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Curiosidades

Conheça o funcionamento de um engenho de cana de açúcar


Publicado em: 07/10/2014
 

Em 1533, o colonizador português Martim Afonso de Souza trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar e realizou a disseminação dessa primeira atividade de exploração econômica no Brasil. A produção desse tipo de gênero agrícola aconteceu por conta do conhecimento anterior de técnicas de plantio e preparo que permitiriam o desenvolvimento de tal atividade na América Portuguesa. Contudo, a fabricação do açúcar não dependia somente do plantio da cana em terras férteis.

Para que o caule da cana fosse transformado no açúcar a ser consumido em diferentes partes da Europa, era necessário que várias instalações fossem construídas. Mais conhecidos como engenhos, tais localidades eram compostas por uma moenda, uma casa das caldeiras e das fornalhas e a casa de purgar. Com o desenvolvimento da economia açucareira, os engenhos se espalharam de forma relativamente rápida no espaço colonial, chegando a contar com 400 unidades no começo do século XVII.

Após a colheita, a cana-de-açúcar era levada à moenda para sofrer o esmagamento de seu caule e a extração do caldo. Em sua grande maioria, as moendas funcionavam com o uso da tração animal. Também conhecida como trapiche, esse tipo de moenda era mais comum por conta dos menores gastos exigidos para a sua construção. Além do trapiche, haviam as moendas movidas por uma roda-d’água que exigiam a dificultosa construção de um canal hidráulico que pudesse movimentá-la.

Feito o recolhimento do caldo, o produto era levado até a casa das caldeiras e fornalhas, onde sofria um longo processo de cozimento realizado em grandes tachos feitos de cobre. Logo em seguida, o melaço era refinado na casa de purgar, lugar onde a última etapa de refinamento do açúcar era finalmente concluída. O beneficiamento completo do açúcar era realizado em terras brasileiras pelo fato de Portugal não possuir refinarias que dessem fim ao serviço.

Ainda em terras coloniais eram produzidos dois tipos diferentes de açúcar: o mascavo, de coloração escura e escoado para o mercado interno; e o branco, em sua grande maioria direcionado aos consumidores do Velho Mundo. Após a embalagem do açúcar, as caixas eram transportadas para Portugal, e, posteriormente, para a Holanda, que participava realizando a distribuição do produto em solo europeu. Por volta do século XVII, a cidade flamenca de Amsterdã passou a realizar o refino do açúcar.

Além dessas unidades produtivas, um engenho também contava com construções utilizadas para o abrigo da população que ali vivia. Na casa-grande eram alojados o proprietário das terras, sua família e alguns escravos domésticos. Na senzala ficavam todos os escravos que trabalhavam nas colheitas e instalações produtivas do engenho. Por meio dessa configuração, podemos ver que a formulação desses espaços influiu nos contastes que marcaram o desenvolvimento da sociedade colonial.

Ao contrário do que muitos chegam a imaginar, os engenhos não estavam disponíveis em toda e qualquer propriedade que plantava cana-de-açúcar. Os fazendeiros que não possuíam recursos para construírem o seu próprio engenho eram geralmente conhecidos como lavradores de cana. Na maioria das vezes, essesplantadores de cana utilizavam o engenho de outra propriedade mediante algum tipo de compensação material.

Por Rainer Sousa
Graduado em História



Por que o vaga-lume acende?


Publicado em: 10/09/2014
 

Na certa uma questão intrigante que nem damos tanto valor pode ser uma coisa primordial na natureza.

Quem nunca viu, pessoalmente, na  TV ou em fotos, uns bichinhos muito curiosos que brilham no escuro? São os vaga-lumes ou pirilampos. Eles produzem luz principalmente por dois motivos:

1) Para se defender e se reproduzir. Imagine um louva-a-deus aproximando-se de um pequeno vaga-lume “apagado”. Este não teria chance de escapar. Mas, quando ele acende sua  “lanterna”, acaba assustando esse predador.

2) Os lampejos também são utilizados para atrair o sexo oposto na hora da reprodução. Para gerar luz, várias reações químicas acontecem no corpo do inseto, consumindo uma grande quantidade de energia e também oxigênio, que são usados como combustível. A cor da luz varia de acordo com a espécie do vaga-lume e é determinada por pequenas variações nos compostos que participam das reações químicas.

Na reação química, cerca de 95% aproximadamente da energia produzida transforma-se em luz e somente 5% aproximadamente se transforma em calor. O tecido que emite a luz é ligado na traquéia e no cérebro dando ao inseto total controle sobre sua luz.

Infelizmente, os vaga-lumes estão ameaçados pela forte iluminação das cidades, pois quando entram em contato com essa forte iluminação, sua bioluminescência é anulada interferindo fortemente na reprodução podendo até serem extintos.



As 10 máquinas de tortura mais cruéis


Publicado em: 10/09/2014
 

Nesta lista, você confere quais são as 10 máquinas de tortura mais terríveis da História.

  • 10 Dama de ferro

Tortura comum na Idade Média, também é conhecido como Virgem de Ferro ou Donzela de Ferro. Colocava-se o aprisionado num sarcófago com estampa da Virgem Maria, que dentro continha uma série de cravos de ferro. Quando fechado, os cravos perfuravam a pele da vítima, mas não atingia nenhum órgão vital e assim ia-se morria aos poucos, por insuficiência sanguínea. Alguns modelos eram tão grossos que os gritos do prisioneiro nem eram ouvidos pelo torturador.

  • 9 Pêra

Era um aparelho em forma de pêra formado e era inserido, nas mulheres, na vagina ou na boca. Já nos homens, geralmente os castigados eram homossexuais, era inserido no ânus. Depois de inserido na vítima, o aparelho, formado por 4 folhas, começava a se abrir. Como suas extremidades eram cortantes, causavam danos irreparáveis nos torturados.

  • 8 Roda de despedaçamento

Era uma roda na qual o torturado era preso com as costas voltadas para o interior do instrumento. Abaixo da roda, o torturador colocava fogo. A roda, então, era girada. A pessoa assava, aos poucos, como se estivesse em uma churrasqueira. O carrasco substituía a brasa por objetos pontiagudos, o que fazia com que, conforme a roda fosse girando, a pessoa fosse sendo mutilada aos poucos.

  • 7 A máscara da infâmia

Mulheres linguarudas fiquem atentas! Quem fofocava muito na Escócia do anos 1500 corria o risco de ter a cabeça trancada em uma gaiola de ferro. Presa à gaiola, uma placa de freio e às vezes era inserida na boca da mulher (para dominar sua língua). Por serem de ferro cortante, muitas placas causavam sangramentos na boca da torturada e ainda corriam o risco de serem levadas a cidades para serem expostas publicamente.

  • 6 Tubo de crocodilo

O torturado era obrigado a entrar em um tubo de dentes de crocodilos – não tinha jeito – que funcionavam como pregos. Dentro, apenas seu rosto e seus pés ficavam expostos. Aí começava a pior parte. Com fogo gradualmente o dente de crocodilo era aquecido e assim queimando as vítimas. Era o preço por não passar informações. O fogo também podia ser colocado diretamente na face ou nos pés da pessoa. Quem pegava mais pesado obrigava o torturado a se agachar dentro do próprio anel, movimento que acabava perfurando os órgãos vitais da vítima.

  • 5 Empalação

Método mais conhecido, era quando um objeto pontiagudo varava o corpo de uma pessoa (entra pelo ânus e sai pela boca da vítima). Em alguns casos, o torturador enfiava as estacas sem causar a morte imediata da vítima. Aí começava a girar o objeto, suspender o corpo ou fazer movimentos que torturavam ainda mais a pessoa.

  • 4 Banco da tortura

Dois rolos colocados nas exterminadas de uma mesa em um dos rolos, a pessoa tivesse seus pés amarrados; no outro, suas mãos. Aí o torturador começava a fazer perguntas. Se a vítima não respondesse, os rolos começavam a girar em direção contrárias, afastando-se. A pessoa, então, era esticada. O torturado começavam a se descolar e morria aos poucos.

  • 3 Forquilha do herege

Uma vara de metal com um pino em cada uma das extremidades. A parte superior do garfo era colocada na carne do queixo da vítima, enquanto a inferior pressionava o osso do esterno da vítima. Sendo obrigado a permanecer com a cabeça erguida o tempo todo, sem se deitar, olhar para o lado ou para o próprio corpo. Qualquer movimento ou descuido e o garfo penetrava em sua mandíbula.

  • 2 Aranha espanhola

Um objeto com garras de metal compridas – temido por muitas mulheres durante a idade média – e que, depois de serem aquecidas, eram fixadas nas mamas da mulher. O metal quente queimava a pele macia dos seios das mulheres. Mais do que isso: as garras se fechavam e o torturador puxava o objeto, arrancando violentamente o seio da vítima. O método também chegou a ser utilizado em barrigas e nádegas.

  • 1 Manivela intestinal

Tenha sangue frio, pois este é o MAIS FORTE de todos. O torturado era amarrado em uma mesa e o torturado cortava seu abdômen. Separava-se o intestino delgado do estômago e o ligava em uma manivela, essa começa a tirar centímetro por centímetro o intestino delgado (até 6 metros) que estava consciente e vendo tudo. Ninguém sobrevivia a esse processo.



Você conhece uma tuia?


Publicado em: 18/08/2014
 

É o local nas fazendas onde, antigamente, armazenava grãos, principalmente o café.

Após secar e ensacar o café colhido, ele foi armazenado na tuia.

Em muitas fazendas também se guardavam peças de roupas e outros vestuários.

 

No sul de Minas Gerais, “tuia” é um cômodo construído, geralmente em sítios ou fazendas, usado para guardar ferramentas ou até mesmo o café colhido. Guardá-se também outros produtos que colhem.

 

No nordeste significa “muito” referente a quantidade.

Aquele cara tem uma tuia de porcaria velha em casa.

 



Conheça um balaio de bambu


Publicado em: 18/08/2014
 

No dia 19 de março comemora-se o dia do artesão e o Sou Agro não poderia deixar de agradecer a esta classe de trabalhadores que tanto facilita a vida no campo. Gente que lida com couro fazendo selas de cavalo e arreamentos, mestres em moldar palha, barro, madeira, vime, fibras vegetais, etc. Para homenagear estes profissionais com habilidades manuais, o Sou Agro foi até São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, conversar com João Claudino da Silva Filho, 70 anos.

Nascido em Nova Resende, Minas Gerais, ele trabalhou nas lavouras de café até os 30 anos. Com o passar do tempo, decidido a mudar, optou por fazer balaios. Não demorou e foi ao sítio de um conhecido em Guaxupé pedir varas de bambu.

“Se você tiver inclinação para fazer balaio, bambu eu lhe dou à vontade”, disse o amigo na época. Foi assim que o artesanato entrou na vida de João. No entanto, o começo não foi nada fácil. “Comecei a destalar (fazer tiras) o bambu para a armação, mas os esteios (tiras para a base) eram muitos, não dava certo”, diz. “Então entrei no quarto, ajoelhei e pedi para Deus me dar uma aula”, complementa o artesão.

Da oração veio a resposta que precisava: as tiras que formam o esteio (a base) para o levantamento tinham que ser em número ímpar para dar certo o trançado. Mas engana-se quem pensa que os segredos desse ofício se decifram por aqui. “Tem que saber como cortar o bambu para não dar broca”, diz Claudinei Claudino da Silva, filho de seu João. O rapaz, hoje com 35 anos, aprendeu a arte com o pai quando tinha 12 anos.

Lívia Andrade

João faz balaios para colheita de milho ou café, e muito mais, como cestas das mais variadas, esteira para carro de boi, rede de balançar, entre outros produtos

“Eu chegava da escola e ia mexer com balaio”, diz Silva. Mais tarde, quando começou a trabalhar em uma fazenda, o herdeiro fez dos balaios uma forma de complementar a renda. “Eu trabalhava de segunda à sexta e no final de semana fazia balaios para vender”, diz. Mas o trabalho tem seus melindres. O bambu tem que estar maduro, o que acontece quando os brotos laterais perdem as folhas, não necessariamente as varas estão amarelas.  “O bambu precisa ser cortado na lua minguante, se não entra doença”, diz Silva.

Cada balaio consome entre três e quatro varas. “Você precisa tirar os brotos laterais no sentido do crescimento. Se tira ao contrário, machuca o bambu”, diz João. De acordo com o herdeiro da tradição, a parte mais complicada é o destalar. “Na parte do arco, você precisa tirar as fitas do bambu inteiro e é difícil por causa dos nós”, diz Silva. Mas depois de prontas as tiras, a execução é uma questão de prática e, no caso do seu João, basta um dia para uma peça estar pronta.

Embora os balaios (de milho ou de café) sejam os mais vendidos, Silva Filho confecciona outros produtos. “Ele faz cesta, cesto de roupa, cesta de galinheiro, peneira, samburá (cesto para guardar peixes), covo (armadilhas para peixes), esteira para carro de boi, rede de balançar nenê”, diz Nair Lídia da Silva, esposa de seu João e sua auxiliar no momento de tecer o balaio. “Ele não coloca miolo de bambu, só a casca de fora que é mais resistente”, acrescenta a esposa.

As obras das mãos da família de João estão presentes em toda região. “Quando eu morava em Casa Branca, vendi mais de 25 cestas para a colheita da jabuticaba”, relembra. Já os balaios de 60 litros são muito usados na colheita de café, porque comportam exatamente uma saca do grão. Outros artigos perderam espaço para os industriais. “Antigamente, só tinha peneira de bambu e a gente usava para separar as sementes da goiaba e fazer geleia”, diz Nair.

Matérias-primas
O material que seu João mais trabalha é o bambu por ser mais fácil de achar. No entanto, o preferido é a cana-da-índia (aquela usada para vara de pescar). “Ela é mais resistente, mas o gomo é mais curto e dá mais trabalho”, diz.  No passado, seu João fez muitas peças de taquara do mato, uma espécie de cana que era comum nas matas. “Mas hoje você não encontra mais”, diz seu João, que ficou conhecido como João do balaio por conta do ofício.