Curiosidades

O maior jardim de flores do mundo


Publicado em: 31/03/2014
 

 

Sete milhões de flores, incluindo tulipas, narcisos e jacintos, mais de duas mil árvores, esculturas, fontes, um lago e um velho moinho: é esse o cenário encantador de Keukenhof, considerado o maior jardim de flores do planeta.

O parque ocupa uma área de 32 hectares e fica localizado na cidade de Lisse, a poucos quilômetros de Amsterdã; a capital holandesa. Normalmente, a abertura dos portões ao público coincide com o início da primavera no Hemisfério Norte, mas neste ano o clima ameno veio mais cedo e os visitantes puderam apreciar o jardim botânico um dia a mais, com a florada já em seu auge.

Na temporada, que segue até o dia 20 de maio, Keukenhof tem um motivo a mais para comemorar: o jardim está celebrando seu aniversário de 65 anos e, por isso, o tema escolhido foi a própria Holanda.

O país é o maior produtor mundial de tulipas, com a incrível marca de 4,2 bilhões de bulbos cultivados anualmente, entre mais de duas mil espécies diferentes. Metade dessa produção é comercializada no exterior, enquanto a outra metade permanece em solo holandês, para a alegria de moradores e turistas.

Novidades para a temporada 2014

Todos os anos, mais de 800 mil turistas visitam Keukenhof, consolidando o jardim como um dos cartões-postais mais populares e fotografados da Holanda. Entre as novidades deste ano, está um belíssimo mosaico de flores representando os canais e edifícios de Amsterdã. Para compor o desenho, que mede 22 por 13 metros, foram utilizadas 60 mil tulipas e jacintos.

Outro destaque fica por conta do recém-renovado Jardim Histórico, que conta a história dos mais de 400 anos de florescimento da tulipa no país. Nessa área, encontra-se o busto de Carolus Clusius (1526-1609), o homem responsável por plantar a primeira tulipa em um dos primeiros jardins botânicos da Europa. Foi graças a ele que essa flor de beleza única se tornou um ícone da Holanda.

Além desse setor, o turista pode ainda caminhar por sete jardins inspiracionais, conferir as curiosidades da exposição “Tulip Mania” e visitar os diversos pavilhões, que já têm 30 mostras alternadas de diversas plantas agendadas. Entre as variedades, estão as gérberas (3 a 8 de abril), rosas (10 a 15 de abril), alstroemérias e íris (24 a 29 de abril) e os crisântemos (1 a 9 de maio). No pavihão Willem-Alexander, é possível ver a beleza de 75 mil tulipas de mais de 600 variedades.

Já o evento anual “Parada da Flor”, está previsto para acontecer no dia 3 de maio, com a presença de mais de 20 carros alegóricos florais e programação musical variada.

Passeios de barco e bike pela região são alternativas

Keukenhof é um parque projetado para caminhar e, por isso, não é permitido entrar de bicicleta no parque. Mas, como estamos falando do país das bicicletas, é possível explorar os arredores a bordo de uma “magrela”. No estacionamento, ao lado da entrada principal, há um serviço de aluguel por € 10 ao dia. Lá, eles indicam quatro rotas sinalizadas, que variam de 5 a 25 km.

Outra atividade imperdível é o passeio de barco pelos canais internos do jardim. As silenciosas embarcações elétricas foram adaptadas para navegar nas águas rasas e estreitas da área. O passeio dura 45 minutos e é uma ótima maneira de apreciar e fotografar os campos floridos de um outro ângulo.

Se você for viajar para a Holanda nessas próximas oito semanas, não deixe de visitar o jardim e conhecer esse espetáculo multicolorido da natureza. Os ingressos custam 15 euros para adultos (cerca de R$ 47) e podem ser adquiridos na bilheteria ou antecipadamente no site oficial (keukenhof.nl).

Há ainda a opção de adquirir o “Combi Ticket” que, além da entrada, inclui o valor das passagens de ônibus até o local. O ticket combinado custa 28 euros para adultos (cerca de R$ 90) e 12,50 euros (cerca de R$ 40) para crianças entre quatro e onze anos.



Professora de S. José cria jogo para fisioterapia após câncer de mama


Publicado em: 07/03/2014
 

Um novo jogo de videogame promete facilitar as sessões de fisioterapia das mulheres que retiram a mama em casos de câncer. A tecnologia desenvolvida por uma professora de fisioterapia da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos (SP),  estimula movimentos a partir de um sensor que captura a imagem do corpo da paciente e projeta uma realidade virtual, o que torna o tratamento mais interativo.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia durante o ano passado pela professora Izabela Mendes, de 24 anos, e já atendeu cerca de 20 mulheres de forma gratuita no Departamento de Fisioterapia. O objetivo da professora é colocar o jogo no mercado de forma gratuita, mas ainda não há previsão para quando isso irá ocorrer.

“Queria desenvolver algo diferente na linha de reabilitação e mulheres com câncer de mama precisam muito de um tratamento interdisciplinar”, afirmou a Izabela. O novo método também guarda em uma base de dados toda a evolução da paciente. “O jogo é dinâmico e ela [a paciente] vê a própria projeção na tela. Eu programo os movimentos e ela vai brincando”, diz.

Além do software para videogame, também foi desenvolvida uma manta de vibração complementar ao jogo. O item é envolvido no braço das pacientes e contribui para fortalecer músculos e movimentos. “As pacientes tiveram diminuição da dor, aumento na ampliação do movimento, no sinergismo muscular e força, além de melhoria na própria qualidade de vida”, explicou a professora.

Professora de S. José cria jogo para fisioterapia após câncer de mama 2 (Foto: Arquivo pessoal/Izabela Mendes)
Jogo deve ser disponibilizado gratuitamente no
mercado (Foto: Arquivo pessoal/Izabela Mendes)

Resultados
Para quem realizou as sessões de fisioterapia, o jogo já apresentou resultados positivos. A aposentada Leila Tenório de Oliveira, de 48 anos, retirou a mama após um câncer descoberto em 2008. Desde então, ela realiza fisioterapia convencional, mas foi após realizar tratamento com o software no ano passado que as dores diminuíram de vez.

“Pra mim foi muito bom em relação ao braço. Diminuiu bastante a dor e consegui até dormir melhor à noite. Temos nossos limites, mas vi que dá para ir além. O jogo ameniza muito a dor e foi melhor do que a [terapia] convencional”, afirma a paciente.

Os projetos estão em fase de registro e devem ser colocados no mercado em breve. De acordo com a Izabela, o jogo para fisioterapia está em fase de atualização da sua segunda versão, que deve ser disponibilizada para download gratuito, facilitando o tratamento em casa.

Registro
Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde estima que haverá 576.580 novos casos de câncer diagnosticados no país este ano. Entre os que devem ter maior incidência, estão os de pele, próstata e mama, segundo o ministério.

A previsão, de acordo com o governo, é que o tumor de pele não melanoma, considerado o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total.

Na sequência, segundo a previsão do ministério, são esperados, aproximadamente, 69 mil novos casos de câncer de próstata. Em relação às mulheres, segundo o estudo, o câncer de mama deve atingir mais de 57 mil casos.

(*) Colaborou: Daniel Corrá

Fonte: http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2014/03/professora-de-s-jose-cria-jogo-para-fisioterapia-apos-cancer-de-mama.html



Aparelho dentário irregular pode causar até perda de dente, diz dentista


Publicado em: 07/03/2014
 

A aplicação e uso de aparelhos ortodônticos sem o acompanhamento de um dentista pode causar problemas de mastigação, reação alérgica, perda óssea, movimentações dentárias desnecessárias e até perda dos dentes, segundo especialistas.

Elásticos, borrachas e fios dentários são vendidos sem fiscalização nas ruas de São Paulo , por usuários nas redes sociais e em outros sites, e usados por jovens como acessórios de moda. Dentistas ouvidos pelo G1 dizem que os danos podem ser irreversíveis ou de difícil reparação.

Celso Lemos, professor do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a aplicação inclui até fios de vassoura e supercola, além de fios e elásticos trançados. “Tudo isso tem potencial de fazer um estrago muito grande, com perda de dente. Temos visto imagens de dentes totalmentes soltos, com a raiz fora da maxila, presos só pelo aparelho” afirma.

Um estudante de 16 anos ouvido pelo G1, morador de São Paulo, conta que já usa aparelho há três anos, mas há oito meses decidiu parar o tratamento para “personalizá-lo” em casa, sozinho.

“Tem um amigo que traz uns rolos de fio e as borrachinhas. Não precisa colar nada. É fácil e rápido”, conta o jovem. Seus pais não gostaram do aparelho. “Mas eu quis. Está na moda, vários amigos meus cancelaram o tratamento para fazer a personalização em casa, manual. Dá mais destaque no sorriso”.

Outra jovem de São Paulo, de 15 anos, conta que usa aparelho “só de enfeite” há mais de um ano. “Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”, diz. Ela pagou R$ 90 para que um conhecido colocasse o aparelho em sua boca. A “manutenção” ela faz sozinha, em casa. “Pego [o material] com uns amigos que compram”, explica.

Segundo a adolescente, o falso aparelho “aperta como se tivesse colocado no dentista” e mexe com o dente. “Estou querendo tirar porque está dando problema no meu dente. Está entortando um pouco”, queixa-se. Ela não foi mais ao dentista depois que colocou o aparelho.

Complicações
Tanto os jovens que colocam os acessórios por conta própria, quanto os que mantêm o aparelho depois de um tratamento odontológico para personalizar correm risco de danificar a estrutura dentária e comprometem a saúde bucal, explica Cláudia Garrido, cirurgiã-dentista e supervisora do Setor de Fiscalização do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

“Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”
Estudante de 15 anos

Os que mantêm o aparelho após tratamento podem perder toda a correção obtida. “Tanto é que, após o tratamento ortodôntico, o paciente usa aparelho de contenção, justamente com o intuito de manter a posição dos dentes”, diz a dentista Cláudia.

“Pelo fato de adquirir (os acessórios) de ambulantes não sabemos a procedência do produto e isso coloca em risco a saúde do usuário, porque não existe biossegurança. Os produtos são vendidos fora da embalagem original e não se sabe como foi o armazenamento”, diz.

O tipo de elástico e a forma como os jovens os colocam entre os brackets pode aplicar força nos dentes de forma aleatória, provocando alteração do posicionamento dentário e consequentemente, dor. “É muito difícil que o aparelho não cause sensibilidade, mesmo em tratamento assistido”, afirma.

Segundo ela, a prática traz riscos de intrusão, quando o dente é empurrado para o interior do tecido ósseo; de extrusão, quando ele é puxado para baixo e para fora do suporte ósseo, e de giroversão, quando o dente gira no próprio eixo. Sem uma mastigação adequada, ela conta que também pode haver problemas de digestão dos alimentos.

Diferentes usos
A pedido do G1, ela comentou algumas formas de uso desses acessórios dentários, mostrados em imagens publicadas nas redes sociais. Veja abaixo a análise de Cláudia Garrido:

Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook) (Foto: Reprodução/ Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Nesta foto, ele usou elástico ortodôntico, porém em posicionamento incorreto. Há união de dois ou mais elementos (dentários) através dos elásticos e sem o apoio do fio. Ele faz o trançado inclusive utilizando as aletas (ganchos dos brackets) de forma irregular. Isso pode alterar completamente a posição dos dentes e provocar giroversão, que é quando o dente gira no próprio eixo. É o mais propenso a ter problemas sérios.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados

“O que me chama atenção nesta foto não é nem tanto os elásticos no bracket. Mas o fio colorido que está sendo utilizado, que não é um fio usado em tratamento ortodôntico. Dá a impressão de ser um material plástico e maleável. Aí a força maior fica nos elásticos que têm apoio e suporte menor do fio. O fio usado em ortodontia é metálico e possui densidade e forças específicas. Esse não vai ter força de resistência adequada.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook) (Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“O ferrinho duplo ou triplo também não é um fio adequado para ortodontia. Este é mais denso e parece mais plástico ou talvez um arame. E há quantidade excessiva de elásticos colocados nos brackets, que pode causar movimentação dentária irregular e perda óssea. Não tem como dizer qual a procedência do material, que pode gerar até reações alérgicas.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook) (Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Neste caso, o mais importante é saber a procedências dos elásticos. Porque este tipo de elástico existe disponível no mercado ordontológico e não é irregular. O formato do elástico em si não tem problema. Há também em forma de flor, coração, naipes de baralho, além dos redondinhos convencionais.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto:Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é uma novidade total para mim. Desconheço completamente este tipo de fio torcido para tratamento ortodôntico. Muito provavelmente é um fio de arame ou plástico. E a forma como foram colocados os elásticos também é irregular.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é um elástico que chamamos de elástico corrente. Ela causa forma mais excessiva do que os redondinhos convencionais e precisa ter acompanhamento mais rigoroso. Causa movimentação dentária mais acentuada. Ele também é usado na ortodontia em casos específicos, quando (o dentista) quer fechar pequenos espaços entre os dentes ou para movimentações pequenas de um elemento dentário.”

 

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/02/aparelho-dentario-irregular-pode-causar-ate-perda-de-dente-diz-dentista.html