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Curiosidades

Como é feita a exumação de um cadáver?


Publicado em: 03/04/2018
 

Um corpo pode ser retirado da terra para dar espaço a outros em cemitérios ou para descobrir a causa de uma morte mal explicada. Os ossos são retirados da sepultura e colocados em urnas menores, gavetas ou vão para a cremação. No caso de mortes suspeitas, antes de irem para as urnas, os corpos passam por exames periciais.

 

Toda exumação, exceto as que atendem a um pedido judicial, tem que ser feita após três anos da morte, pelo menos. Ao abrirem o caixão, os coveiros usam luvas, respirador e macacão para evitar contaminações por bactérias, baratas e insetos que cobrem o corpo. Lascas de roupa e pele são jogadas num saco de lixo, junto com o caixão, e levadas a um aterro. Já os ossos podem seguir para o Instituto Médico Legal (no caso de investigações). Também podem ser alocados em ossários ou até mesmo incinerados.

 

Defuntos célebres, como Charles Chaplin, Evita Perón e Che Guevara já foram exumados. No Brasil, já tiraram da cova o presidente João Goulart e o imperador dom Pedro I.

 

CSI do além

Partes do corpo podem dar pista dos momentos que antecederam a morte

Como é feita a exumação de um cadáver? © Mundo Estranho Como é feita a exumação de um cadáver?

 

1) CABELOS – Se uma pessoa foi envenenada, resquícios da substância podem estar nos pelos, assim como em pequenas amostras do solo em que foi enterrada

 

2) TUMORES CALCIFICADOS – Formações desse tipo podem deixar marcar nos ossos, indicando a ocorrência de câncer e uma possível causa mortis

 

3) SANGUE – Manchas pardas nos ossos duram muitos anos e podem ser uma evidêncida de hemorragia interna

 

4) OSSOS – Raios X indicam o estágio de desenvolvimento dos ossos, revelando a idade na ocasião do óbito. Marcas indicam se houve fratura e quando ocorreu. Restos de metais ou fragmentos de bala incrustados podem indicar algum crime

 

5) DENTES – Pela arcada dentária é possível saber se a pessoa estava saudável ou desnutrida nos dias que antecederam sua morte

 

6) ÚTERO – Alterações no tamanho desse órgão ou pequenos ossos fetais podem indicar gravidez no momento da morte

 

7) UNHAS – Dependendo das substâncias encontradas nelas, é possível saber se a pessoa comia carne ou era vegetariana, por exemplo

 

Pergunta da leitora – Juliana Pogogelski, Ponta Grossa, PR

CONSULTORIA Livro Medicina Legal, de Genival França / FONTES Serviço Funerário do Município de São Paulo, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo



Os 10 erros de português mais cometidos pelos brasileiros


Publicado em: 02/04/2018
 

Equipe de linguistas revela equívocos mais comuns em aplicativo de idiomas que ensina português também para nativos.

 

“Vi no Facebook uma mulher dizendo que casaria com o primeiro homem que soubesse usar crase, mas não são só os homens que não sabem usar. As mulheres também!”, alerta a linguista Camila Rocha Irmer, uma das encarregadas de avaliar os erros de português no Babbel, um dos maiores aplicativos de ensino de idiomas no mundo.

 

Ela se refere a um dos erros mais comuns entre falantes de português brasileiro – quando usar a crase? -, juntamente com as dúvidas sobre os “por ques” e outras.

 

“É algo difícil de explicar. Acho que esses erros acontecem porque há um abismo entre o que escrevemos e o que falamos”, diz à BBC Brasil.

 

“Quem não lida com a escrita diariamente não se lembra das regras. E, mesmo que as pessoas estejam dando mais opiniões nas redes sociais, é uma escrita rápida. Você não tem muito tempo para pensar sobre como escrever.”

 

Há os “erros de sempre”, mas Irmer afirma que existem também as questões que aumentam ou diminuem a cada ano. Em 2017, por exemplo, a dúvida sobre quando usar “há” e “a” apareceu mais vezes no aplicativo do que no ano anterior.

 

“Agora, estamos alcançando um público de menor escolaridade que não quer só aprender idiomas estrangeiros, mas tem problemas com português mesmo. E recebemos muitos recados, pelo aplicativo, de pessoas que estão aprendendo português ao estudar outra língua.”

 

A pedido da BBC Brasil, a equipe de linguistas e educadores do Babbel fez um levantamento dos erros mais recorrentes entre os falantes de língua portuguesa no ano de 2017. Veja a lista:

 

1. “Entre eu e você”

O correto, segundo os especialistas, é usar “entre mim e você” ou “entre mim e ti”. Depois de preposição, deve-se usar “mim” ou “ti”.

Por exemplo: Entre mim e você não há segredos.

 

2. “Mal” ou “mau”

“Mal” é o oposto de “bem”, enquanto que “mau” é o contrário de “bom”. Na dúvida sobre qual usar? Os especialistas recomendam substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.

Por exemplo: Ela acordou de bom humor; Ela acordou de mau humor.

 

3. “Há ou “a”

“Há”, do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por “faz”.

Por exemplo: Nos conhecemos há dez anos; Nos conhecemos faz dez anos.

Mas o “a” faz referência à distância ou a um momento no futuro.

Por exemplo: O hospital mais próximo fica a 15 quilômetros; As eleições presidenciais acontecerão daqui a alguns meses.

 

4. “Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos atrás”

Usar “Há” e “atrás” na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro.

Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O romance começou muito tempo atrás.

Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás, de Raul Seixas, está incorreta.

 

Ilustração © BBC Ilustração

5. “Tem” ou “têm”

Tanto “tem” como “têm” fazem parte da conjugação do verbo “ter” no presente. Mas o primeiro é usado no singular, e o segundo no plural.

Por exemplo: Você tem medo de mudança; Eles têm medo de mudança.

 

6. “Para mim” ou “para eu”

Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase com um verbo, deve usar “para eu”.

Por exemplo: Mariana trouxe bolo para mim; Caio pediu para eu curtir as fotos dele.

 

7. “Impresso” ou “imprimido”

A regra é simples: com os verbos “ser” e “estar”, use “impresso”.

Por exemplo: Camisetas com o slogan do grupo foram impressas para a manifestação.

Mas com os verbos “ter” e “haver”, pode usar “imprimido”.

Por exemplo: Só quando cheguei ao trabalho percebi que tinha imprimido o documento errado.

 

8. “Vir”, “Ver” e “Vier”

A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas situações, como por exemplo no futuro do subjuntivo. O correto é, por exemplo, “quando você o vir”, e não “quando você o ver”.

Já no caso do verbo “ir”, a conjugação correta deste tempo verbal é “quando eu vier”, e não “quando eu vir”.

 

9. “Aquele” com ou sem crase

Em vez de escrever “a aquele”, “a aqueles”, “a aquela”, “a aquelas” e “a aquilo”, use “àquele”, “àqueles”, “àquela”, “àquelas” e “àquilo”.

Por exemplo: Maíra deu o número de telefone dela àquele rapaz

 

10. “Ao invés de” ou “em vez de”

“Ao invés de” significa “ao contrário” e deve ser usado apenas para expressar oposição.

Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.

Já “em vez de” tem um significado mais abrangente e é usado principalmente como a expressão “no lugar de”. Mas ele também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas recomendam usar “em vez de” caso esteja na dúvida.

Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bicicleta.

(msn)



1º de abril – DIA DA MENTIRA


Publicado em: 01/04/2018
 

O dia 1º de abril é considerado em vários países ocidentais como o Dia da mentira, uma data em que muitos se aproveitam para “pregar uma peça” em amigos ou mesmo em desconhecidos. Mas como essa data teve origem? E por que ela ocorre justamente em 1º de abril?

 

  • Mudança do calendário e as origens do Dia da Mentira, ou “Dia de todos os tolos”

 

As origens do Dia da Mentira não são plenamente exatas, mas é certo que remontam à França da segunda metade do século XVI. Em 1564, o rei francês Carlos IX tornou oficial nos domínios de seu reinado o novo calendário, definido durante o Concílio de Trento (1545 a 1563). Esse novo calendário ficou conhecido como calendário gregoriano por ter sido proposto pelo Papa Gregório XIII. O calendário gregoriano substituiu o calendário juliano (proposto por Júlio César no século I a.C.), provocando alterações fundamentais, como a mudança de datas comemorativas.

O Ano Novo, por exemplo, era comemorado, no calendário juliano, sempre em 25 de março, quando se iniciava a Primavera no Hemisfério Norte. As comemorações duravam cerca de uma semana, finalizando-se no dia 1º de abril. O calendário gregoriano mudou a comemoração dessa data para o dia 1º de janeiro – vigente até hoje. Carlos IX, sendo o primeiro a adotar o calendário, provocou uma mudança nos hábitos de seus súditos. Grande parte dos franceses, após 1564, ainda comemorava o Ano Novo na passagem do mês de março para o mês de abril. Aqueles que sabiam que o calendário antigo havia sido revogado começaram a zombar dos desavisados, chamando-os de tolos e acusando-os de comemorarem de forma mentirosa a passagem do ano.

 

O último dia da antiga comemoração, o dia 1º de abril, ficou marcado então como o “Dia da mentira”, isto é, da “comemoração mentirosa da passagem do ano”. Em 1582, o Papa Gregório XIII publicou a bula Inter gravissimas, que instituiu oficialmente o novo calendário em todos os países católicos. Esse fato contribuiu para que o Dia da mentira se propagasse para outras regiões além da França, tornando-se popular em todo o mundo ocidental.

 

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  • Exemplos de mentiras contadas no dia 1º de abril

Como dissemos no início do texto, o Dia da mentira é frequentemente utilizado para se “pregar uma peça”. Muitos casos de mentiras contadas no dia 1º de abril tornaram-se famosos. No Brasil, um dos casos mais notórios ocorreu em 1º de abril de 1848. O periódico pernambucano chamado sugestivamente de “A Mentira” noticiou o falecimento do então imperador do Brasil Dom Pedro II. Como sabemos, Dom Pedro II só morreu em 1891, na França. O jornal teve que desmentir o fato dois dias depois da publicação.

 

Outro exemplo que podemos dar, mais recente e de âmbito internacional, vem da empresa Google. O site de buscas Google é conhecido por ser um dos mais inovadores do mundo da internet, mas também um dos mais descontraídos. No dia 1º de abril do ano 2000, o Google disponibilizou ao público uma versão de sua página de buscas chamada MentalPlex. A MentalPlex seria capaz de ler a mente das pessoas, isto é, não era necessário que a pessoa digitasse o que estava a fim de saber na barra de busca. Bastava apenas olhar fixamente em uma bolinha de cristal colorida e com movimentos gráficos hipnóticos, disponível na página, para que o próprio sistema soubesse o que você estava querendo saber. Não é preciso dizer que muitos dos usuários do Google tentaram ter seus pensamentos adivinhados pela MentalPlex.

(Por Me. Cláudio Fernandes)



10 igrejas famosas e incríveis para conhecer no Brasil


Publicado em: 31/03/2018
 

 

  • Catedral da Sé | São Paulo, São Paulo

    Localizada no marco zero de São Paulo, a Catedral da Sé é um símbolo da cidade, tanto por sua importância histórica, quanto religiosa. A construção se iniciou em 1913 e a inauguração se deu em 1954, mas a catedral só ganhou seu formato definitivo em 2002, depois de uma restauração que completou o projeto original. A catedral, símbolo de arquitetura neogótica no mundo, também tem uma cripta a sete metros de profundidade aberta para visitas.

     

  • Santuário do Bom Jesus de Matosinhos | Congonhas, Minas Gerais
    Foto: Shutterstock – Santuário do Bom Jesus de Matosinhos | Congonhas, Minas Gerais

    Este é, na verdade, um complexo religioso que compreende a igreja e seis capelas anexas. Ele ficou mundialmente famoso por conter doze esculturas feitas em pedra-sabão pelo grande artista barroco Aleijadinho. Cada uma das figuras representa um dos doze profetas do Antigo Testamento. Por esses e outros motivos, o Santuário é um ponto turístico imperdível em Minas Gerais.

     

  • Basílica de Nossa Senhora Aparecida | Aparecida, São Paulo
    Foto: Shutterstock – Basílica de Nossa Senhora Aparecida | Aparecida, São Paulo

    A gigante basílica em Aparecida, no interior de São Paulo, pode ser vista à distância e é o segundo maior templo católico do mundo, ficando atrás somente da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Construída ainda na primeira metade do século XX, a igreja já recebeu a visita de três papas! É um ponto religioso extremamente importante para católicos de todo o Brasil e recebe mais de 10 milhões de romeiros por ano.

     

  • Igreja e Convento de São Francisco | Salvador, Bahia
    Foto: Shutterstock – Igreja e Convento de São Francisco | Salvador, Bahia

    Os franciscanos construíram esse convento e igreja logo depois da chegada dos portugueses, no entanto, a estrutura foi quase completamente destruída durante a invasão holandesa. No século XVIII ela foi construída com um interior predominantemente barroco e coberto de ouro. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo pelo Instituto Português do Patrimônio Arquitetônico.

     

  • Mosteiro de São Bento | Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
    Foto: Shutterstock – Mosteiro de São Bento | Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Fundado no fim do século XVI por monges que viajavam pela costa desde Salvador, poucos anos depois da fundação do Rio de Janeiro, o mosteiro foi receber a igreja, que é um exemplo precoce do que seria o exuberante barroco brasileiro, alguns anos mais tarde. Com fachada modesta que não chama atenção, seu interior surpreende e suas torres ostentam doze sinos – um deles vindo da Alemanha, em 1953, pesando 5750 quilos.

     

  • Igreja São Francisco de Assis | Ouro Preto, Minas Gerais
    Foto: Shutterstock – Igreja São Francisco de Assis | Ouro Preto, Minas Gerais

    No alto de Ouro Preto, uma antiga cidade de mineração, a igreja foi construída no fim do século XVIII e é considerada uma obra-prima de Aleijadinho. Erguida em estilo barroco com detalhes de rococó, a igreja também é tombada como patrimônio histórico e artístico do nosso país, além de ser outra das maravilhas de origem portuguesa no mundo.

     

  • Igreja São Francisco de Assis | Belo Horizonte, São Paulo
    Foto: Shutterstock – Igreja São Francisco de Assis | Belo Horizonte, Minas Gerais

    Com os inconfundíveis traços de Oscar Niemeyer, a igreja se encontra na Pampulha, em Belo Horizonte, desde 1943. Todo o complexo foi projetado por Niemeyer e a igreja é considerada a obra-prima do conjunto. Como se isso já não fosse suficiente, seu interior abriga painéis de Cândido Portinari e seus jardins são assinados por Burle Marx – não é à toa que se tornou um dos principais cartões postais da cidade.

     

  • Mosteiro de São Bento | Olinda, Pernambuco
    Foto: Shutterstock – Mosteiro de São Bento | Olinda, Pernambuco

    A Basílica e o Mosteiro de São Bento constituem um importante complexo arquitetônico barroco e são tombados em nível nacional, junto com parte do centro histórico da cidade. Olinda é uma das cidades mais bem preservadas do país e o mosteiro não é diferente. O primeiro ficou pronto em 1599, mas logo sofreu um incêndio. Ele foi reconstruído em 1656 e está em pé até hoje – a igreja ficou pronta em 1761.

     

    Catedral Nossa Senhora Aparecida | Brasília, Distrito Federal

     

    Catedral Nossa Senhora Aparecida | Brasília, Distrito Federal

    Mais conhecida como Catedral de Brasília, a igreja foi inaugurada em 1960 e projetada também por Oscar Niemeyer. A estrutura que vemos acima do solo é, na verdade, o teto da catedral e, para acessá-la, precisamos passar por baixo de uma piscina que cerca toda a estrutura.

     

  • Igreja Nosso Senhor do Bonfim | Salvador, Bahia
    Foto: Shutterstock – Igreja Nosso Senhor do Bonfim | Salvador, Bahia

    A igreja é famosa em todo o país por conta de suas fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim, que são frequentemente levadas como lembranças de Salvador. É a igreja mais importante da Bahia e se destaca das outras por uma peculiaridade – ainda que seja católica, promove rituais de outras religiões – caso da famosa lavagem dos degraus em adoração tanto a Jesus quanto a Oxalá.

    (guiadasemana)

 

 

 



Comemorando 20 anos – Conheça as curiosidades envolvendo o Viagra


Publicado em: 27/03/2018
 

Lançado há 20 anos nos Estados Unidos, o Viagra se tornou um grande sucesso e uma fonte de renda inesperada para o laboratório americano Pfizer, assim como para os falsificadores do mundo inteiro.

 

A seguir as curiosidades sobre a pílula revolucionária:

– Fruto do acaso –

No início dos anos 1990, os cientistas do laboratório Pfizer pesquisavam um novo medicamento contra a angina de peito, o citrato de sildenafila. Os testes revelaram a ineficiência da substância para reduzir a dor provocada por esta doença.

 

Mas entre os homens o remédio provocou um efeito inesperado: uma ereção. E muitos voluntários relataram uma vida sexual melhor.

 

A Pfizer reorientou a pesquisa para a impotência masculina, um transtorno que afeta um terço dos homens com mais de 40 anos. O tratamento da disfunção erétil era na época o primo pobre das farmacopeia moderna, com propostas que não eram práticas nem eficientes, como mini-supositórios para a uretra e injeções no pênis.

 

A FDA (agência americana para alimentos e remédios) aprovou o novo medicamento em 27 de março de 1998. O produto começou a ser vendido com o nome Viagra no início de abril nos Estados Unidos.

 

– Sucesso fulgurante –

O êxito do comprimido azul foi imediato: nas duas primeiras semanas de comercialização 150.000 receitas foram registradas nos Estados Unidos.

 

O Viagra se tornou um sucesso mundial antes mesmo de ser autorizado fora do território americano. Vendas por meio de contrabando aconteceram em países como Israel, Polônia e Arábia Saudita em meados de 1998, com preços de três a cinco vezes superiores ao cobrado nos Estados Unidos (por volta de 10 dólares).

 

Pouco depois do lançamento oficial na Europa, em setembro de 1998, a pílula contra a impotência se tornou rapidamente uma locomotiva financeira para a Pfizer.

 

As vendas mundiais de Viagra dispararam mais de 30% em 1999 e em 2000, superando rapidamente um bilhão de dólares por ano. Uma surpresa para o grupo farmacêutico que havia previsto inicialmente um faturamento de 100 milhões de dólares por ano.

 

– Contrabando por todos os lados –

As campanhas publicitárias protagonizadas por um ex-candidato republicano à Casa Branca (Bob Dole, em 1999) e pelo rei do futebol Pelé (em 2002), entre outros famosos, deram notoriedade a um medicamento que segundo os cientistas começa a surtir efeito, em média, 27 minutos depois da ingestão.

 

O contrabando entra em movimento: comprimidos falsos fabricados na Tailândia ou na Índia eram vendidos pela internet poucas semanas depois do início da comercialização.

 

Os falsificadores perceberam que o Viagra era uma mina de ouro. O remédio passou a ser o mais contrabandeado e as apreensões nas alfândegas explodiram.

 

Uma pesquisa realizada em 2011 pela Pfizer mostrou que 80% do Viagra comprado na internet era produto de contrabando. Isto significa que pode conter produtos tóxicos como pesticidas, gesso ou tinta para impressora, advertiu a empresa americana.

 

– Uso indevido –

O uso indevido ou “recreativo” de Viagra também avançou rapidamente. Um estudo britânico detectou em 1999 uma utilização pequena, mas real, entre jovens.

 

Em 2012, uma pesquisa americana mostrou que 8% dos jovens do país tomavam Viagra e outros “facilitadores de ereção” (Cialis, Levitra) apenas para garantir o rendimento sexual.

 

Ao mesmo tempo, cientistas começaram a pesquisar se o Viagra – os genéricos chegaram às farmácias da Europa em 2013 e dos Estados Unidos em 2017 – representa uma substância dopante para os atletas.

 

Após hesitar por algum tempo, a Agência Mundial Antidoping decidiu não incluir a substância na lista de produtos proibidos: o citrato de sildenafila teria um efeito dopante apenas em altitude elevada.

 

Fontes: AFP, Pfizer e publicações científicas como British Medical Journal e Journal of Sexual Medicine.