chocolate surgiu depois do século XVIII, sendo uma invenção de confeiteiros franceses. Outra teoria afirma que os ovos de Páscoa ficaram mais populares com a revolução da indústria do chocolate, que aconteceu na Inglaterra, no século XIX.

Atualmente, muitas pessoas têm o costume de colorir ovos da páscoa e oferecê-los a pessoas importantes. Alguns historiadores afirmam que o hábito de oferecer ovos de galinha pintados surgiu no Antigo Egito, na Pérsia e em algumas tribos germânicas.

Em muitos países existe a tradição de esconder ovos de Páscoa para as crianças procurarem, um jogo muito popular para muitas crianças.



Tatu-canastra: o engenheiro do ecossistema


Publicado em: 18/04/2014
 

Um estudo feito no Pantanal por pesquisadores brasileiros e britânicos mostra que tocas cavadas por tatus-canastra se tornam habitats e abrigos para outras espécies.

 

Tatus-canastras (Priodontes maximus) são verdadeiros “engenheiros do ecossistema”, afirmam pesquisadores que descobriram que suas tocas servem como habitat e abrigo para outras espécies. O projeto ‘Tatu-Canastra’, feito no Pantanal, durou dois anos, e foi liderado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e pelo Royal Zoological Society da Escócia. O estudo pretende entender mais sobre esses animais, que gastam 75% de seu tempo no subsolo em tocas escavadas por suas impressionantes garras



Eclipse lunar acontece sobre o Brasil esta noite


Publicado em: 14/04/2014
 

 

Na madruga do dia 14 para o dia 15 de abril, a Lua cheia terá um atrativo especial: um eclipse total deixará a Lua vermelha por 78 minutos. O fenômeno é chamado de Lua Vermelha ou Lua Sangrenta.

O eclipse lunar total é um fenômeno que acontece quando a Terra , a Lua e o Sol estão em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra. No dia 15 de abril, quando a Lua entrar na sombra completa da Terra, o planeta vai espalhar a luz vermelha do Sol, que resultará na cor vermelha da Lua. Segundo Jair Barroso, a constituição da atmosfera da terra, como partículas vulcânicas podem dar uma cor ainda mais avermelhada.

 

De acordo com a Nasa, o evento será visível na América do Sul e do Norte. O fenômeno também poderá ser acompanhado parcialmente por observadores do Pacífico ocidental, e partes da Europa e da África. No Norte da Europa, na África Oriental, no Oriente Médio e na Ásia Central não será possível ver o eclipse.

No Brasil, o eclipse total poderá ser visto das 4h46 às 5h24 (horário de Brasília). Mas, de acordo com o astrônomo, o começo do fenômeno começa por volta das 3h da madrugada,  “quando a  Lua leva a primeira mordida”, usando o terminologia utilizada por astrônomos para identificar o processo gradual da formação da sombra.

De acordo com Barroso, os estados brasileiros que estão na parte leste país como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte terão dificuldade de ver todo o fenômeno. Pois, quando o eclipse estiver chegando ao fim, o dia estará clareando nesses lugares.

 

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O pico do eclipse vai acontecer quando a Lua estiver e um ponto próximo a Ilha de Galápagos, no Oceano Pacífico. Por isso, de acordo com  pesquisador, quando mais próximo desse ponto melhor será a visualização do fenômeno.

No Brasil, o lado oeste esta mais próximo da parte principal do eclipse. Nos estados da região norte e Centro-Oeste, o Sol demora mais a nascer e os horários serão apropriados para ver toda Lua Vermelha. Em Brasília, por exemplo, o dia só começa a clarear às 5h40.

 

A Lua Vermelha do dia 15 de abril terá um detalhe especial, do lado direito, um pouco acima será possível ver o planeta Marte e a brilhante estrela Espiga. O planeta, conhecido como “estrela vermelha”, estará mais próximo do Terra. A Espiga, que é a estrela mais brilhante da Constelação de Virgem, também estará alinhada com a Lua. “A conjugação de astros numa região pequena de Sol formam um eclipse muito mais atraente pro público”, disse o astrónomo.

Sobre mística em torno dos efeitos da Lua sangrenta, o pesquisador ressalta que a cor vermelha é apenas a competência da retração seletiva por conta atmosfera terrestre e que não há nenhuma alteração ou implicação do ponto de vista gravitacional e que as as místicas ficam mais por conta da imaginação das pessoas.

Para o astrônomo a melhor forma de acompanhar o fenômeno é a olho nu. O uso de pequenas lunetas poderá ajudar na visualização da Lua entrando na sombra da terra.

Este é o eclipse 56 de Saros, que começou no ano de 1022 e terminará em 29 de outubro no ano de 2338.  O fenômeno do dia 15 de abril é também o primeiro de quatro eclipses lunares totais consecutivos em 2014 e 2015. O próximo acontecerá em 8 de outubro.

lua



Cientistas desenvolvem vaginas funcionais em laboratório


Publicado em: 12/04/2014
 

vagina

Tratamento inovador permite que mulheres que nasceram com síndrome rara tenham uma vida normal

 

Você já deve ter visto aqui no Mega Curioso diversas matérias a respeito de estudos para o desenvolvimento de órgãos em laboratório. Pois agora, além de vasos sanguíneostraqueiasorelhas biônicasfígados e até corações, outra estrutura humana que entrou para essa lista é a vagina.

De acordo com o The Verge, um estudo publicado esta semana revelou que quatro mulheres receberam vaginas criadas em laboratório entre os anos de 2005 e 2008 e, de acordo com seus médicos, todas passam bem. As pacientes — com idades entre 13 e 18 anos — nasceram com uma rara condição genética chamada Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, que afeta uma em cada 4.500 meninas.

 

A MRKH faz com que as meninas nasçam com vaginas pouco desenvolvidas ou com total ausência dessas estruturas. Para remediar o problema, os tratamentos convencionais — que podem ser bem traumáticos — consistem em cirurgias reconstrutivas ou dolorosos procedimentos de expansão, isso sem falar no alto índice de complicação, especialmente em pacientes pediátricos. Daí a preocupação dos médicos em encontrar uma alternativa.

 

As vaginas de laboratório foram desenvolvidas a partir de um pedacinho de tecido — contendo uma combinação de células epiteliais e musculares — do tamanho de um selo postal obtido da região genital das próprias pacientes. Esse material foi, então, expandido e costurado sobre um substrato biodegradável no formato de vagina, moldado de forma que se adaptasse corretamente ao organismo de cada paciente.

O próximo passo envolveu criar um canal nas regiões pélvicas das pacientes através de uma cirurgia e, seis semanas depois, as vaginas de laboratório foram implantadas nesse espaço criado pelos médicos, sendo suturadas junto às estruturas reprodutivas presentes nas mulheres.



Veja como seu corpo vira uma verdadeira máquina tóxica quando você morre


Publicado em: 10/04/2014
 

coropo decomposicao

Sabe aquela história que “do pó viemos e ao pó voltaremos”? Pois é, mas isso não acontecerá antes de passarmos por um complexo processo de decomposição. Tal processo é responsável por transformar nossas estruturas biológicas em matéria orgânica e inorgânica que pode ser aproveitada por plantas e animais.

Assim que uma pessoa morre e para de respirar, as células do corpo deixam de receber oxigênio, porém as estruturas continuam vivas produzindo dióxido de carbono por alguns minutos. O CO2 atinge as células que, por sua vez, liberam enzimas que começam a digerir as células de dentro para fora. Esse processo dá origem a um líquido rico em nutrientes.

Depois de aproximadamente uma semana, esses nutrientes servem de alimento para uma enorme quantidade de bactérias e fungos que liquefazem os órgãos e músculos do cadáver. E é a partir daí que começamos a nos transformar numa verdadeira fábrica de substâncias tóxicas.

 

Máquina tóxica

Os micro-organismos que atacam os tecidos são capazes de produzir mais de 400 elementos químicos e gases. Entre eles está o freon, que é o gás usado na refrigeração de geladeiras; o benzeno, um poderoso composto encontrado na gasolina; o enxofre, que tem um cheiro incômodo e bastante característico e o tetracloreto de carbono, que era usado em extintores de incêndio e lavagens a seco até os cientistas descobrirem que se tratava de uma substância extremamente tóxica.

Nesse ponto da decomposição, a pequena quantidade de tecido que ainda resta no corpo é consumida por insetos, que deixam apenas os ossos para trás. Com o passar do tempo, a proteína presente nos ossos também se decompõe, resultando apenas em hidroxiapatita – um mineral ósseo que eventualmente se transforma em pó.

Apesar de tudo isso, talvez nos sirva de consolo saber que todos esses químicos e nutrientes servem para deixar o solo fértil e assim alimentar outras vidas que continuam depois que a nossa chegou ao fim. Você pode conferir toda essa explicação na animação acima (com legendas em inglês) produzida pelo Scientific American.