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Curiosidades

Conheça uma roda de fiar


Publicado em: 24/10/2014
 

A roda de fiar ( ou roca) é o instrumento em que se produz fio de lã ou algodão que será posteriormente utilizado em um tear para confecção de tecido, supõe-se que a roca, como instrumento, foi inventando na India entre 300 e 800 d.C.. Antes disso se produzia os fios à mão e não havia constância na espessura do fio.

 

Algumas notícias sobre a roca: ela ainda é muita usada pelo Brasil à fora, fiando lã e algodão. Existem fabricantes de roca no Brasil em pleno seculo XXI e não são poucos. Os fios produzidos por essas rocas são usados em teares manuais que produzem peças belissímas.

 

Exitem vários tipos de rocas, mas as usadas no Brasil são as de tradição portuguesa desde 1500, uma roca fabricada em 2012 é igual a uma de 1600 e usa o mesmo princípio, mas não são iguais é aqui que entra meu trabalho.

O fuso é uma vareta comprida, roliça e pontiaguda em que se enrola o fio torcido à mão que será fiado, o fio torcido a mão, por exemplo, é um tanto de lã somente lavada após retirada da ovelha e desembaçada, hoje em dia (na verdade a mais de cem anos) não se usa mais fuso, pois a lã é desembaraçada por um instrumendo chamado carda.

 

No Brasil colonial o fuso era de madeira ou nem mesmo existia, se fazia o trabalho do fuso com as próprias mãos, quando na Europa o fuso já era de ferro.roda de fiar1  roda de fiar3 roda de fiar4 roda de fiar5 roda de fiar6



Conheça um monjolo


Publicado em: 24/10/2014
 

Monjolo é uma máquina artesanal tradicional, movida a água, destinada ao beneficiamento do arroz, milho, café.

Ao contrário do que se pensa, o monjolo não é muito utilizado para a fabricação de farinha, uma vez que o peso do braço, que é de madeira, não é suficiente para moer os grãos. Para se fazer a farinha é utilizado o moinho, que atrita os grãos contra uma mó, pedra pesada capaz de reduzir os grãos a pó.

Mais raramente, pode ser usado para socar grãos secos , resultando numa farinha mais espessa.

É formado por uma haste de madeira suspensa de forma que a parte que suporta o pau do pilão é maior que a outra, que termina por um cocho que enche com a água proveniente de uma calha, fazendo assim levantar o pau do pilão. Quando está cheio o cocho, este faz baixar a haste e, quando o cocho despeja a água, a outra extremidade cai sobre o pilão.

Para o habitante do meio rural é comum procurar morar nas proximidades do rio ou riacho, lugar onde haja água. Se ele é plantador de arroz ou milho terá uma das mais prestativas máquinas, o monjolo.



Curiosidades sobre a cabaça


Publicado em: 07/10/2014
 

As cabaças são frutos de plantas rasteirinhas como a melancia, abóbora e pepino. As que são utilizadas para artesanato têm a casca dura e são ocas por dentro.

  Chama-se Lagenaria, filha das Curcubitáceas. É natural da Europa; embora sejam cada vez menos cultivadas, conhecida tambem como abóbora cabaça.

A altura de apanhar a cabaça é importante, pois se ela for colhida fora de hora vai apodrecer. A cabaça deve estar bem madura, com a ramagem bem seca.

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Antigamente, no campo, utilizavam as cabaças para conservar a àgua fresca que os trabalhadores rurais bebiam com satisfação.

Para ser usada no artesanato, a cabaça deve ficar 1 a 2 meses a secar ao sol. Elas são de tamanhos e formatos variados.

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A riqueza da flora brasileira e a criatividade popular encontram neste fruto, com formas tão originais, uma de suas expressões mais fascinantes. Como objeto do cotidiano, suporte de várias artes ou cheio de fundamentos religiosos, pode nos surpreender e emocionar com seus multiplos usos e sentidos, seja no artesanato, na musica, na cozinha, na religião ou nos brinquedos.

Úteis em casa e no trabalho, mágicos nos rituais, próprios pra fazer música e arte, prontos pra brincar, estes frutos são também bons pra pensar. Bons pra pensar o Brasil, as relações dos homens com os meios em que vivem, com os mundos que veem e representam, e os encontros e desencontros destes homens.

Conhecidos desde tempos ancestrais pelos nomes de cabaça, cuia, porongo, coité ou cuité, os frutos de espécies vegetais distintas, mas assemelhadas nos sistemas de pensamento e classificação populares, têm recebido múltiplos usos e sentidos ao longo dos séculos nas cinco regiões brasileiras, perdendo-se na história referências à época e ao local de origem dos cabaceiros (Crescentia lagenaria), porongos (Lagenaria vulgaris) e das cuieiras (Crescentia cujete) no país.

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No cenário cotidiano, como instrumento de trabalho e recipiente para líquidos e alimentos, na música, nos rituais, nas festas e brincadeiras, no artesanato tradicional e nas recriações de artesãos urbanos, entrecascas desses frutos multiformes constituem tanto objetos de uso corriqueiro quanto suportes de expressões que distinguem e identificam indivíduos e grupos da sociedade brasileira, num universo misto de referências culturais. Além disso, dão nomes a cidades, rios, praias, serras e lagoas de Norte a Sul, e estão amplamente presentes na tradição oral no Brasil.

Os Indios tem uma grande influencia no uso da cabaça, como recipiente para água, cuia para servir ou guardar alimentos preparados, pequenas taças de uso ritual e na confecção de alguns instrumentos sonoros: a cabacinha com quatro furos; a buzina, na qual completa o gomo de taquara; no cinto de algodão, sob a forma de sininhos sem badalos que se chocam uns contra os outros, usado na cintura por corredores, amarrado abaixo do joelho ou socado contra o chão pelos cantores.

Em casas ribeirinhas, indígenas e quilombolas do Brasil, os frutos dos cabaceiros, das cuieiras e dos porongos costumam ser partidos em vários formatos, esvaziados do miolo, polidos e, quem sabe, até tingidos e decorados com incisões de exímia precisão, para servir como baldes, coiós, bacias, copos, tigelas; ou como cuias de tomar água, tacacá, chibé e mingau, no Norte, ou chimarrão e teréré, no Sul e no Centro-Oeste. Desses mesmos frutos que são transformados em objetos para comer e beber, também se fazem instrumentos de trabalho de pescadores, seringueiros e produtores de farinha de mandioca, que partem suas bandas de cuia para levá-las aos rios, às florestas e casas de forno.

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No Nordeste, das mesmas cabaças que armazenam e transportam água pelo sertão, cortam-se cuias que são usadas nas feiras como unidade de medida para pesar, comprar e vender itens como farinha e tapioca, além de líquidos. Nelas também se guardam as sementes do replantio, a nata pra fazer manteiga, mel e até peças de roupa.

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O fruto que cura:

Além dos usos das cuias e cabaças como recipientes, registram-se vários outros, de carater medicinal. Desses frutos tudo se aproveita: da casca, preparam-se extratos contra os males do fígado; do miolo, que também serve como ração para o gado, fazem-se xaropes, usados como purgativo, expectorante e antitérmico, ou cataplasmas indicadas contra dores de cabeça.

Consideradas por diversos grupos humanos como elementos dotados de poderes especiais, as cuias e cabaças estão presentes num vasto conjunto de práticas rituais e tradições religiosas, de matrizes indígenas e africanas em especial, amplamente difundidas no Brasil. Inteiras ou cortadas em partes, ocas, preenchidas ou envoltas em palhas e contas, lisas ou decoradas com incisões, todas têm seus donos na Terra e nos outros mundos, e constituem objetos prenhes de significados ritualísticos que só podem ser integralmente compartilhados por iniciados que conhecem ‘o fundo da cabaça’.

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Entre o povo de santo, assim como entre povos indigenas, aqueles frutos chocalham sons que afastam espíritos e influências negativas, quando balançados por determinados agentes rituais, conhecedores das palavras e cânticos apropriados. Nas religiões afro brasileiras, a cabaça é igba, na terminologia nagô, que representa o universo, o masculino e o feminino; o simbolo da união de Obatalá e Oduduwá, o Céu e a Terra; o invólucro mágico das folhas curativas de Ossain, presentes nos assentamentos desse orixá; um item poderoso do azé de Omulu; o recipiente sagrado dos panos da costa, também conhecidos como panos de cuia, das oferendas, como o padê (farofa) de Exu, e de beberagens devotadas a entidades que ligam a terra dos homens ao mundo dos deuses. Em rituais caseiros, as cuias pitingas são preparadas especialmente para os banhos de cheiro, à base de ervas escolhidas por suas virtudes benfazejas, pra “fechar o corpo”  e “abrir os caminhos”.

o fruto do porongo objeto de cuidados especiais e a grande atração das rodas de chimarrão e de tereré. Na forma do numero oito, cortados na parte de cima, furados e polidos com cera, prontos pra receber a erva mate com água morna ou fria, deles se fazem cuias que passam de mão em mão, sempre à direita, como manda o antigo ritual de sociabilidade dos mateadores.



Conheça o funcionamento de um engenho de cana de açúcar


Publicado em: 07/10/2014
 

Em 1533, o colonizador português Martim Afonso de Souza trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar e realizou a disseminação dessa primeira atividade de exploração econômica no Brasil. A produção desse tipo de gênero agrícola aconteceu por conta do conhecimento anterior de técnicas de plantio e preparo que permitiriam o desenvolvimento de tal atividade na América Portuguesa. Contudo, a fabricação do açúcar não dependia somente do plantio da cana em terras férteis.

Para que o caule da cana fosse transformado no açúcar a ser consumido em diferentes partes da Europa, era necessário que várias instalações fossem construídas. Mais conhecidos como engenhos, tais localidades eram compostas por uma moenda, uma casa das caldeiras e das fornalhas e a casa de purgar. Com o desenvolvimento da economia açucareira, os engenhos se espalharam de forma relativamente rápida no espaço colonial, chegando a contar com 400 unidades no começo do século XVII.

Após a colheita, a cana-de-açúcar era levada à moenda para sofrer o esmagamento de seu caule e a extração do caldo. Em sua grande maioria, as moendas funcionavam com o uso da tração animal. Também conhecida como trapiche, esse tipo de moenda era mais comum por conta dos menores gastos exigidos para a sua construção. Além do trapiche, haviam as moendas movidas por uma roda-d’água que exigiam a dificultosa construção de um canal hidráulico que pudesse movimentá-la.

Feito o recolhimento do caldo, o produto era levado até a casa das caldeiras e fornalhas, onde sofria um longo processo de cozimento realizado em grandes tachos feitos de cobre. Logo em seguida, o melaço era refinado na casa de purgar, lugar onde a última etapa de refinamento do açúcar era finalmente concluída. O beneficiamento completo do açúcar era realizado em terras brasileiras pelo fato de Portugal não possuir refinarias que dessem fim ao serviço.

Ainda em terras coloniais eram produzidos dois tipos diferentes de açúcar: o mascavo, de coloração escura e escoado para o mercado interno; e o branco, em sua grande maioria direcionado aos consumidores do Velho Mundo. Após a embalagem do açúcar, as caixas eram transportadas para Portugal, e, posteriormente, para a Holanda, que participava realizando a distribuição do produto em solo europeu. Por volta do século XVII, a cidade flamenca de Amsterdã passou a realizar o refino do açúcar.

Além dessas unidades produtivas, um engenho também contava com construções utilizadas para o abrigo da população que ali vivia. Na casa-grande eram alojados o proprietário das terras, sua família e alguns escravos domésticos. Na senzala ficavam todos os escravos que trabalhavam nas colheitas e instalações produtivas do engenho. Por meio dessa configuração, podemos ver que a formulação desses espaços influiu nos contastes que marcaram o desenvolvimento da sociedade colonial.

Ao contrário do que muitos chegam a imaginar, os engenhos não estavam disponíveis em toda e qualquer propriedade que plantava cana-de-açúcar. Os fazendeiros que não possuíam recursos para construírem o seu próprio engenho eram geralmente conhecidos como lavradores de cana. Na maioria das vezes, essesplantadores de cana utilizavam o engenho de outra propriedade mediante algum tipo de compensação material.

Por Rainer Sousa
Graduado em História



Por que o vaga-lume acende?


Publicado em: 10/09/2014
 

Na certa uma questão intrigante que nem damos tanto valor pode ser uma coisa primordial na natureza.

Quem nunca viu, pessoalmente, na  TV ou em fotos, uns bichinhos muito curiosos que brilham no escuro? São os vaga-lumes ou pirilampos. Eles produzem luz principalmente por dois motivos:

1) Para se defender e se reproduzir. Imagine um louva-a-deus aproximando-se de um pequeno vaga-lume “apagado”. Este não teria chance de escapar. Mas, quando ele acende sua  “lanterna”, acaba assustando esse predador.

2) Os lampejos também são utilizados para atrair o sexo oposto na hora da reprodução. Para gerar luz, várias reações químicas acontecem no corpo do inseto, consumindo uma grande quantidade de energia e também oxigênio, que são usados como combustível. A cor da luz varia de acordo com a espécie do vaga-lume e é determinada por pequenas variações nos compostos que participam das reações químicas.

Na reação química, cerca de 95% aproximadamente da energia produzida transforma-se em luz e somente 5% aproximadamente se transforma em calor. O tecido que emite a luz é ligado na traquéia e no cérebro dando ao inseto total controle sobre sua luz.

Infelizmente, os vaga-lumes estão ameaçados pela forte iluminação das cidades, pois quando entram em contato com essa forte iluminação, sua bioluminescência é anulada interferindo fortemente na reprodução podendo até serem extintos.