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CAP vira placar no final do jogo e com um jogador a menos vence o Tombense por 2 a 1

Publicado em: 22/01/2018
 

Time Grená enfrentou um adversário fechado, perigoso e ainda a contusão séria de Bruno Moreno quando já havia feito todas as substituições

 

Ademir comemora o gol de empate que marcou pelo Patrocinense

O Clube Atlético Patrocinense(CAP) conseguiu, na raça, a primeira vitória no campeonato mineiro, neste domingo(21), no Estádio Pedro Alves Nascimento. Enfrentou o Tombense, um adversário perigoso e ainda perdeu o voltante Bruno Moreno, com torção no joelho. Mas, tinha Ademir que fez um golaço e ainda participou do lance que decidiu o placar de 2 a 1 frente a uma vibrante torcida grená no Gigante do Horto.

O CAP foi a três pontos, os mesmos que o Tombense já tinha. Na quarta-feira(24), às 20:30, o CAP recebe a URT no estádio Pedro Alves, o Tombense tem mais um jogo fora, enfrenta a Caldense em Poços de Caldas, no Ronaldão.

O jogo. Depois da estreia em Belo Horizonte, quando o time perdeu por 2 a 1 e mereceu melhor sorte. E parecia que o time continuaria com o azar de BH. O técnico Rogério Henrique manteve o time do jogo do Independência, com uma única alteração. Saiu Nilo por contusão e entrou Magal, na lateral esquerda.

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O Tombense comeomora o primeiro gol do jogo, aos 4 minutos do primeiro tempo

Mas, logo aos 4 minutos do primeiro tempo, um escanteio para o CAP. O time foi todo aos ataque. Na cobrança, houve um contragolpe do Tombense, um cruzamento na área é Flávio Augusto, atrás da defensa, cabeceou. A bola tocou no travessão e ultrapassou a linha de fundo. Era o primeiro gol do jogo.

A torcida começou a culpar Magal. Mas, a culpa não foi só dele. Não houve cobertura dos volantes e o ataque ficou à vontade para fazer a jogada. Era uma repetição do que ocorrera no Independência. Um buraco no lado esquerdo da defesa.

Mas, o CAP mandava no jogo. Tentando a todo custo entrar na fechadíssima defesa do Tombense. Atacava sempre pelas pontas. Ora, pela direita, ora pela esquerda e a torcida impaciente, especialmente com Magal e Bruno Moreno. Terminou o primeiro tempo. Era hora de fazer as correções.

Segundo tempo. O CAP voltou para a segunda etapa ainda mais intenso. Correndo muito, mesmo com o sol escaldante da tarde de domingo. Mas, parava na defesa de Tombos. Com um problema, a torcida insistia agora na entrada de Quilder, artilheiro de 2017. Juninho Arcanjo, Ângelo e Ademir se destacavam no meio e na frente e a dupla de zagueiros: Diego Borges e Rodolfo Mol, firmes na defesa.

Para tentar uma alternativa, Rogério Henrique substituiu a partir dos 25 minutos o Leomir pelo Peixoto, o Mário César por Quilder e, mais tarde, Gênesis por Marcelo Régis.

Porém, outro problema ficava cada vez mais evidente: a cada ataque perigoso do time grená, havia um contra ataque mais perigoso do time da Zona da Mata. E foi num lance desses, que o volante Bruno Moreno tentou evitar a decida do Tombense e se contundiu. A bola pegou na ponta do seu pé e provocou uma forte torção do joelho. Resultado: como já havia sido feitas todas as alterações, o CAP ficou em campo com dez.

A torcida passou a incentivar o time de forma mais incisiva. Aí, cada jogador se transformou e passou a correr pelo resultado: era questão de honra. Sentido o clima, a torcida crescia ainda mais.

Golaço de Ademir. Até que aos 40 minutos do segundo tempo, a luz de Ademir, o menino franzino, veloz, prata da casa, brilhou. Ele pegou a bola na intermediária do Tombense e foi passando pelos adversários, ignorando-os, um a um. Passou por três defensores e da meia lua, chutou. O desafogo da torcida foi tão incrível quanto o gol. Era o empate 1 a 1.

A torcida entendia que o time podia mais, anda teria forças para virar o jogo. E aconteceu. Mais uma vez, Ademir finta o defensor, vislumbra o gol e dá mais um chute. Só que desta vez, a bola não entrou. Tocou no braço do zagueiro. O árbitro Gabriel Barbosa Murta Maciel, fraquíssimo, não teria como ignorar a terceira falta dentro da área. Marcou um dos três pênaltis da tarde.

O gol da justiça. O CAP então escolheu um jogador experiente para a cobrança: Marcelo Régis. Tranquilo ele colocou a bola na marca da cal. O goleiro Darley, imóvel no centro do gol, como se não se importasse com o cobrador. O juiz apita, Marcelo Régis corre pra bola e coloca no canto baixo direito do goleiro. Darley ainda tocou na bola, mas já era tarde. O CAP virava o jogo aos 45 do segundo tempo.

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A torcida jogou junto, ao final os jogadores vão agradecer. 

A torcida foi a loucura. Diante de tanta vibração, o jogo continuou mais alguns minutos e Rogério Henrique, à beira do gramado pedindo o final desesperadamente. Quando Gabriel Murta Maciel trila o apito e ergue os braços finalizando o jogo, parecia que o time grená tinha vencido uma final de copa. Jogadores foram todos – inclusive os reservas – à torcida agradecer o apoio e receberam mais incentivo ao som de “time de guerreiros”. Mumu, da comissão técnica, não sabia o que fazer, tamanha a vibração. A tensão foi tanta, que Estéfano Caetano passou mal e foi atendido pelo médico do clube Otávio Sia e pelo psicólogo Jonas. Mas, no fim, tudo estava bem.

E eu, que como jornalista tem que manter a postura, pensei: “este é só o segundo jogo do campeonato. Ainda tem mais nove, só na primeira fase. Que importa? Temos que viver a emoção jogo por jogo”.

E quarta-feira é o nosso maior clássico regional, contra a URT. Haja coração!

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 FICHA DO JOGO

CAP.: Neguet; Ângelo, Diego Borges, Rodolfo Mol e Magal; Bruno Moreno, Mário César(Quilder), Leomir(Peixoto) e Juninho Arcando; Gênesis(Marcelo Régis) e Ademir.

TOMBENSE: Darley; David, Wellington, Thé e Bruno; Phelip – PH, Felipe Bahia, Caio César, Cássio(Anderson); Daniel Amorim(Daniel) e Flávio Augusto(Natan).

Gols: Flávio Augusto(Tom); Ademir e Marcelo Régis(CAP)

Arbitragem: Gabriel Barbosa Murta Maciel(CBF); auxiliares: Felipe Alan Costa Oliveira(CBF) e Marciano Pires de Lima(FMF).

Cartões Amarelos: Rodolfo Mol, Bruno Moreno e Marcelo Régis do CAP; Felipe Bahia e Flávio Augusto do Tombense.

Renda: R$ 20.210,00 – Público não fornecido, devido ao número de sócios torcedores.

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Quem falou que o caldeirão do Pedro Alves é campo neutro?

(Redehoje)