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Curiosidades

Eclipse lunar acontece sobre o Brasil esta noite


Publicado em: 14/04/2014
 

 

Na madruga do dia 14 para o dia 15 de abril, a Lua cheia terá um atrativo especial: um eclipse total deixará a Lua vermelha por 78 minutos. O fenômeno é chamado de Lua Vermelha ou Lua Sangrenta.

O eclipse lunar total é um fenômeno que acontece quando a Terra , a Lua e o Sol estão em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra. No dia 15 de abril, quando a Lua entrar na sombra completa da Terra, o planeta vai espalhar a luz vermelha do Sol, que resultará na cor vermelha da Lua. Segundo Jair Barroso, a constituição da atmosfera da terra, como partículas vulcânicas podem dar uma cor ainda mais avermelhada.

 

De acordo com a Nasa, o evento será visível na América do Sul e do Norte. O fenômeno também poderá ser acompanhado parcialmente por observadores do Pacífico ocidental, e partes da Europa e da África. No Norte da Europa, na África Oriental, no Oriente Médio e na Ásia Central não será possível ver o eclipse.

No Brasil, o eclipse total poderá ser visto das 4h46 às 5h24 (horário de Brasília). Mas, de acordo com o astrônomo, o começo do fenômeno começa por volta das 3h da madrugada,  “quando a  Lua leva a primeira mordida”, usando o terminologia utilizada por astrônomos para identificar o processo gradual da formação da sombra.

De acordo com Barroso, os estados brasileiros que estão na parte leste país como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte terão dificuldade de ver todo o fenômeno. Pois, quando o eclipse estiver chegando ao fim, o dia estará clareando nesses lugares.

 

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O pico do eclipse vai acontecer quando a Lua estiver e um ponto próximo a Ilha de Galápagos, no Oceano Pacífico. Por isso, de acordo com  pesquisador, quando mais próximo desse ponto melhor será a visualização do fenômeno.

No Brasil, o lado oeste esta mais próximo da parte principal do eclipse. Nos estados da região norte e Centro-Oeste, o Sol demora mais a nascer e os horários serão apropriados para ver toda Lua Vermelha. Em Brasília, por exemplo, o dia só começa a clarear às 5h40.

 

A Lua Vermelha do dia 15 de abril terá um detalhe especial, do lado direito, um pouco acima será possível ver o planeta Marte e a brilhante estrela Espiga. O planeta, conhecido como “estrela vermelha”, estará mais próximo do Terra. A Espiga, que é a estrela mais brilhante da Constelação de Virgem, também estará alinhada com a Lua. “A conjugação de astros numa região pequena de Sol formam um eclipse muito mais atraente pro público”, disse o astrónomo.

Sobre mística em torno dos efeitos da Lua sangrenta, o pesquisador ressalta que a cor vermelha é apenas a competência da retração seletiva por conta atmosfera terrestre e que não há nenhuma alteração ou implicação do ponto de vista gravitacional e que as as místicas ficam mais por conta da imaginação das pessoas.

Para o astrônomo a melhor forma de acompanhar o fenômeno é a olho nu. O uso de pequenas lunetas poderá ajudar na visualização da Lua entrando na sombra da terra.

Este é o eclipse 56 de Saros, que começou no ano de 1022 e terminará em 29 de outubro no ano de 2338.  O fenômeno do dia 15 de abril é também o primeiro de quatro eclipses lunares totais consecutivos em 2014 e 2015. O próximo acontecerá em 8 de outubro.

lua



Cientistas desenvolvem vaginas funcionais em laboratório


Publicado em: 12/04/2014
 

vagina

Tratamento inovador permite que mulheres que nasceram com síndrome rara tenham uma vida normal

 

Você já deve ter visto aqui no Mega Curioso diversas matérias a respeito de estudos para o desenvolvimento de órgãos em laboratório. Pois agora, além de vasos sanguíneostraqueiasorelhas biônicasfígados e até corações, outra estrutura humana que entrou para essa lista é a vagina.

De acordo com o The Verge, um estudo publicado esta semana revelou que quatro mulheres receberam vaginas criadas em laboratório entre os anos de 2005 e 2008 e, de acordo com seus médicos, todas passam bem. As pacientes — com idades entre 13 e 18 anos — nasceram com uma rara condição genética chamada Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, que afeta uma em cada 4.500 meninas.

 

A MRKH faz com que as meninas nasçam com vaginas pouco desenvolvidas ou com total ausência dessas estruturas. Para remediar o problema, os tratamentos convencionais — que podem ser bem traumáticos — consistem em cirurgias reconstrutivas ou dolorosos procedimentos de expansão, isso sem falar no alto índice de complicação, especialmente em pacientes pediátricos. Daí a preocupação dos médicos em encontrar uma alternativa.

 

As vaginas de laboratório foram desenvolvidas a partir de um pedacinho de tecido — contendo uma combinação de células epiteliais e musculares — do tamanho de um selo postal obtido da região genital das próprias pacientes. Esse material foi, então, expandido e costurado sobre um substrato biodegradável no formato de vagina, moldado de forma que se adaptasse corretamente ao organismo de cada paciente.

O próximo passo envolveu criar um canal nas regiões pélvicas das pacientes através de uma cirurgia e, seis semanas depois, as vaginas de laboratório foram implantadas nesse espaço criado pelos médicos, sendo suturadas junto às estruturas reprodutivas presentes nas mulheres.



Veja como seu corpo vira uma verdadeira máquina tóxica quando você morre


Publicado em: 10/04/2014
 

coropo decomposicao

Sabe aquela história que “do pó viemos e ao pó voltaremos”? Pois é, mas isso não acontecerá antes de passarmos por um complexo processo de decomposição. Tal processo é responsável por transformar nossas estruturas biológicas em matéria orgânica e inorgânica que pode ser aproveitada por plantas e animais.

Assim que uma pessoa morre e para de respirar, as células do corpo deixam de receber oxigênio, porém as estruturas continuam vivas produzindo dióxido de carbono por alguns minutos. O CO2 atinge as células que, por sua vez, liberam enzimas que começam a digerir as células de dentro para fora. Esse processo dá origem a um líquido rico em nutrientes.

Depois de aproximadamente uma semana, esses nutrientes servem de alimento para uma enorme quantidade de bactérias e fungos que liquefazem os órgãos e músculos do cadáver. E é a partir daí que começamos a nos transformar numa verdadeira fábrica de substâncias tóxicas.

 

Máquina tóxica

Os micro-organismos que atacam os tecidos são capazes de produzir mais de 400 elementos químicos e gases. Entre eles está o freon, que é o gás usado na refrigeração de geladeiras; o benzeno, um poderoso composto encontrado na gasolina; o enxofre, que tem um cheiro incômodo e bastante característico e o tetracloreto de carbono, que era usado em extintores de incêndio e lavagens a seco até os cientistas descobrirem que se tratava de uma substância extremamente tóxica.

Nesse ponto da decomposição, a pequena quantidade de tecido que ainda resta no corpo é consumida por insetos, que deixam apenas os ossos para trás. Com o passar do tempo, a proteína presente nos ossos também se decompõe, resultando apenas em hidroxiapatita – um mineral ósseo que eventualmente se transforma em pó.

Apesar de tudo isso, talvez nos sirva de consolo saber que todos esses químicos e nutrientes servem para deixar o solo fértil e assim alimentar outras vidas que continuam depois que a nossa chegou ao fim. Você pode conferir toda essa explicação na animação acima (com legendas em inglês) produzida pelo Scientific American.

 



Por que o vinil ainda sobrevive como uma boa opção para ouvir música?


Publicado em: 06/04/2014
 

Abandonado aos poucos durante a década de 90, o tradicional bolachão voltou com tudo nos últimos anos

 

Se você cresceu durante os anos 90, sem dúvida deve ter tido alguns discos de vinil em casa. Eles eram grandes e, depois de décadas de hegemonia, começavam a dar lugar para um formato digital e mais compacto: o CD. Em alguns anos, encontrar vinis se tornou tarefa árdua, pois sua fabricação foi interrompida e artistas lançavam apenas na nova mídia.

Com o passar do tempo, os sebos, um tradicional reduto de colecionadores e de quem está em busca de peças raras (ou mais baratas — ou as duas coisas), viraram a casa dos vinis. Atualmente, depois de anos no ostracismo, o bolachão, como é conhecido os discos nesse formato, tem ganhado o mercado e suas vendas não param de crescer.

Além de discos usados encontrados em sebos, álbuns antigos são relançados em vinil e até mesmo novos trabalhos lançados por artistas ainda na ativa também ganham edições nesse tipo de mídia. Mas porque será que o vinil saiu das catacumbas da indústria fonográfica e hoje é a opção ideal para quem quer ter uma boa experiência sonora?

A qualidade importa?

Estamos na era da música digital e é bem provável que você que está lendo este texto nem se lembre exatamente da última vez em que comprou música. Serviços como YouTube e Grooveshark e álbuns compartilhados em sites de hospedagens ou programas P2P, garantem acesso a uma biblioteca musical quase infinita e gratuita.

Podemos citar serviços de transmissão de música que cobram mensalidade por isso, como Deezer e Spotify, que também concorrem com a venda tradicional de músicas (tanto em mídia física quanto em formato digital). Então, a discussão acaba caindo para a questão da qualidade de áudio oferecido em cada um desses métodos.

Serviços de streaming tem um certo compromisso em oferecer áudio de alta qualidade, mas nem sempre isso acontece quando você escolhe baixar um álbum de modo “não oficial” ou escutá-lo no YouTube — mas convenhamos que não é todo mundo que se importa com isso de fato.

Levando a discussão da qualidade para CD e vinil, a diferença entre ambos é basicamente imperceptível para o ouvido humano. Como nós escutamos sons com frequência máxima de 20.000 Hz, qualquer coisa acima disso, seja um ou outro, não é identificada por nosso aparelho auditivo, deixando a diferença apenas para os gráficos e os detalhes técnicos como os graves e agudos que cara um percebe — e, nesse caso, as caixas de som utilizadas para a reprodução contam muito.

Tendo isso em mente, fica difícil sustentar que a gravação de um vinil apresenta mais qualidade do que a de um CD — lembre-se que estamos falando aqui do porque o vinil vem ressurgindo e batendo de frente com outras formas de consumir música pagando por isso.

Vinil: um jeito clássico de escutar música

Se cientificamente falando a qualidade de um CD e de um vinil é a mesma, o que acaba sobrando para explicar o retorno do bolachão é a experiência de uso que ele proporciona. O som da agulha dançando pelas ranhuras do disco, com aquele chiado característico, talvez seja o principal charme de um disco.

Apesar de custar em média muito mais caro do que um CD ou do que um disco digital adquirido em uma loja especializada, as vendas de vinil têm crescido em todo o mundo, o que mostra uma tendência. No Brasil, a participação de mercado desse tipo de mídia também cresceu mais de 30% durante o último ano.

Em outros países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos também foi registrado um grande aumento nas vendas, apesar da fatia de mercado do vinil ainda ser pequena se comparada a de outras formas de se adquirir música (apenas 0,8%, mas vale lembrar que, em 2007, era de somente 0,1%).

Quem opta por comprar um vinil o faz porque quer uma experiência diferenciada com a música que está consumindo. O ato de tirar um disco de dentro de sua embalagem, remover a proteção de plástico que o envolve, encaixá-lo no toca-discos, posicionar a agulha e tudo mais, é quase um ritual para quem aprecia música e procura uma forma mais íntima de se relacionar com ela.

Um momento dedicado à música

Diferente de um CD ou de outro formato digital, o vinil não permite muitas experiências portáteis — não pelo menos com toda a mobilidade de um discman (alguém ainda usa isso?) ou de um MP3 player/celular.

Isso significa que sempre que você vai ouvir um bolachão, vai dedicar aquele momento à música. Sem dúvida, essa peculiaridade tem grande influência sobre a experiência com um toque de nostalgia que é colocar um disco na vitrola.

Explorar esse momento único pode acabar sendo a saída de quem trabalha com música, criando um diferencial capaz de fazer valer a pena investir algumas dezenas de reais em uma mídia grande, nada fácil de ser armazenada e um tanto quanto frágil.

 

Mas não se preocupe: se você prefere continuar baixando músicas pela internet, ouvido a partir de serviços de streaming, comprando em lojas digitais ou ainda adquirindo CDs em vez de discos de vinil, tudo bem, pois o que vale mesmo é a forma como você percebe e aproveita a qualidade de cada formato.



O maior jardim de flores do mundo


Publicado em: 31/03/2014
 

 

Sete milhões de flores, incluindo tulipas, narcisos e jacintos, mais de duas mil árvores, esculturas, fontes, um lago e um velho moinho: é esse o cenário encantador de Keukenhof, considerado o maior jardim de flores do planeta.

O parque ocupa uma área de 32 hectares e fica localizado na cidade de Lisse, a poucos quilômetros de Amsterdã; a capital holandesa. Normalmente, a abertura dos portões ao público coincide com o início da primavera no Hemisfério Norte, mas neste ano o clima ameno veio mais cedo e os visitantes puderam apreciar o jardim botânico um dia a mais, com a florada já em seu auge.

Na temporada, que segue até o dia 20 de maio, Keukenhof tem um motivo a mais para comemorar: o jardim está celebrando seu aniversário de 65 anos e, por isso, o tema escolhido foi a própria Holanda.

O país é o maior produtor mundial de tulipas, com a incrível marca de 4,2 bilhões de bulbos cultivados anualmente, entre mais de duas mil espécies diferentes. Metade dessa produção é comercializada no exterior, enquanto a outra metade permanece em solo holandês, para a alegria de moradores e turistas.

Novidades para a temporada 2014

Todos os anos, mais de 800 mil turistas visitam Keukenhof, consolidando o jardim como um dos cartões-postais mais populares e fotografados da Holanda. Entre as novidades deste ano, está um belíssimo mosaico de flores representando os canais e edifícios de Amsterdã. Para compor o desenho, que mede 22 por 13 metros, foram utilizadas 60 mil tulipas e jacintos.

Outro destaque fica por conta do recém-renovado Jardim Histórico, que conta a história dos mais de 400 anos de florescimento da tulipa no país. Nessa área, encontra-se o busto de Carolus Clusius (1526-1609), o homem responsável por plantar a primeira tulipa em um dos primeiros jardins botânicos da Europa. Foi graças a ele que essa flor de beleza única se tornou um ícone da Holanda.

Além desse setor, o turista pode ainda caminhar por sete jardins inspiracionais, conferir as curiosidades da exposição “Tulip Mania” e visitar os diversos pavilhões, que já têm 30 mostras alternadas de diversas plantas agendadas. Entre as variedades, estão as gérberas (3 a 8 de abril), rosas (10 a 15 de abril), alstroemérias e íris (24 a 29 de abril) e os crisântemos (1 a 9 de maio). No pavihão Willem-Alexander, é possível ver a beleza de 75 mil tulipas de mais de 600 variedades.

Já o evento anual “Parada da Flor”, está previsto para acontecer no dia 3 de maio, com a presença de mais de 20 carros alegóricos florais e programação musical variada.

Passeios de barco e bike pela região são alternativas

Keukenhof é um parque projetado para caminhar e, por isso, não é permitido entrar de bicicleta no parque. Mas, como estamos falando do país das bicicletas, é possível explorar os arredores a bordo de uma “magrela”. No estacionamento, ao lado da entrada principal, há um serviço de aluguel por € 10 ao dia. Lá, eles indicam quatro rotas sinalizadas, que variam de 5 a 25 km.

Outra atividade imperdível é o passeio de barco pelos canais internos do jardim. As silenciosas embarcações elétricas foram adaptadas para navegar nas águas rasas e estreitas da área. O passeio dura 45 minutos e é uma ótima maneira de apreciar e fotografar os campos floridos de um outro ângulo.

Se você for viajar para a Holanda nessas próximas oito semanas, não deixe de visitar o jardim e conhecer esse espetáculo multicolorido da natureza. Os ingressos custam 15 euros para adultos (cerca de R$ 47) e podem ser adquiridos na bilheteria ou antecipadamente no site oficial (keukenhof.nl).

Há ainda a opção de adquirir o “Combi Ticket” que, além da entrada, inclui o valor das passagens de ônibus até o local. O ticket combinado custa 28 euros para adultos (cerca de R$ 90) e 12,50 euros (cerca de R$ 40) para crianças entre quatro e onze anos.