Como surgiu a história de que gatos tem sete vidas?

Publicado em: 18/12/2017
 

Tudo começou na Santa inquisição, onde além de bruxas, magos, ruivos, homossexuais, judeus e muçulmanos, os gatos também eram considerados coisa do tinhoso.

 

O Papa Gregório IX, que fundou a Santa Inquisição em 1232, afirmava na bula Vox in Roma que o diabólico gato preto, “cor do mal e da vergonha”, tinha vindo ao mundo para a infelicidade dos homens. Como os druidas e bruxos viviam isolados e rodeados por muitos gatos, a Igreja começou a associar os gatos às trevas, devido aos seus hábitos noturnos, e afirmava terem parte com o demônio, principalmente os de cor preta. E a única forma de acabar com os gatos pretos era acabar com TODOS os gatos. Tadinhos!

 


Por mais que eles tentassem exterminar os gatinhos, eles continuavam rondando por ali, já que os amantes dos felinos criavam gatos em segredo, impedindo que a espécie desaparecesse. Foi assim que os inquisidores tiveram ainda mais “certeza” de que miau era canto do demônio e que por isso, teriam 7 vidas.
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Mesmo com muitos protetores, foi inevitável que a quantidade de gatos diminuísse drasticamente. E de acordo com muitos historiadores, este fato está diretamente ligado à maior pandemia de Peste Bulbônica da história. Também conhecida como Peste Negra, a Peste Bulbônica dizimou mais de um terço da população européia entre os anos 1347 e 1350. Ela era causada pela bactéria Yersinia pestis, residente no pulga Xenopsylla cheopis que por sua vez habitava no rato preto indiano Rattus rattus.
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A recuperação na população de gatos teria sido decisiva para o controle da peste, mas há estudiosos que discordem do fato. Uma outra versão é que os gatos teriam 7 ou 9 vidas em decorrência da habilidade que esses felinos possuem para escapar de situações que envolvam risco à sua vida.
Não seja óbvio.

(muitointeressante)