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Curiosidades

conheça um carro de bois


Publicado em: 09/07/2014
 

Introduzido pelos colonizadores portugueses, o carro de boi difundiu-se por todo o país, existindo ainda no meio rural nordestino.

O carro de boi foi um dos principais meios de transporte utilizados para transportar a produção das fazendas para as cidades, mas ainda é utilizado em algumas regiões do país.

Em alguns municípios, como em algumas regiões do interior brasileiro, ainda há fazendeiros que realizam mutirões de carros de bois para transportar suas produções agrícolas e também outros produtos. O som estridente característico do carro de bois, chamado de canto, lamento ou gemido, também faz parte da nossa cultura.

Dotado de uma estrutura que não possui o diferencial, suas rodas travam durante as curvas. Quando em movimento, o autêntico carro de bois emite um som estridente característico – o cantador – que anuncia a sua passagem.

Partes do carro de boi

Algumas das partes do carro de boi (fonte:Dicionário de Caetitenês, de André Koehne; Museu do carro de boi):

  • canga: peça em que se prende o cabeçalho ou o cambão,e que é colocada sobre o pescoço de dois bois, responsável pela transferência de energia mecânica ao cabeçalho.
  • canzil: Peças em forma de estacas trabalhadas que atravessam a canga de cima para baixo em quatro pontos, de modo que o pescoço de cada boi fique entre duas dessas estacas;
  • arreia: suportes que atravessam transversalmente o cabeçalho, sobre os quais se apoiam as tábuas da mesa;
  • cabeçalho: a longa trave que liga o corpo do carro à canga, que se atrela aos bois;
  • cantadeira: parte do eixo que fica em contato com a parte inferior do chumaço. O contato entre eles produz o som característico do carro;
  • cheda: Prancha lateral do leito do carro de bois, na qual se metem os fueiros;
  • cocão: Cada uma das partes fixadas por baixo das chedas, que servem para fixar, duas de cada lado do carro, cada um dos chumaços;
  • fueiro: cada uma das estacas de madeira que servem para prender a carga ao carro;
  • mesa: a superfície onde se coloca a carga;
  • Recavém, ou requevém, é a parte traseira da mesa.
  • tambueiro: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender o cabeçalho ou o cambão à canga;
  • brocha: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender um canzil ao outro passando por baixo do pescoço do boi.
  • Roda: feita de madeira nobre (Jacarandá), constituí de três pranchas unidas por travas de madeira(cambota)colocadas internamente nas pranchas por furos retangulares, estas fixadas por grampos e chapas de ferro. A circunferência é coberta com chapa de aço fixada à madeira com grampos de aço cuja forma arredondada deixa um rastro característico.
  • palmatora: partes laterais do cabeçalho na parte anterior da mesa do carro de boi.

Festivais do carro de bois

Por seu valor cultural, o carro de bois é homenageado em diversos festivais e encontros, onde se reúnem os últimos usuários e colecionadores desse meio de transporte rústico e simbólico do meio rural brasileiro.

Em Minas Gerais, são conhecidos os festivais de carro de boi de Formiga, Bambuí, Ibertioga, Desterro de Entre Rios, Vazante, Macuco de Minas , São Pedro Da União, Matutina e Pará de Minas.

Na arte

O carro de bois é um elemento referencial, na intervenção feita no Solar do Unhão, atual sede do Museu de Arte Moderna da Bahia, pela arquiteta Lina Bo Bardi: uma escada de madeira, interna, foi toda feita sem o uso de parafusos ou pregos – tal como nos antigos carros.

A música sertaneja, com sua dupla pioneira, Tonico e Tinoco, junto a Anacleto Rosas Jr., compôs a canção “Boi de Carro”, onde traçam um paralelo ao boi já velho com o trabalhador que avança na idade.

 

 

72 Carros de Boi cantaram em Patrocínio-MG 2014

A tradicional carreata de Carro de Boi de Patrocínio-MG,que aconteceu nos dias 28 e 29/06/2014, contou com 72 Carros de Boi oriundos de várias regiões. Esta carreata acontece há 12 anos,e  é realizada pelo Sr Sebastião Nunes(Tião Leiteiro). Acompanhando cada Carro de Boi  iam ,além do carreiro(a) e o(a) candeeiro(a), vários familiares e amigos, que em grupos formavam as tradicionais comitivas. Para se ter uma ideia, a comitiva de Unaí-MG, com 15(quinze) Carros de Bois, chegou ao encontro vindos de Coromandel-MG, onde haviam participado do V Encontro de Carro de Boi deste município, acompanhados das comitivas de Guimarânia, Coromandel,Vazante, e de Patos de Minas, numa viagem por terra de 3 dias.

 

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Vocë conhece um pilão?


Publicado em: 26/05/2014
 

O pilão é um utensílio culinário essencial na cozinha africana, com as mesmas funções de um almofariz, ou seja, para moer alimentos, mas de tamanho muito maior.

É normalmente feito de um tronco escavado, geralmente de uma madeira macia, com dimensões que variam entre 30 a 70 cm de altura, e utiliza-se colocando dentro o material a moer e batendo-lhe com um pau liso de 60 cm a 1,2 m (de acordo com o tamanho do pilão), que pode ser de uma madeira mais rija e tem uma das extremidades arredondada, chamado o “pau do pilão”.

Grupo de mulheres em Cabo Verde, utilizando um pilão.

Os grandes pilões, geralmente para cereais (principalmente milho ou sorgo), podem ser utilizados por várias pessoas ao mesmo tempo, cada uma com um pau que vão batendo os grãos alternadamente, ao som de uma melopeia que dá o ritmo das batidas. Para além de moer o grão, o pilão é também usado para descascar o arroz. Em Cabo Verde, essa técnica é até hoje utilizada para moer sobretudo o milho. O acto de pilar recebe o nome, em crioulo, de cotchí.

Os pequenos pilões são usados para o amendoim ou castanha de caju de que normalmente se precisam menores quantidades (para fazer o famoso caril de amendoim).

O pau do pilão é ainda usado para moer mais finamente massas, por exemplo, de milho já moído e misturado com água, em recipientes de barro largos, com um movimento circular.

No sul de Moçambique, o pilão é um dos objetos normalmente oferecido aos noivos, no dia seguinte ao casamento, numa cerimónia chamada xiguiane.

O pilão é utilizado nas religiões tradicionais africanas, religiões afro-brasileiras, religiões afro-americanas, no assentamento e como insígnia de alguns orixás como Xangô, Ayrà, Oxaguian entre outros, usado também, para o preparo da comida ritual de vários orixás. Dá nome a uma festa anual o Pilão de Oxaguian onde é servida a comida preferida de Oxaguian que é o inhame pilado, é equivalente as festas de várias cidades africanas onde comemoram os inhames novos feita no período da colheita e uma festa em Ejigbo feita pelo Oba de Ejigbo com a mesma finalidade.



7 flores bonitas, mas terrivelmente tóxicas e até fatais


Publicado em: 24/05/2014
 

Existem cerca de 350 mil espécies de flores e a maioria delas não causa nenhum mal ao homem e aos animais. No entanto, há exceções e as aparências podem enganar. Algumas belas e deslumbrantes florzinhas podem guardar um lado negro, que intoxica e até mata quem mexer com elas. Confira abaixo quais são essas flores lindas, mas terrivelmente tóxicas e até fatais.

1 – Kalmia latifolia

List Verse

Kalmia latifolia, mais comumente conhecida como Louro-da-Montanha, produz delicadas flores brancas e rosadas no final da primavera, sendo nativa dos Estados Unidos. Ela é belíssima, mas por baixo daquele exterior delicado bate o coração de um assassino.

As duas principais toxinas nessa flor são a andromedotoxina e o arbutin, mas a primeira é que é realmente preocupante. A andromedotoxina causa simultaneamente um efeito em que o coração bate perigosamente rápido e também muito devagar. O resultado é um ataque cardíaco, mas apenas se consumida em grande quantidade.

Em doses menores, a toxicidade da flor causa respiração irregular, salivação abundante, perda da coordenação motora, vômitos, diarreia, fraqueza e convulsões.

O pior de tudo é que você não tem que comer as flores para passar por isso, pois o mel de abelhas que visitaram a Kalmia latifolia contém todas as propriedades tóxicas da própria flor. Os gregos já chamavam esse produto de “mel furioso” e eles usaram para derrotar Xenofonte de Atenas por volta de 400 a.C.

2 – Jacobaea vulgaris

Jacobaea vulgaris, também conhecida como Senecio ou Tasneirinha, é uma planta importante para o ecossistema em que floresce. Muitos insetos obtêm alimento a partir dela. Por causa disso, a presença das flores é interessante para as sociedades de conservação.

Isso é uma boa notícia para os insetos, mas uma má notícia para todas as outras espécies. A Organização Mundial de Saúde confirmou a presença de pelo menos oito alcaloides tóxicos em nessa planta. O problema é que, ao contrário da maioria venenos, que rapidamente deixam o sistema, os alcaloides da Jacobaea se acumulam no fígado com o tempo.

Dessa forma, as toxinas acumuladas resultam em cirrose. No entanto, a toxicidade vai piorando o quadro do fígado de forma silenciosa e, quando a pessoa começa a sentir os sintomas, já é tarde demais. Infelizmente, essas toxinas também afetam o mel produzido pelas abelhas que visitaram as flores dessa espécie, bem como o leite de cabras que comem essa flor.

3 – Veratrum

Veratrum é comumente cultivado para fins ornamentais. No entanto, a beleza dessa flor para por aí, pois cada pedaço da planta é letalmente tóxico. Os primeiros sintomas de envenenamento por Veratrum são violentas dores de estômago, que normalmente se iniciam cerca de 30 minutos após a ingestão.

Como as toxinas caem na corrente sanguínea, elas fazem um caminho mais curto para os canais de íons de sódio, que agem como portões que permitem que o sódio flua através dos nervos, provocando uma reação. Isso causa convulsões e batimentos acelerados e lentos no coração, podendo causar um ataque cardíaco ou estado de coma. Acredita-se que este foi o veneno que matou Alexandre, o Grande.

4 – Cerbera odollam

Entre os indianos, a Cerbera odollam é conhecida como “árvore do suicídio”, pois suas flores e sementes são altamente tóxicas. Ela pode ser uma arma letal nas mãos erradas. Em um período de 10 anos, pelo menos 500 mortes foram confirmadas na Índia tendo como causa a ingestão da Cerbera, que mata pelo efeito de um glicosídeo potente chamado cerberin.

O cerberin começa a fazer efeito em uma hora e os sintomas podem ser nomeados como sendo de uma “morte gentil”. Depois de uma leve dor de estômago, a pessoa logo entra em coma e seu coração para de bater. Todo o processo pode ocorrer em cerca de três horas.

Ela é considerada a arma do crime perfeito, pois o componente químico fica indetectável após o envenenamento. Uma equipe de pesquisadores na Índia acredita que até o dobro de pessoas (do número citado acima) possam ter morrido com essa intoxicação, em casos de homicídio, mas que se acreditava ser morte súbita.

5 – Sanguinaria canadensis

Vulgarmente conhecida como raiz de sangue, a Sanguinaria cresce no leste da América do Norte. Os nativos americanos costumavam utilizá-la como um corante ornamental, mas ela também era usada para induzir abortos. Uma quantidade maior pode levar as pessoas ao coma.

Recentemente, passaram a usá-la indiscriminadamente como um remédio caseiro para o câncer de pele, mas, obviamente, os resultados foram terríveis. A raiz de sangue contém uma substância química chamada sanguarine, a qual, além de ser uma toxina perigosa, é uma substância escarótica.

Os escaróticos matam o tecido e o desfazem como uma gelatina, deixando para trás uma cicatriz preta chamada escara. Em outras palavras, colocar um unguento com essas flores em sua pele faz com que as células da epiderme literalmente se matem. A mesma coisa acontece internamente.

O componente interrompe uma enzima que faz o trabalho importante de bombeamento de sódio para fora das células e de potássio para dentro. Quando isso não acontece, todas as funções do corpo param. E o resultado você pode imaginar qual é.

6 – Adenium obesum

Originária da África, a Adenium obesum tem sido usada há séculos como um veneno de lanças e flechas. A “rosa do deserto”, como a preparação tóxica é chamada, é feita pela fervura da planta por 12 horas até retirar todo o extrato e deixar o líquido evaporar.

A viscosidade resultante é um veneno altamente concentrado. Ele é tão tóxico que um animal, ao ser atingido por uma flecha envenenada, mal consegue fugir por uma distância de dois quilômetros. Dessa forma, os caçadores conseguem alcança-los facilmente enquanto os bichos agonizam.

Para você ter uma ideia, esta planta tem sido usada por tribos toda África para matar animais de grande porte como os elefantes. A planta contém uma substância química chamada ouabaína, que provoca insuficiência respiratória quase imediata em doses elevadas. Se ela já é capaz de derrubar animais tão grandes, imagina o que faz com humanos?

7 – Oenanthe crocata

Em 2002, oito turistas em Argyll, na Escócia, decidiram se alimentar com algumas raízes de um córrego próximo ao local em que estavam visitando. Após colher as plantas, eles voltaram para a casa em que estavam hospedados e adicionaram a quantia em um preparo de um prato de curry.

No dia seguinte, quatro foram parar no hospital. O que eles pensavam ser pastinacas (um legume bastante consumido nas regiões britânicas) era realmente a Oenanthe crocata. O consumo dessa planta tem taxa de mortalidade de até 70%. Então, o pequeno grupo de turistas teve até sorte, pois nenhum deles morreu.

Além de ser letal, dependendo da dose, essa planta tem uma propriedade tóxica bastante interessante. O composto assassino, chamado de oenanthotoxina (OETX), relaxa os músculos ao redor dos lábios e força a pessoa intoxicada a sorrir, mesmo quando ela está no meio de convulsões fatais.

De acordo com os registros históricos, a planta era usada na Grécia desde o século VIII a.C., quando Homero cunhou o termo “sorriso irônico” para descrever o sorriso macabro adornando os rostos das vítimas desse veneno.



Como acabar com o chulé


Publicado em: 20/05/2014
 
C.H.U.L.É: azedo, indesejado, fedorento, chato, constrangedor.

Calmaaaaaa, com as dicas abaixo o danado do chulé vai ficar longe dos seus calçados e do seu pé.


PREVENÇÃO:

 

·        Lave e seque os pés antes de calçar qualquer sapato
·      Hidrate os pés com creme que contenha uréia, pés hidratados e sem fissuras são mais resistentes às bactérias que causam o chulé.
·     Use meias limpas, prefira as de algodão, troque-as todo dia. Meias sujas e suadas são foco de bactérias causadoras dos maus odores.
·     Sempre polvilhe pó ou spray antisépito nos pés antes de calçá-los. Na falta do pó industrializado, substitua por bicarbonato de sódio, um pouquinho resolve.
·   Limpe o sapato após usar: lave as sandálias rasteiras e chinelos, LIMPE COM VINAGRE OU ÁGUA SANITARIA molhe um algodão e limpe dentro do calçado.
SEMPRE: Quando chegar em casa, retire os sapatos e polvilhe sal fino de cozinha dentro do sapato  e deixe em local fresco, arejado e longe do sol.
·    Não use o mesmo sapato todo dia: alterne com outro par e fique sem usar o mesmo calçado por no minimo 24horas.
RETIRAR CHULÉ DO SAPATO:

Você chega em casa, retira o sapato e aquele mau cheiro se espalhar pela casa?


 
JOGUE DENTRO DOS SAPATOS SAL FINO DE COZINHA IMEDIATAMENTE e coloque-os para arejar na sombra por 6 horas. Depois retire o sal de cozinha e guarde o sapato. Ele estará pronto para ser usado novamente e sem chulé!
SAL NÃO RESOLVEU? Peque um algodão e molhe em água sanitária, limpe dentro do sapato. Não precisa enxaguar, deixe secar e não use o sapato por 2 dias
OUTRA OPÇÃO É LAVAR…
COM SAL FINO DE COZINHA, deixe o sapato de molho em água salgada e depois lave como de costume, não use sabão em pó pois aumenta o chulé. Use sabão de coco ou sabão para roupas delicadas.
ACABAR COM CHULÉ NO PÉ: Não adianta tratar o sapato se o pé estiver sujo: Antes de dormir, esquente 4 litros de água, coloque numa bacia, acrescente meia xicara de água sanitária, coloque os pés de molho por 20 minutos na água com água sanitária. Enxugue os pés. Evite calçar sapatos depois dessa limpeza.
Para entender como o chulé se instala – como as bactérias e os fungos agem visite BLOG LabTudo
CASOS EXTREMOS – CHULÉ PÔDRE
O Luiz me escreveu falando que um rato morreu depois que entrou no seu sapato. Se o seu caso é parecido com o do Luiz, Se seu C.H.U.L.É é poderoso e assassino, recomendo:
OPERAÇÃO XÔ C.H.U.L.É:
·        Retire todos os sapatos do armário e limpe com agua sanitaria (molhe um algodão e limpe dentro do sapato.
.         Quando a agua sanitaria secar, coloque sal, deixe por 3 horas. (tenis e sapatos forrados de tecido por dentro use o somente o sal, nao limpe com agua sanitaria)
·        Passadas as 3 horas polvilhe pó antiséptico ou bicarbonato de sódio em todos eles e guarde.
 
NO DIA A DIA:
SEMPRE após usar os sapatos polvilhe o sal deixe agir por 3 horas, retire o sal e polvilhe o pó antiséptico. Só depois guarde-os no armário/sapateira.
OBRIGATÓRIO: sempre calce os sapatos com os pés limpos e secos.
SUGESTÃO DO GILMAR:
Comprar PASTA D 'AGUA 100GR MENTOLADA na sua farmacia online
Tive muitas desagradáveis situações por conta do maldito chulé até que um dia me indicaram “PASTA D”AGUA MENTOLADA” fui na farmacia comprei custou R$ 15,00 apliquei por duas noites seguidas e dormia de meia para não soltar na cama, depois dessas aplicações nunca mais tive problemas tiro meu tenis ou sapato em qualquer lugar que vou sem problemas, podem experimentar que eu garanto. Obs: apos usar o produto evite usar os velhos tenis e sapatos contaminados ou lave muito bem todas as vezes que forem usar e evite repetir por vários dias.

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Por que o sovaco fede tanto?


Publicado em: 15/05/2014
 
Se você também já se pegou em um dia daqueles em que o banho passou da validade e suas axilas estão com um odor nada agradável, chegou a hora de entender porque isso acontece
Fonte da imagem: Shutterstock

Você está se divertindo, conversando com os amigos e dando boas risadas quando, de repente, um movimento mais amplo com os braços revela a verdade: suas axilas estão fedendo!

Os motivos podem ser os mais variados – desde a falta de um desodorante mais potente até algum tipo de disfunção no organismo –, mas fato é que todos nós em algum momento da vida exalamos aquele cheirinho desagradável de suor.

Provavelmente você já ouviu que o bom e velho “cc” está relacionado com a proliferação de bactérias e é isso mesmo. Mas chegou a hora de entender melhor o que acontece debaixo dos seus braços e saber por que outras partes do seu corpo não tem um cheiro tão ruim quanto as axilas.

Tudo acontece nas glândulas

ShutterstockGlândula sudorípara vista com o auxílio de um microscópio.

Existem dois tipos diferentes de glândulas sudoríparas que estão relacionadas com a secreção de suor no nosso corpo.

As glândulas écrinas estão distribuídas em todo o corpo e são responsáveis pela excreção de um suor que é basicamente composto por água e sais, como cloreto de sódio, potássio e bicarbonato. Essas glândulas funcionam continuamente para que a evaporação do suor sirva como um mecanismo de termorregulação e para a manutenção do equilíbrio eletrolítico do corpo.

Já as glândulas apócrinas são encontradas apenas em algumas áreas do corpo – como as axilas e a virilha. Localizadas próximo à superfície da pele, essas estruturas secretam dentro do folículo piloso um tipo de fluido mais gorduroso e inodoro que costuma ser liberado em situações de stress emocional.

Essas duas glândulas também são responsáveis pela produção de feromônios, que são substâncias que suscitam reações fisiológicas e comportamentais, como a atração sexual, por exemplo.

Ah, as bactérias!

Amostra de Staphylococcus spp.

A quantidade de bactérias presentes no corpo humano é simplesmente impressionante – carregamos cerca de 100.000.000.000.000 (cem trilhões) delas para onde quer que formos. E entre todos os espaços que esses microrganismos poderiam ocupar no seu corpo, existe uma grande variedade deles que prefere se instalar nos “suvacos”, como diriam alguns.

Logicamente, com um milhão de bactérias por centímetro quadrado de axila, não há como escapar do cheiro ruim. Isso porque organismos como Corynebacterium spp., Staphylococcus spp., Micrococcus spp. e Propionbacterium spp. se alimentam de alguns compostos presentes no suor e, dependendo da oferta de comida, eles produzem diferentes odores.

De acordo com o Real Clear Science, as moléculas de enxofre são as piores, que dão às axilas um cheiro nauseante que lembra um odor de cebola. A decomposição do ácido isovalérico e do ácido propanoico remetem a um pé suado (ou seja, chulé!), enquanto o ácido etanoico lembra vinagre. Outros compostos também podem resultar em cheiros que se parecem com cominho ou almíscar.

Mas como nem tudo são flores e sempre pode piorar, existe uma doença chamada trimetilaminuria (conhecida também por síndrome do odor de peixe). Trata-se de uma desordem genética que impede que o organismo quebre as moléculas de trimetilamina presentes em alguns alimentos – o que resulta no suor, urina e hálito que apresentam odor de peixe. A condição é rara e acomete uma a cada 10 mil pessoas.

A importância dos odores

Apesar dos desconfortos que os cheirinhos podem causar, sabemos que os odores são importantes. Os pesquisadores já descobriram que alguns mamíferos nascem com aromas diferentes, organizados de acordo com o tipo. Essa característica funciona como uma espécie de identificação que permite que cada indivíduo seja reconhecido pelos outros.

Curiosamente, testes com ratos revelaram que, independente da dieta do animal, esse odor individual não muda. “Se esse fenômeno ficar comprovado com os humanos, existirá uma possibilidade de desenvolver mecanismos para identificar os odores individuais em humanos”, aponta o estudo.

Os testes realizados até o momento mostraram que cães foram capazes de reconhecer pacientes com câncer de próstata a partir do odor de amostras de urina, o que indica que algumas doenças podem alterar nossos cheiros.