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Curiosidades

Conheça um estilingue


Publicado em: 25/07/2014
 

Quando não podem ter um videogame ou uma arma de brinquedo, o estilingue se torna a melhor coisa na vida de um menino. Esse instrumento manual é mais que um brinquedo; ele também é usado como uma arma em algumas culturas pelo mundo. Se você quiser fazer um estilingue para si mesmo ou um amigo, siga estes passos:

    • Materiais:
      • Vara bifurcada
      • Canivete
      • Lixa
      • Corda
      • Duas fitas de borracha
      • Retângulo de couro 2’’ x 1’’.

 

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    • Ache uma vara bifurcada. Este tipo de madeira é fácil de encontrar, mas procure por algo que seja forte onde a madeira se bifurca. Você não vai querer que a vara quebre no meio de um tiro, então, tenha certeza que seu estilingue seja firme e forte.
    • Alise a vara. Use o canivete para remover qualquer casca da vara. Corte um pequeno encaixe de ¼ de polegada da extremidade superior de cada bifurcação. Então, use a lixa para alisar toda a superfície do estilingue.
    • Prepare o couro. Coloque o pedaço de couro sobre uma superfície plana para a extremidade longa fique na parte superior e inferior. Use o canivete para fazer um pequeno buraco em cada extremidade do pedaço de couro.
    • Amarre as tiras de borracha.  Alinhe uma tira de borracha através de um dos buracos do couro. Amarre um nó para que a tira de borracha não possa escapar do buraco.  Firme o nó.  Então ate a outra tira de borracha através do buraco do outro lado. Firme o nó naquela extremidade. Você deve ter agora uma tira de couro com um pedaço de borracha amarrado em cada extremidade.

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  • Firme as tiras de borracha no estilingue. Lace uma das borrachas ao redor do talho que você cortou anteriormente ao redor de uma das extremidades forcadas.  Ate um nó firme. Então repita com a outra borracha ao redor da outra extremidade forcada.

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  • Teste a força do estilingue. Segure a vara firmemente em uma mão e, então, com a outra mão; puxe o pedaço de borracha para esticá-la para trás. Você deve sentir a borracha puxando contra sua mão.
  • Coloque uma pedra no couro. Então, puxe o máximo que puder e, depois, solte.

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Com um pouco de prática, o estilingue provará ser uma arma precisa. Divirta-se fazendo o estilingue com seus amigos e, então, brinque bastante.



Conheça uma arapuca


Publicado em: 25/07/2014
 

A arapuca surgiu desde a época dos índios que começaram a criar armadilhas para capturar possíveis presas que se tornariam presas e comida para a tribo. É um artefato indígena que teve origem no Brasil. É feita de madeira e a maioria delas tem formato de pirâmide, é destinada a pegar principalmente aves ou pequenos mamíferos, mas feita em outras proporções também podem pegar outro tipo de mamíferos maiores, mas nesse caso a armadilha precisa ter algo de peso em cima para que o animal não escape.
É uma tática muito comum que até alguns pesquisadores adotam para capturas de animais de pequeno porte, pois é um tipo de armadilha que não machuca o animal, embora deixe as técnicas de manejo um pouco mais difícil de ser executada.

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A estrutura da armadilha é feita com a madeira, você pega os pequenos pedaços e entrelaça entre eles o barbante ou o arame, da forma a formar 4 triângulos, lembrando que para fazer uma pirâmide a madeira tem que ir afinando. Para explicar melhor, para fazer um triângulo você vai ter que montar a estrutura com a base maior e a parte superior menor. Faça isso 4 vezes.

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Depois das primeiras estruturas montadas, você vai juntá-las para formar a pirâmide, mas sem a parte da base, que é onde vai ficar o animal quando ele for capturado. Fica uma armadilha bem leve, portanto nessa hora você vai pegar um graveto em forma de Y para deixar a armadilha de pé e amarre um barbante nele para puxar. Então uma parte dela vai fica no chão, e a outra parte erguida, que será por onde o animal vai entrar.

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Embaixo da armadilha você vai colocar a isca, pode ser alpiste, milho, frutas, tudo depende de que tipo de animal você pretende pegar. Se for capturar animais maiores, a armadilha também deve ser maior para caber a isca dentro. Em todo caso, você deve pesquisar para saber qual a alimentação do animal que você pretende capturar. Nesse momento fique atento e quando o animal fica embaixo da arapuca, puxe o barbante para que ele fique preso.



Conheça o moinho de fubá movido a pedra e água


Publicado em: 15/07/2014
 
Agricultura, Agroindústria Familiar e Artesanato
Moinho de pedra
Desde a pré-história, o homem descobriu que os grãos eram bons para comer, mas havia uma dificuldade. Muitos deles são duros, não podem ser engolidos a seco. Foi pra resolver esse problema, que a humanidade começou a desenvolver técnicas para triturar os grãos. Assim surgiram as farinhas. Esse é o assunto da reportagem do José Hamilton Ribeiro.Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, a 280 quilômetros de Belo Horizonte, é uma cidade com mais de 30 mil habitantes. Junto, é uma das pontas do lago da Represa de Furnas. É o que alguns chamam de um mar de Minas. Isso agora favorece o turismo na região.

Outra marca da cidade e da região é a Serra da Boa Esperança, com seus penhascos. O cenário inspirou o compositor carioca Lamartine Babo a fazer uma música muito cantada.

Boa Esperança tem sua força zona rural, no café, no leite e no gado de corte. Por ser um local que viveu certo tempo isolado e independente, mantém muitas tradições.

Antigamente, durante muitos anos, uma parte importante do alimento da fazenda vinha de uma casinha onde está o moinho de pedra movido a água. Era onde se fazia o fubá do angu, da sopa de fubá, do bolo, da broa, da quitanda e da farinha de munho.

Com a chegada das máquinas elétricas de esmagar o milho esse tipo de moinho passou a ser desinteressante economicamente. Mas na fazenda ele continua virando. A água vai por gravidade, ganha força na manilha inclinada e toca uma roda d’água horizontal, que faz girar o eixo. O eixo é longo e por uma abertura chega ao moinho, onde gira uma roda de pedra assentada em cima de outra roda de pedra fixa.

“O fubá de moinho d’água trabalho trabalha mais lentamente. Assim, o fubá não esquenta e não fica com gosto de amargo. Além disso, sai mais fino e dá mais liga. Se cortar o angu, não esfarinha. Se fizer o bolo, a fatia fica certinha”, falou o agricultor Arildo Resende Filho.

O fubá, sendo feito de grão integral, contem o germe do milho, sua parte mais nutritiva. Nas fábricas de fubá o germe é retirado para fazer óleo ou farelo.

O seu Arildo, de uma família que trabalha no ramo há mais de cem anos, explicou o mecanismo da moagem. “O milho fica na moega. Quando a pedra está girando a peça fibra para fazer o milho cair e virar o grão dentro para começar o processo. O que faz mover o milho é o atrito das pedras”, disse.

Com o moinho parado, parece que as rodas estao raspando uma na outra. Mas há um espaço entre elas, manejado através de uma roda de regulagem. O espaço pode ser maior ou menor em função do produto que se quer da moagem.

De tempos em tempos se faz uma acertada no nível das rodas e da mesa. De três a quatro meses, faz-se a picação nas pedras para compensar o desgaste. Além de antigos moinhos d’água, a região de Boa Esperança tem também um homem raro nos tempos de hoje. Ele faz rodas de moinho tirando-as da rocha de granito. Até o nome de sua profissão, de canteiro, soa diferente. A palavra vem de cantaria, pedra lavrada. Parece hoje coisa sem valor, mas roda de pedra representou um grande avanço para a humanidade.

Em seu duro serviço, o canteiro Gilson José Guimarães usa maceta, ponteiro, calhadeira, escolpe, marreta, trena, compasso e esquadro. A pedra lasca ao bater. A peça tende a ir ficando redonda. “Para tombar a pedra eu preciso da ajuda do meu primo. Tem que achar um centro que coincida com o outro”, falou.

Se não for tudo na medida, não da equilíbrio no final. A primeira roda Gilson começou a fazer na pedreira. Ele aproveitou o caminhão e o pessoal para levar à casa dele outra peça de pedra pesando de 200 a 300 quilos para fazer a segunda roda. O problema é erguer o pedaço de rocha até a carroceria, já carregada de guias, para a calçada. Usa-se pranchão, alavancas, pontos de apoio. A tarefa é árdua. Seis homens trabalhavam na operação.

As duas peças seguiram no caminhão da pedreira, pela estradinha de terra, até a rua onde mora o Gilson, numa casa que ele ainda não pode terminar. A mercadoria é descarregada sem muito sofrimento.

Gilson da nas peças o primeiro trato já cuidando em como levar para o quintal onde tem uma oficininha.

A humanidade sempre buscou criar equipamentos para triturar os grãos mais facilmente. Por isso, considerou uma grande vitória quando conseguiu usar a água para fazer funcionar o monjolo. Era realmente um grande avanço para quem no começo tinha só os dentes para fazer esse serviço.

Em algum momento da história o ser humano descobriu as sementes e os grãos. Ele viu que alguns serviam como alimento. Mas era preciso que, de alguma forma, fossem moídos.

A função básica do moinho, de triturar os grãos, que teve tamanha importância na história da humanidade, tem a ver com nossos dentes. O Globo Rural foi à odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais para saber a razão disse.

“Da palavra molar teríamos a palavra mó, que significa pedra do moinho. Essa palavra deu origem a várias outras como molar, moinho, moela e moenda. A superfície do dente molar é muito semelhante à pedra do moinho, da maneira que o molar de cima vem e, através da mastigação, faz a trituração, a moagem do alimento”, explicou o dentista Guilherme Garcia.

Os outros dentes não têm função de moer, mas de cortar e rasgar. O milho seco fica duro, brilhante e quase esmaltado. Mesmo com dentes, a gente não da conta de comê-lo assim. Mas como as aves fazem?

O Globo Rural foi ao frigorífico de fazenda, em Boituva, no Estado de São Paulo, para buscar entender o mecanismo do grão no aparelho digestivo das aves. A ave não poderia ser outra senão a avestruz. É a maior ave do mundo e tem fama de comer pedra, prego e vidro. Até se diz de quem come de tudo, sem medo, que a pessoa tem estomago de avestruz.

A moela do avestruz pesa 2,8 quilos. É o peso de um frango gordo. A moela é o maior órgão do avestruz. “A moela faz a vez dos dentes do animal. A ave vai engolindo o alimento em pequenas pedras. A moela faz movimentos de contração que vai fazendo a moagem, a trituração do alimento. Ele segue o trânsito intestinal. Objetos maiores ficam retidos. Já encontramos fragmentos de tijolo, de telha, pedaços de madeira”, contou o veterinário Juraci de Souza Neto.

Hoje é fácil. Em uma sofisticada casa de pães da capital ou na padaria de uma cidade pequena há pão quente a toda hora, mais de dez vezes por dia em alguns lugares. Tem bolo de fubá e outros produtos a base de milho.

Ninguém se pergunta como o grão foi transformado em pó. No começo, só se dispunha dos próprios dentes. Depois, o homem foi conhecendo outras formas de triturar o grão para facilitar sua vida na cozinha.

A primeira ideia foi utilizar uma superfície de suporte, geralmente uma pedra, e com outra pedra ir esmagando os grãos até esfarinhar. Muito serviço e pouco resultado.

Daí, foi inventado o pilão. A mão de pilão, quanto mais pesada, melhor. Ela vai batendo no coxo, milho no caso, e vai quebrando o cereal. O primeiro pilão que apareceu foi deitado, o horizontal. Depois, surgiu o pirão em pé.

Mas aí houve outro grande salto tecnológico, que foi o monjolo, que é uma mão de pilão movido a água. Na medida em que água enche a gamela, ela vai ficando pesada até o ponto de despencar. Aí, derrama a água e fica mais leve. Então, é a vez da cabeça do monjolo, onde está a mão de pilão, bater.

“O pilão depende muito mais de mão de obra. O homem ficará o dia todo fazendo um esforço muito maior para fazer um saco de fubá. Já no monjolo a mão de obra é de apenas cerca de 10 a 15 minutos, quando o homem faz a carga e descarga. O resto ele faz sozinho, de graça, com a água que vem do morro”, esclareceu o agricultor Edílson Miranda.

Até então o mundo vivia sem uma invenção bem simples, mas que acabaria mudando quase tudo.

O que acabou revertendo em mais um bem para a humanidade, com o aumento da produção de carne, leite e ovos. Mesmo nesta época em que a produção de farinha é comandada por computador, ele ainda mantém o seu prestígio.

A fazenda Monjolo D’Água fica no município de Martinho Campos, no centro-oeste de Minas Gerais, a 200 quilômetros de Belo Horizonte.

Muitos consideram a roda a maior invenção da humanidade. Mesmo nos dias hoje, mundo para sem rodas. No entanto, demorou muito tempo para que o homem percebesse suas incríveis utilidades.

O filósofo italiano Umberto Eco, escrevendo sobre as invenções, se admira com o fato de que o homem já fazia barco, trabalhava com metais, assava pão, usava trenó e arado antes de conhecer a roda. Esse mesmo filósofo ficou assombrado com o fato de que os espanhóis encontraram na América sociedades organizadas com grandes cidades, fortificações, pirâmides imensas, sistemas de irrigação e que não conheciam a roda. Mas os espanhóis encontraram no novo mundo um grão que se tornaria um dos elementos básicos da alimentação humana e animal.

O milho tem muito a ver com a história dos nossos moinhos de pedra. A roda fez uma enorme diferença no domínio da energia pelo homem, que pode ser visto em um exemplo simples. O carrinho de mão transporta sete vezes mais do que a carga de um ombro humano.

“Eu acho que o cálculo não é exagerado. O homem normal carrega de 25 a 30 quilos sem danos para sua coluna vertebral. Já no carrinho da para conduzir até 250 quilos por causa do auxílio da roda”, disse José Maria de Campos, médico do trabalho.

A roda acabou tendo mil utilidades. O primeiro registro histórico que se tem da roda foi feito na Mesopotâmia, entre três mil e quatro mil anos antes de Cristo. O que deveria ser a roda não era bem redonda. Dizem que ela foi ficando redonda pelo desgaste nos cantos. Outra antiga aplicação da roda foi na forma de nó, pedra de moer.

Traído por Dalila, cego, vencido, de cabelo cortado, a pena de Sansão foi ficar girando o moinho de pedra como um escravo. Após a força humana, foi a vez dos animais tocarem a roda.

Houve um tempo no Império Romano que todos os moinhos de trigo eram movidos por animais. O imperador Calígula, precisando de bois, cavalos e mures para um universo de guerra, requisitou todos os animais do moinho. O resultado foi que Roma ficou vários meses sem pão.

Durante mais de mil anos os moinhos rodaram com força humana o animal. Aí, por volta do ano 360 AC surgiu a roda d’água para, primeiro, levar água a um lugar mais alto, logo adaptada aos moinhos e a outras funções. A máquina, baseada numa roda d’água, funciona como se fosse um pilão multiplicado. A fazenda Cachoeira, fica no município de Bom Despacho, ao lado de Martinho Campos.

“Funciona através do eixo e das palhetas. A palheta pega o semi-eixo da mão de pilão e eleva a certa altura. Quando termina o ciclo da palheta, ela se solta, cai e traz a mão de pilão ao coxo para pilar o grão que estiver dentro. A energia é água. O custo é zero”, disse o agricultor José Tales da Silva.

Passaram outros mil anos depois da roda d’água para aparecer um moinho de vento. Mesmo com maior potência e possibilidade de ser instalado em qualquer lugar, o moinho de vento não substituiu os moinhos d’água. Com a invenção do motor o mundo deu outra grande virada.

O milho chega a granel, de caminhão e, no meio da rua, é manejado para uma farinheira em Sarapuí, a 150 quilômetros de São Paulo. O milho entra por um buraco na parede. Dentro, através de vários mecanismos, vão saindo o farelo, o fubá, a farinha de milho, que é o produto principal, mas pode fazer também a canjica. Que vê pela primeira vez não entende como sairá alguma coisa. São elevadores, moinho, peneira, fornalha, forno giratório para fazer biju e a bijueira para quebrar. O seu Serafim Donizetti Ferreira toca a fábrica com a família e mais 18 empregados. “A farinha de milho é o principal. A produção é uma média de cinco mil quilos”, disse.

Tudo é uma questão de produtividade. Um moinho d’água faz um saco de fubá por dia. O moinho de pedra, com motor elétrico, faz seis sacos. A máquina faz 25 sacos. A fábrica cresceu.

Controlado por computador, o moinho de trigo moderno faz milhares de sacas. Vendo o equipamento tão moderno e eficiente, a ideia é que o moinho d’água signifique passado. Mas há um lugar em que ele tem presença.

O Mercado Central de Belo Horizonte é muito tradicional. Ao lado de raízes, frutas, queijos, carnes e tanta coisa boa de comer, ele sempre tem ferramentas vencidas e peças artesanais como pilão, tacho de cobre, panela de pedra e alguns produtos raros como uma banca que vende fubá de moinho de pedra. As pessoas compram.

A banca do comerciante Jaci Amorim funciona há 53 anos. Ele tem sempre quatro tipos de fubá: fino, grosso, médio e fubá de canjica, próprio para broinha. Tem também canjiquinha, farinha de fubá torrado e a farinha de milho comum.

Enquanto que no mercado, pelo menos em um cantinho, os produtos do moinho d’água são uma realidade do presente, há outro lugar em que há ainda outra ideia. São Carlos, a 200 quilômetros de São Paulo, no centro do Estado, é uma cidade média, mas com a riqueza de ter três universidades. Duas são do governo e uma é particular. Há também duas unidades da Embrapa.

Na Embrapa funciona um moinho de pedra para fazer fubá. Quem mexe como o moinho é uma pessoa especial. O doutor Luiz Alberto Colnago, bioquímico da Embrapa, acredita que o equipamento se encaixa no mundo dos produtos orgânicos porque funciona a base de energia renovável. Ele põe para rodar seu moinho de pedra, onde faz fubá, quirela e canjiquinha.

“É uma tecnologia antiga. As pessoas preferem pagar muito mais e ter um fubá moído numa pedra dessas”, disse Colnago.

Era hora de voltar à região da Serra da Boa Esperança, onde começou a viagem, onde a equipe de reportagem conheceu a família do canteiro Gilson José Guimarães, o homem que faz pedra para roda de moinho. Ele tem mulher nova, uma filha e dois meninos. Ele é aposentado e faz as pedras sob encomenda.

“Se fizesse uma encomenda eu pediria R$ 2,5 mil pelas duas pedras”, disse o canteiro.

Na fazenda Pedra Negra foi servida uma comidinha, que sob o comando da cozinheira Antônia Pereira Braga, crepitava a caloria embaixo de vários pratos, todos feitos com produtos do moinho d’água. “Faz muita diferença usar fubá do moinho de pedra ou de máquina elétrica. O fubá do moinho da mais firmeza no alimento, que fica mais cremoso e com gosto muito melhor”, disse.

Os integrantes do Coral São José Operário, de Boa Esperança, para experimentar o almoço da dona Toninha. O pessoal se serviu e comeu com vontade. Satisfeitos, foi hora de formar na escadaria da fazenda. A agricultora Isaura Carneiro, dona da fazenda, prestou atenção e cantou junto.

“Eu acredito que o moinho de pedra tem futuro. Eu acho que tem e sempre terá a pessoas que valorizem o alimento natural e autêntico, além de muito mais saboroso. Não tem gente que vai para a Europa para comer um queijo diferente, para beber um vinho especial feito naquele determinado lugar, naquela determinada vinícola?”, concluiu a dona Isaura.

O seu Gilson leva de dois a três meses para preparar as duas pedras que são necessárias para o funcionamento de um moinho.

Fonte: Globo Rural



Evolução do Telefone


Publicado em: 10/07/2014
 

Sem dúvida o telefone deve ser o instrumento de comunicação mais usado nas últimas décadas e à medida que foi evoluindo, foi também ganhando cada vez mais adeptos.

Apesar do começo dessa história ainda não estar muito claro, tudo pode ter começado com o italiano chamado Antonio Meucci, que registrou, em 1871, a invenção de um aparelho de transmissão de voz à distância por meio da eletricidade.

Mas foi o escocês Alexander Graham Bell a pessoa considerada oficialmente como inventor do telefone. A família de Graham Bell era especialista no trabalho de correção da fala e no treinamento de portadores de deficiência auditiva. Desde sua infância, como auxiliar do pai, interessou-se em estudar os aspectos da fala humana e meios de comunicação, até que, quando já adulto mudou-se para os Estados Unidos e conseguiu apoio de empresários do ramo da telegrafia e começou a estudar o telégrafo harmônico. Foi exatamente através dos estudos e experimentos com esse tipo de aparelho que conseguiu desenvolver esse invento tão útil para todos nós.

No Brasil foi Marechal Cândido Rondon que deu início aos avanços da telecomunicações, começando por implantar as linhas telegráficas que ligavam a Amazônia às linhas existentes do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Triângulo Mineiro à Amazônia. Este trabalho foi considerado o primeiro esforço de grandes proporções para a integração nacional através das comunicações. Por esse e outros benefícios que o Marechal trouxe às telecomunicações do Brasil ele é considerado o “patrono das comunicações”. Assim, em nosso país o dia 5 de maio, dia do nascimento do Marechal Cândido Rondon, é considerado o dia Nacional das Comunicações e 17 de maio é o dia Mundial das Telecomunicações.

Conheça a evolução das telecomunicações através dessa linha do tempo:

Século XIX

1667

O físico inglês Robert Hooke propõe o emprego de “fio esticado” para transmitir o som.

1861

Philipp Reis, professor alemão, faz as primeiras transmissões de sons musicais por meio de fios. E o telefone musical, também chamado telefone “filosófico”.

1863

Primeiro sistema comercial de facsímile (fax) entre Lyon e Paris, por Giovanni Caselli.

1871

O italiano Antônio Meucci, registrou o aparelho de transmissão de voz à distância por eletricidade

1875

Alexandre Graham Bell descobre que há outro cientista, Elisha Gray está trabalhando também em um projeto para inventar o telefone. A diferença é que o trabalho de Bell está voltado para a transmissão acústica e o de Gray é voltado para a transmissão através de corrente elétrica.

1876

Graham Bell obtém a patente nº 174.465 pela invenção do telefone, concedida no dia 7 de março, antes de Gray.

1877

Foi instalado, no Rio de Janeiro, o primeiro telefone do país.

1878

Hughes inventa o microfone de carvão, cujo princípio é utilizado até hoje nos telefones.

Thomas Edson aperfeiçoa o receptor de voz criado por Graham Bell. Ainda neste ano é instalado, nos EUA, o primeiro telefone público.

1879

Um decreto imperial de D. Pedro II autoriza o funcionamento da primeira empresa de telefonia no país. Começam a funcionar os primeiros telefones do Rio de Janeiro.

1883

Instalada por Walter Hemsley, a primeira estação telefônica na cidade de Santos, provavelmente a primeira do Estado de São Paulo, com 75 assinantes.

1884

Começam a funcionar comercialmente os primeiros telefones na cidade de São Paulo, por dois concessionários que se unem, fundando a Companhia Telegraphos Urbanos.

1885

Lars Magnus Ericsson, baseado nas ideias de Anton Avén e Leonard Lundqvist, coloca em prática a utilização do monofone, isto é, o acoplamento numa só peça do fone e do bocal (auricular e transmissor), fato considerado como uma revolução industrial do telefone.

1893

Padre Landell de Moura realiza com êxito, na cidade de São Paulo, as primeiras transmissões de sinais telegráficos e da voz humana em telefonia sem fio no mundo.

1896

Inaugurada a Companhia Rede Telefônica Bragantina, que talvez tenha sido a maior companhia a operar em território brasileiro naquela época. Possuía 1.641 km de linhas telefônicas.

 

Século XX

1922

É inaugurada em 30 de abril, em Porto Alegre – RS, a primeira central telefônica automática do país, a terceira das Américas.

1958

Início do sistema de discagem direta a distância (DDD), ligando a cidade de Santos – SP à capital do estado. Primeiro sistema deste tio da América do Sul.

1969

O Brasil integra-se com o sistema mundial de comunicação por satélite (Intelsat).Também neste ano a Embratel inaugura os primeiros grandes troncos de micro-ondas para telefonia.

1972

São instalados em São Paulo e no Rio de Janeiro os primeiros “orelhões” – telefones públicos nas calçadas.

1975

O Brasil integra-se ao sistema de discagem direta internacional (DDI).

1978

Ativada, no Japão a forma de telefonia móvel celular.

1984

Instalados pela Cetel – Companhia Estadual de Telefones do Rio de Janeiro – no Rio de Janeiro, os primeiros cabos de fibra óptica no Brasil.

1985

Em fevereiro deste ano, o Brasil é o primeiro país da América Latina a conquistar seu lugar na órbita espacial, lançando o Brasilsat – Satélite Doméstico Brasileiro.

Em junho, foi instalado o primeiro cabo de fibra óptica em São Paulo.

1990

Inicia-se o uso da telefonia móvel no Brasil e a primeira cidade a ter o serviço foi o Rio de Janeiro.

1992

Instalado, em junho, o primeiro telefone público a cartão em âmbito nacional, no Rio de Janeiro, por ocasião da ECO 92.

2000

Inicia-se a forma de acesso à Internet via celular, WAP, no Brasil.

 

Século XXI

2003

A Telefônica é a primeira empresa no Brasil a lançar comercialmente as operações do serviço de ligações locais fora de sua área original de concessão, até então no estado de São Paulo.

2007

Lançado nos Estados Unidos o Iphone, desenvolvido pela Apple, o aparelho possui funções de Ipod e câmera digital, além de ser capaz de dar acesso à internet via conexão Wi-fi. Tem grande quantidade de aplicativos, o que o torna capaz de satisfazer as mais diversas necessidades do usuário.

 

Curiosidades

Em 1876, D. Pedro II participou da primeira apresentação pública do telefone, na Exposição do Centenário da Independência dos Estados Unidos. Na exposição Graham Bell declamou, através do aparelho, um verso de Shakespeare e D. Pedro II exclamou na outra ponta: “Meu Deus, isto fala!”.

 



conheça um carro de bois


Publicado em: 09/07/2014
 

Introduzido pelos colonizadores portugueses, o carro de boi difundiu-se por todo o país, existindo ainda no meio rural nordestino.

O carro de boi foi um dos principais meios de transporte utilizados para transportar a produção das fazendas para as cidades, mas ainda é utilizado em algumas regiões do país.

Em alguns municípios, como em algumas regiões do interior brasileiro, ainda há fazendeiros que realizam mutirões de carros de bois para transportar suas produções agrícolas e também outros produtos. O som estridente característico do carro de bois, chamado de canto, lamento ou gemido, também faz parte da nossa cultura.

Dotado de uma estrutura que não possui o diferencial, suas rodas travam durante as curvas. Quando em movimento, o autêntico carro de bois emite um som estridente característico – o cantador – que anuncia a sua passagem.

Partes do carro de boi

Algumas das partes do carro de boi (fonte:Dicionário de Caetitenês, de André Koehne; Museu do carro de boi):

  • canga: peça em que se prende o cabeçalho ou o cambão,e que é colocada sobre o pescoço de dois bois, responsável pela transferência de energia mecânica ao cabeçalho.
  • canzil: Peças em forma de estacas trabalhadas que atravessam a canga de cima para baixo em quatro pontos, de modo que o pescoço de cada boi fique entre duas dessas estacas;
  • arreia: suportes que atravessam transversalmente o cabeçalho, sobre os quais se apoiam as tábuas da mesa;
  • cabeçalho: a longa trave que liga o corpo do carro à canga, que se atrela aos bois;
  • cantadeira: parte do eixo que fica em contato com a parte inferior do chumaço. O contato entre eles produz o som característico do carro;
  • cheda: Prancha lateral do leito do carro de bois, na qual se metem os fueiros;
  • cocão: Cada uma das partes fixadas por baixo das chedas, que servem para fixar, duas de cada lado do carro, cada um dos chumaços;
  • fueiro: cada uma das estacas de madeira que servem para prender a carga ao carro;
  • mesa: a superfície onde se coloca a carga;
  • Recavém, ou requevém, é a parte traseira da mesa.
  • tambueiro: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender o cabeçalho ou o cambão à canga;
  • brocha: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender um canzil ao outro passando por baixo do pescoço do boi.
  • Roda: feita de madeira nobre (Jacarandá), constituí de três pranchas unidas por travas de madeira(cambota)colocadas internamente nas pranchas por furos retangulares, estas fixadas por grampos e chapas de ferro. A circunferência é coberta com chapa de aço fixada à madeira com grampos de aço cuja forma arredondada deixa um rastro característico.
  • palmatora: partes laterais do cabeçalho na parte anterior da mesa do carro de boi.

Festivais do carro de bois

Por seu valor cultural, o carro de bois é homenageado em diversos festivais e encontros, onde se reúnem os últimos usuários e colecionadores desse meio de transporte rústico e simbólico do meio rural brasileiro.

Em Minas Gerais, são conhecidos os festivais de carro de boi de Formiga, Bambuí, Ibertioga, Desterro de Entre Rios, Vazante, Macuco de Minas , São Pedro Da União, Matutina e Pará de Minas.

Na arte

O carro de bois é um elemento referencial, na intervenção feita no Solar do Unhão, atual sede do Museu de Arte Moderna da Bahia, pela arquiteta Lina Bo Bardi: uma escada de madeira, interna, foi toda feita sem o uso de parafusos ou pregos – tal como nos antigos carros.

A música sertaneja, com sua dupla pioneira, Tonico e Tinoco, junto a Anacleto Rosas Jr., compôs a canção “Boi de Carro”, onde traçam um paralelo ao boi já velho com o trabalhador que avança na idade.

 

 

72 Carros de Boi cantaram em Patrocínio-MG 2014

A tradicional carreata de Carro de Boi de Patrocínio-MG,que aconteceu nos dias 28 e 29/06/2014, contou com 72 Carros de Boi oriundos de várias regiões. Esta carreata acontece há 12 anos,e  é realizada pelo Sr Sebastião Nunes(Tião Leiteiro). Acompanhando cada Carro de Boi  iam ,além do carreiro(a) e o(a) candeeiro(a), vários familiares e amigos, que em grupos formavam as tradicionais comitivas. Para se ter uma ideia, a comitiva de Unaí-MG, com 15(quinze) Carros de Bois, chegou ao encontro vindos de Coromandel-MG, onde haviam participado do V Encontro de Carro de Boi deste município, acompanhados das comitivas de Guimarânia, Coromandel,Vazante, e de Patos de Minas, numa viagem por terra de 3 dias.

 

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