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Curiosidades

Vocë conhece um Monjolo?


Publicado em: 28/04/2014
 

Monjolo é tipo um “pilão automático”, uma máquina bem rudimentar. Sobre uma base, uma peça transversal. Numa ponta, um recipiente onde cai água sem parar (normalmente era perto de alguma queda d’água). No outro, uma mão de pilão. 


Na medida em que o recipiente enche, esse lado fica mais pesado e vai pendendo. Chega uma hora que derruba a água e o outro lado entra no pilão. Serve, basicamente, pra descascar arroz e moer grãos

Numa extremidade, um pilão, e na outra uma caçapa para água que é recolhida de uma fonte. isto é montado em cima de uma superficie plana, onde se põe o milho por exemplo… na medida em que a água enche o recipiente, o braço da alavanca levanta, mas ao fazer isto, entorna a água toda de uma vez, e desce com força, batendo com o pilão no milho que vai virando farinha… 

A tecnologia é uma extensão do corpo, uma melhoria do corpo. O corpo inventou a tecnologia para viver melhor, para sofrer menos, para fazer menos força… Por isso os homens inventaram os monjolos… 

Você não sabe o que é um monjolo. Nunca ouviu falar. Vou explicar. Tudo começou quando um homem percebeu que havia coisas duras demais para os nossos dentes. O milho maduro, que os dentes dos cavalos trituram sem dificuldade, se um homem tentar fazer como os cavalos fica desdentado. Aí o pensamento pensou um jeito de ajudar os dentes: transformar o milho em farinha. O pensamento pensou e teve a idéia de quebrar o grão com uma pedra. Funcionou. A pedra quebrou o milho mas o milho se espalhou por todos os lados e foi um trabalhão ajuntar tudo. Aí a inteligência pensou que, se o milho estivesse dentro de um buraco num pau, ele não se espalharia quando batido. Só que, para se bater no milho, no fundo de um buraco num pau, não era possível usar uma pedra. A inteligência pensou que o mesmo resultado da pedra podia ser obtido com um pau comprido que entrasse dentro do buraco. Assim foi inventado o pilão. Mas ficar batendo no milho com o pau dava uma canseira… Aí houve um homem, gênio maior que o de Einstein, que imaginou se não seria possível pôr a água para trabalhar para a gente… Ele conhecia o poder da água, dos seus banhos nas cachoeiras. O problema era: como transferir a força da água das cachoeiras para o pilão. E foi então que, num estalo de gênio, esse homem bolou uma máquina, o monjolo. Toda máquina é uma coisa que transfere a força de um lugar para outro. O monjolo se parece com uma gangorra: é um pau grosso que oscila sobre um eixo. Uma das pontas dessa gangorra, pau grosso, é cavada por um artesão, pode ser a machado, a fogo, a enxó, formando um buraco, um vazio, colher imensa. Na outra ponta, fincado na madeira da gangorra, está o pau do pilão. E, debaixo dele, o pilão onde se põe o milho. Como é que funciona? Essa máquina é construída debaixo de um cocho por onde a água corre. A água do cocho cai no buraco da colher. Quando a água enche o vazio, a gangorra se desequilibra pelo peso da água, e se inclina para o lado do peso maior. 


Mas, ao se inclinar, a água que enchia o vazio escorre. O vazio fica de novo vazio, leve. Novo desequilíbrio. A gangorra cai na direção da extremidade do monjolo onde está preso o pau do pilão. O pau grosso da gangorra, pesado, desce com força. e o pau do pilão bate no fundo do pilão, quebrando o milho… E assim o monjolo trabalha a noite toda, enquanto os homens dormem. Trabalhando, o monjolo canta uma música. Quando ele se levanta dá um gemido de dor; ai! E quando ele bate no fundo do pilão é como barulho de um bumbo: ai – bum, ai – bum, ai – bum. O “ai” é longo, lamentoso, sofrido. O “bum” é rápido e seco. Canta o monjolo noite e dia. O milho duro vira fubá macio. O fubá, no forno, vira bolo. Comer o bolo: que alegria! 

Geme e canta o monjolo, fazendo música. Ao longe, canta um outro músico, o carro de boi! Vem carregado de lenha, carregado de milho… O carro de boi era uma alegria para a meninada. A gente corria atrás e subia nele, prá andar um pouquinho. Quem não tem automóvel anda de carro de boi. Era fácil subir. Andava muito devagar. Boi não corre. Quem corre é cavalo e até há os hipódromos, lugares onde acontecem corridas de cavalos. Mas nunca ouvi de corrida de bois. Há, na Espanha, um costume cruel e sangrento, que a bondade e a razão há muito deveriam ter abolido: as corridas de touros. Touradas. Aqueles touros correm e ai do toureiro que se distrair! Mas touro não é boi.

Boi foi touro. O touro, fortíssimo, não serve prá puxar carro porque touro tem vontade própria. Ele faz com a sua força aquilo que ele quer. Os homens compreenderam que, para usar a força do touro era preciso tirar dele sua vontade. Os homens então castraram o touro, tiraram seus hormônios de macho que corria atrás das fêmeas. E os touros ficaram fortes e obedientes. Por isso eles andam tristes, olhando prá baixo. E os homens puseram a força do boi para puxar carro da mesma forma como puseram a força da água para bater o monjolo. Tecnologia é isso: usar uma força que não é nossa para realizar os desejos que são nossos. 



A origem do ovo de páscoa


Publicado em: 20/04/2014
 

ovo de pascoa

O Ovo da Páscoa é um ovo feito de chocolate normalmente recheado com surpresas. É um símbolo de nascimento e vida e está relacionado com a Páscoa comemorada pelos cristãos, pela representação da Ressurreição de Jesus Cristo, com a esperança de uma nova vida.

Presentear as pessoas com ovos é um costume antigo, comum entre os povos que habitavam a região do Mediterrâneo, do Leste Europeu e do Oriente. Durante as festividades realizadas com a chegada da Primavera, depois do Inverno, os ovos eram cozidos e pintados com desenhos lembrando as plantações que tinham início nesse período. A esperança de fertilidade do solo e de abundantes colheitas, eram representadas com a troca de ovos coloridos.

A arte de pintar ovos e presenteá-los entrou também nas festividades cristãs, onde se desenhava imagens de Jesus e de Maria, passando a representar o nascimento e a vida, simbolizando a Páscoa, com a Ressurreição de Jesus Cristo. Muitas culturas mantêm essa tradição até os dias de hoje.

Com o passar do tempo, o ovo de chocolate entrou para as tradições do período das festas da Semana Santa, e dar de presente um ovo de páscoa de chocolate, no domingo da Ressurreição virou costume da época.

Alguns autores acreditam que a tradição do ovo de chocolate surgiu depois do século XVIII, sendo uma invenção de confeiteiros franceses. Outra teoria afirma que os ovos de Páscoa ficaram mais populares com a revolução da indústria do chocolate, que aconteceu na Inglaterra, no século XIX.

Atualmente, muitas pessoas têm o costume de colorir ovos da páscoa e oferecê-los a pessoas importantes. Alguns historiadores afirmam que o hábito de oferecer ovos de galinha pintados surgiu no Antigo Egito, na Pérsia e em algumas tribos germânicas.

Em muitos países existe a tradição de esconder ovos de Páscoa para as crianças procurarem, um jogo muito popular para muitas crianças.



Tatu-canastra: o engenheiro do ecossistema


Publicado em: 18/04/2014
 

Um estudo feito no Pantanal por pesquisadores brasileiros e britânicos mostra que tocas cavadas por tatus-canastra se tornam habitats e abrigos para outras espécies.

 

Tatus-canastras (Priodontes maximus) são verdadeiros “engenheiros do ecossistema”, afirmam pesquisadores que descobriram que suas tocas servem como habitat e abrigo para outras espécies. O projeto ‘Tatu-Canastra’, feito no Pantanal, durou dois anos, e foi liderado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e pelo Royal Zoological Society da Escócia. O estudo pretende entender mais sobre esses animais, que gastam 75% de seu tempo no subsolo em tocas escavadas por suas impressionantes garras



Eclipse lunar acontece sobre o Brasil esta noite


Publicado em: 14/04/2014
 

 

Na madruga do dia 14 para o dia 15 de abril, a Lua cheia terá um atrativo especial: um eclipse total deixará a Lua vermelha por 78 minutos. O fenômeno é chamado de Lua Vermelha ou Lua Sangrenta.

O eclipse lunar total é um fenômeno que acontece quando a Terra , a Lua e o Sol estão em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra. No dia 15 de abril, quando a Lua entrar na sombra completa da Terra, o planeta vai espalhar a luz vermelha do Sol, que resultará na cor vermelha da Lua. Segundo Jair Barroso, a constituição da atmosfera da terra, como partículas vulcânicas podem dar uma cor ainda mais avermelhada.

 

De acordo com a Nasa, o evento será visível na América do Sul e do Norte. O fenômeno também poderá ser acompanhado parcialmente por observadores do Pacífico ocidental, e partes da Europa e da África. No Norte da Europa, na África Oriental, no Oriente Médio e na Ásia Central não será possível ver o eclipse.

No Brasil, o eclipse total poderá ser visto das 4h46 às 5h24 (horário de Brasília). Mas, de acordo com o astrônomo, o começo do fenômeno começa por volta das 3h da madrugada,  “quando a  Lua leva a primeira mordida”, usando o terminologia utilizada por astrônomos para identificar o processo gradual da formação da sombra.

De acordo com Barroso, os estados brasileiros que estão na parte leste país como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte terão dificuldade de ver todo o fenômeno. Pois, quando o eclipse estiver chegando ao fim, o dia estará clareando nesses lugares.

 

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O pico do eclipse vai acontecer quando a Lua estiver e um ponto próximo a Ilha de Galápagos, no Oceano Pacífico. Por isso, de acordo com  pesquisador, quando mais próximo desse ponto melhor será a visualização do fenômeno.

No Brasil, o lado oeste esta mais próximo da parte principal do eclipse. Nos estados da região norte e Centro-Oeste, o Sol demora mais a nascer e os horários serão apropriados para ver toda Lua Vermelha. Em Brasília, por exemplo, o dia só começa a clarear às 5h40.

 

A Lua Vermelha do dia 15 de abril terá um detalhe especial, do lado direito, um pouco acima será possível ver o planeta Marte e a brilhante estrela Espiga. O planeta, conhecido como “estrela vermelha”, estará mais próximo do Terra. A Espiga, que é a estrela mais brilhante da Constelação de Virgem, também estará alinhada com a Lua. “A conjugação de astros numa região pequena de Sol formam um eclipse muito mais atraente pro público”, disse o astrónomo.

Sobre mística em torno dos efeitos da Lua sangrenta, o pesquisador ressalta que a cor vermelha é apenas a competência da retração seletiva por conta atmosfera terrestre e que não há nenhuma alteração ou implicação do ponto de vista gravitacional e que as as místicas ficam mais por conta da imaginação das pessoas.

Para o astrônomo a melhor forma de acompanhar o fenômeno é a olho nu. O uso de pequenas lunetas poderá ajudar na visualização da Lua entrando na sombra da terra.

Este é o eclipse 56 de Saros, que começou no ano de 1022 e terminará em 29 de outubro no ano de 2338.  O fenômeno do dia 15 de abril é também o primeiro de quatro eclipses lunares totais consecutivos em 2014 e 2015. O próximo acontecerá em 8 de outubro.

lua



Cientistas desenvolvem vaginas funcionais em laboratório


Publicado em: 12/04/2014
 

vagina

Tratamento inovador permite que mulheres que nasceram com síndrome rara tenham uma vida normal

 

Você já deve ter visto aqui no Mega Curioso diversas matérias a respeito de estudos para o desenvolvimento de órgãos em laboratório. Pois agora, além de vasos sanguíneostraqueiasorelhas biônicasfígados e até corações, outra estrutura humana que entrou para essa lista é a vagina.

De acordo com o The Verge, um estudo publicado esta semana revelou que quatro mulheres receberam vaginas criadas em laboratório entre os anos de 2005 e 2008 e, de acordo com seus médicos, todas passam bem. As pacientes — com idades entre 13 e 18 anos — nasceram com uma rara condição genética chamada Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, que afeta uma em cada 4.500 meninas.

 

A MRKH faz com que as meninas nasçam com vaginas pouco desenvolvidas ou com total ausência dessas estruturas. Para remediar o problema, os tratamentos convencionais — que podem ser bem traumáticos — consistem em cirurgias reconstrutivas ou dolorosos procedimentos de expansão, isso sem falar no alto índice de complicação, especialmente em pacientes pediátricos. Daí a preocupação dos médicos em encontrar uma alternativa.

 

As vaginas de laboratório foram desenvolvidas a partir de um pedacinho de tecido — contendo uma combinação de células epiteliais e musculares — do tamanho de um selo postal obtido da região genital das próprias pacientes. Esse material foi, então, expandido e costurado sobre um substrato biodegradável no formato de vagina, moldado de forma que se adaptasse corretamente ao organismo de cada paciente.

O próximo passo envolveu criar um canal nas regiões pélvicas das pacientes através de uma cirurgia e, seis semanas depois, as vaginas de laboratório foram implantadas nesse espaço criado pelos médicos, sendo suturadas junto às estruturas reprodutivas presentes nas mulheres.